Muito interessante! Um assunto a pesquisar!
Boas notícias!
...
Foi uma adolescente obesa e conseguiu eliminar o excesso de peso fazendo muito exercício físico. Jillian Michaels, de 38 anos, tornou-se especialista em fitness. A treinadora do reality show 'The Biggest Loser' é doutorada em Química e nos últimos anos tem investigado a influência dos produtos artificiais no corpo humano e na acumulação de gordura. Acaba de lançar em Portugal o livro 'Domine o Seu Metabolismo' (ed. Lua de Papel), em que explica como alguns produtos tóxicos podem desregular o organismo, levando ao excesso de peso. Falou com a SÁBADO por telefone a partir da Califórnia, onde vive.
Quais foram as conclusões mais surpreendentes da sua investigação?
Sempre pensei que o peso dependia do balanço das calorias que ingeríamos e das que gastávamos na actividade física. Mas descobri, por experiência própria, que o peso depende muito do balanço hormonal e que há muitos outros factores decisivos. Dos químicos que ingerimos na comida aos que estão nos produtos de beleza, na água e no ar e que têm um impacto dramático no balanço hormonal e na bioquímica do corpo. O creme hidratante para a cara pode ter influência na forma como armazenamos gordura e onde essa gordura se acumula.
Sabendo isso, alterou alguns hábitos diários?
Claro. Mudei todos os produtos de beleza e de limpeza para a casa. Agora só uso ingredientes naturais – cremes hidratantes à base de azeite e açúcar mascavado como esfoliante. Quando limpo a casa, uso vinagre e sumo de limão como desinfectante.
E nos alimentos processados industrialmente quais são os maiores riscos?
A carne produzida industrialmente tem hormonas, antibióticos e outros compostos artificiais que afectam o funcionamento do nosso organismo e que podem conduzir à obesidade, entre outros problemas, prejudicando até o nosso sistema imunitário.
Quando era adolescente tinha excesso de peso. Como ultrapassou esse problema?
A obesidade e o excesso de peso não são apenas questões físicas. O descontrolo emocional está muitas vezes na raiz do problema que leva à compulsão de comer de forma desregulada. Além da dependência física há também a dependência emocional. A comida é reconfortante, é algo que podemos controlar, que associamos a boas memórias de infância, e preenche o vazio emocional de muitas pessoas, torna-se reconfortante. Além disso, alguns alimentos, como os doces, estimulam a produção de serotonina, uma hormona que dá sensações de prazer e ajuda a combater a depressão.
Comer em excesso torna-se um ciclo vicioso?
Exactamente. Mas quando se exagera torna-se contraproducente, a pessoa fica mais deprimida, sente-se mal e come ainda mais. E isso foi o mais difícil para mim, lutar contra essa dependência emocional da comida. Depois de conseguir controlar isso, a informação sobre o que devemos comer e as quantidades torna-se mais fácil de gerir.
Esse foi um dos seus segredos no 'The Biggest Loser', muitas vezes fez o papel de psicóloga para ver que traumas emocionais levavam os concorrentes a comer descontroladamente. Qual foi o caso mais marcante?
Uma concorrente chamada Abby Rike, que tinha perdido os dois filhos e o marido num acidente de carro. Ela não só ultrapassou a sua tragédia pessoal, como depois ajudou outras pessoas a perder peso.
Quais são as medidas mais eficazes para lutar contra a obesidade infantil?
O melhor a fazer é os adultos seguirem eles mesmo uma dieta equilibrada, as crianças acabam por imitar esse estilo de vida. Ter comida saudável em casa, ter hábitos saudáveis, fazer exercício regularmente. Podem ser coisas muito simples, criar rotinas, caminhar regularmente (como ir passear o cão) jogar à bola ao ar livre. E impor algumas regras: limitar o tempo que passam ao computador ou a ver televisão, para não ficarem sedentários durante horas a fio.
Foi o que você fez?
No meu caso, foram as aulas de artes marciais que me ajudaram a perder peso e a vencer muitas das minha inseguranças. Ajuda-nos a sermos mais autoconfiantes. Pode ser futebol, dança ou artes marciais... não importa, desde que seja uma actividade física interessante, que cada um queira explorar. E se as crianças quiserem desistir logo, não as deixem: digam-lhes que é um compromisso que assumiram e têm de tentar terminar. Dêem-lhes essa responsabilidade e não cedam, até ao fim do ano escolar, por exemplo. Muitas vezes os miúdos desistem cedo e é preciso dar mais tempo para eles apreciarem a actividade física.
E o controlo da comida das crianças?
Isso é muito importante. Devem levar comida de casa, para os pais controlarem melhor o que eles comem, não lhes dar dinheiro para guloseimas e falar com outros pais para os sensibilizar, evitando que os seus filhos vão com outros miúdos a cadeias de fast food.
Defende que a fast-food devia ter impostos mais altos e rótulos a avisar dos malefícios?
Sim. Na Califórnia isso já é obrigatório. São excelentes medidas. Estamos em risco de criar uma geração com graves problemas de saúde por causa da comida cheia de químicos, excesso de gordura, sal e açúcar. Alguns pais ficam chocados quando lhes pergunto: “Gostavam de ver os vossos filhos a consumir drogas com moderação?” Na realidade é isso que estão a fazer ao deixarem-nos comer fast food e alimentos industriais.
Porquê?
Sabemos que este tipo de alimentação causa danos cerebrais, problemas de rins, de fígado, doenças cardiovasculares, etc. É uma das piores coisas a que podemos expor os nossos filhos. Honestamente, eu ficaria menos preocupada se o meu filho chegasse a casa e me dissesse que tinha fumado marijuana uma ou duas vezes, do que se me dissesse que comia fast food regularmente.
Isso é uma afirmação muito forte, não é?
Eu sei. Fumar marijuana não é bom para a saúde, mas acho que é mais fácil de controlar. Se as crianças comerem fast food regularmente é muito provável que tenham doenças graves ou morram mesmo por volta dos 40 ou dos 50 anos.
Então acha mesmo que é muito perigoso?
Sim. Porque sei que os ingredientes dessa comida são sinistros. Um deles é o glicol, usado para manter a humidade dentro dos alimentos, (e que era usado originalmente para descongelar os motores). Estamos a engolir venenos. Não é só o problema do excesso de calorias e da obesidade. Podemos dar aos nossos filhos algumas guloseimas, um cupcake ou um hambúrguer de vez em quando, desde que sejam preparados em casa ou em sítios de confiança.
Defende que as pessoas deviam cozinhar mais para saberem o que estão a comer, mesmo que os pratos sejam um pouco mais calóricos?
Sim, por exemplo bolachas feitas com manteiga verdadeira, com açúcar não refinado, com farinha integral. Ingredientes naturais. Sem corantes artificiais, nem conservantes químicos. O problema é quando se consome farinha ultra-refinada, que é tão branca porque se usa lixívia no seu processamento.
Lixívia?
Absolutamente. As farinhas do pão branco são processadas com lixívia, por exemplo. Eu não defendo que as pessoas não devem comer isto ou aquilo, mas devem saber o que comem. A massa por exemplo: desde que seja integral, é uma boa opção. Não comam as massas refinadas.
http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-span--b-Sociedade-b---span--%281%29/Fotogaleria-%28329%29.aspx
Mostrar mensagens com a etiqueta Alimentação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alimentação. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 12 de julho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Público: Está a tentar perder peso? Não está sozinho
Está a tentar perder peso? Se não está, alguma vez tentou perder peso durante a sua vida adulta? Se respondeu sim a algumas destas questões, então saiba que por todo o mundo muitas pessoas estão na mesma situação.
Se existem preocupações comuns na população adulta em todo o mundo, o controlo do peso é certamente uma delas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a prevalência de obesidade duplicou nas últimas três décadas a nível mundial. Em Portugal, num espaço de cinco anos observou-se um aumento de 2% e 3% na prevalência de obesidade, em homens e mulheres respectivamente. Mais, actualmente, cerca de 20% dos adultos portugueses com menos de 65 anos apresentam obesidade e cerca de 42% têm risco acrescido, uma tendência que leva a crer que cada vez mais pessoas estejam a tentar controlar o seu peso. Será esta a realidade?
Nos EUA, onde a prevalência de excesso de peso e obesidade atinge recordes, cerca de 64% da população adulta reportou desejar perder peso e 48% revelou estar activamente a tentar fazê-lo. Por cá, resultados de um estudo recente revelam que cerca de 44% dos adultos portugueses (35% dos homens e 53% das mulheres) estão a tentar controlar o peso. Destes, cerca de 25% estão activamente a tentar perder peso enquanto que 19% estão a tentar não o ganhar. Uma última estatística interessante revela que quase 40% das pessoas afirmou que já tinha tentado perder peso anteriormente: a maioria fez entre uma e três tentativas no passado, com duração média de cinco meses cada uma.
Relativamente aos motivos para perder peso, a maioria refere que tenta controlar o peso para melhorar a saúde em geral e o bem-estar no dia-a-dia, destacando-se nas mulheres motivos relacionados com a melhoria da aparência e da autoestima em relação ao corpo e com uma melhor integração na sociedade, e nos homens motivos relacionados com a melhoria da condição física.
E o que estão estas pessoas a fazer para tentarem combater o “iô-iô do peso”? As estratégias mais comuns são o consumo regular de hortícolas e sopa nas refeições principais e a ingestão regular de água ao longo do dia. Outros hábitos também adoptados pela maioria das pessoas são a ingestão regular de pequeno-almoço, fazer pequenos lanches a meio da manhã e da tarde, comer pequenas porções de cada vez e selecionar os alimentos de forma consciente. Note-se que isto é o que as pessoas estão realmente a fazer, não necessariamente aquilo que melhor resulta! Por exemplo, embora seja importante manter-se bem hidratado, não existe evidência consistente que beber muita água ao longo do dia seja útil na gestão do peso. E, como também já vimos aqui, as estratégias que funcionam para algumas pessoas não têm necessariamente de funcionar para todas.
Thomas Edison terá dito, após ter fracassado mais de mil vezes na invenção da lâmpada: “não são fracassos; agora sei mais de mil maneiras de como não fazer uma lâmpada”. Por isso, se já tentou várias vezes perder peso, com certeza já descobriu várias estratégias que não funcionam consigo. Estará na altura de experimentar mais uma...?
http://lifestyle.publico.pt/pesomedida/320092_esta-a-tentar-perder-peso-nao-esta-sozinho
Se existem preocupações comuns na população adulta em todo o mundo, o controlo do peso é certamente uma delas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a prevalência de obesidade duplicou nas últimas três décadas a nível mundial. Em Portugal, num espaço de cinco anos observou-se um aumento de 2% e 3% na prevalência de obesidade, em homens e mulheres respectivamente. Mais, actualmente, cerca de 20% dos adultos portugueses com menos de 65 anos apresentam obesidade e cerca de 42% têm risco acrescido, uma tendência que leva a crer que cada vez mais pessoas estejam a tentar controlar o seu peso. Será esta a realidade?
Nos EUA, onde a prevalência de excesso de peso e obesidade atinge recordes, cerca de 64% da população adulta reportou desejar perder peso e 48% revelou estar activamente a tentar fazê-lo. Por cá, resultados de um estudo recente revelam que cerca de 44% dos adultos portugueses (35% dos homens e 53% das mulheres) estão a tentar controlar o peso. Destes, cerca de 25% estão activamente a tentar perder peso enquanto que 19% estão a tentar não o ganhar. Uma última estatística interessante revela que quase 40% das pessoas afirmou que já tinha tentado perder peso anteriormente: a maioria fez entre uma e três tentativas no passado, com duração média de cinco meses cada uma.
Relativamente aos motivos para perder peso, a maioria refere que tenta controlar o peso para melhorar a saúde em geral e o bem-estar no dia-a-dia, destacando-se nas mulheres motivos relacionados com a melhoria da aparência e da autoestima em relação ao corpo e com uma melhor integração na sociedade, e nos homens motivos relacionados com a melhoria da condição física.
E o que estão estas pessoas a fazer para tentarem combater o “iô-iô do peso”? As estratégias mais comuns são o consumo regular de hortícolas e sopa nas refeições principais e a ingestão regular de água ao longo do dia. Outros hábitos também adoptados pela maioria das pessoas são a ingestão regular de pequeno-almoço, fazer pequenos lanches a meio da manhã e da tarde, comer pequenas porções de cada vez e selecionar os alimentos de forma consciente. Note-se que isto é o que as pessoas estão realmente a fazer, não necessariamente aquilo que melhor resulta! Por exemplo, embora seja importante manter-se bem hidratado, não existe evidência consistente que beber muita água ao longo do dia seja útil na gestão do peso. E, como também já vimos aqui, as estratégias que funcionam para algumas pessoas não têm necessariamente de funcionar para todas.
Thomas Edison terá dito, após ter fracassado mais de mil vezes na invenção da lâmpada: “não são fracassos; agora sei mais de mil maneiras de como não fazer uma lâmpada”. Por isso, se já tentou várias vezes perder peso, com certeza já descobriu várias estratégias que não funcionam consigo. Estará na altura de experimentar mais uma...?
http://lifestyle.publico.pt/pesomedida/320092_esta-a-tentar-perder-peso-nao-esta-sozinho
sábado, 25 de maio de 2013
Diário Digital: Cientistas descobrem mutação genética que faz homens e mulheres engordarem
Se tem problemas com a balança a culpa não é só da sua dieta, mas também dos seus genes. É o que revela um novo estudo realizado na universidade Maastricht, na Holanda. O investigador Freek Bouwman afirmou ao Daily Mail que 30% das mulheres têm uma mutação no gene MMP2, responsável pelo desenvolvimento do tecido adiposo, e isso faz com que as hipóteses de acumular seis quilos aumentem em duas vezes e meia.
E não são só as mulheres que apresentam esse tipo de desvantagem. Nos homens, a mutação foi encontrada no gene FTO e duplicou a possibilidade de ganhar mais de seis quilos. O motivo? Esse gene aumenta o desejo por alimentos com gordura e açucarados, o que leva os homens a ingerir 100 calorias a mais por refeição do que a média.
Segundo o Congresso Europeu sobre Obesidade, em Liverpool, as mutações FTO e MMP2 são específicas para cada género, pois as suas actividades são controladas por hormonas sexuais.
A descoberta dos genes oferece esperança para a criação de testes para identificar homens e mulheres com maior risco de perder a batalha contra a balança.
No estudo, os cientistas da universidade analisaram os ganhos e perda de peso de mais de cinco mil homens e mulheres por 10 anos. Depois, a equipa verificou o ADN dos participantes.
Segundo o professor John Wilding, da Associação para o Estudo da Obesidade do Reino Unido, os genes não podem levar toda a culpa pelo excesso de peso. «As pessoas devem, ainda assim, preocupar-se com o que elas comem. Não é possível mudar os seus genes, mas é possível mudar o seu comportamento».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=633711
E não são só as mulheres que apresentam esse tipo de desvantagem. Nos homens, a mutação foi encontrada no gene FTO e duplicou a possibilidade de ganhar mais de seis quilos. O motivo? Esse gene aumenta o desejo por alimentos com gordura e açucarados, o que leva os homens a ingerir 100 calorias a mais por refeição do que a média.
Segundo o Congresso Europeu sobre Obesidade, em Liverpool, as mutações FTO e MMP2 são específicas para cada género, pois as suas actividades são controladas por hormonas sexuais.
A descoberta dos genes oferece esperança para a criação de testes para identificar homens e mulheres com maior risco de perder a batalha contra a balança.
No estudo, os cientistas da universidade analisaram os ganhos e perda de peso de mais de cinco mil homens e mulheres por 10 anos. Depois, a equipa verificou o ADN dos participantes.
Segundo o professor John Wilding, da Associação para o Estudo da Obesidade do Reino Unido, os genes não podem levar toda a culpa pelo excesso de peso. «As pessoas devem, ainda assim, preocupar-se com o que elas comem. Não é possível mudar os seus genes, mas é possível mudar o seu comportamento».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=633711
sábado, 4 de maio de 2013
Público: Ementas de Verão: o que comer e o que evitar
A vida tem ritmos e tirar partido do melhor de cada estação é sinal de sabedoria.
A alimentação que devemos praticar durante os meses do Verão e do calor não é de todo diferente daquela que devemos praticar o resto do ano. Acontece, porém que este período trás consigo várias particularidades que podemos e devemos considerar quando pensamos no que comemos.
Desde logo, a temperatura e a intensidade luminosa, que são mais elevadas. Este facto tem algum impacto no nosso organismo, quer nas necessidades hídricas quer mesmo no metabolismo e até no apetite. Não será demais recordar a este propósito a importância da vitamina D. Quanto às necessidades de água, devemos sempre assegurar que as satisfazemos sob pena de estarmos em constante estado de sub-hidratação. A satisfação destas necessidades deve ser feita sobretudo à custa de água e não de refrigerantes ou sumos de modo a não aumentarmos excessivamente a nossa ingestão energética e, por consequência, o peso. Pior ainda, hidratarmo-nos com bebidas alcoólicas acarreta inúmeros problemas desde o excesso de energia ao excesso de confiança, excesso este que tem nos acidentes rodoviários uma desnecessária confirmação.
Um aspecto positivo deste período é a maior abundância e diversidade de frutos e hortícolas disponíveis. Embora os modernos mecanismos de distribuição nos tragam até à porta alimentos das mais longínquas paragens deste planeta em qualquer altura do ano, a sazonalidade de alguns produtos de origem vegetal deve ser por nós explorada, aumentando assim a diversidade e a riqueza da nossa alimentação. Tal permite ainda contribuir para um planeta melhor, reduzindo o impacto negativo dos transportes e promovendo a produção local. Também alguns animais estão sujeitos a variações anuais na sua disponibilidade: entre estes, elegemos a sardinha como um dos mais interessantes, pela sua riqueza nutricional e custo (ainda) razoável.
Outros alimentos, embora disponíveis todo o ano, são mais consumidos no Verão. Talvez o exemplo mais marcante seja o dos gelados, um alimento que não associamos geralmente a óptimos efeitos na nossa saúde, sobretudo pelos teores de açúcar e gorduras. No entanto, existem no mercado alguns gelados com um valor energético perfeitamente enquadrável com uma alimentação e peso saudáveis (não só os de gelo mas também algumas variantes pobres em gordura de gelados mais convencionais); e mesmo os outros podem ter o seu lugar desde que consumidos com parcimónia.
Verão e praia são, no nosso país, expressões quase coincidentes. A alimentação que praticamos durante a nossa estadia na praia pode ser também um bom pretexto para equilibrarmos a nossa dieta. Não faltam, é claro, solicitações no sentido contrário (destacam-se as omnipresentes, incrivelmente gordurosas e tantas vezes irresistíveis bolas de berlim, apregoadas de forma incansável pelos vendedores ambulantes). No, entanto o recurso a refeições leves e equilibradas, como são exemplo as sanduíches diversas (de pão integral, sempre que possível), com tomate, alface, algum queijo, atum ou ovo, a fruta fresca e água (muita água) é simultaneamente agradável e adequado. Não esquecer que o tempo quente obriga a cuidados redobrados na conservação dos alimentos: desde a sua compra até ao consumo, devemos assegurar-nos de que a cadeia de frio não é interrompida para aqueles alimentos que dele necessitam. Uma intoxicação alimentar pode estragar umas férias e, em alguns casos, pode mesmo ser bastante perigosa (crianças, idosos, indivíduos com saúde mais frágil, sobretudo).
A expectativa da rentrée balnear e a consequente exposição dos corpos tem frequentemente como consequência o desejo de perder peso e de voltar a vestir aquelas roupas e fatos de banho de há uns anos, e quilos, atrás. Se sobre o uso de suplementos para perda de peso já aqui nos pronunciámos importa, ainda que de relance, referir a existência de algumas “dietas” de Verão de origem duvidosa e credibilidade científica nula, mas “já testadas” por celebridades nacionais e estrangeiras. Pela sua saúde, evite estas “dietas”: de modo algum garantem as perdas de peso milagrosas que apregoam e são, não raras vezes, francamente desequilibradas e potencialmente prejudiciais para a saúde.
Aproveite ainda o bom tempo para vir para o ar livre e fazer alguma actividade física. A vida tem ritmos e tirar partido do melhor de cada estação é sinal de sabedoria.
http://lifestyle.publico.pt/nutricao/319336_ementas-de-verao-o-que-comer-e-o-que-evitar
A alimentação que devemos praticar durante os meses do Verão e do calor não é de todo diferente daquela que devemos praticar o resto do ano. Acontece, porém que este período trás consigo várias particularidades que podemos e devemos considerar quando pensamos no que comemos.
Desde logo, a temperatura e a intensidade luminosa, que são mais elevadas. Este facto tem algum impacto no nosso organismo, quer nas necessidades hídricas quer mesmo no metabolismo e até no apetite. Não será demais recordar a este propósito a importância da vitamina D. Quanto às necessidades de água, devemos sempre assegurar que as satisfazemos sob pena de estarmos em constante estado de sub-hidratação. A satisfação destas necessidades deve ser feita sobretudo à custa de água e não de refrigerantes ou sumos de modo a não aumentarmos excessivamente a nossa ingestão energética e, por consequência, o peso. Pior ainda, hidratarmo-nos com bebidas alcoólicas acarreta inúmeros problemas desde o excesso de energia ao excesso de confiança, excesso este que tem nos acidentes rodoviários uma desnecessária confirmação.
Um aspecto positivo deste período é a maior abundância e diversidade de frutos e hortícolas disponíveis. Embora os modernos mecanismos de distribuição nos tragam até à porta alimentos das mais longínquas paragens deste planeta em qualquer altura do ano, a sazonalidade de alguns produtos de origem vegetal deve ser por nós explorada, aumentando assim a diversidade e a riqueza da nossa alimentação. Tal permite ainda contribuir para um planeta melhor, reduzindo o impacto negativo dos transportes e promovendo a produção local. Também alguns animais estão sujeitos a variações anuais na sua disponibilidade: entre estes, elegemos a sardinha como um dos mais interessantes, pela sua riqueza nutricional e custo (ainda) razoável.
Outros alimentos, embora disponíveis todo o ano, são mais consumidos no Verão. Talvez o exemplo mais marcante seja o dos gelados, um alimento que não associamos geralmente a óptimos efeitos na nossa saúde, sobretudo pelos teores de açúcar e gorduras. No entanto, existem no mercado alguns gelados com um valor energético perfeitamente enquadrável com uma alimentação e peso saudáveis (não só os de gelo mas também algumas variantes pobres em gordura de gelados mais convencionais); e mesmo os outros podem ter o seu lugar desde que consumidos com parcimónia.
Verão e praia são, no nosso país, expressões quase coincidentes. A alimentação que praticamos durante a nossa estadia na praia pode ser também um bom pretexto para equilibrarmos a nossa dieta. Não faltam, é claro, solicitações no sentido contrário (destacam-se as omnipresentes, incrivelmente gordurosas e tantas vezes irresistíveis bolas de berlim, apregoadas de forma incansável pelos vendedores ambulantes). No, entanto o recurso a refeições leves e equilibradas, como são exemplo as sanduíches diversas (de pão integral, sempre que possível), com tomate, alface, algum queijo, atum ou ovo, a fruta fresca e água (muita água) é simultaneamente agradável e adequado. Não esquecer que o tempo quente obriga a cuidados redobrados na conservação dos alimentos: desde a sua compra até ao consumo, devemos assegurar-nos de que a cadeia de frio não é interrompida para aqueles alimentos que dele necessitam. Uma intoxicação alimentar pode estragar umas férias e, em alguns casos, pode mesmo ser bastante perigosa (crianças, idosos, indivíduos com saúde mais frágil, sobretudo).
A expectativa da rentrée balnear e a consequente exposição dos corpos tem frequentemente como consequência o desejo de perder peso e de voltar a vestir aquelas roupas e fatos de banho de há uns anos, e quilos, atrás. Se sobre o uso de suplementos para perda de peso já aqui nos pronunciámos importa, ainda que de relance, referir a existência de algumas “dietas” de Verão de origem duvidosa e credibilidade científica nula, mas “já testadas” por celebridades nacionais e estrangeiras. Pela sua saúde, evite estas “dietas”: de modo algum garantem as perdas de peso milagrosas que apregoam e são, não raras vezes, francamente desequilibradas e potencialmente prejudiciais para a saúde.
Aproveite ainda o bom tempo para vir para o ar livre e fazer alguma actividade física. A vida tem ritmos e tirar partido do melhor de cada estação é sinal de sabedoria.
http://lifestyle.publico.pt/nutricao/319336_ementas-de-verao-o-que-comer-e-o-que-evitar
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Jornal de Notícias: Um quarto das crianças tem atrasos de crescimento devido a subnutrição
Uma em cada quatro crianças menores de cinco anos sofre atrasos de crescimento devido a subnutrição crónica desde a gestação até aos dois anos de idade, revela um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância divulgado esta segunda-feira.
O relatório assinala que têm sido feitos "verdadeiros progressos" no combate contra esta "face escondida da pobreza" para 165 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, mas sublinha que para a luta ser bem sucedida "é essencial uma atenção muito especial ao período da gravidez e aos dois primeiros anos de vida da criança".
Dados de 54 países de baixo e médio rendimento indicam que os problemas de crescimento começam durante a gravidez e continuam até aos 24 meses de idade e que, passada esta idade, "a recuperação do crescimento é mínima" e "os danos causados são em grande medida irreversíveis".
"Os atrasos de crescimento não dizem apenas respeito à estatura de uma criança [...] podem também traduzir-se por atrasos de desenvolvimento cerebral e da capacidade cognitiva", alerta o estudo.
Acrescenta que uma criança com atraso de crescimento chega à idade adulta com maior propensão para ter excesso de peso e sofrer de doenças crónicas.
O relatório cita estudos recentes levados a cabo na África do Sul, Brasil, Guatemala, Índia e Filipinas que confirmam a relação entre os atrasos de crescimento e a frequência e o rendimento escolares baixos.
"O atraso de crescimento pode anular as perspetivas de futuro de uma criança e privar um país das suas perspetivas de desenvolvimento", considerou o diretor executivo da UNICEF, Anthony Lake.
A UNICEF assinala ainda que na maior parte dos casos os atrasos de crescimento passam de geração em geração.
As mães subnutridas correm maior risco de que os seus bebés nasçam com baixo peso, adianta o estudo, que estima que entre 60 a 80 por cento das mortes neonatais ocorram em bebés com baixo peso.
Um terço das mortes de crianças menores de cinco anos "é imputável à subnutrição", e as crianças afetadas têm nove vezes mais probabilidade de morrer.
Ainda segundo o estudo, 80 por cento das crianças que sofrem atrasos de crescimento vivem em apenas 14 países, sendo que três quartos vivem na África subsariana e no sul da Ásia.
Na África subsariana, 40 por cento das crianças menores de cinco anos sofrem de atrasos de crescimento enquanto no sul da Ásia a percentagem é de 39 por cento.
Em 2011, os cinco países com o maior número de crianças menores de cinco anos afetadas por atrasos de crescimento eram a Índia (61,7 milhões), Nigéria (11 milhões), Paquistão (9,6 milhões), China (8 milhões) e Indonésia (7,5 milhões).
O relatório da UNICEF destaca os sucessos alcançados através da implementação "em larga escala" de programas de nutrição e mudanças de comportamentos em 11 países: Etiópia, Haiti, Índia, Quirguistão, Nepal, Peru, República Democrática do Congo, República Unida de Tanzânia, Ruanda, Sri Lanka e Vietname.
Para a UNICEF, os atrasos de crescimento e outras formas de subnutrição podem ser reduzidos através de "medidas simples [...] como a melhoria da nutrição das mães, o aleitamento materno exclusivo desde o nascimento, a administração de suplementos de vitaminas e minerais bem como uma alimentação adequada".
"Os dados de que dispomos sobre os progressos que têm sido alcançados mostram que é tempo de acelerar estes progressos", defendeu Anthony Lake.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3166794&page=-1
O relatório assinala que têm sido feitos "verdadeiros progressos" no combate contra esta "face escondida da pobreza" para 165 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, mas sublinha que para a luta ser bem sucedida "é essencial uma atenção muito especial ao período da gravidez e aos dois primeiros anos de vida da criança".
Dados de 54 países de baixo e médio rendimento indicam que os problemas de crescimento começam durante a gravidez e continuam até aos 24 meses de idade e que, passada esta idade, "a recuperação do crescimento é mínima" e "os danos causados são em grande medida irreversíveis".
"Os atrasos de crescimento não dizem apenas respeito à estatura de uma criança [...] podem também traduzir-se por atrasos de desenvolvimento cerebral e da capacidade cognitiva", alerta o estudo.
Acrescenta que uma criança com atraso de crescimento chega à idade adulta com maior propensão para ter excesso de peso e sofrer de doenças crónicas.
O relatório cita estudos recentes levados a cabo na África do Sul, Brasil, Guatemala, Índia e Filipinas que confirmam a relação entre os atrasos de crescimento e a frequência e o rendimento escolares baixos.
"O atraso de crescimento pode anular as perspetivas de futuro de uma criança e privar um país das suas perspetivas de desenvolvimento", considerou o diretor executivo da UNICEF, Anthony Lake.
A UNICEF assinala ainda que na maior parte dos casos os atrasos de crescimento passam de geração em geração.
As mães subnutridas correm maior risco de que os seus bebés nasçam com baixo peso, adianta o estudo, que estima que entre 60 a 80 por cento das mortes neonatais ocorram em bebés com baixo peso.
Um terço das mortes de crianças menores de cinco anos "é imputável à subnutrição", e as crianças afetadas têm nove vezes mais probabilidade de morrer.
Ainda segundo o estudo, 80 por cento das crianças que sofrem atrasos de crescimento vivem em apenas 14 países, sendo que três quartos vivem na África subsariana e no sul da Ásia.
Na África subsariana, 40 por cento das crianças menores de cinco anos sofrem de atrasos de crescimento enquanto no sul da Ásia a percentagem é de 39 por cento.
Em 2011, os cinco países com o maior número de crianças menores de cinco anos afetadas por atrasos de crescimento eram a Índia (61,7 milhões), Nigéria (11 milhões), Paquistão (9,6 milhões), China (8 milhões) e Indonésia (7,5 milhões).
O relatório da UNICEF destaca os sucessos alcançados através da implementação "em larga escala" de programas de nutrição e mudanças de comportamentos em 11 países: Etiópia, Haiti, Índia, Quirguistão, Nepal, Peru, República Democrática do Congo, República Unida de Tanzânia, Ruanda, Sri Lanka e Vietname.
Para a UNICEF, os atrasos de crescimento e outras formas de subnutrição podem ser reduzidos através de "medidas simples [...] como a melhoria da nutrição das mães, o aleitamento materno exclusivo desde o nascimento, a administração de suplementos de vitaminas e minerais bem como uma alimentação adequada".
"Os dados de que dispomos sobre os progressos que têm sido alcançados mostram que é tempo de acelerar estes progressos", defendeu Anthony Lake.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3166794&page=-1
domingo, 14 de abril de 2013
Diário Digital: Estudo: Proteína da clara do ovo ajuda a reduzir a hipertensão
Um componente na clara do ovo, já popular como substituto do ovo completo entre os consumidores preocupados com o colesterol da gema, pode ajudar na redução da hipertensão, segundo informaram cientistas.
Zhipeng Yu, da Universidade Jilin, China, apresentou o estudo perante a Reunião Nacional da Sociedade Química Americana, a maior sociedade científica do mundo, que acontece em Nova Orleans, Louisiana.
«A nossa pesquisa indica que o ovo é um alimento incrível», disse Zhipeng, segundo informou a Sociedade Química Americana.
«Temos provas de laboratório que um peptídeo - um dos elementos que constituem as proteínas - na clara do ovo reduz a hipertensão tanto como uma dose baixa de Captopril, um medicamento prescrito para esta patologia», acrescentou.
Zhipeng e os seus colegas usaram um peptídeo chamado RVPSL. Os cientistas já haviam descoberto antes que a substância, da mesma forma que o grupo de remédios que inclui Captopril, Vasotec e Monopril, é um inibidor da enzima de conversão da angiotensina e tem uma grande capacidade de inibir ou bloquear a acção de ACE, uma substância produzida no corpo que eleva a hipertensão.
Os cientistas focaram-se em documentar com mais detalhe os efeitos de RVPSL usando ratos de laboratório que desenvolveram elevada pressão sanguínea.
Os resultados da administração da substância na dieta dos ratos foram positivos, o que indica que o RPSL não tem efeitos tóxicos aparentes e que baixou a pressão sanguínea em graus comparáveis às doses baixas de Captopril.
Zhipeng indicou que a pesquisa foi feita com uma versão do peptídeo aquecida a quase 93 graus Celsius durante a preparação, isto é, menos que a temperatura usada tipicamente na cozedura de ovos.
O investigador, no entanto, citou as referências de outros estudos segundo os quais a clara de ovo pode reter os seus efeitos benéficos para a pressão sanguínea depois da cozedura.
Um desses estudos, publicado na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry da Sociedade Química, indica que a proteína do ovo estrelado a altas temperaturas mostrou uma capacidade maior para reduzir a pressão sanguínea do que os ovos fervidos a 100 graus Celsius.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=626310
Zhipeng Yu, da Universidade Jilin, China, apresentou o estudo perante a Reunião Nacional da Sociedade Química Americana, a maior sociedade científica do mundo, que acontece em Nova Orleans, Louisiana.
«A nossa pesquisa indica que o ovo é um alimento incrível», disse Zhipeng, segundo informou a Sociedade Química Americana.
«Temos provas de laboratório que um peptídeo - um dos elementos que constituem as proteínas - na clara do ovo reduz a hipertensão tanto como uma dose baixa de Captopril, um medicamento prescrito para esta patologia», acrescentou.
Zhipeng e os seus colegas usaram um peptídeo chamado RVPSL. Os cientistas já haviam descoberto antes que a substância, da mesma forma que o grupo de remédios que inclui Captopril, Vasotec e Monopril, é um inibidor da enzima de conversão da angiotensina e tem uma grande capacidade de inibir ou bloquear a acção de ACE, uma substância produzida no corpo que eleva a hipertensão.
Os cientistas focaram-se em documentar com mais detalhe os efeitos de RVPSL usando ratos de laboratório que desenvolveram elevada pressão sanguínea.
Os resultados da administração da substância na dieta dos ratos foram positivos, o que indica que o RPSL não tem efeitos tóxicos aparentes e que baixou a pressão sanguínea em graus comparáveis às doses baixas de Captopril.
Zhipeng indicou que a pesquisa foi feita com uma versão do peptídeo aquecida a quase 93 graus Celsius durante a preparação, isto é, menos que a temperatura usada tipicamente na cozedura de ovos.
O investigador, no entanto, citou as referências de outros estudos segundo os quais a clara de ovo pode reter os seus efeitos benéficos para a pressão sanguínea depois da cozedura.
Um desses estudos, publicado na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry da Sociedade Química, indica que a proteína do ovo estrelado a altas temperaturas mostrou uma capacidade maior para reduzir a pressão sanguínea do que os ovos fervidos a 100 graus Celsius.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=626310
sábado, 6 de abril de 2013
Diário Digital: Idosos que comem peixe têm maior esperança de vida
Uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com mais de 65 anos que têm o hábito de comer peixe ricos em ómega 3, têm menor risco de morrer por doenças cardiovasculares e por qualquer outra causa de morte, melhorando a sua esperança de vida. O trabalho foi publicado no Annals of Internal Medicine.
Os autores avaliaram dados de 2.700 americanos com 65 anos ou mais, recolhidos ao longo de 16 anos. Nenhum participante do estudo fazia uso de suplementos de óleo de peixe. Segundo os resultados, as pessoas com os maiores níveis de ácidos gordos ómega-3 no organismo apresentaram um risco 27% menor de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa, se comparados com quem apresentava os níveis mais baixos do nutriente.
São aproximadamente 2,2 anos a mais de vida do que aqueles que não consomem o nutriente. Essas pessoas também tiveram uma probabilidade 35% menor de morrer por doenças cardiovasculares no geral - benefício já conhecido do ómega 3.
Após ajustes como estilo de vida, risco cardiovascular e outros hábitos alimentares, eles descobriram que três ácidos gordos ómega 3 específicos - os ácidos docosa-hexaenoico, eicosapentaenoico e docosapentaenoico - foram associados a um risco significativamente menor de mortalidade, se presentes no sangue de forma individual ou combinada. O docosahexanoico (DHA) foi mais fortemente relacionado ao menor risco de morte por doença cardíaca coronária (40%) ou manifestação de arritmia cardíaca (45%). O ácido eicosapentaenoico (EPA) foi ligado a um menor risco de ataque cardíaco não fatal, e o ácido docosapentaenoico (DPA) foi mais associado a um menor risco de morte pode AVC.
Os estudiosos declaram que, embora diversos estudos já tenham associado o ómega-3 a uma melhor saúde cardíaca, este é o primeiro estudo que faz uma relação entre os níveis do nutriente no sangue à mortalidade por qualquer causa. Para obter tais benefícios, eles recomendam a ingestão de cerca de duas porções de peixes ricos em ácidos gordos - como salmão, atum e sardinha - por semana.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=624896
Os autores avaliaram dados de 2.700 americanos com 65 anos ou mais, recolhidos ao longo de 16 anos. Nenhum participante do estudo fazia uso de suplementos de óleo de peixe. Segundo os resultados, as pessoas com os maiores níveis de ácidos gordos ómega-3 no organismo apresentaram um risco 27% menor de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa, se comparados com quem apresentava os níveis mais baixos do nutriente.
São aproximadamente 2,2 anos a mais de vida do que aqueles que não consomem o nutriente. Essas pessoas também tiveram uma probabilidade 35% menor de morrer por doenças cardiovasculares no geral - benefício já conhecido do ómega 3.
Após ajustes como estilo de vida, risco cardiovascular e outros hábitos alimentares, eles descobriram que três ácidos gordos ómega 3 específicos - os ácidos docosa-hexaenoico, eicosapentaenoico e docosapentaenoico - foram associados a um risco significativamente menor de mortalidade, se presentes no sangue de forma individual ou combinada. O docosahexanoico (DHA) foi mais fortemente relacionado ao menor risco de morte por doença cardíaca coronária (40%) ou manifestação de arritmia cardíaca (45%). O ácido eicosapentaenoico (EPA) foi ligado a um menor risco de ataque cardíaco não fatal, e o ácido docosapentaenoico (DPA) foi mais associado a um menor risco de morte pode AVC.
Os estudiosos declaram que, embora diversos estudos já tenham associado o ómega-3 a uma melhor saúde cardíaca, este é o primeiro estudo que faz uma relação entre os níveis do nutriente no sangue à mortalidade por qualquer causa. Para obter tais benefícios, eles recomendam a ingestão de cerca de duas porções de peixes ricos em ácidos gordos - como salmão, atum e sardinha - por semana.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=624896
domingo, 31 de março de 2013
Activa: "Afinal, porque é que ela é magra e eu não?"
Poucas são as pessoas que nascem geneticamente abençoadas com um metabolismo que lhes permite cometer toda a espécie de atentados nutricionais e, mesmo assim, continuar magras, lindas... e impunes. A maior parte de nós tem uma guerra pessoal a travar com os quilos. Algumas bravas guerreiras vencem-na. Você até conhece uma ou outra e inveja-a secretamente. É aquela amiga ou colega de trabalho que está sempre em forma e fantástica sem parecer angustiada... e faminta. A pergunta já lhe passou várias vezes pela cabeça: como é que ela consegue? Médicos e especialistas em controlo de peso desvendam os segredos dos magros para sempre.
Têm uma óptima relação com a comida
Quem o diz é Teresa Branco, fisiologista, investigadora da Faculdade Motricidade Humana e coordenadora da Clínica Metabólica, uma verdadeira perita em emagrecimento. "Estão de bem com o peso, com o corpo, não se culpabilizam com a boa comida, sentem verdadeiro prazer com ela, comem por intuição, ou seja, para a fome a que têm, enquanto a maioria das pessoas come acima da fome que tem. Quem tem uma boa relação com a comida não pensa nela como um prémio ou um castigo."
Comer é como dormir, exemplifica: uma necessidade básica e um prazer para muitos. Mas ninguém se castiga com quatro horas de sono a menos só porque, na noite anterior, dormiu dez em vez de oito. No entanto, a táctica é usada com a alimentação. Sempre que o fazemos somos sérios candidatos a comer demais em alturas de stress, depressão e tédio para nos compensar emocionalmente. A comida como prémio de consolação gera uma ansiedade e gula difíceis de controlar, geralmente de noite ou fora das atenções de terceiros, e é-nos transmitida desde a infância. "Ninguém diz a uma criança 'se te portas mal não vais dormir'. Mas diz-se frequentemente 'se te portas mal não comes chocolate'", recorda Teresa Branco.
Vigiam as porções dos alimentos
Em condições normais, o nosso estômago é do tamanho de uma mão fechada. Tudo bem, ele é elástico. Mas quanto mais comida lá metermos (e beber muita água às refeições também contribui para este fenómeno), mais ele se dilata e menor e mais demorada será a sensação de saciedade. Tradicionalmente, os portugueses não têm uma boa noção de porções ideais, diz Teresa Branco. "Só um prato cheio lhes proporciona prazer e saciedade. As porções de comida normalmente servidas nos restaurantes também não são as mais correctas: correspondem ao dobro e, às vezes, ao triplo do aconselhado!"
Um prato de sobremesa cheio poderá ser uma porção indicada para um almoço de uma mulher, confirma a fisiologista. Se a fome apertar, a solução racional é comer uma sopa ou uma salada antes. Sopas, guisados e alimentos com um elevado teor de água na sua composição são menos calóricos, mais saciantes e saudáveis.
Têm pais magros
A genética tem as costas largas no que respeita ao excesso de peso, dizem muitos especialistas de saúde pública. 'É de família, não há muito a fazer' é uma das justificações mais dadas por quem tem peso a mais. Mas será que ter pais gordos influi assim tanto nos nossos quilos mais?
Em 'Emagreça! Perca gordura e ganhe saúde', o médico Agnelo Martins e o farmacêutico António Hipólito de Aguiar, dizem que sim. Se os dois pais forem obesos, a tendência do filho para vir a sê-lo também é de 75%. Se apenas um dos progenitores for gordo, essa propensão continua a ser de 40%. Se ambos os pais forem magros, cai para apenas 10%, diz Gérard Apfeldorfer, psiquiatra francês que estudou a fundo a obesidade e as perturbações alimentares no livro 'Como, logo existo'. Mas este facto não se deve apenas à genética.
Como avisam os autores portugueses citados, " é preciso distinguir os factores genéticos das tradições alimentares da família. É que, nas famílias de obesos come-se mais e, sendo que é na infância que se formam as células adiposas (as que armazenam gordura), quanto mais uma criança comer, mais células destas se formam."
Quem tem antecedentes familiares de obesidade e hábitos alimentares pouco correctos deve ser acompanhado regularmente pelo médico de família ou nutricionista, desde a infância. Nunca é demais lembrar que Portugal tem a segunda maior taxa de obesidade infantil da União Europeia (31,5%).
Comem como os avós
Há 50 ou 60 anos, quando metade de Portugal vivia abaixo do limiar de pobreza, a ementa era muito restrita. Carne de porco e aves só de vez em quando; vaca, só quando em dias de festa. O peixe era mais comum mas muitas vezes tinha que dar para dois ou três irmãos. A base da alimentação era sopa, legumes cozidos vindos da horta familiar e alguns guisados. A única gordura usada era o azeite. Uma dieta de pobreza, que não traz grandes recordações aos mais velhos, mas que os médicos dizem agora ter feito maravilhas pela saúde dos portugueses: a célebre dieta mediterrânica. E foi a partir do momento em que a mesa ficou mais farta em carnes e gordura e que estes hábitos de saúde se perderam, que a obesidade e as doenças cardiovasculares dispararam.
As pesquisas científicas comprovam-no. O consumo regular de sopa diminui os riscos de obesidade nos adultos portugueses, diz um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. 40 mil inquéritos foram investigados e chegou-se à conclusão que um caldinho de legumes reduz a propensão para os quilos a mais em 11% nos homens e 14% nas mulheres. A fruta também nos ajuda e bem: reduz em 23% o risco de obesidade.
Fazem mais refeições ao longo do dia
Cinco refeições, pelo menos: para além das três refeições principais, comem a meio da manhã, a meio da tarde e muitos fazem uma pequena ceia antes de dormir. Por isso, sentem-se saciados por mais tempo e com menos. Saltar refeições faz disparar a fome e impele-nos a comer mais da próxima vez que nos sentarmos à mesa. "A grande maioria das pessoas diz que se controla muito bem o dia inteiro até às seis da tarde, muitas vezes até passando fome", diz Teresa Branco. O problema é a noite.
Tomam bons pequenos-almoços
"Quem tem uma boa relação com a comida geralmente acorda com fome", observa a fisiologista Teresa Branco. "O que é perfeitamente normal, porque estiveram oito ou mais horas sem comer. Se não têm fome de manhã, é porque comeram demais na noite anterior."
Uma pesquisa feita por investigadores da Universidade do Michigan, EUA, publicado em Setembro de 2005 no Jornal da Associação Dietética Americana, concluiu que as mulheres que tomam pequeno-almoço têm 24% a menos de possibilidades de virem a sofrer de excesso de peso. Se preferirem cereais integrais, têm 30% menos hipóteses de engordar. A pesquisa incidiu sobre os dados de 4 mil homens e mulheres com mais de 19 anos.
Contam calorias e pesam-se mais
Parece um exagero ao comum dos mortais, não? Mas não reflecte necessariamente um comportamento obsessivo, diz Teresa Branco, que confessa ir à balança diariamente. A vantagem desta monitorização constante do peso é poder agir logo quando ele aumenta. "Quem evita a balança, fá-lo porque, na verdade, está preocupado", analisa a fisiologista. "É claro que não é preciso pesar os alimentos e contar colorias com a calculadora! Mas convém ter uma noção geral do teor calórico dos alimentos."
A endocrinologista Isabel do Carmo é autora de vários livros sobre controlo de peso e sabe que nem sempre as pessoas têm consciência daquilo que comem durante o dia e do que isso representa em termos calóricos. No livro 'Gordos, Magros e Assim Assim" fala das perturbações alimentares nos jovens e relata: "Muitas raparigas dizem-me que não percebem porque é que engordam. E as mães sublinham a questão: 'Eu bem vejo que ela come pouco, lá em casa só se comem cozidos e grelhados. Não há razão para engordar. Deve ser das glândulas...' Quando peço para me deixarem a sós com a filha, entramos mais em pormenor. E então passa-se a saber que, em casa, houve aquele pequeno-almoço com cereais dietéticos. Mas... a meio da manhã houve um café e um queque. É como se tivessem comido três pães, em termos de calorias!"
O número de calorias diárias para uma mulher varia consoante o seu peso, altura, intensidade diária de actividade física, quantidade de massa muscular. Mas, em média, anda entre as 1500 e 2500 calorias diárias. O problema é o aporte calórico dos tempos modernos ultrapassa em muito este valor e o gasto com actividades físicas diminuiu.
Não se refugiam em desculpas
No seu trabalho como coordenadora de uma clínica especializada em perda de peso, Teresa Branco ouve muitas justificações. "Algumas mulheres com excesso de peso escondem-se atrás do argumento de que pensam mais nos outros que nelas próprias, que não têm tempo para tratar de si, vêem-se como vítimas", observa Teresa Branco. "Parece-me que não estão preparadas para uma alteração de estilo de vida, não acham que emagrecer seja uma prioridade. No dia em que apanham um susto porque o médico lhes diz 'ou emagrece ou tem um ataque cardíaco', passam a ter tempo e achar que é prioritário. E não é verdade que os gordos sejam mais preocupados com os outros do que as pessoas magras."
Vivem ao pé do mar...
Não há estudos em Portugal que o permitam determinar, mas Teresa Branco está convicta da influência dos ares da praia. "Quem vive em zonas do país que facilitem mais a exposição do corpo, preocupa-se mais com controlo do peso", observa Teresa Branco. "Uma senhora que viveu uns anos em Inglaterra dizia-me que só percebeu como estava gorda depois de voltar a Portugal e vestir o biquini para ir à praia."
Coincidência ou não, o solarengo Algarve é a zona do país com menor incidência de obesidade, segundo dados de 2005 do Observatório Nacional de Saúde. Em comparação com os 16,3% de obesos no Alentejo, região que regista a maior taxa nacional, o Algarve tem apenas 11,8%.
Não param quietos!
"Há estudos que provam que as pessoas que conseguem controlar o peso para o resto da vida, são aquelas que fazem exercício", adianta a fisiologista. "Quem faz apenas regime alimentar sem exercício não consegue um controlo constante." O exercício regular ajuda-nos a tomar mais consciência do corpo e torna-nos mais disciplinados. "Tem aquilo a que chamamos um efeito agregador. Quem se exercita não gosta de cometer excessos alimentares, preocupa-se mais com aquilo que come, não vai comer uma entremeada a seguir ao ginásio. É importante ir ao ginásio pelo menos 3 vezes por semana. O resto dos dias devemos fazer um esforço por ter uma vida activa e caminhar bastante."
Uma ideia partilhada pelo especialista em medicina desportiva Themudo Barata, autor de 'Mexa-se... pela sua saúde', onde há boas notícias para quem quer começar agora: "É nos mais sedentários que são de esperar os efeitos benéficos mais pronunciados do aumento de actividade física." A estratégia para perder quilos e volume são os exercícios aeróbios: correr, andar de bicicleta, nadar, dançar, fazer marcha e caminhadas vigorosas, subir escadas em vez de usar o elevador.
http://activa.sapo.pt/belezaesaude/nutricao/2013/03/25/afinal-porque-e-que-ela-e-magra-e-eu-nao
Têm uma óptima relação com a comida
Quem o diz é Teresa Branco, fisiologista, investigadora da Faculdade Motricidade Humana e coordenadora da Clínica Metabólica, uma verdadeira perita em emagrecimento. "Estão de bem com o peso, com o corpo, não se culpabilizam com a boa comida, sentem verdadeiro prazer com ela, comem por intuição, ou seja, para a fome a que têm, enquanto a maioria das pessoas come acima da fome que tem. Quem tem uma boa relação com a comida não pensa nela como um prémio ou um castigo."
Comer é como dormir, exemplifica: uma necessidade básica e um prazer para muitos. Mas ninguém se castiga com quatro horas de sono a menos só porque, na noite anterior, dormiu dez em vez de oito. No entanto, a táctica é usada com a alimentação. Sempre que o fazemos somos sérios candidatos a comer demais em alturas de stress, depressão e tédio para nos compensar emocionalmente. A comida como prémio de consolação gera uma ansiedade e gula difíceis de controlar, geralmente de noite ou fora das atenções de terceiros, e é-nos transmitida desde a infância. "Ninguém diz a uma criança 'se te portas mal não vais dormir'. Mas diz-se frequentemente 'se te portas mal não comes chocolate'", recorda Teresa Branco.
Vigiam as porções dos alimentos
Em condições normais, o nosso estômago é do tamanho de uma mão fechada. Tudo bem, ele é elástico. Mas quanto mais comida lá metermos (e beber muita água às refeições também contribui para este fenómeno), mais ele se dilata e menor e mais demorada será a sensação de saciedade. Tradicionalmente, os portugueses não têm uma boa noção de porções ideais, diz Teresa Branco. "Só um prato cheio lhes proporciona prazer e saciedade. As porções de comida normalmente servidas nos restaurantes também não são as mais correctas: correspondem ao dobro e, às vezes, ao triplo do aconselhado!"
Um prato de sobremesa cheio poderá ser uma porção indicada para um almoço de uma mulher, confirma a fisiologista. Se a fome apertar, a solução racional é comer uma sopa ou uma salada antes. Sopas, guisados e alimentos com um elevado teor de água na sua composição são menos calóricos, mais saciantes e saudáveis.
Têm pais magros
A genética tem as costas largas no que respeita ao excesso de peso, dizem muitos especialistas de saúde pública. 'É de família, não há muito a fazer' é uma das justificações mais dadas por quem tem peso a mais. Mas será que ter pais gordos influi assim tanto nos nossos quilos mais?
Em 'Emagreça! Perca gordura e ganhe saúde', o médico Agnelo Martins e o farmacêutico António Hipólito de Aguiar, dizem que sim. Se os dois pais forem obesos, a tendência do filho para vir a sê-lo também é de 75%. Se apenas um dos progenitores for gordo, essa propensão continua a ser de 40%. Se ambos os pais forem magros, cai para apenas 10%, diz Gérard Apfeldorfer, psiquiatra francês que estudou a fundo a obesidade e as perturbações alimentares no livro 'Como, logo existo'. Mas este facto não se deve apenas à genética.
Como avisam os autores portugueses citados, " é preciso distinguir os factores genéticos das tradições alimentares da família. É que, nas famílias de obesos come-se mais e, sendo que é na infância que se formam as células adiposas (as que armazenam gordura), quanto mais uma criança comer, mais células destas se formam."
Quem tem antecedentes familiares de obesidade e hábitos alimentares pouco correctos deve ser acompanhado regularmente pelo médico de família ou nutricionista, desde a infância. Nunca é demais lembrar que Portugal tem a segunda maior taxa de obesidade infantil da União Europeia (31,5%).
Comem como os avós
Há 50 ou 60 anos, quando metade de Portugal vivia abaixo do limiar de pobreza, a ementa era muito restrita. Carne de porco e aves só de vez em quando; vaca, só quando em dias de festa. O peixe era mais comum mas muitas vezes tinha que dar para dois ou três irmãos. A base da alimentação era sopa, legumes cozidos vindos da horta familiar e alguns guisados. A única gordura usada era o azeite. Uma dieta de pobreza, que não traz grandes recordações aos mais velhos, mas que os médicos dizem agora ter feito maravilhas pela saúde dos portugueses: a célebre dieta mediterrânica. E foi a partir do momento em que a mesa ficou mais farta em carnes e gordura e que estes hábitos de saúde se perderam, que a obesidade e as doenças cardiovasculares dispararam.
As pesquisas científicas comprovam-no. O consumo regular de sopa diminui os riscos de obesidade nos adultos portugueses, diz um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. 40 mil inquéritos foram investigados e chegou-se à conclusão que um caldinho de legumes reduz a propensão para os quilos a mais em 11% nos homens e 14% nas mulheres. A fruta também nos ajuda e bem: reduz em 23% o risco de obesidade.
Fazem mais refeições ao longo do dia
Cinco refeições, pelo menos: para além das três refeições principais, comem a meio da manhã, a meio da tarde e muitos fazem uma pequena ceia antes de dormir. Por isso, sentem-se saciados por mais tempo e com menos. Saltar refeições faz disparar a fome e impele-nos a comer mais da próxima vez que nos sentarmos à mesa. "A grande maioria das pessoas diz que se controla muito bem o dia inteiro até às seis da tarde, muitas vezes até passando fome", diz Teresa Branco. O problema é a noite.
Tomam bons pequenos-almoços
"Quem tem uma boa relação com a comida geralmente acorda com fome", observa a fisiologista Teresa Branco. "O que é perfeitamente normal, porque estiveram oito ou mais horas sem comer. Se não têm fome de manhã, é porque comeram demais na noite anterior."
Uma pesquisa feita por investigadores da Universidade do Michigan, EUA, publicado em Setembro de 2005 no Jornal da Associação Dietética Americana, concluiu que as mulheres que tomam pequeno-almoço têm 24% a menos de possibilidades de virem a sofrer de excesso de peso. Se preferirem cereais integrais, têm 30% menos hipóteses de engordar. A pesquisa incidiu sobre os dados de 4 mil homens e mulheres com mais de 19 anos.
Contam calorias e pesam-se mais
Parece um exagero ao comum dos mortais, não? Mas não reflecte necessariamente um comportamento obsessivo, diz Teresa Branco, que confessa ir à balança diariamente. A vantagem desta monitorização constante do peso é poder agir logo quando ele aumenta. "Quem evita a balança, fá-lo porque, na verdade, está preocupado", analisa a fisiologista. "É claro que não é preciso pesar os alimentos e contar colorias com a calculadora! Mas convém ter uma noção geral do teor calórico dos alimentos."
A endocrinologista Isabel do Carmo é autora de vários livros sobre controlo de peso e sabe que nem sempre as pessoas têm consciência daquilo que comem durante o dia e do que isso representa em termos calóricos. No livro 'Gordos, Magros e Assim Assim" fala das perturbações alimentares nos jovens e relata: "Muitas raparigas dizem-me que não percebem porque é que engordam. E as mães sublinham a questão: 'Eu bem vejo que ela come pouco, lá em casa só se comem cozidos e grelhados. Não há razão para engordar. Deve ser das glândulas...' Quando peço para me deixarem a sós com a filha, entramos mais em pormenor. E então passa-se a saber que, em casa, houve aquele pequeno-almoço com cereais dietéticos. Mas... a meio da manhã houve um café e um queque. É como se tivessem comido três pães, em termos de calorias!"
O número de calorias diárias para uma mulher varia consoante o seu peso, altura, intensidade diária de actividade física, quantidade de massa muscular. Mas, em média, anda entre as 1500 e 2500 calorias diárias. O problema é o aporte calórico dos tempos modernos ultrapassa em muito este valor e o gasto com actividades físicas diminuiu.
Não se refugiam em desculpas
No seu trabalho como coordenadora de uma clínica especializada em perda de peso, Teresa Branco ouve muitas justificações. "Algumas mulheres com excesso de peso escondem-se atrás do argumento de que pensam mais nos outros que nelas próprias, que não têm tempo para tratar de si, vêem-se como vítimas", observa Teresa Branco. "Parece-me que não estão preparadas para uma alteração de estilo de vida, não acham que emagrecer seja uma prioridade. No dia em que apanham um susto porque o médico lhes diz 'ou emagrece ou tem um ataque cardíaco', passam a ter tempo e achar que é prioritário. E não é verdade que os gordos sejam mais preocupados com os outros do que as pessoas magras."
Vivem ao pé do mar...
Não há estudos em Portugal que o permitam determinar, mas Teresa Branco está convicta da influência dos ares da praia. "Quem vive em zonas do país que facilitem mais a exposição do corpo, preocupa-se mais com controlo do peso", observa Teresa Branco. "Uma senhora que viveu uns anos em Inglaterra dizia-me que só percebeu como estava gorda depois de voltar a Portugal e vestir o biquini para ir à praia."
Coincidência ou não, o solarengo Algarve é a zona do país com menor incidência de obesidade, segundo dados de 2005 do Observatório Nacional de Saúde. Em comparação com os 16,3% de obesos no Alentejo, região que regista a maior taxa nacional, o Algarve tem apenas 11,8%.
Não param quietos!
"Há estudos que provam que as pessoas que conseguem controlar o peso para o resto da vida, são aquelas que fazem exercício", adianta a fisiologista. "Quem faz apenas regime alimentar sem exercício não consegue um controlo constante." O exercício regular ajuda-nos a tomar mais consciência do corpo e torna-nos mais disciplinados. "Tem aquilo a que chamamos um efeito agregador. Quem se exercita não gosta de cometer excessos alimentares, preocupa-se mais com aquilo que come, não vai comer uma entremeada a seguir ao ginásio. É importante ir ao ginásio pelo menos 3 vezes por semana. O resto dos dias devemos fazer um esforço por ter uma vida activa e caminhar bastante."
Uma ideia partilhada pelo especialista em medicina desportiva Themudo Barata, autor de 'Mexa-se... pela sua saúde', onde há boas notícias para quem quer começar agora: "É nos mais sedentários que são de esperar os efeitos benéficos mais pronunciados do aumento de actividade física." A estratégia para perder quilos e volume são os exercícios aeróbios: correr, andar de bicicleta, nadar, dançar, fazer marcha e caminhadas vigorosas, subir escadas em vez de usar o elevador.
http://activa.sapo.pt/belezaesaude/nutricao/2013/03/25/afinal-porque-e-que-ela-e-magra-e-eu-nao
domingo, 24 de março de 2013
Diário Digital: DECO nunca detectou resíduos de pesticidas em comida de bebés
A associação de defesa dos consumidores (Deco) anunciou hoje que tem feito testes comparativos aos alimentos para bebés e nunca foram detectados resíduos de pesticidas nas análises.
A posição da DECO surge na sequência de um relatório da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que refere Portugal como um dos cinco países europeus onde foram encontradas, em 2010, algumas amostras de alimentos para bebés com valores de resíduos de pesticidas acima dos limites estabelecidos.
Em declarações à agência Lusa, Sílvia Machado, da associação, adiantou que a Deco analisou em 2002 os boiões de comida para bebés à base de carne, de peixe, fruta e sobremesas lácteas e em 2010 as farinhas para bebés.
"Em nenhum destes casos foram encontrados resíduos de pesticidas e essa foi uma das análises realizada", assegurou Sílvia Machado.
A técnica disse ainda não perceber "porque é que se demorou tanto tempo a divulgar esta informação" relativa a amostras realizadas a 2010.
"Há de facto uma legislação que determina qual é o nível máximo permitido de pesticidas na alimentação para as crianças e o que nos parece -- não tenho mais detalhes sobre o processo -- é que os limites têm algum grau de segurança", não pondo em causa a segurança alimentar.
Contudo, trata-se de um produto que não está de acordo com o que a legislação preconiza, acrescentou.
Na quarta-feira, o Governo assegurou que os alimentos para bebés respeitam todos os requisitos relativos a resíduos de pesticidas e que as amostras que ultrapassavam os limites máximos permitidos não se encontravam rotuladas como comida para bebés.
Questionada pela Lusa, a Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar esclareceu que "os alimentos produzidos especificamente para bebés respeitam o cumprimento de requisitos próprios, nomeadamente quanto à sua composição nutricional, resíduos de pesticidas e rotulagem específica", previstos na legislação relativa aos alimentos à base de cereais e aos alimentos destinados a latentes e crianças até aos três anos.
Explicou ainda que, das 13 amostras analisadas em 2010 e que constam do relatório da AESA como alimentos para bebés, as duas amostras que ultrapassaram o limite máximo de resíduos "não são na realidade consideradas alimentos especificamente para bebés (baby food)".
"Estas duas amostras dizem respeito a alimentos à base de cereais que não se encontravam rotulados como alimentos para bebés, sendo os mesmos destinados ao consumidor geral", adiantou.
Também a Associação da Indústria da Alimentação Infantil (ANID) assegurou que as suas empresas associadas utilizam os mais elevados padrões de controlo da qualidade dos alimentos para bebés, quer ao nível do controlo das matérias-primas, quer ao nível do próprio processo.
"Nenhum dos produtos envolvidos nestas análises pertence a associados da ANID, estando a Associação a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para garantir a maior transparência de informação junto dos consumidores", adiantou a associação em comunicado.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=621238
A posição da DECO surge na sequência de um relatório da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que refere Portugal como um dos cinco países europeus onde foram encontradas, em 2010, algumas amostras de alimentos para bebés com valores de resíduos de pesticidas acima dos limites estabelecidos.
Em declarações à agência Lusa, Sílvia Machado, da associação, adiantou que a Deco analisou em 2002 os boiões de comida para bebés à base de carne, de peixe, fruta e sobremesas lácteas e em 2010 as farinhas para bebés.
"Em nenhum destes casos foram encontrados resíduos de pesticidas e essa foi uma das análises realizada", assegurou Sílvia Machado.
A técnica disse ainda não perceber "porque é que se demorou tanto tempo a divulgar esta informação" relativa a amostras realizadas a 2010.
"Há de facto uma legislação que determina qual é o nível máximo permitido de pesticidas na alimentação para as crianças e o que nos parece -- não tenho mais detalhes sobre o processo -- é que os limites têm algum grau de segurança", não pondo em causa a segurança alimentar.
Contudo, trata-se de um produto que não está de acordo com o que a legislação preconiza, acrescentou.
Na quarta-feira, o Governo assegurou que os alimentos para bebés respeitam todos os requisitos relativos a resíduos de pesticidas e que as amostras que ultrapassavam os limites máximos permitidos não se encontravam rotuladas como comida para bebés.
Questionada pela Lusa, a Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar esclareceu que "os alimentos produzidos especificamente para bebés respeitam o cumprimento de requisitos próprios, nomeadamente quanto à sua composição nutricional, resíduos de pesticidas e rotulagem específica", previstos na legislação relativa aos alimentos à base de cereais e aos alimentos destinados a latentes e crianças até aos três anos.
Explicou ainda que, das 13 amostras analisadas em 2010 e que constam do relatório da AESA como alimentos para bebés, as duas amostras que ultrapassaram o limite máximo de resíduos "não são na realidade consideradas alimentos especificamente para bebés (baby food)".
"Estas duas amostras dizem respeito a alimentos à base de cereais que não se encontravam rotulados como alimentos para bebés, sendo os mesmos destinados ao consumidor geral", adiantou.
Também a Associação da Indústria da Alimentação Infantil (ANID) assegurou que as suas empresas associadas utilizam os mais elevados padrões de controlo da qualidade dos alimentos para bebés, quer ao nível do controlo das matérias-primas, quer ao nível do próprio processo.
"Nenhum dos produtos envolvidos nestas análises pertence a associados da ANID, estando a Associação a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para garantir a maior transparência de informação junto dos consumidores", adiantou a associação em comunicado.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=621238
domingo, 10 de março de 2013
Sol: Falta de vitamina D nas crianças aumenta probabilidades de alergia a alimentos
A falta de vitamina D no organismo das crianças aumenta as probabilidades de estas terem reacções alérgicas aos alimentos, alerta um estudo divulgado hoje na Austrália.
Cientistas australianos descobriram que as crianças com uma insuficiência de vitamina D tinham três vezes mais probabilidades de registarem alergias aos alimentos, informou o Instituto de Investigação Infantil Murdoch (MCRI, na sigla em inglês).
No entanto, os investigadores determinaram que não existe ligação entre a falta da chamada vitamina da “luz do sol” e o eczema, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
A relação entre a vitamina D e as alergias aos alimentos foi registada nos menores cujos pais tinham nascido na Austrália, mas não nos que tinham progenitores nascidos no estrangeiro, o que poderá estar associado à cor da pele, a factores genéticos ou a ambientais, de acordo com a investigação do MCRI.
Para o estudo, divulgado na revista científica The Journal of Allergy and Clinical Immunology, foram analisados os casos de 5.276 crianças de um ano, que realizaram testes a alergias comuns como a clara do ovo, amendoim ou sésamo.
Katie Allen, responsável pelo estudo, disse que o aumento da prevalência da insuficiência da vitamina D nos últimos 20 anos é paralelo ao aumento da taxa de alergias alimentares.
Allen assinalou que a investigação fornece a primeira evidência de que a vitamina D é um factor importante na prevenção de alergias alimentares nos primeiros anos de vida.
Jennifer Koplin, coautora do estudo, referiu que o próximo passo é saber quando a vitamina D se torna importante para determinar se uma pessoa será ou não alérgica a alimentos, durante a gravidez ou nos primeiros anos de vida da criança.
A vitamina D é produzida sobretudo pela acção dos raios ultravioleta B na pele, mas também pode ser obtida em alguns alimentos, principalmente peixes gordos, ou através de suplementos vitamínicos.
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=69308
Cientistas australianos descobriram que as crianças com uma insuficiência de vitamina D tinham três vezes mais probabilidades de registarem alergias aos alimentos, informou o Instituto de Investigação Infantil Murdoch (MCRI, na sigla em inglês).
No entanto, os investigadores determinaram que não existe ligação entre a falta da chamada vitamina da “luz do sol” e o eczema, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
A relação entre a vitamina D e as alergias aos alimentos foi registada nos menores cujos pais tinham nascido na Austrália, mas não nos que tinham progenitores nascidos no estrangeiro, o que poderá estar associado à cor da pele, a factores genéticos ou a ambientais, de acordo com a investigação do MCRI.
Para o estudo, divulgado na revista científica The Journal of Allergy and Clinical Immunology, foram analisados os casos de 5.276 crianças de um ano, que realizaram testes a alergias comuns como a clara do ovo, amendoim ou sésamo.
Katie Allen, responsável pelo estudo, disse que o aumento da prevalência da insuficiência da vitamina D nos últimos 20 anos é paralelo ao aumento da taxa de alergias alimentares.
Allen assinalou que a investigação fornece a primeira evidência de que a vitamina D é um factor importante na prevenção de alergias alimentares nos primeiros anos de vida.
Jennifer Koplin, coautora do estudo, referiu que o próximo passo é saber quando a vitamina D se torna importante para determinar se uma pessoa será ou não alérgica a alimentos, durante a gravidez ou nos primeiros anos de vida da criança.
A vitamina D é produzida sobretudo pela acção dos raios ultravioleta B na pele, mas também pode ser obtida em alguns alimentos, principalmente peixes gordos, ou através de suplementos vitamínicos.
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=69308
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Diário Digital: Estudo revela que vegetarianos têm melhor saúde cardiovascular
Os vegetarianos sofrem menos de doenças do coração, revela um amplo estudo britânico, o que parece confirmar as conclusões de recentes pesquisas americanas que vinculam o consumo de carne vermelha a um risco maior de mortalidade.
No estudo britânico, publicado nos Estados Unidos, cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram que as pessoas que seguem a dieta vegetariana têm reduzido em 32% o risco de hospitalização e morte por doenças cardiovasculares em comparação com as que consomem carne e peixe.
«Grande parte da diferença deve-se provavelmente aos efeitos do colesterol e da hipertensão», geralmente mais elevados nos consumidores de carne e peixe e «mostram o importante papel da dieta na prevenção de doenças cardíacas», disse Francesca Crowe, da Universidade de Oxford, principal autora do trabalho.
Publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition, este é o estudo mais amplo feito até agora no Reino Unido que compara a incidência de doenças cardiovasculares entre os vegetarianos e os não vegetarianos.
A análise concentrou-se em 45.000 voluntários com idades entre 50 e 70 anos em Inglaterra e na Escócia, incluídos num estudo sobre cancro e nutrição denominado «European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC)».
Neste grupo, 34% eram vegetarianos, um número anormalmente alto para estudos deste tipo, o que permitiu aos cientistas fazer estimativas mais precisas sobre os factores de risco cardiovascular em ambos os grupos.
«Os resultados mostram claramente que o risco de doenças cardiovasculares é inferior em cerca de um terço dos vegetarianos», disse Tim Key, director adjunto da Unidade de Epidemiologia do Cancro da Universidade de Oxford e co-autor do estudo.
Os cientistas levaram em conta vários factores para calcular o risco: idade, tabagismo e consumo de álcool, prática de actividade física, nível educacional e desenvolvimento sócio-económico.
Os participantes, recrutados ao longo da década de 1990, responderam a questionários detalhados sobre a sua saúde e o seu estilo de vida.
Durante o período de acompanhamento, que durou quase 12 anos, em média, os autores do estudo identificaram 1.235 casos de doenças cardiovasculares nos registos hospitalares, incluindo 169 óbitos.
Eles descobriram que os vegetarianos geralmente têm pressão arterial mais baixa e registam níveis de colesterol menores do que os não vegetarianos.
Os vegetarianos também apresentavam índices de massa corporal (IMC) menores e menos casos de diabetes, ambos resultado da dieta que seguiam.
Os vegetarianos não só beneficiaram do impacto positivo de registar menor índice de massa corporal, como também viam reduzido em 28% o risco de sofrer de doenças cardiovasculares.
Esta pesquisa confirma os resultados de um estudo com mais de 121 mil homens e mulheres americanos, publicado em Março de 2012, na revista Archives of Internal Medicine, que mostrou uma forte relação entre o consumo diário de carne vermelha e um risco de mortalidade maior por todas as causas (12%), por doenças cardiovasculares (16%) e por cancro (10%).
Citando outro estudo americano de 2009, Crowe informou, no entanto, que o risco de desenvolver cancro é similar entre os vegetarianos e os não vegetarianos.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nos países desenvolvidos: provocam 65 mil mortes por ano só no Reino Unido e cerca de 600 mil nos Estados Unidos, ou seja, uma em cada quatro.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=613588
No estudo britânico, publicado nos Estados Unidos, cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram que as pessoas que seguem a dieta vegetariana têm reduzido em 32% o risco de hospitalização e morte por doenças cardiovasculares em comparação com as que consomem carne e peixe.
«Grande parte da diferença deve-se provavelmente aos efeitos do colesterol e da hipertensão», geralmente mais elevados nos consumidores de carne e peixe e «mostram o importante papel da dieta na prevenção de doenças cardíacas», disse Francesca Crowe, da Universidade de Oxford, principal autora do trabalho.
Publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition, este é o estudo mais amplo feito até agora no Reino Unido que compara a incidência de doenças cardiovasculares entre os vegetarianos e os não vegetarianos.
A análise concentrou-se em 45.000 voluntários com idades entre 50 e 70 anos em Inglaterra e na Escócia, incluídos num estudo sobre cancro e nutrição denominado «European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC)».
Neste grupo, 34% eram vegetarianos, um número anormalmente alto para estudos deste tipo, o que permitiu aos cientistas fazer estimativas mais precisas sobre os factores de risco cardiovascular em ambos os grupos.
«Os resultados mostram claramente que o risco de doenças cardiovasculares é inferior em cerca de um terço dos vegetarianos», disse Tim Key, director adjunto da Unidade de Epidemiologia do Cancro da Universidade de Oxford e co-autor do estudo.
Os cientistas levaram em conta vários factores para calcular o risco: idade, tabagismo e consumo de álcool, prática de actividade física, nível educacional e desenvolvimento sócio-económico.
Os participantes, recrutados ao longo da década de 1990, responderam a questionários detalhados sobre a sua saúde e o seu estilo de vida.
Durante o período de acompanhamento, que durou quase 12 anos, em média, os autores do estudo identificaram 1.235 casos de doenças cardiovasculares nos registos hospitalares, incluindo 169 óbitos.
Eles descobriram que os vegetarianos geralmente têm pressão arterial mais baixa e registam níveis de colesterol menores do que os não vegetarianos.
Os vegetarianos também apresentavam índices de massa corporal (IMC) menores e menos casos de diabetes, ambos resultado da dieta que seguiam.
Os vegetarianos não só beneficiaram do impacto positivo de registar menor índice de massa corporal, como também viam reduzido em 28% o risco de sofrer de doenças cardiovasculares.
Esta pesquisa confirma os resultados de um estudo com mais de 121 mil homens e mulheres americanos, publicado em Março de 2012, na revista Archives of Internal Medicine, que mostrou uma forte relação entre o consumo diário de carne vermelha e um risco de mortalidade maior por todas as causas (12%), por doenças cardiovasculares (16%) e por cancro (10%).
Citando outro estudo americano de 2009, Crowe informou, no entanto, que o risco de desenvolver cancro é similar entre os vegetarianos e os não vegetarianos.
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nos países desenvolvidos: provocam 65 mil mortes por ano só no Reino Unido e cerca de 600 mil nos Estados Unidos, ou seja, uma em cada quatro.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=613588
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Perder peso? Comam sopa!
Lembram-se
de vos ter falado que, antes de engravidar da Migalhinha, fiz um esforço por
perder aqueles quilinhos a mais que por aqui insistiam ficar?
Pois
bem, mesmo que não estejam a pensar numa gravidez para breve, perder o excesso
de peso nunca fez mal a ninguém e ajudará a melhorar a auto-estima, a saúde, o
bem-estar e ajudará também a que aquelas calças de ganga tão giras voltem a
caber no rabo!
A
dica de hoje para ajudar na perda do excesso de peso é fácil, é barata e dá milhões...
de saúde :)
Comecem
todos os almoços e jantares com uma nutritiva e saborosa sopa! Irão estar a
consumir uma batelada de vitaminas e minerais que ajudarão a vossa saúde e irão
estar a contribuir para um menor consumo do chamado segundo prato, ajudando na
perda de peso.
Pensem
também que é um excelente hábito para mostrar às crianças a importância da sopa
(é pelo exemplo que eles adquirem hábitos!!!) e também uma maneira de reduzir a
conta do supermercado, pois estarão a consumir menos quantidade do prato
seguinte.
E
atenção, canja e afins não contam como sopa!
Boa
sopa!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Diário Digital: Especialistas alertam para aumento global de diabetes infantil
O número de casos de diabetes tipo 1 está a crescer rapidamente, sobretudo entre as crianças, enquanto muitas não são diagnosticadas devidamente, afirmam especialistas.
Segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes, a diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças estão a aumentar em todo o mundo.
Actualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.
Para especialistas, o desenvolvimento de diabetes tipo 1 pode ter causas genéticas, mas eles ainda não sabem dizer a que se deve o incremento nos casos da doença.
Além disso, num número considerável de países, cada vez mais as crianças também estão a ser diagnosticadas com diabetes tipo 2.
A diabetes manifesta-se quando o organismo não pode produzir ou utilizar eficientemente a insulina, uma hormona que regula o nível de açúcar no sangue.
Caso não seja tratada adequadamente, a doença pode produzir complicações severas.
Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser diagnosticada durante muito tempo.
No caso da diabetes tipo 1, se o paciente não recebe injeções de insulina diariamente para controlar os níveis de glicose, corre risco de morte.
Apesar de a doença surgir em qualquer idade, o mais comum é que ela ocorra em crianças e adolescentes menores de 14 anos.
Segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes, nos últimos anos houve um crescimento anual de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo, principalmente em menores de 14 anos.
O principal aumento ocorreu na Europa central e do leste.
Embora não haja estudos sobre a incidência noutras partes do mundo, acredita-se que as tendências sejam semelhantes globalmente.
Estima-se que, em média, cerca de 78 mil menores até aos 15 anos desenvolvam a doença todos os anos.
A diabetes tipo 1 pode ser um enorme desafio para muitas crianças e adolescentes. Além do impacto físico, a doença pode dificultar ou limitar as relações sociais, além de afectar o desempenho escolar.
O estudo indica que cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave.
Segundo Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK, «é particularmente importante que os pais conheçam os sintomas da doença».
«Atualmente, o desconhecimento dos sintomas da diabetes tipo 1 é uma das principais razões para que um número assombroso de crianças estejam gravemente doentes quando recebem um diagnóstico», sublinhou.
Entre os principais sintomas, explica a especialista, estão: necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso.
«Os pais e as educadoras também precisam de entender que se uma criança apresentar algum desses sintomas têm de levá-la ao médico o mais rapidamente possível, para que se faça o teste da diabetes tipo 1», acrescentou Young.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=608753
Segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes, a diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças estão a aumentar em todo o mundo.
Actualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.
Para especialistas, o desenvolvimento de diabetes tipo 1 pode ter causas genéticas, mas eles ainda não sabem dizer a que se deve o incremento nos casos da doença.
Além disso, num número considerável de países, cada vez mais as crianças também estão a ser diagnosticadas com diabetes tipo 2.
A diabetes manifesta-se quando o organismo não pode produzir ou utilizar eficientemente a insulina, uma hormona que regula o nível de açúcar no sangue.
Caso não seja tratada adequadamente, a doença pode produzir complicações severas.
Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser diagnosticada durante muito tempo.
No caso da diabetes tipo 1, se o paciente não recebe injeções de insulina diariamente para controlar os níveis de glicose, corre risco de morte.
Apesar de a doença surgir em qualquer idade, o mais comum é que ela ocorra em crianças e adolescentes menores de 14 anos.
Segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes, nos últimos anos houve um crescimento anual de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo, principalmente em menores de 14 anos.
O principal aumento ocorreu na Europa central e do leste.
Embora não haja estudos sobre a incidência noutras partes do mundo, acredita-se que as tendências sejam semelhantes globalmente.
Estima-se que, em média, cerca de 78 mil menores até aos 15 anos desenvolvam a doença todos os anos.
A diabetes tipo 1 pode ser um enorme desafio para muitas crianças e adolescentes. Além do impacto físico, a doença pode dificultar ou limitar as relações sociais, além de afectar o desempenho escolar.
O estudo indica que cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave.
Segundo Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK, «é particularmente importante que os pais conheçam os sintomas da doença».
«Atualmente, o desconhecimento dos sintomas da diabetes tipo 1 é uma das principais razões para que um número assombroso de crianças estejam gravemente doentes quando recebem um diagnóstico», sublinhou.
Entre os principais sintomas, explica a especialista, estão: necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso.
«Os pais e as educadoras também precisam de entender que se uma criança apresentar algum desses sintomas têm de levá-la ao médico o mais rapidamente possível, para que se faça o teste da diabetes tipo 1», acrescentou Young.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=608753
domingo, 16 de dezembro de 2012
Jornal de Notícias: Estamos a gastar mais na comida e menos na higiene
Gastos dos consumidores no retalho concentram-se no essencial. Estudo revela que produtos de higiene para o lar e pessoal sofrem quebra, mas também as bebidas - alcoólicas e não alcoólicas.
Em tempos de crise, os consumidores portugueses estão a comprar apenas o essencial - alimentação. Corta-se em tudo o resto. Os números não enganam: nos primeiros 11 meses deste ano, a mercearia representa 36,3% das vendas da grande distribuição; contra apenas 35,8% em 2011; em compensação, os produtos de higiene para o lar já só valem 8,2% das vendas (eram 8,5%) e o peso na faturação da higiene pessoal caiu de 12,2% para 11,9%.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2949712
Em tempos de crise, os consumidores portugueses estão a comprar apenas o essencial - alimentação. Corta-se em tudo o resto. Os números não enganam: nos primeiros 11 meses deste ano, a mercearia representa 36,3% das vendas da grande distribuição; contra apenas 35,8% em 2011; em compensação, os produtos de higiene para o lar já só valem 8,2% das vendas (eram 8,5%) e o peso na faturação da higiene pessoal caiu de 12,2% para 11,9%.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2949712
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Reduzir o consumo de açúcar
O
último, e mais difícil objectivo da nossa adopção de uma alimentação saudável,
foi a redução do consumo de açúcar. Não foi por acaso que este objectivo ficou
para último: já sabíamos que ia ser o mais difícil de alcançar. Mas difícil não
é impossível e por isso lá acabámos por definir uma estratégia de ataque a este
pseudo-alimento.
Antes
de mais é importante referir o seguinte:
-
Há
estudos recentes que comparam o seu efeito no fígado aos efeitos provocados
pelo álcool (!)
-
Não
é um alimento necessário ao ser humano
-
Cria
dependência
-
Está
associado a uma série de doenças, tais como cáries, diabetes, obesidade,
cancro...
-
Não
faz falta
Então
porque é que o consumimos? Porque sabe bem e porque fomos habituados a seu
sabor!
Quem
não gosta de um arrozinho doce, um gelado ou uma tablete de chocolate?
Mas
sabendo bem da nossa gulodice e do mal que estávamos a fazer a nós próprios
resolvemos adoptar a seguinte estratégia:
-
Cortar
com o consumo de bolos de pastelaria e substituir por pão: esta acabou por ser
mais fácil do que estávamos à espera!
-
Cortar
no consumo de bolachas. As opções caseiras são mais saudáveis (em vários
aspectos) e podemos controlar a quantidade de açúcar adicionado
-
Substituir
o açúcar branco por açúcar mascavado: quanto mais integral, melhor. O seu sabor
característico faz com que seja necessária uma quantidade menor com a vantagem
de ainda conservar algumas vitaminas e minerais
-
Reduzir
o consumo de cereais de pequeno-almoço: o pouco tempo disponível de manhã faz
com que seja um hábito complicado de alterar, mas há variedades com menos
açúcar. Comparem, por exemplo, corn flakes com e sem açúcar... a diferença é
abismal!
-
Reduzir
o consumo de gelado: esta foi, sem dúvida, a medida mais difícil, pois é o
nosso grande pecado... optámos por consumir apenas gelado caseiro ao qual
adicionamos pouco açúcar e de uma geladaria na Costa de Caparica que sabemos
ter os melhores gelados (provavelmente) do Mundo :)
Esta
é uma estratégia que continuamos a implementar, na busca de desabituar o
paladar e encontrar formas de substituir “aquele pó branco”.
Recentemente
procurei substitutos ao açúcar. Encontrei que recomendasse o Agave, o Stevia ou
o Xylitol. Ainda só experimentei o Agave, mas numa pesquisa mais detalhada li
que afinal não é assim tão recomendável, por isso também já foi posto de parte.
Não
há melhor substituto que a sua eliminação, mas até o conseguir, a pesquisa
continuará...
Entretanto,
para quem tem filhos, lembrem-se que os hábitos alimentares começam a ser definidos ainda na barriga da mãe. Uma boa alimentação durante a gravidez é um
bom começo. E depois, prioridade ao leite materno, às papas sem adição de
açúcar, as bolachinhas sem adição de açúcar, aos iogurtes naturais (juntem
fruta fresca em vez de comprarem os de aromas). Não lhes dêem refrigerantes,
nem chocolates, nem rebuçados, nem gomas, nem nada que não lhes faça falta...
eles vão acabar por os descobrir sozinhos... não precisam da nossa ajuda! É o
futuro e a saúde deles que está em causa e a responsabilidade é só nossa!
Boa
redução!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Aumentar o consumo de legumes
O
terceiro objectivo da nossa mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável foi aumentar o consumo de legumes.
Legumes
são o único alimento ao qual os nutricionistas não impõem limite ao consumo (excepto
casos de algumas doenças). Os legumes fazem bem e devem estar presentes em
abundância na nossa alimentação.
Então
porque é que comemos tão pouca quantidade?
Em
primeiro lugar, acho que o estigma que se cria à volta dos legumes (um pouco à
semelhança do estigma em torno da matemática) faz com que, desde crianças,
fujamos destes alimentos. Nós, adultos, não somos grandes apreciadores e, por
isso, facilitamos as desculpas das crianças que preferem uma bolacha ou
chocolate.
A
solução (creio eu) passa por lhes apresentar os legumes de mil e uma maneiras e
combinados com outros alimentos. Adiar, o mais possível, os sabores doces
também ajuda à aceitação dos sabores menos populares.
Imaginem
a seguinte situação: um bebé de 6 meses começa a introdução dos sólidos, ou
pela papa ou pela sopa. Aquele que começar pela papa, dificilmente vai achar
piada à sopa. Já aquele que começar por conhecer o sabor da sopa, mais
facilmente a aceitará, pois o factor novidade faz o resto. O facto de a maioria
das papas industriais conterem mais açúcar do que o recomendado também não
ajuda, claro. Lembrem-se que há papas sem adição de açúcar. E lembrem-se também
que é nesta fase que se começa a definir o paladar e tendências dos mais
pequenos.
Um
segundo factor que, na minha opinião, não potencia o consumo de legumes é o
facto de pensarmos na ementa como “hidratos mais proteínas”. Quando descrevem o
que vão servir para o jantar, como o fazem? “Bacalhau à Brás”, “esparguete à
bolonhesa”, “arroz de peixe”... Raras são as receitas que se definem com base
nos legumes.
Experimentem
pensar a ementa do próximo fim-de-semana fazendo dos legumes o elemento
principal! Rapidamente se aumenta o seu consumo.
Imaginem
a seguinte situação: uma família planeia o almoço de sábado. Estando já perto
do Natal, um bacalhau com broa vem mesmo a calhar. Mas se pensarem antes
“apetece-me algo com espinafres... vão estar a dar prioridade a legumes e fazer
talvez uma tarte de espinafres ou um prato de carne com abóbora e espinafres.
Ou então, se vos apetecer mesmo o bacalhau, lembre-se de o acompanhar com
cenoura ou brócolos. Introduzir legumes na própria confecção do prato ajuda
imenso.
Uma
terceira grande falha nos dias que correm é o desprezo que é dado à tão
tradicional sopa. Começar todas as refeições com esta iguaria não faz bem só à
saúde e à linha, mas também à carteira, pois vai ser precisa muito menos
quantidade do segundo prato.
Experimentem
fazer uma sopa simples, umas duas vezes por semana. Não dá muito trabalho e
faz-se rapidamente. É importante variar os legumes presentes na sopa, para que
não saibam todas ao mesmo. Assim como a textura: mais cremosa, com pedaços, com
massinhas...
Imaginem
a seguinte situação: hoje ao jantar começam com uma concha de sopa. Como
costuma dizer a minha mãe, vão logo estar a “forrar” o estômago e a saciar a
maior parte da fome com um alimento rico em vitaminas e fibra. A seguir, em vez de encherem o prato, basta um pouco de comida e uma peça de fruta para terminar
a refeição.
Por
último, culpo a típica salada de tomate e alface pela falta de variedade no
consumo de legumes. Não é que não seja uma bela combinação para uma refeição
saudável, simplesmente é necessário variar e não fazer desta salada o
acompanhante de todas as refeições, como tantas famílias fazem.
Como
alternativa ao tomate/alface, que tal cenoura/milho ou brócolos ou ervilhas?
Todas as refeições, um ou vários legumes diferentes. Quer inseridos no próprio
prato, quer como acompanhamento. É importante variar não só para dinamizar a
alimentação, como para estimular o paladar e garantir os mais variados tipos de
vitaminas e minerais.
Imaginem
a seguinte situação: ao comer tomate/alface todos os dias vão estar a tornar as
refeições monótonas e demasiado semelhantes às anteriores. Se variarem os
legumes, o paladar vai desenvolver apetência por outros sabores e texturas e o
corpo vai estar a receber uma maior variedade de vitaminas e minerais. As
crianças vão agradecer!
E
pronto, hoje já me estou a esticar um pouco, mas foi mais ou menos isto que, a
pouco e pouco, fomos implementando para aumentar o consumo de legumes cá em
casa. Espero que também resulte por aí!
Bons
legumes!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Aumentar o consumo de frutas
O segundo objectivo da nossa mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável foi aumentar o consumo de frutas.
Aqui a grande dificuldade não estava na fruta em si, pois adoramos todo o tipo e feitio, mas sim no lado prático do seu consumo. Na altura em que começámos esta mudança de hábitos, éramos estudantes universitários, pelo que andávamos constantemente de um lado para o outro e não era nada prático andar com peças de fruta atrás.
Agora é mais fácil. Na marmita que levamos para o trabalho, constam sempre duas peças de fruta para comer a meio da manhã e depois de almoço. Tem é de ser fruta prática ou já arranjada. As frutas mais complicadas ficam para comer em casa.
Mas comer fruta não precisa de ser comida sempre da mesma forma. Variar a sua apresentação também contribui para aumentar o seu consumo. Aqui ficam algumas sugestões:
No meio disto tudo há algo importante a não esquecer: lavar sempre muito bem todas as peças de fruta. Seja de que tipo for.
Estas medidas foram fáceis de implementar e o objectivo de alcançar. Foi só uma questão de mudança de hábitos. A redução da quantidade de sal demorou um pouco mais...
Boa fruta!
Aqui a grande dificuldade não estava na fruta em si, pois adoramos todo o tipo e feitio, mas sim no lado prático do seu consumo. Na altura em que começámos esta mudança de hábitos, éramos estudantes universitários, pelo que andávamos constantemente de um lado para o outro e não era nada prático andar com peças de fruta atrás.
Agora é mais fácil. Na marmita que levamos para o trabalho, constam sempre duas peças de fruta para comer a meio da manhã e depois de almoço. Tem é de ser fruta prática ou já arranjada. As frutas mais complicadas ficam para comer em casa.
Mas comer fruta não precisa de ser comida sempre da mesma forma. Variar a sua apresentação também contribui para aumentar o seu consumo. Aqui ficam algumas sugestões:
-
Batidos
de leite ou iogurte: de banana, de morango, de manga... de tudo o que consigam
imaginar (a migalhinha adora!)
-
Iogurtes de fruta caseiros: cozendo a fruta, as hipóteses são tantas quanto as frutas
existentes
-
Bolos
e pães com fruta: as maçãs, bananas e pêssegos adoram participar nestas
receitas
-
Saladas:
com massa, frango, legumes e... fruta em pedaços
-
Ovos:
experimentem juntar uns pedaços de maçã ou um pouco de amêndoa laminada aos
ovos mexidos. Divinal!
No meio disto tudo há algo importante a não esquecer: lavar sempre muito bem todas as peças de fruta. Seja de que tipo for.
Estas medidas foram fáceis de implementar e o objectivo de alcançar. Foi só uma questão de mudança de hábitos. A redução da quantidade de sal demorou um pouco mais...
Boa fruta!
domingo, 4 de novembro de 2012
Correio da Manhã: Refrigerantes e fritos proibidos nas escolas
As escolas vão passar a ter regras específicas quanto ao tipo de alimentos que podem ter ao dispor dos alunos, com o objectivo de implementar hábitos alimentares saudáveis.
A venda de alguns produtos vai ser proibida nos bares e refeitórios das escolas: bebidas energéticas, refrigerantes, massas folhadas e fritos. Os néctares só estarão disponíveis se tiverem mais de 50% de polpa de fruta.
Na lista de géneros alimentícios a limitar, constam as bolachas, bolos, cereais e gelados. A sua venda apenas será permitida se o produto não tiver mais de 250 calorias. Para limitar o seu consumo, estes alimentos não vão poder estar visíveis, só constando da tabela de preços. Além disso, estes produtos vão ter aumento de preço.
Durante a hora de almoço, os bares e as máquinas de venda de produtos alimentares, instaladas nas escolas, vão deixar de estar acessíveis, de modo a impedir os alunos de recorrerem a refeições rápidas, e menos completas, ‘forçando-os' a almoçar nos refeitórios.
Vai ser também limitada a publicidade a produtos alimentícios nas escolas.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/refrigerantes-e-fritos-proibidos-nas-escolas
A venda de alguns produtos vai ser proibida nos bares e refeitórios das escolas: bebidas energéticas, refrigerantes, massas folhadas e fritos. Os néctares só estarão disponíveis se tiverem mais de 50% de polpa de fruta.
Na lista de géneros alimentícios a limitar, constam as bolachas, bolos, cereais e gelados. A sua venda apenas será permitida se o produto não tiver mais de 250 calorias. Para limitar o seu consumo, estes alimentos não vão poder estar visíveis, só constando da tabela de preços. Além disso, estes produtos vão ter aumento de preço.
Durante a hora de almoço, os bares e as máquinas de venda de produtos alimentares, instaladas nas escolas, vão deixar de estar acessíveis, de modo a impedir os alunos de recorrerem a refeições rápidas, e menos completas, ‘forçando-os' a almoçar nos refeitórios.
Vai ser também limitada a publicidade a produtos alimentícios nas escolas.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/refrigerantes-e-fritos-proibidos-nas-escolas
sábado, 3 de novembro de 2012
Jornal de Notícias: Menos peixe e mais enlatados na dieta que a crise trouxe
O peixe e a fruta estão a perder terreno na ementa dos portugueses para alimentos mais baratos como as bolachas e enlatados. Famílias comem sopa e sandes ao jantar para reduzir o custo da alimentação.
Os nutricionistas reconhecem que quanto mais alto for o preço de um alimento menos provável se torna o seu consumo. Peixe e fruta são, segundo Alexandre Fernandes, os bens que têm sofrido maiores cortes no último ano. Isto apesar de as famílias estarem a usar os descontos das grandes superfícies para adquirir os produtos mais caros.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2831176
Os nutricionistas reconhecem que quanto mais alto for o preço de um alimento menos provável se torna o seu consumo. Peixe e fruta são, segundo Alexandre Fernandes, os bens que têm sofrido maiores cortes no último ano. Isto apesar de as famílias estarem a usar os descontos das grandes superfícies para adquirir os produtos mais caros.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2831176
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Reduzir o consumo de sal
Já
aqui falámos sobre a mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável. É algo que todos devemos procurar alcançar em nome da
nossa linha, da nossa saúde, do nosso bem-estar e do nosso futuro.
A alteração dos hábitos cá de casa foi conseguida graças a uma estratégia de médio-longo prazo (parece que estou a falar dos planos de uma empresa!), com objectivos definidos por passos sequenciais.
O primeiro objectivo? Reduzir o consumo de sal! Esta foi a estratégia:
As que não foi preciso aplicar, pois não era nosso hábito:
A alteração dos hábitos cá de casa foi conseguida graças a uma estratégia de médio-longo prazo (parece que estou a falar dos planos de uma empresa!), com objectivos definidos por passos sequenciais.
O primeiro objectivo? Reduzir o consumo de sal! Esta foi a estratégia:
As que não foi preciso aplicar, pois não era nosso hábito:
-
Não
usar sal à mesa
-
Não
usar caldos de culinária (nem imaginam a quantidade de sal que têm!)
-
Evitar
o consumo de azeitonas e picles
-
Evitar
o consumo de carnes e peixes fumados ou salgados
-
Evitar
a utilização de sopa instantânea
As
que fomos aplicando aos poucos:
-
Temperar
a comida com ervas aromáticas e especiarias
-
Temperar
com sal apenas no final da cozedura (muito relacionada com a anterior)
-
Evitar
conservas e produtos enlatados, optando por alimentos frescos ou conservas com
pouco teor de sal
-
Evitar
o consumo de enchidos e queijos salgados
-
Evitar
a utilização de puré instantâneo
-
Cortar
com as batatas fritas e oleaginosas salgadas
-
Cortar
no consumo de fast food
-
Reduzir
o consumo de cereais industriais
-
Ler
os rótulos das embalagens e comparar o teor de sódio
As
que não adoptámos:
-
Diminuir
o consumo de pão: adoramos pão e, hoje em dia, a quantidade de sal já é
legalmente controlada (felizmente!)
-
Escolher
água com baixo teor de sódio: bebemos água da torneira que já é menos
mineralizada
-
Optar
por manteiga ou margarina sem sal: usamos pouco, por isso optámos por não
cortar aqui
Mas
a medida mais importante de todas é, sem dúvida, esta: reduzir 20% na
quantidade de sal adicionada à comida. Consta que uma redução até 20% não é
perceptível ao paladar, pelo que é fácil de implementar (ainda que difícil de
medir). Se, passadas umas semanas, voltarmos a reduzir mais 20%, e assim
sucessivamente, rapidamente chegamos a uma quantidade considerada recomendável.
Dou-vos
um exemplo claro desta táctica. Há uns anos atrás, se nos esquecêssemos de
adicionar sal ao arroz, rapidamente reparávamos e acrescentávamos. Hoje em dia,
quando nos esquecemos, só reparamos a meio da refeição e continuamos a comer
normalmente, pois simplesmente já não faz assim tanta diferença. O facto de a
comida da Migalhinha ser preparada com pouco ou nenhum sal, também ajudou!
Quero
ainda chamar a atenção para um pormenor, estar em pleno cumprimento de um
objectivo em nada nos impedia de ir tentando alcançar um dos outros. O processo
de reduzir o consumo de sal demora o seu tempo e, no entretanto, fomos implementando
os outros objectivos.
Boa
redução!
Subscrever:
Mensagens (Atom)