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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Best of: Bolo de aniversário caseiro

Esta semana há um aniversário cá em casa. O aniversariante não é muito de comemorações, mas o bolinho não vai faltar. Caseiro, claro! Bolo de chocolate, com recheio de chocolate e cobertura de chocolate parece-vos bem? Ou estarei a exagerar?!?

Bons bolos!


Já sabem que sou a favor de bolos de aniversário caseiros. São mais saudáveis, mais baratos e podemos personalizar e entregar a nossa dedicação a quem faz anos.

Recentemente houve, por aqui, alguém especial que fez 30 anos! E porque este é um marco importante na vida de qualquer pessoa, quis contribuir com um bolo personalizado.

O 3 foi feito em massa de bolo brigadeiro e decorado com “relva” (também preparada em casa). O 0 foi feito em massa de bolo de iogurte e decorado com pasta de açúcar.

Ficou giro, não ficou? Sobrou imenso, até porque foi servido depois de um farto jantar, mas o mais importante estava na dedicação em criar, com as próprias mãos, algo totalmente pensado e personalizado àquela pessoa.

Bons bolos!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Best of: Pequenos mimos

Este é um dos meus artigos preferidos! Mais simples e sincero é difícil. Por isso, e porque foi um dos artigos mais lidos no Dicas da Migalha, aqui fica a sugestão para ler e reler :)

Bons mimos!

.........

Por vezes, pequenos gestos, com poucas ou nenhumas implicações, fazem felizes aqueles que mais amamos. E são esses pequenos mimos que enriquecem o nosso dia :)

Não é muito difícil fazer uma criança pequena feliz. Não precisam de muitos bens materiais, precisam sim de muita atenção e dedicação. E connosco, adultos, também não é assim tão diferente... Ou, pelo menos, não deveria ser...

Hoje quero apenas recordar alguns mimos que me fazem feliz e que sei que fizeram outros felizes :)

Aqui há dias, a minha mãe fez arroz doce para um almoço de fim-de-semana. O meu mais-que-tudo não foi a esse almoço por estar a trabalhar, mas, no dia seguinte, sem ele saber, coloquei uma caixinha cheia de arroz doce na marmita para o almoço. Esta é capaz de ser a sobremesa preferida dele e foi um mimo que ele adorou :)

Uma tarde destas, perguntei à migalhinha se queria ir à padaria comprar pão. Fala-se em pão e rua e os olhos dela até brilham! O triciclo dela estava “estacionado” na sala e, quando se estava a calçar, viu-o. Pediu logo para ir ao pão no triciclo. Ora, levá-la no triciclo implica dar uma volta maior (pois a rua directa não tem propriamente passeio) e no final implicava também uma longa subida em que teria de empurrar o triciclo. Mas nada disto importa quando ela me olha com aqueles olhos enormes cor de azeitona. Lá foi ela toda contente, com o seu bebé ao colo, até à padaria. Depois colocou o pão no cestinho do triciclo de volta a casa. Foi um passeio agradável num final de tarde calma e foi um mimo que ela adorou :)

Hoje de manhã estava a tomar banho, enquanto a migalhinha cirandava pela casa a fazer companhia ao papá. Às tantas, lá foi ter comigo à casa-de-banho... abriu a porta, entrou, encostou a porta (para eu não ter frio), colocou a minha toalha em cima do aquecedor e ali ficou a brincar até eu sair do banho. Depois, ainda me passou a toalha, ajudou-me a secar as pernas e ainda quis levar o meu pijama para o quarto! A minha pirralha de 22 meses está uma crescida e foi um mimo que eu adorei :)

Tantos outros mimos há tão simples e fáceis como estes! Basta vontade e amor! E assim se faz outra pessoa feliz!

Bons mimos!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Bem-vindo Campeão!

Desta vez a ausência foi mais do que justificada. O mais recente membro da família nasceu no passado dia 14 e tem-nos ocupado todo o dia... e toda a noite...

Isto de acordar tantas vezes durante a noite deixa as suas marcas, mas prometo voltar à escrita assim que conseguir dormir 4 horas de seguida :)

Até lá, e durante os meses de Julho e Agosto, vamos ter um best of do Dicas da Migalha, recordando os artigos mais lidos de sempre!

Agora, se me dão licença, tenho uma fralda para ir mudar...

Até breve!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Estou de volta

Depois de uma ausência de uma semaninha, estou de volta.

Não, o pequenote ainda não nasceu, mas andei com tanta coisa para tratar, tanto assunto para resolver e algum cansaço acumulado, que não consegui actualizar o Dicas da Migalha.

Mas aqui estou para voltar à carga... pelo menos até ao parto :)

Entretanto decidi também que, durante os meses de Julho e Agosto, vou fazer um best of do Dicas da Migalha. São já vários os artigos, alguns deles antigos, que vão ficando para trás, mas que merecem uma nova atenção, especialmente para quem nos segue há menos tempo.

Espero que gostem e fico receptiva a sugestões.

Bom regresso!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Alterações ao Dicas da Migalha

O pequenote que cresce e pontapeia a minha barriga está quase a revelar-se. Faltam 3 semaninhas apenas para as 40 semanas e o ritmo tem sido acelerado.

Por muita vontade que tenha, tenho tido algumas dificuldades em ter o Dicas da Migalha sempre actualizado. Por isso, se, nos próximos tempos, falhar algum artigo diário, peço desculpas, mas é provável que aconteça.

Mas fica a promessa de tentar manter a regularidade tanto quanto possível, pelo máximo tempo possível. Se deixar de publicar durante uns dias, bem... o mais certo é já estar com o pequenote nos braços :)

Espero que compreendam e que não deixem de visitar, comentar e partilhar!

Boas alterações!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sempre criança

No próximo sábado, é dia da criança! :)

Não é preciso haver um dia para se celebrar o melhor que o Mundo tem, mas não devemos deixar passar este dia, que as nossas crianças tanto gostam. Afinal de contas, é sempre uma boa desculpa para brincar em vez de trabalhar, correr em vez de ficar no sofá, sorrir em vez de ficar carrancudo!

Vamos todos comemorar o dia não só pelas crianças que nos rodeiam, mas também pela criança que vive para sempre dentro de cada um de nós! A única regra é: divirtam-se!

Boas brincadeiras!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Viva as encomendas de supermercado online

Já aqui falei das encomendas de supermercado online. Das suas vantagens e desvantagens e dos aspectos que acho que devem ser tidos em conta.

Continuo muito fã deste tipo de encomenda: não se perdem horas num hipermercado sobrelotado e demasiado grande, não gasto combustível, nem perco tempo precioso. Ah, e não me canso, o que dá muito jeito nestes tempos barrigudos que correm...

No Sábado, foi dia de entrega cá em casa. Em 5 minutos, descarregaram e pagámos. Em 5 minutos, arrumámos tudo nos devidos sítios confirmando sempre a lista.

Ao fim de 10 minutos, estávamos os três a jantar calmamente, sem ter passado pelo stress das compras.

Não pagámos taxa de entrega, pois estavam com oferta; aproveitámos algumas promoções que estão anunciadas no site e ainda recebemos algumas ofertas: o detergente para a roupa dá sempre jeito e a pequena pasta de dentes foi logo encaminhada para a mala para a maternidade :)

Continuamos a não encomendar fruta, legumes e peixe fresco. Peixe só mesmo congelado. Carne até tem corrido bem: temos ali piano de porco para fazer no forno com um aspecto maravilhoso!

Ah, como gosto desta possibilidade de encomendar compras de supermercado online... :)

Boas encomendas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Preparar também é mentalizar

Chegada às 34 semanas de gravidez, achei que era boa ideia preparar a mala para levar para a maternidade. A Migalhinha nasceu de 40 semanas e 2 dias, mas nunca se sabe...

Entre lavar e arrumar a roupinha do pequenote, preparar a mala, ir à arrecadação buscar o ovinho, a alcofa e afins, acho que parte deste processo ajuda-me também a mentalizar que já falta pouco e que, não tarda, a vida cá de casa irá mudar radicalmente novamente.

Verdade seja dita, a grande mudança aconteceu com o nascimento da Migalhinha. Mas o conceito de “a nossa família” vai mudar, vai crescer e todos vamos ter de nos adaptar.

Pergunto-me como será que a Migalhinha irá reagir. Terá ciúmes? Irá ignorá-lo? Irá ajudar a tomar conta do mano?

Durante estes meses temos feito o possível para que ela compreenda que vêm aí alguém com quem vai ter de partilhar a mamã, o papá e o seu espaço. Temos também feito um esforço para que ela não sinta que o mano lhe vai roubar amor, atenção e carinho.

Se ela quer colo da mamã, eu dou, mesmo com uma gigante barriga. Fico mais cansada, é um facto, mas não acho que lhe deva negar esses e outros mimos. Talvez ande com ela ao colo durante menos tempo, mas nunca lhe nego colo.

O nosso amor não vai ser repartido pelos dois. Vai ser acrescentado!

A mala está quase pronta. A roupinha está lavada e arrumada. Faltam apenas alguns pormenores e estaremos todos prontos para receber o pequenote.

Boa preparação... e mentalização!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Partilha de roupas e roupinhas

A Migalhinha nasceu no início do Inverno, por isso, quando fomos rever toda a roupinha guardada, verificámos que temos muita que não dará para aproveitar para o pequenote que aí vem mesmo no início do Verão.

O problema não está no facto de ser roupa de menina, pois temos imensa roupa unissexo, especialmente as roupinhas mais pequenas, mas sim por nascerem em estações opostas!

O mesmo problema aconteceu com a minha roupa de grávida, pois, para além de uma barriga enorme que me impede de usar a minha roupa habitual há muito tempo, agora preciso de roupa de Verão enquanto antes precisei de roupa de Inverno.

Por isso, quando há uns tempos uma amiga me perguntou se queria que me emprestasse umas roupas de grávida, não hesitei. A maior parte são camisolas e tops que ela simplesmente comprou em tamanho grande e que agora me estão a dar um jeitaço bestial. Das partes de baixo só consegui caber nuns calções (por pouco tempo), mas como tinha calças de ganga e corsários próprios para grávida, desta vez não tive que gastar dinheiro em roupa para mim :)

Uma outra amiga vai agora trazer-me algumas roupinhas de bebé para ver se irão servir ao pequenote. Pode ser que alguma dê!

E assim, com trocas e empréstimos, se consegue poupar imenso em roupa tipicamente cara. Fico irritada quando percebo que algo, só por ser para grávida ou bebé, é mais caro do que a roupa dita normal. É quase um abuso, por parte das marcas, em explorar circunstâncias particulares. Como se já não bastasse o facto de este tipo de roupa ter um tempo de utilização bastante curto.

Mas enfim, hoje o que pretendo é apelar à troca de roupas e roupinhas. Sejam dados, emprestados ou trocados, não importa. O que importa é que se estão a rentabilizar bens em óptimo estado, se está a poupar uns valentes trocos e se está a diminuir o consumo desenfreado e desnecessário.

Boa partilha!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A frustração de procurar emprego

Bem, já sabem que faço parte das estatísticas de desemprego do nosso país.

À parte de todo o desânimo perante esta nova condição, há a frustração de percorrer (literalmente) centenas de anúncios e não encontrar nada de jeito. As ofertas de estágio não remunerado preenchem páginas e páginas, depois seguem-se os estágios para os quais o candidato tem de preencher os requisitos para um estágio ao abrigo do IEFP, sobram meia dúzia de anúncios de trabalho efectivo!

Analisando essa meia dúzia (vá, são mais, eu sei...), alguns pedem requisitos que não preencho, outros são para a outra ponta do país e os outros vão receber o meu CV todo bonitinho!

Agora é esperar pelas respostas! E não me digam já que a maioria nem sequer responde ao envio do CV. Eu sei disso, mas ainda estou na fase inicial desta tarefa, por isso não quero desanimar!

Boa sorte (para todos os desempregados)!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

É oficial... Faço parte das estatísticas...

... de desemprego...

Depois de anos de incerteza, seguido de um lay-off não concluído e culminando num pedido de insolvência já esperado, seguiram-se ainda alguns meses de espera pelo documento que nos dizia aquilo que já sabíamos... estamos todos no desemprego...

Apesar de já estar à espera, acho que a realidade só me acordou quando li “declaração de situação de desemprego” e me tive de dirigir ao Centro de Emprego para me inscrever.

E digo-vos, o Centro de Emprego é capaz de ser um dos lugares mais deprimentes onde já estive. O ambiente pesado, antigo e desorganizado e a pouca iluminação não ajudam a melhorar a sensação de desconforto que se sente mal se respira lá dentro.

Agora, grávida de 7 meses, tenho de procurar emprego até iniciar a licença. Confesso que nem sei por onde começar, o que quero fazer e onde me candidatar. As ofertas são escassas e as respostas são quase nulas. Um ano antes do lay-off, tínhamos passado por um despedimento colectivo onde 6 colegas foram despedidos. Destes, tanto quanto sei, apenas 1 está a trabalhar. É assustador e derrotista.

Acho que já passei pela fase da tristeza, da revolta, da necessidade de ignorar e agora estou na fase “o que vou eu fazer agora?”. Sei que, enquanto estiver grávida, não tenho a mínima hipótese (sejamos realistas), mas e depois? O mercado editorial não está de boa saúde e não andam propriamente a contratar. Pode ser que a situação tenha melhorado quando terminar a licença, mas o mais provável é que tenha de repensar a minha carreira. É melhor ir já pensando nisso...

Boa sorte (para todos os desempregados)!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Partilhar a licença de parentalidade

Os tempos estão a mudar (e não me refiro ao sol que finalmente resolveu aparecer). As mentalidades estão a mudar! Felizmente!

As crianças de hoje já não são apenas criadas pelas mães, mas também pelos pais. Pais esses que não só têm prazer em fazer parte da educação e crescimento dos filhos, como fazem questão de o fazer. Pais que não se limitam a ser um parceiro de brincadeira, mas que mudam fraldas, dão a sopa, vão às reuniões na escola, aturam birras e ouvem desabafos.

E tudo começa à nascença, com a partilha da licença de parentalidade! A Lei portuguesa concede mais 30 dias de licença às mães e pais que a partilhem (no mínimo 30 dias para cada um), numa tentativa de incentivar a partilha de obrigações e responsabilidades.

Infelizmente, ainda são muitos os casais que não partilham a licença. Infelizmente, ainda são muitos os pais que não gozam sequer os dias a que têm direito em exclusivo. Infelizmente, as mentalidades ainda têm muito que mudar.

Desconheço as razões, mas ouvi, mais do que uma vez, a seguinte justificação: “ah, é muito complicado estar ausente do trabalho por 30 dias…”. A esta desculpa, dou a seguinte resposta: primeiro, não têm de gozar os 30 dias de seguida, podem dividir em dois períodos de 15 dias; segundo, se a mãe se pode ausentar durante 4 ou 5 meses, porque é que o pai não o pode fazer durante 1 mês?; e terceiro, é um direito que vos permite fazer parte da vida que acabaram de gerar.

E se têm receio das reacções no trabalho (acredito que sejam negativas, em muitos casos), digo-vos: as mudanças na mentalidade geral da sociedade só se conseguem quando defendemos aquilo em que acreditamos. Se querem gozar parte da licença, têm esse direito e a obrigação de o fazer valer! Pensem nisso.

Boa partilha!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vida de mãe e pai hoje em dia

Pensei muito antes de me decidir a escrever sobre este assunto. É demasiado complexo e difícil de resolver para ser simplesmente comentado em meia dúzia de linhas, mas a verdade é que é algo que me indigna e que procuro combater como posso.

Comecemos por observar como é o ritmo de trabalho nos dias que correm (isto para quem ainda tem trabalho, claro): das 9h00 às 18h00 (com sorte!) incluindo a hora de almoço, mais o tempo passado em deslocações... vá, vamos contar com 45 minutos para cada lado (este factor varia demasiado...).

Agora pensemos no ritmo das nossas crianças. Chegam à escola às 8h00 e saem às 19h00, mais coisa, menos coisa. A não ser que tenham a sorte de ter avós disponíveis para os ir buscar (felizmente ainda há muita gente que tem).

Somemos ainda o tempo passado a dormir (essencial), a preparar refeições e a comê-las, a arranjarmo-nos e a arrumar a casa (pelo menos limpar o pó de quando em quando...).

O que sobra?

É para isto que nos dizem que temos de ter mais filhos? É a isto que chamam incentivo à natalidade? Eu sei que temos de produzir, até porque temos contas para pagar (as de casa e as do país), mas será que devemos medir a produtividade na quantidade de horas que passamos no trabalho?

Tenho, frequentemente, a sensação que medimos a dedicação e empenho no trabalho meramente em função das horas que lá passamos. Quem é que nunca ouviu algo do género ao sair às 17h00 para ir a uma consulta: “Já vais?! Grandes vidas!”... Sem comentários...

Não deveríamos estar todos a lutar por um aumento efectivo da produtividade, medido com base em resultados? Não deveríamos todos dedicar mais tempo e atenção à família e amigos na procura de um melhor equilíbrio emocional? Não seríamos todos mais felizes e produtivos assim?

Não posso dizer que tive uma infância tradicional: os meus pais trabalhavam por conta própria, o que sempre os obrigou a dedicar bastante tempo a fazer o negócio resultar. Era preciso dedicação para que se conseguissem resultados. Hoje compreendo isso (embora nem sempre concorde). Teve as suas consequências: não havia passeios de fim-de-semana, nem férias de Verão, nem outras coisas tidas como garantidas pelos nossos amigos.

Mas, apesar de todas as contingências, reconheço um enorme esforço (bem sucedido) no acompanhamento do meu crescimento e do da minha irmã: pude fazer penteados à minha mãe enquanto ela tratava da contabilidade, pude acompanhar o meu pai na distribuição, pude frequentar natação e inglês mesmo implicando levarem-me lá, pude estar com os meus pais sempre que queria (apesar de estarem a trabalhar), pude conhecer uma realidade bem diferente da habitual, pude dedicar-me ao estudo, pude brincar na rua, pude trabalhar e ganhar o meu dinheiro, pude aprender a lidar com trabalho/estudo e pude fazer e aprender muito com esta realidade. Apesar de tudo, sinto que fui acompanhada tão bem quanto lhes foi possível.

Isto tudo para dizer que me revolta que os pais de hoje não consigam acompanhar, como certamente desejariam, os seus próprios filhos e que tenham de confiar a sua educação aos avós e professores. Não é suposto ser assim!

De alguma maneira, a sociedade tem de encontrar um equilíbrio entre trabalho, família e lazer. Pelo bem da nossa sanidade mental, pelo bem das gerações vindouras e pelo bem da própria sociedade e do seu futuro enquanto tal.

Temos de perder menos tempo em deslocações. Temos de rentabilizar melhor o tempo passado no trabalho, evitando distracções, reuniões sem interesse, conversas sem fim e tarefas sem resultados. Temos de optimizar as tarefas domésticas, com organização, sinergias e trabalho de equipa. Temos de ter tempo!

Temos de alcançar a disciplina necessária para que cada um possa trabalhar com flexibilidade de horário, com trabalho a partir de casa, com trabalho por tarefas e organizado sem obrigatoriedade de horário.

O problema é chegar a esse nível de disciplina e organização, mas porque não tentar? Em nome de um melhor equilíbrio para todos...

Boa sorte!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aprender com os amigos

Há uns tempos atrás, combinei com uma amiga ir fazer um curso de costura. Ela até tem alguns conhecimentos, mas aceitou o desafio de ir aprender algo mais enquanto eu me iniciava nestas andanças. O factor “umas horas de conversa de gajas” também ajudou :)

Mas algumas contingências orçamentais fizeram-nos optar por adiar esta aventura, pelo menos, por uns tempos. Ficámos as duas desiludidas, mas eis que lhe surgiu uma ideia: “e se juntássemos os meus conhecimentos à tua vontade de aprender, com um pouco de conversa à mistura?!?”.

Máquina de costura, tecidos e acessórios e um projecto para um saco do pão! Depois foi só combinar uma tarde e conversar mais do que costurar! Não, estou a brincar. Aprendi bastante e por isso agradeço a paciência dela.

Uma tarde acabou por não ser suficiente para concluirmos o nosso projecto (a conversa não ajudou), mas fiquei com trabalho para casa. Não está a correr lá muito bem, por isso acho que vou simplificar.

Entretanto esta amiga lá foi de viagem para mais um trabalho no estrangeiro, mas quero ver se tenho o saco pronto para quando ela regressar o poder exibir com orgulho... e algumas costuras tortas...

Isto tudo para dizer que, lá porque temos de pensar bem antes de gastar dinheiro, não quer dizer que não possamos aprender algo de novo com os amigos ou família.

Se cozinhar não é o vosso forte, que tal pedir umas aulas a uma tia. Ou aprender a costurar com a avó. Ou até carpintaria ou electricidade ou qualquer outro ofício. Estas lições certamente darão muito jeito no futuro. Aproveitam e passam tempo de qualidade com as pessoas de quem gostam.

O mesmo se aplica no que toca a ensinar os nossos filhos. Se sabemos fazer algo minimamente bem, devemos passar esses ensinamentos às gerações seguintes, pois nem tudo se aprende na escola. Um médico que sabe fazer uma bainha, um contabilista que sabe reparar um cano ou um gestor que sabe arranjar uma máquina da roupa, serão certamente profissionais mais competentes até no próprio exercício das suas funções habituais. São conhecimentos úteis no dia-a-dia de qualquer um! Quanto mais amplo o saber de habilidades, mais rica será essa pessoa!

Boas aprendizagens!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Boa Páscoa

Estamos em época Pascoal. Cá em casa não somos religiosos, ainda assim, o contexto familiar e social, leva-nos a combinar o tradicional almoço de Páscoa em família.

Seja porque motivo for, reunir a família é sempre uma boa ideia. E não se esqueçam de alguns pormenores importantes a ter em conta em épocas festivas:

-     Antes de uma viagem mais longa de carro, verifiquem sempre os níveis de óleo, líquido de refrigeração, líquido de limpa pára-brisas e o estado geral dos pneus e escovas.
-     Na viagem, moderem a velocidade e dediquem exclusiva atenção à estrada. A carteira e a saúde de todos agradecem!
-     Ao fazer as compras de supermercado, tenham em conta que sobra sempre imensa comida e que os convidados tendem a trazer mais qualquer coisa para juntar à mesa, por isso, combinem bem a merenda entre todos.
-     À refeição, não abusem. O estômago agradece nas horas seguintes e o corpo e a saúde agradecem nos próximos anos;
-     Na típicas prendas, em vez de uma caixa de chocolates ou amêndoas de supermercado, que tal uma opção mais caseira e muito fácil de fazer: amêndoas de Páscoa caseiras!

Boa Páscoa!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Bem-vinda Primavera

No próximo dia 20 de Março, às 11h02, começa oficialmente a Primavera! Aquela prima que todos gostamos e pela qual ansiamos há muitas semanas!!!

O tempo não tem estado lá muito primaveril: não pára de chover e o frio faz lembrar Janeiro. Em boa verdade, ainda estamos no Inverno... é suposto estar frio e chuva... mas, a partir da próxima quarta-feira, vou exigir bom tempo! Já agora, um daqueles dias solarengos, quentinhos e a convidar a um passeio pela praia.

Acho que vou aproveitar para ir almoçar com a migalhinha e o mais-que-tudo a uma esplanada à beira-mar! Espero que o tempo colabore com este plano!

Solarenga Primavera!

segunda-feira, 11 de março de 2013

It's a...

...boy!

Pois é, afinal as coisas cá por casa vão ficar mais equilibradas. Vem aí um rapagão que gosta muito de dar pontapés!

A migalhinha ainda se está a habituar a dizer “mano” em vez de “mana”, mas tenho a certeza que vai adorar ter um grande amiguinho.

O papá anda delirante com o seu jogador da bola!

A mamã alegre da vida com o casalinho!

Vai ser uma experiência diferente, um desafio, uma vida nova... novamente! :)

Bons bebés!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Deixá-los explorar... sob vigilância...


Cá em casa temos a política de dar alguma liberdade de exploração à nossa migalhinha!

Quer isto dizer que ela pode mexer nos telemóveis, na máquina fotográfica, na máquina de filmar, no portátil, na aparelhagem e afins... (temos um amigo que até se arrepia!)

A única condição é que tem de pedir sempre antes se pode. Esta parte ainda está em desenvolvimento...

Até agora tem corrido mais ou menos bem. Tenho um teclado virtual instalado no desktop que não sei como veio cá parar...

Concorde-se ou não, achamos nós que é uma maneira de lhe dar alguma responsabilidade e liberdade de conhecer um mundo para além dos brinquedos. E atenção, há coisas com as quais ela só pode brincar sob vigilância apertada (minha rica máquina de filmar que foi mais cara do que devia).

Mas o melhor disto tudo é ver o resultado da exploração da máquina fotográfica! E não é que a migalhinha está a ganhar jeito :)

Estas fotos são de sua autoria! Com direitos de autor!!! :)

Boa exploração... sob vigilância!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Crianças que viajam sem cadeirinha ou com o ovo mal montado

Se há algo que me irrita profundamente é ver crianças que não são protegidas pelos próprios pais quando viajam de carro.

Não é raro ver crianças empoleiradas entre os bancos da frente ou soltas a olhar pelo vidro de trás. Estarei eu a ser injusta e tratar-se apenas de (muitos!) casos de viagens ocasionais? Ou há uma falta de responsabilidade de quem transporta estas crianças?

Mas não se trata apenas de crianças sem cadeirinha adequada. Ainda há umas semanas, num parque de estacionamento do Centro Comercial, vi uma mãe instalar um “ovinho” virado para a frente. Nem sei como conseguiu segurar o ovo com os cintos do carro, se é que segurou de alguma maneira...

Será que estas mães e estes pais não sabem as consequências que um acidente, mesmo a baixa velocidade, pode ter num bebé ou criança que não viaja protegida? Não serão estes casos de negligência? Afinal de contas as crianças não se conseguem impor, nem tão pouco entender as circunstâncias.

Resta-me apenas acreditar que cada pessoa é responsável por se informar, seja sobre segurança infantil, seja sobre qualquer outro assunto. E, a partir daí, agir em consciência.

Boas viagens!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vizinhos que estendem a roupa tapando os de baixo


Também têm vizinhos a viver por cima? Por cá, gostávamos de não ter... por tantas razões!!!

Uma delas é a mania que têm de estender a roupa quase até ao parapeito da nossa varanda. Lençóis de cama estendidos pelas pontas (sabe-se lá porquê) que depois fazem sombra, impedem a vista e, o pior de tudo, impedem-nos de usufruir da nossa varanda, pois ninguém gosta de levar com a roupa de cama de estranhos na cara...

Já os chamámos à atenção e pedimos-lhe que tivessem em atenção o incómodo que nos causam de cada vez que estendem roupa. Demoraram a compreender... e o melhor que fazem actualmente é o que vêm na foto. Acreditem, está muito melhor!

O que me custa mais é que não compreendam que não só não o podem fazer (legalmente falando) como, mesmo que pudessem, nunca seria correcto prejudicar quem vive nos andares de baixo.

Infelizmente não somos caso único. Não são raras as pessoas que conhecemos que se queixam do mesmo. E basta uma curta viagem pelas ruas de qualquer cidade para ver isso mesmo acontecer em tantos outros prédios.

Por isso, aqui vos digo, reclamem! Têm a lei do vosso lado, pois apenas é permitido estender roupa até ao limite da própria fracção. Há inclusive jurisprudência de um caso de vizinhas que acabaram a cortar lençóis e atirá-los para o lixo... Não quero chegar a tanto, espero que a diplomacia (ainda que difícil) seja suficiente!

Boas vizinhanças!