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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Crianças que viajam sem cadeirinha ou com o ovo mal montado

Se há algo que me irrita profundamente é ver crianças que não são protegidas pelos próprios pais quando viajam de carro.

Não é raro ver crianças empoleiradas entre os bancos da frente ou soltas a olhar pelo vidro de trás. Estarei eu a ser injusta e tratar-se apenas de (muitos!) casos de viagens ocasionais? Ou há uma falta de responsabilidade de quem transporta estas crianças?

Mas não se trata apenas de crianças sem cadeirinha adequada. Ainda há umas semanas, num parque de estacionamento do Centro Comercial, vi uma mãe instalar um “ovinho” virado para a frente. Nem sei como conseguiu segurar o ovo com os cintos do carro, se é que segurou de alguma maneira...

Será que estas mães e estes pais não sabem as consequências que um acidente, mesmo a baixa velocidade, pode ter num bebé ou criança que não viaja protegida? Não serão estes casos de negligência? Afinal de contas as crianças não se conseguem impor, nem tão pouco entender as circunstâncias.

Resta-me apenas acreditar que cada pessoa é responsável por se informar, seja sobre segurança infantil, seja sobre qualquer outro assunto. E, a partir daí, agir em consciência.

Boas viagens!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Diário de Notícias: Criança sobrevive a lápis cravado no cérebro

Olivia Smith caiu da cadeira onde estava sentada e o lápis que tinha na mão rapidamente se converteu num objeto muito perigoso. Com a queda, a criança enfiou o lápis no olho e este alojou-se no seu cérebro, atravessando os dois hemisférios. Mais de 50 médicos estiveram envolvidos no caso da rapariga, que agora recupera favoravelmente.

A rapariga foi tratada no Hospital Pediátrico de Boston, nos EUA, para o qual teve de ser levada de helicóptero. Mais de 50 médicos estiveram envolvidos no caso e todos concordaram que "por pouco" o lápis não atingiu partes do seu cérebro que podiam ter suscitado danos permanentes ou mesmo a morte da criança.

"Fez-me abrir os olhos a todas as coisas que podem acontecer e nas quais não pensamos", disse Susie Smtih, mãe da criança, citada pelo jornal espanhol ABC. "No dia a dia só pensamos em coisas superficiais. Temos muita sorte", acrescentou.

O Dr. Darren Orbach, chefe da divisão de radiologia intervencionista no hospital de Boston disse que planeia publicar um artigo sobre Olivia e a importância da rápida resposta médica que recebeu nesse dia para a sua total recuperação. Orbach disse que a criança, na altura com 21 meses, caiu de cabeça no lápis, que lhe atravessou o olho e continuou até atingir os dois hemisférios cerebrais, parando debaixo da sua orelha esquerda. O médico recorda a primeira vez que viu a menina, dizendo que foi desagradável e chocante, mas conta que depois do processo em que retiraram o lápis, que demorou 40 minutos, "parecia que nada tinha acontecido", o que muitos consideram "uma grande sorte".

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3033684&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Proteger as nossas crianças

Volta e meia, ouvimos, na comunicação social, que houve mais algum acidente com crianças pequenas. As quedas de varandas, a ingestão de produtos perigosos, os esquecimentos dentro de carros, os asfixiamentos com sacos das compras, os atropelamentos ao estacionar ou os afogamentos em piscinas, são, infelizmente, demasiado frequentes.

Há uma série de medidas que podemos adoptar para reduzir o risco, das quais falarei nos próximos tempos, mas uma coisa é certa: o risco nunca é zero!

Por muito que estejamos atentos, por muito que os protejamos, por muito que tomemos medidas de prevenção, há sempre um ou outro aspecto que não está 100% assegurado. Não sejamos cegos ao ponto de pensar que faríamos melhor ou de maneira diferente. Acredito que ninguém, ninguém mesmo, está completamente livre de falhar na protecção dos nossos bens mais preciosos, porque há situações que simplesmente não controlamos totalmente.

É horrível, é difícil de aceitar, é fácil de condenar uma mãe ou pai que falha, mas acredito que não haverá ninguém que se sinta pior do que aquele que causa, sem intenção, mal ao seu próprio filho.

Por isso, antes de condenarmos, porque não partilhar as nossas dicas e truques para diminuir a probabilidade de acidentes?! Não estaremos a ser melhores mães e pais se gastarmos o nosso tempo a ajudar os outros do que a condenar quem já se condena?

Dicas de segurança infantil em breve, prometo!

Boa protecção!