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terça-feira, 21 de maio de 2013

Cinto de segurança para grávidas


Para uma grávida viajar em segurança, deve sempre posicionar o cinto de segurança por baixo da barriga. Na eventualidade de travagem brusca ou acidente, é a posição que causará menos danos. Colocar o cinto ao meio da barriga é sempre contra-indicado, pois pode provocar lesões graves no feto.

À medida que a barriga cresce, crescem também os desconfortos e limitações. Para aumentar o conforto do cinto de segurança, existem à venda uns adaptadores de cintos para grávida. Basicamente são uma espécie de tapete que se coloca no assento e que reposiciona o cinto de segurança de modo a reduzir a pressão na barriga.

Mas são caros. Estupidamente e abusivamente caros. Como aliás quase tudo o que se destina a grávidas. As marcas abusam dos preços em produtos de pouco uso, mas que muitas vezes fazem falta.

Foi então que me lembrei de dar um uso diferente a uma mola daquelas para prender os sacos de plástico. Bastou colocá-la no final do cinto de modo a que o mesmo fique justo mas não aperte. E funciona! Em vez de ir com a barriga sob pressão ou com a carteira €50 mais leve, usei algo que tinha em casa e que consegue o mesmo resultado.

Fácil de fazer, barato de obter, rápido de conseguir!

Boa segurança!

domingo, 12 de maio de 2013

Jornal de Notícias: Exercício na gravidez fortalece coração do bebé

As mulheres grávidas que praticam exercício regularmente fortalecem não só o próprio coração mas também o do bebé. Caminhadas, ioga e pilates são algumas das atividades mais recomendadas.

A conclusão é de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Medicina e Biociências de Kansas City, nos Estados Unidos. Divulgado pela Federação Espanhola do Coração, o ensaiso envolveu 61 grávidas entre os 20 e os 35 anos, das quais 26 praticam exercício físico três vezes por semana.

As mulheres fizeram exames às 28, 32 e 36 semanas de gravidez para medir a frequência cardíaca do feto. Os testes revelaram que o ritmo cardíaco dos bebés das mães que faziam exercício era mais baixo do que os das mulheres que não praticavam atividades aeróbicas regulares.

Assim, o exercício praticado pela mãe afeta diretamente a saúde do bebé, conclui o estudo. As endorfinas produzidas durante as atividades físicas atravessam a placenta e melhoram a saúde do sistema cardiovascular do feto, acrescenta o ensaio.

Segundo José Luis Palma, vice-presidente da Federação Espanhola do Coração, se o ritmo cardíaco dos bebés registar valores baixos durante a gestação, "o risco de taquicardia durante o parto é menor" o que beneficia "o recém-nascido e evita eventuais complicações".

Deste modo, uma baixa frequência cardíaca é sinónimo de um coração saudável ", afirma Dr. José Luis Palma.

Os benefícios da atividade física mantêm-se durante toda a gestação e até mesmo no primeiro mês após o nascimento do bebé. Linda May, investigadora que liderou o estudo, demonstrou que até quatro semanas após o parto, os bebés das mães que faziam exercício continuaram a registar batimentos cardíacos mais baixos.

É importante alertar que todas as grávidas consultem um médico especializado antes de fazerem exercício, dado que a atividade física em mulheres com hábitos sedentários pode mesmo ser prejudicial. Além disso, a intensidade do exercício depende do estado de saúde da mãe e do mês da gestação.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3199643&page=-1

sábado, 11 de maio de 2013

Diário Digital: Medicina da Reprodução rejeita limitação dos tratamentos de casais a um por ano

A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) criticou hoje a limitação dos tratamentos de casais inférteis a um por ano no Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando que pode comprometer o sucesso do apoio médico à reprodução.

«Esta limitação acaba por desmotivar os casais e diminuir a taxa de êxito dos tratamentos», disse a presidente da SPMR, Teresa Almeida Santos, alertando que «muitos casais podem perder a oportunidade» de ter filhos devido àquela imposição.

No SNS, cada casal pode realizar apenas um ciclo de tratamento por ano, podendo, se for necessário, fazer um total de três tentativas custeadas pelo Estado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=630793

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Tirar roupa da máquina


As máquinas de lavar roupa não deviam estar assentes no chão. Creio que é apenas uma questão de gestão de espaço na cozinha que a isso obriga, pois em termos práticos a verdade é que não dá jeito nenhum.

Normalmente, para facilitar a tarefa e não castigar as costas, opto por me sentar no chão e ir enchendo os dois alguidares que coloco à frente da máquina.

Mas sentar-me no chão implica levantar-me! E isso não é lá muito fácil de conseguir ultimamente, pois a barrigona não ajuda.

Foi então que resolvi pedir emprestado um pequeno banco que a Migalhinha usa para chegar onde quer ou para se sentar. Sento-me no banco (felizmente aguenta com o peso!) e torna-se muito mais fácil tirar a roupa da máquina.

Acho que vou continuar a fazê-lo mesmo depois de o pequenote nascer. É mais confortável, prático e saudável para as costas. Fica a dica!

Boas lavagens!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Partilha de roupas e roupinhas

A Migalhinha nasceu no início do Inverno, por isso, quando fomos rever toda a roupinha guardada, verificámos que temos muita que não dará para aproveitar para o pequenote que aí vem mesmo no início do Verão.

O problema não está no facto de ser roupa de menina, pois temos imensa roupa unissexo, especialmente as roupinhas mais pequenas, mas sim por nascerem em estações opostas!

O mesmo problema aconteceu com a minha roupa de grávida, pois, para além de uma barriga enorme que me impede de usar a minha roupa habitual há muito tempo, agora preciso de roupa de Verão enquanto antes precisei de roupa de Inverno.

Por isso, quando há uns tempos uma amiga me perguntou se queria que me emprestasse umas roupas de grávida, não hesitei. A maior parte são camisolas e tops que ela simplesmente comprou em tamanho grande e que agora me estão a dar um jeitaço bestial. Das partes de baixo só consegui caber nuns calções (por pouco tempo), mas como tinha calças de ganga e corsários próprios para grávida, desta vez não tive que gastar dinheiro em roupa para mim :)

Uma outra amiga vai agora trazer-me algumas roupinhas de bebé para ver se irão servir ao pequenote. Pode ser que alguma dê!

E assim, com trocas e empréstimos, se consegue poupar imenso em roupa tipicamente cara. Fico irritada quando percebo que algo, só por ser para grávida ou bebé, é mais caro do que a roupa dita normal. É quase um abuso, por parte das marcas, em explorar circunstâncias particulares. Como se já não bastasse o facto de este tipo de roupa ter um tempo de utilização bastante curto.

Mas enfim, hoje o que pretendo é apelar à troca de roupas e roupinhas. Sejam dados, emprestados ou trocados, não importa. O que importa é que se estão a rentabilizar bens em óptimo estado, se está a poupar uns valentes trocos e se está a diminuir o consumo desenfreado e desnecessário.

Boa partilha!

sábado, 27 de abril de 2013

Público: Uma ecografia à frente e uma carta de despedimento atrás

Engravidou, contou aos chefes, foi despedida. Arranjou um novo emprego e o ciclo repetiu-se. Cármen Mateu foi despedida duas vezes, sempre a meio de uma gravidez. Face à hipótese de ficar com uma ecografia numa mão e uma carta de despedimento noutra, há quem pense duas vezes antes de ser mãe num país em crise onde os despedimentos de grávidas (e não só) têm vindo a aumentar.

Cármen Mateu trabalhava há alguns meses numa consultora internacional em Espanha quando teve o seu primeiro filho. “Foi então que comecei a ser vítima do chamado mobbing maternal. Fizeram-me a vida impossível: faziam-me viajar e passar várias noites fora de casa quando o meu contrato dizia que não tinha que o fazer”, conta a actual presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência, uma entidade civil independente que actua a nível internacional na “promoção e defesa da instituição familiar”.

O mobbing de que Cármen foi vítima, uma espécie de bullying no local de trabalho, “foi duríssimo ainda mais para quem tinha um bebé em casa” e prolongou-se por seis meses. Entretanto, Cármen descobriu que estava novamente grávida e as reacções na empresa não tardaram a fazer-se sentir: “Só me disseram que era um despedimento sem justa causa, mas eu soube que me estavam a despedir por ter sido mãe”, relembra a espanhola de 38 anos, cujo segundo filho acabaria por nascer prematuro “de tão stressante que foi a situação”.

Desempregada, Cármen dedicou-se aos dois filhos até ser recrutada por uma outra multinacional, concorrente da primeira. Negociou as condições de trabalho, mencionou que poderia vir a ter mais filhos e assinou o contrato satisfeita. Como num déjà vu, Cármen engravidou novamente. Duas semanas depois de ter informado os superiores de que estava à espera do terceiro filho, recebeu uma carta de despedimento “onde o motivo era exclusivamente estar grávida”. O ciclo repetiu-se e, para Cármen, gravidez foi pela terceira vez sinónimo de despedimento.

Ter ou não ter, eis a questão

Com 32 anos, Rita trabalha há três numa pequena empresa de contabilidade e auditoria e “até gostava de ter um ou dois filhos”, mas não quer “arriscar na roleta russa dos despedimentos de grávidas”. Rita, que prefere não revelar o seu apelido nem o nome da empresa onde trabalha, assume que coloca a vida profissional à frente da pessoal por falta de estabilidade financeira. “Se antes me perguntassem se abdicava de ter filhos com medo de ser despedida eu ria-me. Que sentido é que isso tinha? Se quisesse engravidar, fazia o que tinha a fazer e quando fosse preciso pedia licença [de maternidade]. É triste, mas agora já não tenho esse à vontade”, afirma.

O namorado, com quem Rita mora desde os 26 anos, “é quem mais atura estes dilemas”. Sempre concordaram que o casamento não era para eles, porém, o mesmo não acontece com a questão dos filhos. “Por ele era já hoje. Ele acha que nunca me despediriam por isso, mas a verdade é que nunca se sabe. O emprego já não é para a vida. Mesmo que não me despedissem por estar grávida, é sempre possível ficar sem trabalho e, se tivesse esse azar, com um filho em casa ou a caminho, acho que não nos aguentávamos financeiramente”.

Nenhuma das amigas de Rita foi despedida durante ou na sequência de uma gravidez, contudo, já ouviu falar de alguns casos e sente que esses despedimentos “são mesmo uma ameaça real”. Em 2012, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) deu 105 pareceres favoráveis ao despedimento de grávidas, mulheres que tinham sido mães recentemente ou de trabalhadores em licença parental. Em relação aos 29 pareceres favoráveis dados pela CITE em 2010, verifica-se um aumento de 3,6 vezes. Apesar de as estatísticas também incluírem pais em licença, as mulheres (grávidas ou lactantes) representam 91% dos despedimentos.

“Não me sinto ameaçada e acho era capaz de fazer o que faço hoje na empresa quase até ao final da gravidez”, admite Rita, que até já pensou em nomes para os filhos. Tiago, se for menino, Sofia, se for menina. O relógio biológico pode ter dado o sinal de partida, mas, na actual conjuntura económica, Rita prefere não se tornar “um peso para a empresa”, nem dar-lhe pretexto para um eventual despedimento. Pelo sim, pelo não, tem um plano B: “Se alguma vez acontecesse e eu suspeitasse que era por estar grávida, metia um processo em tribunal e ia até ao fim!”

À boleia da cegonha

Do outro lado da fronteira, em Valência, Cármen Mateu não foi tão reaccionária perante o primeiro e o segundo despedimento - que acredita estarem relacionados com o facto de ter sido mãe. “Não fui a tribunal porque tinha dois bebés em casa e um terceiro a caminho. Toda a situação foi um acumular de tensões e eu já tinha tido um prematuro. Na altura, acreditas que acabou tudo e a única coisa que queres fazer é estar sossegada em casa, com a família”, afirma a presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência.

No ano passado, Cármen participou, pela segunda vez, num fórum de Organizações Não Governamentais (ONG) em Nova Iorque, no qual contou a sua história e pediu, perante a Organização das Nações Unidas (ONU), que o mobbing maternal seja incluído como delito nos países membros. “Convidaram-me a dar um testemunho sobre ser despedida por ser mãe e aceitei porque acho que é importante que os organismos internacionais oiçam opiniões para além das suas. Acho que estão alheados da realidade”, afirma.

Se a vida de Cármen fosse um jogo, na tabela de pontuações somavam-se agora duas intervenções perante a ONU, dois despedimentos, quatro filhos e cinco gravidezes. Aos poucos a balança vai-se equilibrando, Cármen está à espera do quinto filho e o risco de ser despedida nem entra na equação. Afinal, mais vale uma ecografia na mão, que duas cartas de despedimento passadas.

http://lifestyle.publico.pt/artigos/318807_uma-ecografia-a-frente-e-uma-carta-de-despedimento-atras

sábado, 20 de abril de 2013

Diário Digital: Primeira mulher a receber transplante de útero está grávida

Uma jovem turca de 22 anos, a primeira mulher do mundo a receber um transplante de útero com êxito, está grávida, outro feito mundial, anunciaram esta sexta-feira os seus médicos.

«Os testes preliminares de duas semanas são compatíveis com uma gravidez», indicou, em comunicado, o professor Mustafa Unal, médico-chefe do hospital universitário Akdeniz em Antalya.

Os médicos conseguiram implantar com sucesso no útero de Derya Sert varios embriões fecundados in vitro a partir dos seus óvulos e de espermatozóides do seu marido.

«A saúde da paciente é boa», enfatiza o comunicado do seu médico.

Nascida sem útero, a jovem tornou-se, em Agosto de 2011, na primeira mulher a sofrer um transplante de útero com êxito.

Este transplante, realizado por uma equipa de médicos turcos em Antalya, deu esperanças a milhares de mulheres no mundo, onde cada uma em cada 5.000 nasce sem útero, segundo as estatísticas.

A gravidez de Derya Sert apresenta muitos riscos, mas está a decorrer de uma maneira normal, e a jovem deverá dar à luz por cesariana.

O seu útero deverá ser extraído nos meses seguintes ao nascimento para evitar complicações e risco de rejeição.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=626893

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Partilhar a licença de parentalidade

Os tempos estão a mudar (e não me refiro ao sol que finalmente resolveu aparecer). As mentalidades estão a mudar! Felizmente!

As crianças de hoje já não são apenas criadas pelas mães, mas também pelos pais. Pais esses que não só têm prazer em fazer parte da educação e crescimento dos filhos, como fazem questão de o fazer. Pais que não se limitam a ser um parceiro de brincadeira, mas que mudam fraldas, dão a sopa, vão às reuniões na escola, aturam birras e ouvem desabafos.

E tudo começa à nascença, com a partilha da licença de parentalidade! A Lei portuguesa concede mais 30 dias de licença às mães e pais que a partilhem (no mínimo 30 dias para cada um), numa tentativa de incentivar a partilha de obrigações e responsabilidades.

Infelizmente, ainda são muitos os casais que não partilham a licença. Infelizmente, ainda são muitos os pais que não gozam sequer os dias a que têm direito em exclusivo. Infelizmente, as mentalidades ainda têm muito que mudar.

Desconheço as razões, mas ouvi, mais do que uma vez, a seguinte justificação: “ah, é muito complicado estar ausente do trabalho por 30 dias…”. A esta desculpa, dou a seguinte resposta: primeiro, não têm de gozar os 30 dias de seguida, podem dividir em dois períodos de 15 dias; segundo, se a mãe se pode ausentar durante 4 ou 5 meses, porque é que o pai não o pode fazer durante 1 mês?; e terceiro, é um direito que vos permite fazer parte da vida que acabaram de gerar.

E se têm receio das reacções no trabalho (acredito que sejam negativas, em muitos casos), digo-vos: as mudanças na mentalidade geral da sociedade só se conseguem quando defendemos aquilo em que acreditamos. Se querem gozar parte da licença, têm esse direito e a obrigação de o fazer valer! Pensem nisso.

Boa partilha!

sábado, 30 de março de 2013

Diário Digital: Número de grávidas despedidas disparou 53% no ano passado

O número de grávidas despedidas no ano passado atingiu as 172 no ano passado, mais 53% do que as 112 registadas em 2011, indicam os dados da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) citados esta segunda-feira pelo Diário de Notícias (DN).

O jornal nota que dos 172 processos analisados pela CITE, 105 receberam parecer favorável, uma vez que muitos dos casos respeitam a despedimentos colectivos ou encerramento de empresas, situações em que a comissão pouco pode fazer.

A legislação protege as grávidas ou as recém-mamãs de serem discriminadas no emprego, mas nada pode fazer quanto ao desemprego.

Entre os casos citados pelo DN, conta-se o de uma arquitecta grávida, que trabalhava numa empresa de construção civil há cinco anos e que foi um dos 129 trabalhadores, dos 419 da empresa, abrangidos por um processo de despedimento colectivo. A empresa invocou as dificuldades do mercado e o aumento dos prejuízos para levar a cabo os despedimentos e a CITE não pôde concluir que a inclusão da trabalhadora grávida no lote dos despedidos «seja discriminatória por motivo de gravidez».

Os pareceres da CITE, que são obrigatórios e vinculativos, têm vindo a receber mais respostas favoráveis: em 2010, dos 97 pedidos de parecer apenas 29 receberam resposta favorável, número que subiu para 55 em 112 em 2011 e para 105 em 172 no ano passado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=621804

sábado, 23 de março de 2013

Diário Digital: Hipertensão na gravidez aumenta o risco de doenças crónicas

Um novo estudo desenvolvido pela Oulu University Hospital, na Finlândia, descobriu que qualquer caso isolado de aumento na pressão arterial na gravidez - e não somente a pré-eclâmpsia ou eclampsia - podem favorecer casos futuros de condições crónicas, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal crónica e diabetes. Os resultados foram publicados na revista Circulation.

O trabalho analisou o período pré-natal de 10.314 mulheres grávidas inscritas no estudo Northern Finland Birth Cohort 1996 e acompanhadas depois do nascimento durante 40 anos, em média. Uma pressão arterial normal foi definida como 145/95mm Hg. Os estudiosos notaram que um terço das mulheres estudadas tiveram pelo menos uma medição de pressão acima do especificado durante a gestação.

Comparadas com as mulheres que mantiveram a pressão arterial normal durante a gravidez, as mulheres que tiveram alguma alteração ou sofreram pré-eclâmpsia tiveram um risco de 14% a 100% maior de desenvolver doenças cardiovasculares ao longo dos 40 anos de estudo, além de serem de duas a cinco vezes mais propensas a morrer em decorrência de um AVC. O risco de hipertensão foi de 1,6 a 2,5 vezes maior, enquanto a de diabetes foi de 1,4 a 2,2 vezes maior do que as mulheres que não sofreram alterações na pressão arterial durante a gravidez. Além disso, as probabilidades de as participantes com hipertensão na gravidez sofrerem de insuficiência renal crónica também foi de 1,9 a 2,8 maior.

De acordo com os cientistas, mesmo as mulheres que tiveram a pressão normalizada depois do nascimento do filho ainda correm esses riscos. Eles afirmam que os resultados mostram que mesmo incidentes isolados de pressão alta durante a gravidez merecem a atenção dos médicos, além de acompanhamento para a prevenção das doenças citadas na pesquisa.

Durante a gravidez, o sistema imunológico da mulher é responsável por manter a sua saúde e ainda garantir que o bebé tenha o desenvolvimento adequado. Por isso, ao longo dos nove meses, os cuidados precisam de ser redobrados e seguidos à risca, até mesmo para evitar problemas após a gestação.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620929

sexta-feira, 22 de março de 2013

Jornal de Notícias: Pediatra mostra em livro que os homens também ficam grávidos

O pediatra Mário Cordeiro lança, esta terça-feira, um livro destinado a futuros pais, que pretende mostrar aos homens que eles próprios ficam "grávidos", sofrendo alterações corporais, hormonais e psicológicas durante os nove meses de gestação.

A obra "Vou ser pai" assume-se como um "manual de sobrevivência" para os homens que estão prestes a ter um filho.

"O objetivo é os pais saberem o que se passa consigo, em aspetos que têm a ver com a masculinidade, a passagem de 'miúdo' para adulto, de filho para pai, a mudança de triângulo pai-mãe-filho, em que eram o vértice 'filho', para um novo em que são o vértice 'pai'", explica Mário Cordeiro à agência Lusa.

Para o pediatra, os homens estiveram muitos milénios afastados de uma parte essencial da sua vida, que é a gestação e conceptualização de um filho.

"Até há bem pouco tempo, os pais 'entravam no filme' só quando a criança era mais crescida, perdendo, eles e o bebé, um imenso tempo, irrecuperável, de ligação, de criação de laços e envolvimento no crescimento", refere o também professor na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Mário Cordeiro define a gravidez para o homem como "um pontapé na morte e a garantia da eternidade", uma realidade que traz muitas alterações sentimentais e psicológicas.

Mas os homens sofrem também alterações corporais e hormonais durante a gestação de um filho, o que leva o pediatra a afirmar que um pai também fica grávido, insistindo que a expressão deve ser usada mesmo sem aspas.

Por isso, o livro tem uma parte que acompanha a gravidez mês a mês, desenvolvendo o que os pais vão sentindo ao longo das 40 semanas, incluindo aspetos práticos como consultas, ecografias ou análises necessárias durante a gestação.

Segundo o especialista, a obra pode ajudar os homens a entender melhor o que se passa com a mulher, tornando-os mais empáticos nesta fase das suas vidas. Por outro lado, para as mulheres o livro pode servir para compreender o que homem sente: a ambiguidade e ambivalência dos seus sentimentos.

São 10 capítulos, distribuídos por mais de 300 páginas, com temas tão diversos como "os aspetos biológicos e emocionais durante a gravidez", o sexo após o parto ou os direitos dos pais durante a gravidez.

Na secção "Das cavernas ao século XXI", o autor tenta resumir as funções do homem e a sua posição na vida familiar ao longo de milénios.

Em apenas duas décadas, as alterações no papel do pai já são bastante significativas, considera Mário Cordeiro. "Os homens deixaram, creio e espero que na maioria, de se sentir culpados de gostarem de ser pais, ou de ter de viver a parentalidade e os afetos na clandestinidade. A sociedade reconhece os direitos dos pais e que, para o superior interesse da criança, é necessário pensar que pai e mãe desempenham papéis diferentes, complementares e insubstituíveis", comenta à agência Lusa.

Para Cordeiro, os pais estão ainda, finalmente, a "recuperar o bem-estar, o prazer de estar em casa e com os filhos", sem vergonha de mudar fraldas, dar mimo e de mostrar amor.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3102880&page=-1

sexta-feira, 15 de março de 2013

Diário Digital: Declínio da fertilidade pode afectar o desejo de engravidar

Os médicos são unânimes: por mais que a ciência tenha dado grandes saltos em pesquisas, medicamentos, exames e tratamentos, quando se fala em reprodução, ainda é o tempo quem dá as cartas. Quanto mais a idade avança, mais o corpo feminino envelhece e, com ele, os óvulos que a mulher carrega desde que nasceu. Assim, engravidar vai tornando-se uma tarefa mais difícil para o organismo e, às vezes, perigosa para a saúde feminina.

«É preciso reconhecer que a biologia não acompanha o avanço social feminino», diz Mario Cavagna, director da divisão de reprodução humana do Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher, em São Paulo.

Evidentemente, há mulheres que se tornaram mães aos 40, 50 e até 60 anos, no entanto, os especialistas são categóricos ao dizer que elas são excepções e viveram histórias de risco. «Muito se fala de casos de sucesso, mas quase nada se noticia sobre gestantes mais velhas que tiveram problemas sérios de saúde durante os nove meses ou deram à luz a bebés portadores de doenças genéticas», diz Paulo Bianchi, médico coordenador do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva no Hospital Samaritano, também na capital paulista.

Segundo o relatório «Estatísticas do Registro Civil 2011», divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 18,3% das novas mães têm entre 30 e 34 anos actualmente. Há dez anos, quase a mesma percentagem (20,9%) estava na faixa de 15 e 19 anos.

O problema de deixar esse plano para um futuro indeterminado é que muitas adiam a maternidade sem saber detalhes do próprio corpo e quando chegam ao consultório do ginecologista a dizer que querem engravidar podem receber uma notícia não muito animadora: o tempo não está a favor.

Diversos estudos divulgados mundo afora indicam que, até por volta dos 35 anos, a fertilidade feminina em geral é satisfatória. Depois disso, ano após ano, a queda é cada vez mais acentuada. O artigo «Optimizando a Fertilidade Natural», da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, publicado em 2008, apresentou um gráfico que relacionou a idade de mulheres de várias épocas e lugares do mundo com a taxa de gravidez. Entre 20 e 25 anos, o número de mulheres que engravidou ficou entre 400 mil e 600 mil. Entre 30 e 35 anos, declinou para a faixa de 300 mil a 500 mil. Depois dos 40 anos, caiu para 200 mil, baixando para a faixa de 100 mil a zero entre 40 e 45 anos.

Também é de conhecimento médico que com o avançar da idade não só a fertilidade declina como também aumentam os números de abortos e de bebés nascidos com problemas genéticos, como a síndrome de Down.

Isso tudo porque não só a quantidade de óvulos diminui: a qualidade do material cai. Bianchi afirma que, durante a ovulação, o óvulo passa por um processo de divisão chamado meiose. Ele perde metade do seu material genético para se juntar a um espermatozóide, que também só tem metade do material genético, e então formar o embrião, com a carga total de material necessária.

Com o avanço da idade feminina, a meiose vai ficando cada vez mais instável: um óvulo pode perder mais ou menos metade do material genético e com isso fica mais difícil de ser fecundado. E ainda assim, se a fecundação ocorrer, são grandes as hipóteses de um aborto ou de o feto nascer com alguma deficiência.

«Todo o ginecologista, além de conversar com a paciente a respeito da importância de ter um estilo de vida saudável, o que inclui cuidados com a alimentação e precauções para evitar doenças sexualmente transmissíveis, tem de fazer o aconselhamento reprodutivo. Ele peca por omissão se não abordar o assunto e instruí-la a respeito das dificuldades e dos problemas de uma gestação tardia. Não se trata de incentivar ninguém a engravidar, mas sim de esclarecer e explicar a importância de planear a maternidade», declara Cavagna.

Não há como aumentar o tempo de vida fértil. «Tomar a pílula de modo ininterrupto não ajuda a postergar o tempo da fertilidade, só interrompe a menstruação. Os óvulos, tal como outras células, nascem já com prazo de vida, é a chamada apoptose, a morte celular programada», diz Eduardo Cordioli, coordenador médico da obstetrícia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Mas há o que considerar ao conversar com o ginecologista se a mulher deseja engravidar depois dos 35 anos e quer saber o quão isso pode ser arriscado:

- A idade em que a mãe, as avós e as tias maternas entraram na menopausa. É provável que a mulher siga a mesma tendência;

- A idade em que ocorreu a primeira menstruação. Quanto mais cedo, mais cedo findará a vida fértil;

- O intervalo entre os ciclos menstruais. Se eles estão a ficar mais espaçados, pode ser um sinal de que a fertilidade está a declinar;

- O estilo de vida. Se a mulher fuma, bebe ou tem excesso de peso prejudica cada vez mais as probabilidades de gestar. O tabagismo, por exemplo, acelera a destruição dos folículos ovarianos, afectando gravemente a função reprodutiva. Uma alimentação deficitária em zinco e selénio também não é recomendada;

- A realização de quimioterapia ou radioterapia, tratamentos que alteram a fertilidade.

Além de uma conversa detalhada com o ginecologista, é possível averiguar com um exame de sangue como anda a saúde reprodutiva em relação ao que é esperado para a faixa etária e então pensar se vale ou não postergar a gravidez. «Trata-se da dosagem da hormona Anti-Mülleriano (AMH) ou Substância Inibidora Mulleriana (MIS), que determina a reserva folicular ovariana», diz Cavagna.

Quanto maior a reserva, menos arriscado é o adiamento, ainda que não seja um dado determinante, já que, para engravidar, outros aspectos corporais precisam de estar em ordem.
Optar pelo congelamento de óvulos é uma saída em que muitas mulheres têm pensado como solução para adiar a gestação antes mesmo de chegar ao consultório ginecológico.

Embora essa seja uma opção válida, os médicos pedem cautela: o procedimento não é uma garantia de gravidez, ainda mais tratando-se de implantar o embrião, fruto de um óvulo congelado, em mulheres com idade avançada –principalmente mais de 40 anos. Muitas pacientes depositam toda a sua confiança em técnicas de reprodução assistida e esquecem-se de que os procedimentos, por mais modernos que sejam, continuam a precisar de um material básico, o óvulo, e de um organismo saudável.

«Pouco adianta implantar o embrião depois dos 40. Há que considerar que o corpo já está mais velho, que é mais difícil aguentar uma gestação», diz Cordioli.

Também não é indicado pensar em congelar depois dos 35 anos. O ideal, de acordo com Cavagna, é optar pelo congelamento entre 28 e 32 anos, período em que os óvulos têm mais qualidade. Segundo Cordioli, há o perigo de postergar o uso de óvulos congelados. «Não existem ainda pesquisas consistentes que assegurem quanto tempo o material aguenta em boas condições.»

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620353

domingo, 27 de janeiro de 2013

Diário Digital: Estudo: Fármaco para epilepsia tomado por grávidas tem efeito a longo prazo no QI das crianças

Investigadores norte-americanos concluíram que um fármaco que afeta a capacidade cognitiva de filhos de mulheres que tomaram medicação para a epilepsia durante a gravidez tem um impacto a longo prazo no seu quociente de inteligência (QI).

Os investigadores realizaram testes de acompanhamento no mesmo grupo de crianças cujo estudo em 2009 levou ao alerta do instituto regulador para a saúde nos Estados Unidos sobre os potenciais riscos do medicamento valproate na gravidez.

As crianças, examinadas aos três anos, tinham uma capacidade cognitiva abaixo da média, o que levou a agência para o medicamento norte-americana (FDA – Food and Drug Administration) a emitir um alerta acerca do uso do remédio durante a gravidez.

A nova investigação, publicada na revista The Lancet Neurology, analisou as mesmas crianças aos seis anos, descobrindo que os filhos de mulheres que tinham utilizado valproate na gravidez tinham um QI sete a 10 pontos inferior ao de crianças cujas mães tinham tomado um de três outros medicamentos para a epilepsia.

Quanto maior era a dose de valproate tomada pela mãe durante a gravidez maior era a divergência ao nível do quociente de inteligência. As capacidades verbais e de memória também foram afetadas.

O estudo, realizado entre outubro de 1999 e fevereiro de 2004, por Kimford Meador, na Universidade Emory, em Atlanta (Geórgia), englobou 305 mulheres grávidas que utilizaram valproate, carbamazepine, lamotrigine ou phenytoin.

A primeira investigação integrou 311 crianças nos Estados Unidos e no Reino Unido e a segunda 224 daquelas.

Para algumas pessoas, o valproate é o único medicamento que consegue controlar a epilepsia.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=611894

sábado, 26 de janeiro de 2013

Diário Digital: Nascimento de bebés prematuros tem crescido no mundo

O nascimento de bebés prematuros tem crescido no mundo. Segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde, divulgado no ano passado, o Brasil é o 10º país com maior taxa de prematuros, com 9,2% dos bebés a nascer antes das 37 semanas de gestação.

Entre 1990 e 2010, a OMS estima um aumento de 9% nesses nascimentos na América Latina.

«Pensava-se que essa taxa fosse diminuir por causa do aumento nos cuidados pré-natais, mas as mães têm tido filhos mais tardiamente», afirma Alice Deustch, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein.

«Ao mesmo tempo, essa melhor monitorização da gestação tem detectado problemas precocemente, o que pode levar à necessidade de interromper a gestação», diz Renato Procianoy, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mães mais velhas têm maior risco por causa de doenças associadas, como a hipertensão. A fertilização in vitro muitas vezes gera gestações múltiplas e, não raro, prematuros.

As causas mais comuns para o nascimento de prematuros com menos de 28 semanas são infecções maternas, hipertensão e perfusão da placenta, afirma.

Filomena Bernardes de Melo, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, diz que os limites de viabilidade têm se expandido em hospitais mais estruturados.

No Santa Joana, cerca de 60% dos bebés com 24 semanas sobrevivem. No Brasil como um todo, diz ela, o índice fica em 20%.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=610203

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Planear uma gravidez

Tenho uma amiga que anda muito curiosa quanto ao assunto da maternidade. Talvez seja o relógio biológico a fazer “tic-tac” :)

Quando me perguntou o que fiz antes de tentar engravidar da Migalhinha, respondi-lhe que tive quatro prioridades:

-     Verificar o meu estado de saúde, fazendo análises e os exames habituais
-     Melhorar significativamente a alimentação cá de casa
-     Fazer exercício regularmente
-     Perder os quilos que tinha a mais na altura

Confesso que consegui todos com grande sucesso, com excepção do exercício regular. Não sou nada dada a ginásios e, na altura, o tempo disponível era muito pouco... enfim... mas digo-vos que, durante a gravidez, pratiquei pilates e yoga para grávidas :)

Mas estes objectivos não se conseguem de um dia para o outro nem em apenas algumas semanas. Por isso, se estão a pensar alargar o agregado familiar (e fazem muito bem!), comecem por fazer uma análise crítica aos vossos hábitos e estado de saúde antes de se meterem nessa aventura. Com bastante tempo de antecedência!!!

Costuma-se ouvir que gravidez não é doença. E não é! Mas é um dos maiores desafios ao nosso corpo. Em cerca de nove meses, uma vida é gerada dentro de nós, as hormonas andam aos saltos, a quantidade de sangue a circular aumenta loucamente, a pele estica de maneira quase impossível, o peso começa a fazer sentir-se...

Vão ter mais sono, vão andar mais cansadas, vão necessitar de um equilíbrio nutricional ideal, vão sentir uma ou outra maleita típica da gravidez, que variam muito de mulher para mulher e até de gravidez para gravidez! Na gravidez da Migalhinha tive alguns enjoos iniciais e dificuldade em dormir nos últimos meses, mas de resto foi uma gravidez super tranquila. Desta vez, tive menos enjoos, mas ando às voltas com quebras de tensão diárias que me andam a chatear...

Enfim, isto tudo para dizer que, na minha opinião, uma gravidez deve ser planeada com antecedência e preparada para que tudo corra o melhor possível!

Bons planeamentos!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Correio da Manhã: Três mil grávidas perdem o embrião

Quase três mil (2967) grávidas fizeram um aborto, em 2010, porque o embrião morreu nas primeiras semanas de gestação por causas desconhecidas, segundo revela o último relatório da Morbilidade Hospitalar no Serviço Nacional de Saúde, da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Lisa Vicente, responsável pelo Departamento de Saúde Reprodutiva da DGS explicou ao CM que os abortos retidos acontecem quando o embrião morre, em metade dos casos, “sem se saber muito bem porquê”. Nas outras situações ocorre devido a questões genéticas ou à toma de medicamentos.

Em 2010 houve ainda 183 abortos espontâneos, um número “relativamente baixo” comparativamente com os nascimentos em Portugal, que rondam em média os 100 mil por ano.

De acordo com o relatório da Direção-Geral da Saúde, três mulheres tiveram de receber cuidados hospitalares depois de tentativas de aborto que foi mal conseguido.

Além do registo dos abortos, o relatório refere que em 2010 nasceram nos hospitais públicos, no continente, 93 393 crianças, mais 11 032 do que no ano anterior, em que se registou um total de 82 360 nascimentos.

O relatório da Morbilidade Hospitalar avalia ainda os óbitos e, no ano em análise, registaram-se 28 mortes provocadas pelo consumo do álcool ou de drogas.

Segundo o relatório da DGS, em 2010 houve 3197 doentes a receber alta hospitalar por uso abusivo de álcool ou droga e perturbações mentais induzidas pelo uso daquelas substâncias.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/tres-mil-gravidas-perdem-o-embriao

sábado, 19 de janeiro de 2013

Público: Bebés aprendem língua da mãe ainda no útero

Apenas algumas horas depois de nascerem, os bebés podem ainda não falar mas já são capazes de distinguir muitos sons e são até mais sensíveis a idiomas estrangeiros. As conclusões fazem parte de um estudo prestes a ser publicado no jornal científico Acta Paediatrica.

A nova investigação permitiu perceber que os bebés começam a absorver noções básicas de linguagem ainda no útero, sobretudo a partir das 30 semanas de gestação, sendo que uma gravidez normal tem cerca de 40 semanas. Os mecanismos sensoriais que permitem que o bebé oiça são sobretudo desenvolvidos nestas últimas dez semanas, diz o estudo, e à nascença é possível testar um pouco o que ouviram.

“Os sons das vogais numa conversa são os mais altos e o feto foca-se neles ainda no útero”, explica num comunicado Patricia Kuhl, uma das autoras do estudo do Instituto da Aprendizagem e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, acrescentando que a mãe é a primeira pessoa a ter influência neste campo no cérebro do bebé.

Os investigadores acompanharam 80 bebés de ambos os sexos, 40 dos quais em Washington (Estados Unidos) e outros 40 em Estocolmo (Suécia), que tinham nascido há menos de 75 horas e que ainda se encontravam no berçário. Metade dos participantes ficou a ouvir 17 sons de vogais na sua língua nativa e a outra metade 17 na outra nacionalidade, explicou Patricia Kuhl.

Para medir a reacção dos bebés aos sons, os cientistas utilizaram uma chupeta com um sensor ligado a um computador. Quando os bebés sugavam a chucha era emitido o som de uma vogal. Quando paravam o som também acabava e quando voltavam a chuchar era emitido um novo som. E perceberam que os bebés sugavam a chucha mais vezes e durante mais tempo quando as vogais eram pronunciadas na língua estrangeira, o que, explica Kuhl, demonstra que os fetos apreenderam alguns sons no útero da mãe e ainda nas primeiras horas de vida já revelam mais curiosidade em relação a sonoridades novas.

Algumas outras investigações já davam conta da capacidade do bebé para aprender e começar a distinguir alguns sons nos primeiros meses de vida, mas não existiam muitas provas sobre o facto de a aprendizagem da língua nativa começar ainda no útero. “Este é o primeiro estudo que mostra que os fetos têm uma aprendizagem pré-natal sobre sons particulares da língua da mãe”, acrescenta Christine Moon, outra das autoras do estudo e professora de Psicologia na Pacific Lutheran University.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/bebes-aprendem-lingua-da-mae-ainda-no-utero-1579333

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Registos da gravidez

Nos próximos tempos vou dedicar um pouco mais de atenção ao tema da gravidez e maternidade. Como já sabem, é algo que em que pensamos muito nos últimos tempos :)

Chamem-me obsessiva (a enfermeira do hospital quase que chamou), mas todas as segundas-feiras de manhã, peso-me e meço a tensão arterial. Quando não me esqueço (!), também meço o perímetro abdominal. A ideia também é tirar fotografias à barriga, sempre na mesma posição, mas confesso que me tenho esquecido :(

Não tenho nenhuma obsessão com o peso ou isso, a sério! Eu explico! Quando fui seguida na gravidez da Migalhinha, era pesada em todas as consultas na mesma balança, mas a médica tanto descontava 1,5kg em roupa de Verão como 200gr com roupa de Inverno e nunca apontou quando perdi peso no início. Aquilo danou-me, pois embora estivesse a ter um aumento perfeitamente normal, senti que não estava a ser devidamente controlado.

Agora estou a ser seguida num outro hospital com outro médico, onde comecei a ser seguida às 38 semanas de gravidez da Migalhinha (longa história para outro dia). Ali sou pesada pela enfermeira e descontam sempre 1kg (menos mal), mas mesmo assim optei por me pesar em casa, despida e em jejum!

Isto tudo para chegarmos a mais um ficheiro em excel onde aponto estes dados todos. Espero que vos sirva também numa actual ou futura gravidez :)

Bons registos!

Registos da gravidez.pdf

[Não consegui adicionar a versão em excel. Se alguém quiser o ficheiro em excel, basta enviar um email para dicas.da.migalha@gmail.com com o Assunto: Excel Registos da gravidez. Assim que me for possível, envio :)]

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Jornal i: Anti-depressivos não aumentam gravidez de risco

O uso de anti-depressivos durante a gravidez não está associada a um maior risco de morte fetal e de morte nos recém-nascidos, indica um estudo divulgado na terça-feira.

O estudo sueco tem por base mais de 1,6 milhões de nascimentos em cinco países, incluindo cerca de 30.000 mulheres às quais foi prescrita medicação SSRI (ou ISRS - inibidores seletivos da recaptação da serotonina, fármacos usados no tratamento de síndromes depressivas) durante a gravidez.

Os investigadores descobriram que 1,79 % das mães expostas ao SSRI apresentaram maiores riscos de morte fetal (4,62 contra 3,69 em 1.000) e morte pós-neonatal (1,38 versus 0,96) do que aquelas que não estavam a tomar medicamentos anti-depressivos.

De acordo com o estudo, o tabagismo e a idade avançada das mães estavam igualmente associados a taxas de mortalidade neonatal mais elevadas.

O estudo "sugere que o uso de ISRS durante a gravidez não foi associado ao aumento do risco de óbito fetal, óbito neonatal, ou morte pós-neonatal", disseram os autores da investigação liderada por Olof Stephansson, do Karolinska Institutet, em Estocolmo.

http://www.ionline.pt/mundo/anti-depressivos-nao-aumentam-gravidez-risco

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Correio da Manhã: Vacina retirada a grávidas

A Autoridade Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que não devem ser administradas vacinas contra o sarampo, papeira, rubéola e/ou varicela durante a gravidez e em doentes com deficiências do sistema imunitário. A conclusão da Autoridade do Medicamento surge após uma revisão da utilização das vacinas monovalente e polivalente.

Segundo a EMA, as mulheres devem evitar engravidar até um mês após a vacinação contra aquelas doenças.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/vacina-retirada--a-gravidas