O número de grávidas despedidas no ano passado atingiu as 172 no ano passado, mais 53% do que as 112 registadas em 2011, indicam os dados da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) citados esta segunda-feira pelo Diário de Notícias (DN).
O jornal nota que dos 172 processos analisados pela CITE, 105 receberam parecer favorável, uma vez que muitos dos casos respeitam a despedimentos colectivos ou encerramento de empresas, situações em que a comissão pouco pode fazer.
A legislação protege as grávidas ou as recém-mamãs de serem discriminadas no emprego, mas nada pode fazer quanto ao desemprego.
Entre os casos citados pelo DN, conta-se o de uma arquitecta grávida, que trabalhava numa empresa de construção civil há cinco anos e que foi um dos 129 trabalhadores, dos 419 da empresa, abrangidos por um processo de despedimento colectivo. A empresa invocou as dificuldades do mercado e o aumento dos prejuízos para levar a cabo os despedimentos e a CITE não pôde concluir que a inclusão da trabalhadora grávida no lote dos despedidos «seja discriminatória por motivo de gravidez».
Os pareceres da CITE, que são obrigatórios e vinculativos, têm vindo a receber mais respostas favoráveis: em 2010, dos 97 pedidos de parecer apenas 29 receberam resposta favorável, número que subiu para 55 em 112 em 2011 e para 105 em 172 no ano passado.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=621804
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho. Mostrar todas as mensagens
sábado, 30 de março de 2013
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ir trabalhar para o estrangeiro III
Este artigo é a terceira, e última, parte deste e deste artigo partilhados pela amiga e leitora Bárbara :)
É importante saber quais as leis ou simples regras do pais para onde vamos viver. Muitos países europeus não têm o mesmo sistema de saúde, por exemplo. Tem sistemas de saúde privados que, às vezes, são cobrados à parte e, quando pensamos que o nosso ordenado é, por exemplo, de €1.500 na realidade são €1.300. Outra questão pode ser simplesmente o não puderem aspirar aos domingos! Ou outras questões que pensamos que não existem. Por isso, neste ponto é sempre bom informarmo-nos junto das embaixadas ou participar em grupos ou fóruns de portugueses que estejam no país para o qual queremos ir.
É importante saber quais as leis ou simples regras do pais para onde vamos viver. Muitos países europeus não têm o mesmo sistema de saúde, por exemplo. Tem sistemas de saúde privados que, às vezes, são cobrados à parte e, quando pensamos que o nosso ordenado é, por exemplo, de €1.500 na realidade são €1.300. Outra questão pode ser simplesmente o não puderem aspirar aos domingos! Ou outras questões que pensamos que não existem. Por isso, neste ponto é sempre bom informarmo-nos junto das embaixadas ou participar em grupos ou fóruns de portugueses que estejam no país para o qual queremos ir.
Por
fim, os amigos e a família que deixamos para trás. Quando decidimos embarcar
numa nova aventura como esta, deixamos para trás o país, mas também aquilo que
nos suporta quando temos um dia mau: a nossa família e os nossos amigos. E, por
mais que sejamos fortes, estar fora significa estar longe da nossa área de
conforto. Significa que todos os dias teremos de conhecer pessoas novas que não
falam a nossa língua-mãe e com as quais vamos ter dificuldades em comunicar.
Mesmo falando a língua do país na perfeição, há expressões do dia-a-dia muito
diferentes, o sentido de humor é diferente (o que é engraçado para nós, pode
ser ofensivo para outros) e, ao fim de pouco tempo, começamos a sentir falta de
poder dizer uma piada parva e ser compreendida na totalidade, por exemplo. Se,
por vezes, é complicado arranjar tempo para falarmos e estarmos com os amigos
em Portugal, quando estamos fora esse tempo reduz-se. Quando chegamos do
trabalho a primeira coisa em que pensamos é descansar! E, em Portugal, podemos
sempre mandar uma mensagem e combinar um café numa esplanada. No entanto,
quando estamos fora a tendência é agarrarmo-nos ao computador e esperar por um email ou por alguém que chegue a casa
também para podermos pôr a conversa em dia. Só que, muitas vezes, os nossos
amigos foram beber café (porque Portugal é um pais abençoado e na maioria dos
dias há sol e podemos desfrutar do bom tempo!) e acabamos por ficar sós ao
computador. E acreditem, nos dias mais difíceis a saudade aperta e é difícil
não nos irmos abaixo.
Mas
tudo isto compensa! Porque crescemos enquanto pessoas, porque nos tornamos mais
fortes, porque aprendemos a lidar com a adversidade e com a mudança de outra
forma, porque aprendemos o que é realmente importante, porque aprendemos a
viver realmente cada dia e porque, acima de tudo, estamos a construir um futuro
melhor para nós e para os nossos filhos. Vencer em Portugal é excelente, mas
cada “batalha” que conseguimos vencer fora dá-nos uma auto-estima e confiança
essenciais para o nosso crescimento.
Por
isso, aconselho, a quem possa, que dê o salto, mas um salto pensado e
estruturado!
Bons
saltos! :)
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ir trabalhar para o estrangeiro II
Este artigo é a segunda parte do artigo de opinião partilhado na semana passada pela amiga e leitora Bárbara :)
Assim,
começando pelo primeiro ponto, o dinheiro, quando se trata de ir para fora, é o
ponto principal. Isto porque (se não forem com emprego garantido) vão precisar
de dinheiro para os primeiros tempos, seja para pagar a renda (que em alguns
países no inicio é a triplicar por causa da caução inicial), para comprar
comida, para comprar bilhetes de transportes (para procurar emprego, por
exemplo)... um sem número de coisas que vos irão parecer um peso quando se
virem num pais onde tudo é mais caro que em Portugal (mesmo quando falamos de
Espanha, que é logo ali ao lado). Neste ponto, aconselho sempre a irem
preparados com 4 a 5 mil euros “no bolso” (mínimo). Parece muito, mas se ainda não
tiverem emprego e tiverem de procurar um sítio para viver, esse dinheiro vai-se
num instante.
O
lugar onde vão ficar também é muito importante. Mesmo que se fique em casa de
familiares, no início a sensação de “não - pertença” é grande. Estão num país
onde tudo será novo nos primeiros 2 meses e a partir daí vem outra dificuldade.
Ficamos numa área de desconforto grande porque não temos as coisas a que
estamos habituados no nosso país. O que, de início, quase nos parece turismo,
quando começamos a viver na cultura, começamos a sentir falta, nem que seja do
queijo flamengo da marca “X”. Por isso, é importante que o sítio onde vão ficar
seja o sítio onde vão encontrar o vosso conforto ao final do dia.
Na
próxima semana, terminamos com as regras e leis no estrangeiro e sobre a importância do apoio dos amigos e família.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Ir trabalhar para o estrangeiro I
A minha
grande amiga Bárbara iniciou, há uns tempos, uma grande nova aventura. Despediu-se
de um trabalho estável e começou a trabalhar a recibos verdes como freelancer,
muitas vezes no estrangeiro.
Pedi-lhe
que partilhasse a sua experiência e opinião sobre ir trabalhar no estrangeiro. Algo
comum a tantos (cada vez mais) portugueses... ela acedeu! Obrigada :)
Ir
trabalhar para fora do país é algo com que muitos de nós sonhamos, no entanto
nem todos estamos preparados para as adversidades (e creio mesmo que a maioria
não sabe o que os espera).
Trabalhar
no estrangeiro pode ser um sonho que corre bem se nos prepararmos primeiro, se
nos informarmos e, acima de tudo, se tivermos dinheiro para os primeiros meses.
Trabalho
como trabalhadora independente no estrangeiro (com base/sede em Portugal) e
encontro sempre muitos compatriotas que vão à procura de um sonho e que se
sentem desiludidos quando, na realidade, tudo poderia ter corrido melhor se se
tivessem preparado.
Então,
para que tudo seja um pouco mais fácil devemos pensar nos seguintes pontos:
-
Dinheiro (e sim, este tem de ser sempre o primeiro ponto);
-
Lugar onde irão ficar no pais escolhido (familiares, hostel, pensão, pousada da juventude,
casa dividida);
-
Regras e leis do pais escolhido;
-
Amigos e família.
Na
próxima semana, a importância do dinheiro e do lugar onde ficar ao ir trabalhar para o estrangeiro.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Ressaca das férias
Regressei
hoje ao trabalho depois de uma curta semaninha de férias, com direito a viagem
a Amesterdão. Portanto, não só estou com a típica neura de segunda-feira, como
esta está agravada pelo facto de voltar de férias...
São
os emails que se acumularam, são os
problemas que esperaram pelas férias, são as tarefas que não dão tréguas... que
neura...
As
malas para arrumar, a roupa suja para lavar e a casa para organizar já foi tudo
tratado no fim-de-semana. Custou, mas foi!
Agora
é preciso reencontrar a rotina diária que nos ajuda a organizar o dia-a-dia.
Amanhã já corre melhor...
Vale-me
a praia quase à porta de casa para uma escapadinha tardia. Vale-me o jantar na
varanda ainda solarenga. Vale-me o fim-de-semana a aproximar-se :)
Quando
me passar a neura, dou o nosso feedback
de Amesterdão... pode demorar...
Boa
ressaca!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Emprego de Verão
O
ano escolar já está nos seus “finalmentes” e agora começa o dilema de entreter
a criançada durante os meses de férias de Verão.
Há
workshops, ateliers, campos de férias, a casa dos avós, os tios... um mundo de
alternativas onde deixar os miúdos. Umas mais caras, outras mais complicadas...
Mas
para quem tem filhos com mais de 16 anos, que tal sugerir-lhes um emprego de
Verão? Ganham uns trocos, ganham autonomia, ganham estaleca profissional,
ganham confiança e ocupam o tempo!
Um
dia, no futuro profissional, vão sentir a diferença que essa experiência agora lhes
proporcionou :)
Bom
trabalho!
Subscrever:
Mensagens (Atom)