Em 2012 foram realizadas 18 924 interrupções voluntárias de gravidez (IVG), menos 1513 que em 2011, mas aumentaram as mulheres de-sempregadas a recorrer ao aborto: 4179 no ano passado e 3871 no ano anterior.
Os dados foram divulgados ontem pela Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil da Direção Geral de Saúde (DGS), que revela ainda que há menos estudantes a abortar. Em 2011 foram registadas 3355 IVG de mulheres que disseram ser estudantes e no ano passado este número baixou para 3093.
Segundo o mesmo relatório, 69,7% das interrupções foram feitas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que recorre mais ao método medicamentoso. Nas unidades de saúde privadas, que fizeram 30,3% dos abortos, correspondentes a 5741 IVG, verificou-se um aumento do recurso ao método medicamentoso, embora ainda predominem as cirurgias.
Entre as mulheres que efetuaram a interrupção em 2012, 73,9% nunca o tinham feito anteriormente. Verificou-se uma diminuição do número de mulheres que fizeram mais do que um aborto no mesmo ano. Em termos de distribuição das IVG por região de saúde, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/desempregadas-abortam-mais
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A frustração de procurar emprego
Bem,
já sabem que faço parte das estatísticas de desemprego do nosso país.
À
parte de todo o desânimo perante esta nova condição, há a frustração de percorrer
(literalmente) centenas de anúncios e não encontrar nada de jeito. As ofertas
de estágio não remunerado preenchem páginas e páginas, depois seguem-se os
estágios para os quais o candidato tem de preencher os requisitos para um
estágio ao abrigo do IEFP, sobram meia dúzia de anúncios de trabalho efectivo!
Analisando
essa meia dúzia (vá, são mais, eu sei...), alguns pedem requisitos que não
preencho, outros são para a outra ponta do país e os outros vão receber o meu
CV todo bonitinho!
Agora
é esperar pelas respostas! E não me digam já que a maioria nem sequer responde
ao envio do CV. Eu sei disso, mas ainda estou na fase inicial desta tarefa, por
isso não quero desanimar!
Boa
sorte (para todos os desempregados)!
sábado, 27 de abril de 2013
Público: Uma ecografia à frente e uma carta de despedimento atrás
Engravidou, contou aos chefes, foi despedida. Arranjou um novo emprego e o ciclo repetiu-se. Cármen Mateu foi despedida duas vezes, sempre a meio de uma gravidez. Face à hipótese de ficar com uma ecografia numa mão e uma carta de despedimento noutra, há quem pense duas vezes antes de ser mãe num país em crise onde os despedimentos de grávidas (e não só) têm vindo a aumentar.
Cármen Mateu trabalhava há alguns meses numa consultora internacional em Espanha quando teve o seu primeiro filho. “Foi então que comecei a ser vítima do chamado mobbing maternal. Fizeram-me a vida impossível: faziam-me viajar e passar várias noites fora de casa quando o meu contrato dizia que não tinha que o fazer”, conta a actual presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência, uma entidade civil independente que actua a nível internacional na “promoção e defesa da instituição familiar”.
O mobbing de que Cármen foi vítima, uma espécie de bullying no local de trabalho, “foi duríssimo ainda mais para quem tinha um bebé em casa” e prolongou-se por seis meses. Entretanto, Cármen descobriu que estava novamente grávida e as reacções na empresa não tardaram a fazer-se sentir: “Só me disseram que era um despedimento sem justa causa, mas eu soube que me estavam a despedir por ter sido mãe”, relembra a espanhola de 38 anos, cujo segundo filho acabaria por nascer prematuro “de tão stressante que foi a situação”.
Desempregada, Cármen dedicou-se aos dois filhos até ser recrutada por uma outra multinacional, concorrente da primeira. Negociou as condições de trabalho, mencionou que poderia vir a ter mais filhos e assinou o contrato satisfeita. Como num déjà vu, Cármen engravidou novamente. Duas semanas depois de ter informado os superiores de que estava à espera do terceiro filho, recebeu uma carta de despedimento “onde o motivo era exclusivamente estar grávida”. O ciclo repetiu-se e, para Cármen, gravidez foi pela terceira vez sinónimo de despedimento.
Ter ou não ter, eis a questão
Com 32 anos, Rita trabalha há três numa pequena empresa de contabilidade e auditoria e “até gostava de ter um ou dois filhos”, mas não quer “arriscar na roleta russa dos despedimentos de grávidas”. Rita, que prefere não revelar o seu apelido nem o nome da empresa onde trabalha, assume que coloca a vida profissional à frente da pessoal por falta de estabilidade financeira. “Se antes me perguntassem se abdicava de ter filhos com medo de ser despedida eu ria-me. Que sentido é que isso tinha? Se quisesse engravidar, fazia o que tinha a fazer e quando fosse preciso pedia licença [de maternidade]. É triste, mas agora já não tenho esse à vontade”, afirma.
O namorado, com quem Rita mora desde os 26 anos, “é quem mais atura estes dilemas”. Sempre concordaram que o casamento não era para eles, porém, o mesmo não acontece com a questão dos filhos. “Por ele era já hoje. Ele acha que nunca me despediriam por isso, mas a verdade é que nunca se sabe. O emprego já não é para a vida. Mesmo que não me despedissem por estar grávida, é sempre possível ficar sem trabalho e, se tivesse esse azar, com um filho em casa ou a caminho, acho que não nos aguentávamos financeiramente”.
Nenhuma das amigas de Rita foi despedida durante ou na sequência de uma gravidez, contudo, já ouviu falar de alguns casos e sente que esses despedimentos “são mesmo uma ameaça real”. Em 2012, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) deu 105 pareceres favoráveis ao despedimento de grávidas, mulheres que tinham sido mães recentemente ou de trabalhadores em licença parental. Em relação aos 29 pareceres favoráveis dados pela CITE em 2010, verifica-se um aumento de 3,6 vezes. Apesar de as estatísticas também incluírem pais em licença, as mulheres (grávidas ou lactantes) representam 91% dos despedimentos.
“Não me sinto ameaçada e acho era capaz de fazer o que faço hoje na empresa quase até ao final da gravidez”, admite Rita, que até já pensou em nomes para os filhos. Tiago, se for menino, Sofia, se for menina. O relógio biológico pode ter dado o sinal de partida, mas, na actual conjuntura económica, Rita prefere não se tornar “um peso para a empresa”, nem dar-lhe pretexto para um eventual despedimento. Pelo sim, pelo não, tem um plano B: “Se alguma vez acontecesse e eu suspeitasse que era por estar grávida, metia um processo em tribunal e ia até ao fim!”
À boleia da cegonha
Do outro lado da fronteira, em Valência, Cármen Mateu não foi tão reaccionária perante o primeiro e o segundo despedimento - que acredita estarem relacionados com o facto de ter sido mãe. “Não fui a tribunal porque tinha dois bebés em casa e um terceiro a caminho. Toda a situação foi um acumular de tensões e eu já tinha tido um prematuro. Na altura, acreditas que acabou tudo e a única coisa que queres fazer é estar sossegada em casa, com a família”, afirma a presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência.
No ano passado, Cármen participou, pela segunda vez, num fórum de Organizações Não Governamentais (ONG) em Nova Iorque, no qual contou a sua história e pediu, perante a Organização das Nações Unidas (ONU), que o mobbing maternal seja incluído como delito nos países membros. “Convidaram-me a dar um testemunho sobre ser despedida por ser mãe e aceitei porque acho que é importante que os organismos internacionais oiçam opiniões para além das suas. Acho que estão alheados da realidade”, afirma.
Se a vida de Cármen fosse um jogo, na tabela de pontuações somavam-se agora duas intervenções perante a ONU, dois despedimentos, quatro filhos e cinco gravidezes. Aos poucos a balança vai-se equilibrando, Cármen está à espera do quinto filho e o risco de ser despedida nem entra na equação. Afinal, mais vale uma ecografia na mão, que duas cartas de despedimento passadas.
http://lifestyle.publico.pt/artigos/318807_uma-ecografia-a-frente-e-uma-carta-de-despedimento-atras
Cármen Mateu trabalhava há alguns meses numa consultora internacional em Espanha quando teve o seu primeiro filho. “Foi então que comecei a ser vítima do chamado mobbing maternal. Fizeram-me a vida impossível: faziam-me viajar e passar várias noites fora de casa quando o meu contrato dizia que não tinha que o fazer”, conta a actual presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência, uma entidade civil independente que actua a nível internacional na “promoção e defesa da instituição familiar”.
O mobbing de que Cármen foi vítima, uma espécie de bullying no local de trabalho, “foi duríssimo ainda mais para quem tinha um bebé em casa” e prolongou-se por seis meses. Entretanto, Cármen descobriu que estava novamente grávida e as reacções na empresa não tardaram a fazer-se sentir: “Só me disseram que era um despedimento sem justa causa, mas eu soube que me estavam a despedir por ter sido mãe”, relembra a espanhola de 38 anos, cujo segundo filho acabaria por nascer prematuro “de tão stressante que foi a situação”.
Desempregada, Cármen dedicou-se aos dois filhos até ser recrutada por uma outra multinacional, concorrente da primeira. Negociou as condições de trabalho, mencionou que poderia vir a ter mais filhos e assinou o contrato satisfeita. Como num déjà vu, Cármen engravidou novamente. Duas semanas depois de ter informado os superiores de que estava à espera do terceiro filho, recebeu uma carta de despedimento “onde o motivo era exclusivamente estar grávida”. O ciclo repetiu-se e, para Cármen, gravidez foi pela terceira vez sinónimo de despedimento.
Ter ou não ter, eis a questão
Com 32 anos, Rita trabalha há três numa pequena empresa de contabilidade e auditoria e “até gostava de ter um ou dois filhos”, mas não quer “arriscar na roleta russa dos despedimentos de grávidas”. Rita, que prefere não revelar o seu apelido nem o nome da empresa onde trabalha, assume que coloca a vida profissional à frente da pessoal por falta de estabilidade financeira. “Se antes me perguntassem se abdicava de ter filhos com medo de ser despedida eu ria-me. Que sentido é que isso tinha? Se quisesse engravidar, fazia o que tinha a fazer e quando fosse preciso pedia licença [de maternidade]. É triste, mas agora já não tenho esse à vontade”, afirma.
O namorado, com quem Rita mora desde os 26 anos, “é quem mais atura estes dilemas”. Sempre concordaram que o casamento não era para eles, porém, o mesmo não acontece com a questão dos filhos. “Por ele era já hoje. Ele acha que nunca me despediriam por isso, mas a verdade é que nunca se sabe. O emprego já não é para a vida. Mesmo que não me despedissem por estar grávida, é sempre possível ficar sem trabalho e, se tivesse esse azar, com um filho em casa ou a caminho, acho que não nos aguentávamos financeiramente”.
Nenhuma das amigas de Rita foi despedida durante ou na sequência de uma gravidez, contudo, já ouviu falar de alguns casos e sente que esses despedimentos “são mesmo uma ameaça real”. Em 2012, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) deu 105 pareceres favoráveis ao despedimento de grávidas, mulheres que tinham sido mães recentemente ou de trabalhadores em licença parental. Em relação aos 29 pareceres favoráveis dados pela CITE em 2010, verifica-se um aumento de 3,6 vezes. Apesar de as estatísticas também incluírem pais em licença, as mulheres (grávidas ou lactantes) representam 91% dos despedimentos.
“Não me sinto ameaçada e acho era capaz de fazer o que faço hoje na empresa quase até ao final da gravidez”, admite Rita, que até já pensou em nomes para os filhos. Tiago, se for menino, Sofia, se for menina. O relógio biológico pode ter dado o sinal de partida, mas, na actual conjuntura económica, Rita prefere não se tornar “um peso para a empresa”, nem dar-lhe pretexto para um eventual despedimento. Pelo sim, pelo não, tem um plano B: “Se alguma vez acontecesse e eu suspeitasse que era por estar grávida, metia um processo em tribunal e ia até ao fim!”
À boleia da cegonha
Do outro lado da fronteira, em Valência, Cármen Mateu não foi tão reaccionária perante o primeiro e o segundo despedimento - que acredita estarem relacionados com o facto de ter sido mãe. “Não fui a tribunal porque tinha dois bebés em casa e um terceiro a caminho. Toda a situação foi um acumular de tensões e eu já tinha tido um prematuro. Na altura, acreditas que acabou tudo e a única coisa que queres fazer é estar sossegada em casa, com a família”, afirma a presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência.
No ano passado, Cármen participou, pela segunda vez, num fórum de Organizações Não Governamentais (ONG) em Nova Iorque, no qual contou a sua história e pediu, perante a Organização das Nações Unidas (ONU), que o mobbing maternal seja incluído como delito nos países membros. “Convidaram-me a dar um testemunho sobre ser despedida por ser mãe e aceitei porque acho que é importante que os organismos internacionais oiçam opiniões para além das suas. Acho que estão alheados da realidade”, afirma.
Se a vida de Cármen fosse um jogo, na tabela de pontuações somavam-se agora duas intervenções perante a ONU, dois despedimentos, quatro filhos e cinco gravidezes. Aos poucos a balança vai-se equilibrando, Cármen está à espera do quinto filho e o risco de ser despedida nem entra na equação. Afinal, mais vale uma ecografia na mão, que duas cartas de despedimento passadas.
http://lifestyle.publico.pt/artigos/318807_uma-ecografia-a-frente-e-uma-carta-de-despedimento-atras
segunda-feira, 22 de abril de 2013
É oficial... Faço parte das estatísticas...
...
de desemprego...
Depois
de anos de incerteza, seguido de um lay-off
não concluído e culminando num pedido de insolvência já esperado, seguiram-se
ainda alguns meses de espera pelo documento que nos dizia aquilo que já
sabíamos... estamos todos no desemprego...
Apesar
de já estar à espera, acho que a realidade só me acordou quando li “declaração
de situação de desemprego” e me tive de dirigir ao Centro de Emprego para me
inscrever.
E
digo-vos, o Centro de Emprego é capaz de ser um dos lugares mais deprimentes
onde já estive. O ambiente pesado, antigo e desorganizado e a pouca iluminação
não ajudam a melhorar a sensação de desconforto que se sente mal se respira lá
dentro.
Agora,
grávida de 7 meses, tenho de procurar emprego até iniciar a licença. Confesso que
nem sei por onde começar, o que quero fazer e onde me candidatar. As ofertas
são escassas e as respostas são quase nulas. Um ano antes do lay-off, tínhamos passado por um
despedimento colectivo onde 6 colegas foram despedidos. Destes, tanto quanto
sei, apenas 1 está a trabalhar. É assustador e derrotista.
Acho
que já passei pela fase da tristeza, da revolta, da necessidade de ignorar e
agora estou na fase “o que vou eu fazer agora?”. Sei que, enquanto estiver
grávida, não tenho a mínima hipótese (sejamos realistas), mas e depois? O mercado
editorial não está de boa saúde e não andam propriamente a contratar. Pode ser
que a situação tenha melhorado quando terminar a licença, mas o mais provável é
que tenha de repensar a minha carreira. É melhor ir já pensando nisso...
Boa
sorte (para todos os desempregados)!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Excesso de brinquedos
Infelizmente,
os tempos actuais são de crise (já estou farta desta palavra!). Contenção
orçamental faz parte do dia-a-dia, pois o desemprego ou a possibilidade de
desemprego é bem real para todos nós.
Mas,
apesar dos tempos complicados, de uma forma geral, hoje temos um poder de
compra muito melhor do que os nossos avós tiveram.
E,
por isso, hoje as compras “porque sim” são mais comuns e ditam um consumo por
vezes desmedido.
Faz-me
confusão o exagero de brinquedos que rodeiam as crianças. Não é preciso tanta
tralha. Sabem quantos “bebés” tem a migalhinha?!... eu também não, mas são
demasiados! O resultado acaba por passar por brinquedos com os quais nem
brinca...
Por
isso, uma noite destas, resolvi fazer uma selecção. Os brinquedos de quando era
mais pequena ou aos quais não liga foram todos para uma caixa para lhe dar
destino: alguns para guardar outros para dar.
Mas
cometi um grande erro... deixei a caixa perto da entrada de casa até ao dia
seguinte... e não é que a pirralha resolveu explorar, em grande detalhe, todos
os brinquedos que lá estavam... E agora?!
Bem,
independentemente da selecção final, alguns vão ter de ir embora. É um exagero
e até acho pouco correcto perante tantas necessidades de tantas crianças. Por
isso, vou pegar em alguns e vou com a migalhinha entregá-los a uma instituição.
E
vou tentar moderar mais o impulso de comprar brinquedos. Confesso que me perco
um bocado quando entro na Toys’r’us, mas tem de ser!
Boas
opções!
sábado, 5 de maio de 2012
TVI24: Mulheres desempregadas são as que mais abortam
O número de abortos aumentou 13,6 por cento entre as mulheres desempregadas, no ano passado. No total, foram realizadas mais 462 interrupções.
Os números divulgados pela Direção Geral da Saúde revelam que no ano passado se registaram 20.290 abortos, sendo que19.800 foram por opção da mulher.
De acordo com o «Diário de Notícias», as mulheres sem trabalho passaram a ser as mais representativas, substituindo o grupo das jovens estudantes.
Apesar deste aumento do número de abortos, Portugal continua a ser dos países da União Europeia com menor taxa de interrupção voluntária da gravidez.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/mulheres-aborto-desempregadas-abortos-tvi24/1345400-4071.html
Os números divulgados pela Direção Geral da Saúde revelam que no ano passado se registaram 20.290 abortos, sendo que19.800 foram por opção da mulher.
De acordo com o «Diário de Notícias», as mulheres sem trabalho passaram a ser as mais representativas, substituindo o grupo das jovens estudantes.
Apesar deste aumento do número de abortos, Portugal continua a ser dos países da União Europeia com menor taxa de interrupção voluntária da gravidez.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/mulheres-aborto-desempregadas-abortos-tvi24/1345400-4071.html
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