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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Reduzir o consumo de sal

Já aqui falámos sobre a mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável. É algo que todos devemos procurar alcançar em nome da nossa linha, da nossa saúde, do nosso bem-estar e do nosso futuro.

A alteração dos hábitos cá de casa foi conseguida graças a uma estratégia de médio-longo prazo (parece que estou a falar dos planos de uma empresa!), com objectivos definidos por passos sequenciais.

O primeiro objectivo? Reduzir o consumo de sal! Esta foi a estratégia:

As que não foi preciso aplicar, pois não era nosso hábito:

-      Não usar sal à mesa
-      Não usar caldos de culinária (nem imaginam a quantidade de sal que têm!)
-      Evitar o consumo de azeitonas e picles
-      Evitar o consumo de carnes e peixes fumados ou salgados
-      Evitar a utilização de sopa instantânea

As que fomos aplicando aos poucos:

-      Temperar a comida com ervas aromáticas e especiarias
-      Temperar com sal apenas no final da cozedura (muito relacionada com a anterior)
-      Evitar conservas e produtos enlatados, optando por alimentos frescos ou conservas com pouco teor de sal
-      Evitar o consumo de enchidos e queijos salgados
-      Evitar a utilização de puré instantâneo
-      Cortar com as batatas fritas e oleaginosas salgadas
-      Cortar no consumo de fast food
-      Reduzir o consumo de cereais industriais
-      Ler os rótulos das embalagens e comparar o teor de sódio

As que não adoptámos:

-      Diminuir o consumo de pão: adoramos pão e, hoje em dia, a quantidade de sal já é legalmente controlada (felizmente!)
-      Escolher água com baixo teor de sódio: bebemos água da torneira que já é menos mineralizada
-      Optar por manteiga ou margarina sem sal: usamos pouco, por isso optámos por não cortar aqui

Mas a medida mais importante de todas é, sem dúvida, esta: reduzir 20% na quantidade de sal adicionada à comida. Consta que uma redução até 20% não é perceptível ao paladar, pelo que é fácil de implementar (ainda que difícil de medir). Se, passadas umas semanas, voltarmos a reduzir mais 20%, e assim sucessivamente, rapidamente chegamos a uma quantidade considerada recomendável.

Dou-vos um exemplo claro desta táctica. Há uns anos atrás, se nos esquecêssemos de adicionar sal ao arroz, rapidamente reparávamos e acrescentávamos. Hoje em dia, quando nos esquecemos, só reparamos a meio da refeição e continuamos a comer normalmente, pois simplesmente já não faz assim tanta diferença. O facto de a comida da Migalhinha ser preparada com pouco ou nenhum sal, também ajudou!

Quero ainda chamar a atenção para um pormenor, estar em pleno cumprimento de um objectivo em nada nos impedia de ir tentando alcançar um dos outros. O processo de reduzir o consumo de sal demora o seu tempo e, no entretanto, fomos implementando os outros objectivos.

Boa redução!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Adoptar uma alimentação saudável

Mudar de hábitos nunca é fácil. O ser humano gosta de rotinas e do conforto do que lhe é familiar, pelo que uma mudança vem sempre acompanhada de alguma resistência.

Pessoalmente, acredito piamente que uma alimentação saudável e equilibrada é meio caminho andado para uma vida mais equilibrada, física e psicologicamente. Por isso, há uns anos atrás, decidimos mudar de hábitos.

Começámos por fazer um registo do nosso dia alimentar durante umas semanas (num ficheiro excel, claro está!). Assim pudemos fazer uma observação crítica dos nossos erros. Conclusão? Muito açúcar, muito sal, pouca fruta, poucos legumes...

A ideia era melhorar a nossa alimentação e conseguir que os novos hábitos criassem raízes e florescessem, por isso sabíamos bem que não podíamos tentar mudar tudo de uma vez e de repente, sob pena de não ver o objectivo alcançado.

Foi então que definimos prioridades e sub-metas. Decidimos começar pelas mudanças mais fáceis de aceitar e fazê-las aos poucos. Eis os objectivos:

  1. Reduzir o consumo de sal
  2. Aumentar o consumo de frutas
  3. Aumentar o consumo de legumes
  4. Reduzir o consumo de açúcar (não foi por acaso que este ficou para último...)
Prioridades definidas, passámos à estratégia para cada uma delas, recorrendo também a alguma pesquisa.

É importante salientar um factor essencial ao sucesso de qualquer estratégia: a motivação! Temos de acreditar naquilo a que nos propomos. Caso contrário, será demasiado fácil desistir ao primeiro contratempo...

Nos próximos tempos descreverei os objectivos e respectivas estratégias em detalhe.

Boas mudanças!