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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Manter a comida quente


No passado dia 1 de Junho, dia da Criança, foi dia de pequeno-almoço especial: panquecas! E como todos cá em casa adoram panquecas!!!

Até é algo que cozinha rapidamente, mas que sabe melhor se estiverem bem quentinhas, especialmente se quisermos colocar uma fatia de queijo por cima e vê-la derrete ligeiramente :)

Por isso, para as manter quentinhas até chegarem à mesa, basta colocar uma folha de papel de cozinha e um pano turco por cima. Vão ver como resulta bem, tanto com panquecas como com waffles, scones e afins.

Bom pequeno-almoço!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Viva as encomendas de supermercado online

Já aqui falei das encomendas de supermercado online. Das suas vantagens e desvantagens e dos aspectos que acho que devem ser tidos em conta.

Continuo muito fã deste tipo de encomenda: não se perdem horas num hipermercado sobrelotado e demasiado grande, não gasto combustível, nem perco tempo precioso. Ah, e não me canso, o que dá muito jeito nestes tempos barrigudos que correm...

No Sábado, foi dia de entrega cá em casa. Em 5 minutos, descarregaram e pagámos. Em 5 minutos, arrumámos tudo nos devidos sítios confirmando sempre a lista.

Ao fim de 10 minutos, estávamos os três a jantar calmamente, sem ter passado pelo stress das compras.

Não pagámos taxa de entrega, pois estavam com oferta; aproveitámos algumas promoções que estão anunciadas no site e ainda recebemos algumas ofertas: o detergente para a roupa dá sempre jeito e a pequena pasta de dentes foi logo encaminhada para a mala para a maternidade :)

Continuamos a não encomendar fruta, legumes e peixe fresco. Peixe só mesmo congelado. Carne até tem corrido bem: temos ali piano de porco para fazer no forno com um aspecto maravilhoso!

Ah, como gosto desta possibilidade de encomendar compras de supermercado online... :)

Boas encomendas!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vida de mãe e pai hoje em dia

Pensei muito antes de me decidir a escrever sobre este assunto. É demasiado complexo e difícil de resolver para ser simplesmente comentado em meia dúzia de linhas, mas a verdade é que é algo que me indigna e que procuro combater como posso.

Comecemos por observar como é o ritmo de trabalho nos dias que correm (isto para quem ainda tem trabalho, claro): das 9h00 às 18h00 (com sorte!) incluindo a hora de almoço, mais o tempo passado em deslocações... vá, vamos contar com 45 minutos para cada lado (este factor varia demasiado...).

Agora pensemos no ritmo das nossas crianças. Chegam à escola às 8h00 e saem às 19h00, mais coisa, menos coisa. A não ser que tenham a sorte de ter avós disponíveis para os ir buscar (felizmente ainda há muita gente que tem).

Somemos ainda o tempo passado a dormir (essencial), a preparar refeições e a comê-las, a arranjarmo-nos e a arrumar a casa (pelo menos limpar o pó de quando em quando...).

O que sobra?

É para isto que nos dizem que temos de ter mais filhos? É a isto que chamam incentivo à natalidade? Eu sei que temos de produzir, até porque temos contas para pagar (as de casa e as do país), mas será que devemos medir a produtividade na quantidade de horas que passamos no trabalho?

Tenho, frequentemente, a sensação que medimos a dedicação e empenho no trabalho meramente em função das horas que lá passamos. Quem é que nunca ouviu algo do género ao sair às 17h00 para ir a uma consulta: “Já vais?! Grandes vidas!”... Sem comentários...

Não deveríamos estar todos a lutar por um aumento efectivo da produtividade, medido com base em resultados? Não deveríamos todos dedicar mais tempo e atenção à família e amigos na procura de um melhor equilíbrio emocional? Não seríamos todos mais felizes e produtivos assim?

Não posso dizer que tive uma infância tradicional: os meus pais trabalhavam por conta própria, o que sempre os obrigou a dedicar bastante tempo a fazer o negócio resultar. Era preciso dedicação para que se conseguissem resultados. Hoje compreendo isso (embora nem sempre concorde). Teve as suas consequências: não havia passeios de fim-de-semana, nem férias de Verão, nem outras coisas tidas como garantidas pelos nossos amigos.

Mas, apesar de todas as contingências, reconheço um enorme esforço (bem sucedido) no acompanhamento do meu crescimento e do da minha irmã: pude fazer penteados à minha mãe enquanto ela tratava da contabilidade, pude acompanhar o meu pai na distribuição, pude frequentar natação e inglês mesmo implicando levarem-me lá, pude estar com os meus pais sempre que queria (apesar de estarem a trabalhar), pude conhecer uma realidade bem diferente da habitual, pude dedicar-me ao estudo, pude brincar na rua, pude trabalhar e ganhar o meu dinheiro, pude aprender a lidar com trabalho/estudo e pude fazer e aprender muito com esta realidade. Apesar de tudo, sinto que fui acompanhada tão bem quanto lhes foi possível.

Isto tudo para dizer que me revolta que os pais de hoje não consigam acompanhar, como certamente desejariam, os seus próprios filhos e que tenham de confiar a sua educação aos avós e professores. Não é suposto ser assim!

De alguma maneira, a sociedade tem de encontrar um equilíbrio entre trabalho, família e lazer. Pelo bem da nossa sanidade mental, pelo bem das gerações vindouras e pelo bem da própria sociedade e do seu futuro enquanto tal.

Temos de perder menos tempo em deslocações. Temos de rentabilizar melhor o tempo passado no trabalho, evitando distracções, reuniões sem interesse, conversas sem fim e tarefas sem resultados. Temos de optimizar as tarefas domésticas, com organização, sinergias e trabalho de equipa. Temos de ter tempo!

Temos de alcançar a disciplina necessária para que cada um possa trabalhar com flexibilidade de horário, com trabalho a partir de casa, com trabalho por tarefas e organizado sem obrigatoriedade de horário.

O problema é chegar a esse nível de disciplina e organização, mas porque não tentar? Em nome de um melhor equilíbrio para todos...

Boa sorte!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Arranjar couve


Gosto muito de couve lombarda: seja na sopa, em saladas ou numa deliciosa feijoada! Sabe-me sempre bem e é deliciosa.

Cá em casa, quando compramos uma couve (que normalmente são enormes), arranjamo-la logo toda, para usar no momento e para guardar para futuras experiências culinárias.

Começamos por retirar as folhas de fora. Eu sei que parece um desperdício (de certa maneira, até é), mas é onde se concentram grande parte dos químicos usados durante o cultivo dos legumes, por isso mais vale descartar.

Depois lavamos muito bem, como se fosse uma maçã. Numa tábua e com uma faca grande, cortamos em rodelas, ficando com uma enorme juliana. Lavamos tudo muito bem com água corrente para retirar qualquer vestígio de terra ou sujidade e colocamos numa tijela com água e um pouco de vinagre (não sou imune à toxoplasmose e não arrisco!).

Depois basta escorrer bem, passar novamente por água corrente e usar. O que se for guardar e/ou congelar deve ser bem seco com um pano limpo, pois a humidade é grande inimiga da segurança alimentar!

E pronto! Quando for novamente precisa, basta retirar a quantidade necessária e usar. Se for devidamente conservada, consegue-se separar bem e descongela em menos de nada.

Boa couve!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Optimizar a cozedura da sopa



Um pequeno truque que utilizamos quando fazemos sopas com pedaços, ou seja, que não são completamente passadas em creme, é usar uma esfera de alimentos (não sei como é que aquilo se chama, mas vejam a foto).

Imaginem que querem fazer um creme de ervilhas com algumas massinhas. Em vez de cozerem as massinhas à parte ou já depois do creme passado, basta colocar as massinhas na tal esfera e cozer com os legumes do creme o tempo que for necessário. No final da cozedura, basta tirar a esfera para fora, passar o creme com a varinha mágica e depois juntar as massinhas.

E voilá, creme de ervilhas com letrinhas para a Migalhinha escrever o nome dela :)

Vantagens: poupam um tacho e respectiva energia para cozer nem sobrecozem o creme da sopa. A ter em atenção, se o que estiver na esfera for massa ou arroz, têm de contar com mais água do que o habitual. Se forem legumes, a quantidade será semelhante. De qualquer modo, a quantidade de água pode ser rectificada no final.

Boa sopa!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Agenda 2013

Cá em casa somos fãs do excel! Usamos para tudo e mais alguma coisa e até serve de “private joke” tal não é o uso que lhe damos...

Não será então de estranhar que use o excel como agenda, tanto a nível pessoal como profissional. Tenho duas versões: uma com horas (usado pessoalmente) e uma com colunas de tarefas que uso para trabalhar e garantir que não me esqueço de nada em nenhum dia. E funcionam bem.

Todos os anos mudo um bocado o formato ao ficheiro em função das necessidades e limitações identificadas no anterior. Para 2013, estão as duas versões em anexo!

Espero que vos seja tão útil, como por cá são.

Boa agenda!

Agenda2013.pdf

Agenda 2013 com horas.pdf

[Não consegui adicionar a versão em excel. Se alguém quiser o ficheiro em excel, basta enviar um email para dicas.da.migalha@gmail.com com o Assunto: Excel Agenda 2013. Assim que me for possível, envio :)]

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

8 iogurtes em vez de 7



A iogurteira que comprámos há algum tempo trazia 7 frascos (um já se partiu...). Como não queríamos estar à esperar que os 7 estivessem comidos e lavados para se fazer uma nova “fornada”, andámos à procura de frascos suplentes compatíveis.

Acabamos por descobrir, através de um fórum, uma marca de iogurtes com frascos de vidro e tampas de plástico reutilizáveis. São bastante caros, mas ainda assim ficavam mais baratos do que comprar frascos de vidro.

Após comprarmos vários, reparámos que cabiam 8 frascos em vez dos típicos 7, pois estes são ligeiramente mais altos e mais estreitos!

Por isso, agora conseguimos fazer 8 iogurtes em vez de 7 de cada vez. Basta conjugar 3 dos originais com 5 dos novos :)

Para aumentar a quantidade de preparado para os iogurtes, bastou passarmos a usar 1 litro de leite em vez dos habituais 750ml, o que até é mais prático em termos de gestão de pacotes de leite!

Bons iogurtes!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aproveitar o forno


Fazer um planeamento do menu semanal tem várias vantagens. Optimizar o nível nutricional. Aumentar o consumo de peixe. Aumentar o consumo de legumes. Optimizar as compras de supermercado. Despachar stock da despensa e do congelador. Distribuir tarefas.

Mas há outra vantagem, com implicações económicas e ambientais: maximizar os consumos do forno.

Se anda a sonhar com rolo de carne, porque não aproveitar para fazer também uma tarte de espinafres? E um delicioso crumble de maçã ou bolo de iogurte?

Estará assim a aproveitar o calor do forno, fica com o almoço e jantar já prontos e com mais tempo para descansar.

Se tiver a tarifa bi-horária semanal, aproveite para ligar o forno no horário mais económico durante o fim-de-semana.

Poupa-se energia, dinheiro, ambiente e, muito importante, tempo!

Boa cozinha!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Lista de afazeres

Há alturas em que temos tanta coisa para concluir, assuntos por tratar e recados para fazer, que simplesmente ficamos perdidos e acabamos por nos esquecer de algo.

Cartas registadas para levantar nos Correios, aquela peça de roupa que queremos trocar pelo tamanho acima, os ingredientes que faltam para o jantar de amanhã, a consulta para ir, os exames para marcar, o selo do carro por pagar... percebem o que quero dizer, não percebem!?

Uma lista de todas as tarefas, com indicação do prazo limite, ajuda a garantir que nada fica por fazer. Por isso, aqui fica mais uma ferramenta!

Também funciona bem a nível de trabalho, para termos a certeza de que não nos esquecemos de nada. Tenho uma lista só para as fotos que tenho de tirar para o Dicas da Migalha :)

Bons afazeres!


[Não consegui adicionar a versão em excel. Se alguém quiser o ficheiro em excel, basta enviar um email para dicas.da.migalha@gmail.com com o Assunto: Excel Lista de afazeres. Assim que me for possível, envio :)]

domingo, 8 de abril de 2012

i online: Bom Dia Lisboa e o pequeno-almoço num saco

Que a primeira refeição do dia é a mais importante já todos sabemos. Que deve abranger vários triângulos da roda dos alimentos, também – regra que os ingleses levam à letra mas que pode ser cumprida com contenção. O único problema na lição do bom comer é o tempo. Regra geral, são os lençóis os culpados nesta história toda, a provocar o efeito bola de neve – “levo uma bolacha para depois”. É aqui que entra a Bom Dia Lisboa. As novas bancas que estão nas estações de metro da cidade (Odivelas, Saldanha e S. Sebastião) prometem tirar-lhe 15 segundos do seu tempo e dar-lhe um pequeno-almoço completo.

De Madrid para o metro “Não é um café”, esclarece Alexandre Rocha, uma das caras por trás do projecto. “Aliás, para já, nem sequer vendemos café. As pessoas pegam, pagam e vão-se embora, à sua vida, para os escritórios, para casa, para a oficina, o que for”, acrescenta.

Alexandre, 23 anos, é ex-aluno da Universidade Nova de Lisboa e foi com outros três colegas – Tiago Neves, Duarte Mourão e Diogo Monteiro – que decidiu trazer o conceito de comida saudável e rápida para baixo de terra.

Tudo começou numa espécie de viagem de estudo. Foram a Madrid, a propósito do mestrado em Gestão, e foi entre visitas a bancos e programas afins que começaram a desbravar caminho para o projecto.

Conta Alexandre: “Foi o Tiago que teve a ideia. Estava num café a pagar uma fortuna por um atendimento horrível, altamente demorado, e foi aí.” Quando chegaram a Portugal continuaram a remoer o assunto, entre o final do mestrado e apresentação da tese, já que “também era interessante do ponto de vista académico”, continua Alexandre.

Da ideia, que surgiu no início de 2011, à prática foi quase um ano. A 26 de Janeiro de 2012 abriu a primeira Bom Dia Lisboa, em Odivelas (para experiência), e no final de Março as da estação do Saldanha e de S. Sebastião.

“Andámos a perguntar a centenas de pessoas o que queriam comer, tomar. Queríamos servir o máximo número de pessoas com produtos que a maioria quer”, revela sobre uma primeira fase de trabalho, à secretária. O resultado: cinco menus à escolha para uma refeição saudável e equilibrada: várias combinações de fruta, sandes mistas, croissants mistos, iogurtes e leite. Tudo produtos do dia, incluindo o pão, que – não se deixe enganar – só está embalado para facilitar o processo.

Resumindo, a ideia é esta: passa no balcão, escolhe um menu (mostrado no placard) e depois é só meter no saco e levar. E está pronto para seguir caminho. Cerca de 15 segundos é o que demorará esta operação, segundo as contas do grupo. Os preços vão de 1€ a 1,90€. Também pode comprar os produtos em separado, mas fica mais em conta o menu. Que, por sinal, também é mais rápido.

http://www.ionline.pt/boa-vida/bom-dia-lisboa-pequeno-almoco-num-saco
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Menu semanal

Quem é que nunca chegou a casa, depois de um longo dia de trabalho, e pensou “bolas, não tenho nada para jantar!”?!

E quando até nos lembramos de deixar algo preparado para o dia seguinte, mas falta a imaginação?!

Durante a semana querem-se comidas práticas e rápidas de preparar, deixando aqueles pratos mais elaborados para a disponibilidade do fim-de-semana.

Mas para garantir um menu equilibrado e nutritivo, o melhor mesmo é planear com antecedência para que tudo corra “sobre tachos”.

Definir um menu semanal, apontando os ingredientes em falta e até aproveitando algum desconto num qualquer supermercado, ajuda a optimizar o consumo dos artigos que temos em stock, a aproveitar promoções e a evitar soluções de última hora que costumam passar por encomendar uma pizza!

Por isso, que tal planear a ementa da próxima semana?

Cá em casa não cozinhamos apenas para uma refeição. Fazemos quantidades a dobrar para poupar tempo, trabalho e energia. E, de preferência, que sobre uma dose para a minha marmita do dia seguinte!

Boa culinária!


[Não consegui adicionar a versão em excel. Se alguém quiser o ficheiro em excel, basta enviar um email para dicas.da.migalha@gmail.com com o Assunto: Excel Menu semanal. Assim que me for possível, envio :)]
 

domingo, 1 de abril de 2012

Dinheiro Vivo: Duas listas que devia ler todas as manhãs

Mails e sms para ler e responder, chamadas, reuniões, artigos para analisar, relatórios. Tudo urgente. Chega! Imperativo é saber dizer “não” e ter a coragem de fazer duas listas: uma com prioridades, outra com assuntos para ignorar. Ou então preparar-se para ir ao chão.

Estava atrasado para a reunião com o CEO de uma empresa de tecnologia e a enviar-lhe um e-mail do meu iPhone enquanto entrava no elevador do edifício onde se localizava o seu escritório. Mantive-me concentrado no ecrã enquanto subia para o sexto piso. E ainda estava a digitar a mensagem quando as portas do elevador se abriram e saí sem ver em que andar estava. Ouvi depois uma voz atrás de mim: "Piso errado."

Voltei-me para o homem que me estava a segurar na porta para eu poder voltar a entrar; era o CEO, com um grande sorriso na cara. Tinha estado todo o tempo comigo no elevador comigo. "Apanhado," disse. O mundo está a mover-se rápido e sempre cada vez mais. Tanta tecnologia. Tanta informação. Tanto para compreender, refletir, reagir a. Recentemente, uma amiga mudou de emprego para ser diretora de educação e desenvolvimento num banco de investimento de média dimensão. Quando chegou ao trabalho no primeiro dia, ligou o computador, iniciou sessão com a palavra-passe que lhe tinham dado, e descobriu 385 mensagens já à sua espera. Por isso, tentamos acelerar para apanhar o ritmo da ação à nossa volta.

Ficamos acordados até às 3 da manhã a tentar responder a todos os e-mails. Fazemos o que temos a fazer no twitter, facebook, e linkedin. Verificamos os sites de notícias querendo assegurar que nos mantemos atualizados em relação aos últimos desenvolvimentos. E salivamos sempre que ouvimos o bip ou vibração de uma nova mensagem de texto. Mas isso é um erro. A velocidade com que a informação se lança contra nós é inevitável (e está a tornar-se cada vez pior). Mas tentar apanhar isto tudo é contraproducente.

Quanto mais rápido vêm as ondas, mais nós precisamos de navegar com cuidado. Caso contrário, seremos atirados de um lado para o outro como acontece a tantas partículas de areia, ficando dispersas no esquecimento. Nunca antes foi tão importante ser sensato e intencional e saber o que é importante. Nunca antes foi tão importante dizer "Não." Não, não vou ler esse artigo. Não, não vou ler aquele e-mail. Não, não vou atender esta chamada. Não, não me vou sentar naquela reunião.

Isto é difícil de concretizar porque talvez essa próxima informação seja a chave para o nosso sucesso. Mas, na realidade, o nosso sucesso depende do contra: da nossa vontade de arriscar perder alguma informação. Porque tentarmos focar-nos em tudo é um risco por si só. Vamos esgotar-nos. Ficaremos confusos, nervosos e irritáveis. E não vemos ver o CEO mesmo ao nosso lado no elevador. Um estudo de acidentes de carro realizado pelo Virginia Tech Transportation Institute colocou câmaras em carros para ver o que acontece mesmo antes de um acidente.

Descobriram que em 80% dos choques o condutor estava distraído durante os três segundos que antecederam o incidente. Por outras palavras, deixaram de estar concentrados — marcaram um número no telemóvel, mudaram a estação no rádio, deram uma dentada numa sandes, talvez tenham lido uma mensagem — e não repararam que algo mudou no mundo à volta deles. E depois sofreram uma colisão.

http://www.dinheirovivo.pt/Faz/Artigo/CIECO039866.html?page=0
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Distribuir tarefas | Aproveitar a vida

Delegar pode ser uma tarefa difícil, tanto a nível pessoal como laboral. Mas a sobrecarga imposta pela necessidade de fazer tudo, pode converter-se num cansaço permanente e nada produtivo.

Eu não gosto de delegar. Nem tão pouco gosto que mexam nas minhas coisas. Tenho uma maneira muito particular de gerir o meu espaço, por isso qualquer alteração faz-me sentir perdida.

Mas trabalho, tenho uma migalhinha e um mais-que-tudo com dois trabalhos, por isso, em Fevereiro, perdemos o amor ao dinheiro (que tanto custa a ganhar) e contratámos uma senhora para fazer as limpezas da casa uma vez por semana.

Ainda nos estamos a adaptar a esta nova realidade, mas sabe bem chegar a casa e vê-la limpinha e arrumada. Pelo menos até a migalhinha começar a espalhar os brinquedos por todo o lado ou fazer voar bocados de batata pela cozinha...

No final do mês, custa um bocadinho, mas prefiro pensar nesse dinheiro como um investimento na família e em mim. Assim não temos de andar a limpar a casa às prestações, podemos passar mais tempo uns com os outros e até me pude dedicar, pela primeira vez em muito tempo, a algo para mim. E como sabe bem voltar a escrever...

Por isso, em forma de balanço, acho que vale a pena. Vamos ver como corre este mês!

...

Esta semana, tive a necessidade de editar o artigo de Opinião. E até está relacionado com a importância de distribuir tarefas.

Tenho muitas ideias, algumas convicções e meia-dúzia de obsessões. Já há alguns anos, ainda miúda, estabeleci a que considero mais importante. Aproveitar bem o tempo!

Sempre me fez imensa confusão ouvir alguém dizer, ao ver a morte de perto, que gostaria de ter aproveitado melhor o tempo de vida que teve. Que desejaria ter passado menos tempo a trabalhar ou a tratar de coisas sem importância, e mais a ver os filhos ou netos rir e crescer. Então, decidi optimizar o meu tempo tão bem quanto possível.

O trabalho é uma parte importante da realização pessoal. As tarefas são essenciais à gestão do dia-a-dia. Os tempos passados em deslocações e esperas fazem parte de outros objectivos. Mas tudo isto pode ser optimizado... ou não?!

Aquilo a que me proponho é aproveitar todos os momentos ao máximo, sejam muitos ou poucos. Pois nunca se sabe quando vamos perder a oportunidade de dizer o quanto gostamos de alguém. É que a vida é traiçoeira e, por vezes, prega-nos partidas injustas e sem aviso.

E, por isso, o meu mote de hoje é um cliché, mas nunca é demais relembrar: aproveitem a vida! Não se trata de viver sem considerar as consequências, mas sim de aproveitar bem o tempo que temos... Seja muito ou pouco, deve ser bem vivido!

A mensagem de hoje é dedicada a alguém que eu não só adorava e respeitava, mas principalmente que admirava pela sua força e capacidade de superar dificuldades e de vingar na vida! Mesmo tendo sido uma vida encurtada estupidamente cedo! Um grande beijinho para ti!