Está a tentar perder peso? Se não está, alguma vez tentou perder peso durante a sua vida adulta? Se respondeu sim a algumas destas questões, então saiba que por todo o mundo muitas pessoas estão na mesma situação.
Se existem preocupações comuns na população adulta em todo o mundo, o controlo do peso é certamente uma delas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a prevalência de obesidade duplicou nas últimas três décadas a nível mundial. Em Portugal, num espaço de cinco anos observou-se um aumento de 2% e 3% na prevalência de obesidade, em homens e mulheres respectivamente. Mais, actualmente, cerca de 20% dos adultos portugueses com menos de 65 anos apresentam obesidade e cerca de 42% têm risco acrescido, uma tendência que leva a crer que cada vez mais pessoas estejam a tentar controlar o seu peso. Será esta a realidade?
Nos EUA, onde a prevalência de excesso de peso e obesidade atinge recordes, cerca de 64% da população adulta reportou desejar perder peso e 48% revelou estar activamente a tentar fazê-lo. Por cá, resultados de um estudo recente revelam que cerca de 44% dos adultos portugueses (35% dos homens e 53% das mulheres) estão a tentar controlar o peso. Destes, cerca de 25% estão activamente a tentar perder peso enquanto que 19% estão a tentar não o ganhar. Uma última estatística interessante revela que quase 40% das pessoas afirmou que já tinha tentado perder peso anteriormente: a maioria fez entre uma e três tentativas no passado, com duração média de cinco meses cada uma.
Relativamente aos motivos para perder peso, a maioria refere que tenta controlar o peso para melhorar a saúde em geral e o bem-estar no dia-a-dia, destacando-se nas mulheres motivos relacionados com a melhoria da aparência e da autoestima em relação ao corpo e com uma melhor integração na sociedade, e nos homens motivos relacionados com a melhoria da condição física.
E o que estão estas pessoas a fazer para tentarem combater o “iô-iô do peso”? As estratégias mais comuns são o consumo regular de hortícolas e sopa nas refeições principais e a ingestão regular de água ao longo do dia. Outros hábitos também adoptados pela maioria das pessoas são a ingestão regular de pequeno-almoço, fazer pequenos lanches a meio da manhã e da tarde, comer pequenas porções de cada vez e selecionar os alimentos de forma consciente. Note-se que isto é o que as pessoas estão realmente a fazer, não necessariamente aquilo que melhor resulta! Por exemplo, embora seja importante manter-se bem hidratado, não existe evidência consistente que beber muita água ao longo do dia seja útil na gestão do peso. E, como também já vimos aqui, as estratégias que funcionam para algumas pessoas não têm necessariamente de funcionar para todas.
Thomas Edison terá dito, após ter fracassado mais de mil vezes na invenção da lâmpada: “não são fracassos; agora sei mais de mil maneiras de como não fazer uma lâmpada”. Por isso, se já tentou várias vezes perder peso, com certeza já descobriu várias estratégias que não funcionam consigo. Estará na altura de experimentar mais uma...?
http://lifestyle.publico.pt/pesomedida/320092_esta-a-tentar-perder-peso-nao-esta-sozinho
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Diário Digital: Cientistas descobrem mutação genética que faz homens e mulheres engordarem
Se tem problemas com a balança a culpa não é só da sua dieta, mas também dos seus genes. É o que revela um novo estudo realizado na universidade Maastricht, na Holanda. O investigador Freek Bouwman afirmou ao Daily Mail que 30% das mulheres têm uma mutação no gene MMP2, responsável pelo desenvolvimento do tecido adiposo, e isso faz com que as hipóteses de acumular seis quilos aumentem em duas vezes e meia.
E não são só as mulheres que apresentam esse tipo de desvantagem. Nos homens, a mutação foi encontrada no gene FTO e duplicou a possibilidade de ganhar mais de seis quilos. O motivo? Esse gene aumenta o desejo por alimentos com gordura e açucarados, o que leva os homens a ingerir 100 calorias a mais por refeição do que a média.
Segundo o Congresso Europeu sobre Obesidade, em Liverpool, as mutações FTO e MMP2 são específicas para cada género, pois as suas actividades são controladas por hormonas sexuais.
A descoberta dos genes oferece esperança para a criação de testes para identificar homens e mulheres com maior risco de perder a batalha contra a balança.
No estudo, os cientistas da universidade analisaram os ganhos e perda de peso de mais de cinco mil homens e mulheres por 10 anos. Depois, a equipa verificou o ADN dos participantes.
Segundo o professor John Wilding, da Associação para o Estudo da Obesidade do Reino Unido, os genes não podem levar toda a culpa pelo excesso de peso. «As pessoas devem, ainda assim, preocupar-se com o que elas comem. Não é possível mudar os seus genes, mas é possível mudar o seu comportamento».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=633711
E não são só as mulheres que apresentam esse tipo de desvantagem. Nos homens, a mutação foi encontrada no gene FTO e duplicou a possibilidade de ganhar mais de seis quilos. O motivo? Esse gene aumenta o desejo por alimentos com gordura e açucarados, o que leva os homens a ingerir 100 calorias a mais por refeição do que a média.
Segundo o Congresso Europeu sobre Obesidade, em Liverpool, as mutações FTO e MMP2 são específicas para cada género, pois as suas actividades são controladas por hormonas sexuais.
A descoberta dos genes oferece esperança para a criação de testes para identificar homens e mulheres com maior risco de perder a batalha contra a balança.
No estudo, os cientistas da universidade analisaram os ganhos e perda de peso de mais de cinco mil homens e mulheres por 10 anos. Depois, a equipa verificou o ADN dos participantes.
Segundo o professor John Wilding, da Associação para o Estudo da Obesidade do Reino Unido, os genes não podem levar toda a culpa pelo excesso de peso. «As pessoas devem, ainda assim, preocupar-se com o que elas comem. Não é possível mudar os seus genes, mas é possível mudar o seu comportamento».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=633711
domingo, 31 de março de 2013
Activa: "Afinal, porque é que ela é magra e eu não?"
Poucas são as pessoas que nascem geneticamente abençoadas com um metabolismo que lhes permite cometer toda a espécie de atentados nutricionais e, mesmo assim, continuar magras, lindas... e impunes. A maior parte de nós tem uma guerra pessoal a travar com os quilos. Algumas bravas guerreiras vencem-na. Você até conhece uma ou outra e inveja-a secretamente. É aquela amiga ou colega de trabalho que está sempre em forma e fantástica sem parecer angustiada... e faminta. A pergunta já lhe passou várias vezes pela cabeça: como é que ela consegue? Médicos e especialistas em controlo de peso desvendam os segredos dos magros para sempre.
Têm uma óptima relação com a comida
Quem o diz é Teresa Branco, fisiologista, investigadora da Faculdade Motricidade Humana e coordenadora da Clínica Metabólica, uma verdadeira perita em emagrecimento. "Estão de bem com o peso, com o corpo, não se culpabilizam com a boa comida, sentem verdadeiro prazer com ela, comem por intuição, ou seja, para a fome a que têm, enquanto a maioria das pessoas come acima da fome que tem. Quem tem uma boa relação com a comida não pensa nela como um prémio ou um castigo."
Comer é como dormir, exemplifica: uma necessidade básica e um prazer para muitos. Mas ninguém se castiga com quatro horas de sono a menos só porque, na noite anterior, dormiu dez em vez de oito. No entanto, a táctica é usada com a alimentação. Sempre que o fazemos somos sérios candidatos a comer demais em alturas de stress, depressão e tédio para nos compensar emocionalmente. A comida como prémio de consolação gera uma ansiedade e gula difíceis de controlar, geralmente de noite ou fora das atenções de terceiros, e é-nos transmitida desde a infância. "Ninguém diz a uma criança 'se te portas mal não vais dormir'. Mas diz-se frequentemente 'se te portas mal não comes chocolate'", recorda Teresa Branco.
Vigiam as porções dos alimentos
Em condições normais, o nosso estômago é do tamanho de uma mão fechada. Tudo bem, ele é elástico. Mas quanto mais comida lá metermos (e beber muita água às refeições também contribui para este fenómeno), mais ele se dilata e menor e mais demorada será a sensação de saciedade. Tradicionalmente, os portugueses não têm uma boa noção de porções ideais, diz Teresa Branco. "Só um prato cheio lhes proporciona prazer e saciedade. As porções de comida normalmente servidas nos restaurantes também não são as mais correctas: correspondem ao dobro e, às vezes, ao triplo do aconselhado!"
Um prato de sobremesa cheio poderá ser uma porção indicada para um almoço de uma mulher, confirma a fisiologista. Se a fome apertar, a solução racional é comer uma sopa ou uma salada antes. Sopas, guisados e alimentos com um elevado teor de água na sua composição são menos calóricos, mais saciantes e saudáveis.
Têm pais magros
A genética tem as costas largas no que respeita ao excesso de peso, dizem muitos especialistas de saúde pública. 'É de família, não há muito a fazer' é uma das justificações mais dadas por quem tem peso a mais. Mas será que ter pais gordos influi assim tanto nos nossos quilos mais?
Em 'Emagreça! Perca gordura e ganhe saúde', o médico Agnelo Martins e o farmacêutico António Hipólito de Aguiar, dizem que sim. Se os dois pais forem obesos, a tendência do filho para vir a sê-lo também é de 75%. Se apenas um dos progenitores for gordo, essa propensão continua a ser de 40%. Se ambos os pais forem magros, cai para apenas 10%, diz Gérard Apfeldorfer, psiquiatra francês que estudou a fundo a obesidade e as perturbações alimentares no livro 'Como, logo existo'. Mas este facto não se deve apenas à genética.
Como avisam os autores portugueses citados, " é preciso distinguir os factores genéticos das tradições alimentares da família. É que, nas famílias de obesos come-se mais e, sendo que é na infância que se formam as células adiposas (as que armazenam gordura), quanto mais uma criança comer, mais células destas se formam."
Quem tem antecedentes familiares de obesidade e hábitos alimentares pouco correctos deve ser acompanhado regularmente pelo médico de família ou nutricionista, desde a infância. Nunca é demais lembrar que Portugal tem a segunda maior taxa de obesidade infantil da União Europeia (31,5%).
Comem como os avós
Há 50 ou 60 anos, quando metade de Portugal vivia abaixo do limiar de pobreza, a ementa era muito restrita. Carne de porco e aves só de vez em quando; vaca, só quando em dias de festa. O peixe era mais comum mas muitas vezes tinha que dar para dois ou três irmãos. A base da alimentação era sopa, legumes cozidos vindos da horta familiar e alguns guisados. A única gordura usada era o azeite. Uma dieta de pobreza, que não traz grandes recordações aos mais velhos, mas que os médicos dizem agora ter feito maravilhas pela saúde dos portugueses: a célebre dieta mediterrânica. E foi a partir do momento em que a mesa ficou mais farta em carnes e gordura e que estes hábitos de saúde se perderam, que a obesidade e as doenças cardiovasculares dispararam.
As pesquisas científicas comprovam-no. O consumo regular de sopa diminui os riscos de obesidade nos adultos portugueses, diz um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. 40 mil inquéritos foram investigados e chegou-se à conclusão que um caldinho de legumes reduz a propensão para os quilos a mais em 11% nos homens e 14% nas mulheres. A fruta também nos ajuda e bem: reduz em 23% o risco de obesidade.
Fazem mais refeições ao longo do dia
Cinco refeições, pelo menos: para além das três refeições principais, comem a meio da manhã, a meio da tarde e muitos fazem uma pequena ceia antes de dormir. Por isso, sentem-se saciados por mais tempo e com menos. Saltar refeições faz disparar a fome e impele-nos a comer mais da próxima vez que nos sentarmos à mesa. "A grande maioria das pessoas diz que se controla muito bem o dia inteiro até às seis da tarde, muitas vezes até passando fome", diz Teresa Branco. O problema é a noite.
Tomam bons pequenos-almoços
"Quem tem uma boa relação com a comida geralmente acorda com fome", observa a fisiologista Teresa Branco. "O que é perfeitamente normal, porque estiveram oito ou mais horas sem comer. Se não têm fome de manhã, é porque comeram demais na noite anterior."
Uma pesquisa feita por investigadores da Universidade do Michigan, EUA, publicado em Setembro de 2005 no Jornal da Associação Dietética Americana, concluiu que as mulheres que tomam pequeno-almoço têm 24% a menos de possibilidades de virem a sofrer de excesso de peso. Se preferirem cereais integrais, têm 30% menos hipóteses de engordar. A pesquisa incidiu sobre os dados de 4 mil homens e mulheres com mais de 19 anos.
Contam calorias e pesam-se mais
Parece um exagero ao comum dos mortais, não? Mas não reflecte necessariamente um comportamento obsessivo, diz Teresa Branco, que confessa ir à balança diariamente. A vantagem desta monitorização constante do peso é poder agir logo quando ele aumenta. "Quem evita a balança, fá-lo porque, na verdade, está preocupado", analisa a fisiologista. "É claro que não é preciso pesar os alimentos e contar colorias com a calculadora! Mas convém ter uma noção geral do teor calórico dos alimentos."
A endocrinologista Isabel do Carmo é autora de vários livros sobre controlo de peso e sabe que nem sempre as pessoas têm consciência daquilo que comem durante o dia e do que isso representa em termos calóricos. No livro 'Gordos, Magros e Assim Assim" fala das perturbações alimentares nos jovens e relata: "Muitas raparigas dizem-me que não percebem porque é que engordam. E as mães sublinham a questão: 'Eu bem vejo que ela come pouco, lá em casa só se comem cozidos e grelhados. Não há razão para engordar. Deve ser das glândulas...' Quando peço para me deixarem a sós com a filha, entramos mais em pormenor. E então passa-se a saber que, em casa, houve aquele pequeno-almoço com cereais dietéticos. Mas... a meio da manhã houve um café e um queque. É como se tivessem comido três pães, em termos de calorias!"
O número de calorias diárias para uma mulher varia consoante o seu peso, altura, intensidade diária de actividade física, quantidade de massa muscular. Mas, em média, anda entre as 1500 e 2500 calorias diárias. O problema é o aporte calórico dos tempos modernos ultrapassa em muito este valor e o gasto com actividades físicas diminuiu.
Não se refugiam em desculpas
No seu trabalho como coordenadora de uma clínica especializada em perda de peso, Teresa Branco ouve muitas justificações. "Algumas mulheres com excesso de peso escondem-se atrás do argumento de que pensam mais nos outros que nelas próprias, que não têm tempo para tratar de si, vêem-se como vítimas", observa Teresa Branco. "Parece-me que não estão preparadas para uma alteração de estilo de vida, não acham que emagrecer seja uma prioridade. No dia em que apanham um susto porque o médico lhes diz 'ou emagrece ou tem um ataque cardíaco', passam a ter tempo e achar que é prioritário. E não é verdade que os gordos sejam mais preocupados com os outros do que as pessoas magras."
Vivem ao pé do mar...
Não há estudos em Portugal que o permitam determinar, mas Teresa Branco está convicta da influência dos ares da praia. "Quem vive em zonas do país que facilitem mais a exposição do corpo, preocupa-se mais com controlo do peso", observa Teresa Branco. "Uma senhora que viveu uns anos em Inglaterra dizia-me que só percebeu como estava gorda depois de voltar a Portugal e vestir o biquini para ir à praia."
Coincidência ou não, o solarengo Algarve é a zona do país com menor incidência de obesidade, segundo dados de 2005 do Observatório Nacional de Saúde. Em comparação com os 16,3% de obesos no Alentejo, região que regista a maior taxa nacional, o Algarve tem apenas 11,8%.
Não param quietos!
"Há estudos que provam que as pessoas que conseguem controlar o peso para o resto da vida, são aquelas que fazem exercício", adianta a fisiologista. "Quem faz apenas regime alimentar sem exercício não consegue um controlo constante." O exercício regular ajuda-nos a tomar mais consciência do corpo e torna-nos mais disciplinados. "Tem aquilo a que chamamos um efeito agregador. Quem se exercita não gosta de cometer excessos alimentares, preocupa-se mais com aquilo que come, não vai comer uma entremeada a seguir ao ginásio. É importante ir ao ginásio pelo menos 3 vezes por semana. O resto dos dias devemos fazer um esforço por ter uma vida activa e caminhar bastante."
Uma ideia partilhada pelo especialista em medicina desportiva Themudo Barata, autor de 'Mexa-se... pela sua saúde', onde há boas notícias para quem quer começar agora: "É nos mais sedentários que são de esperar os efeitos benéficos mais pronunciados do aumento de actividade física." A estratégia para perder quilos e volume são os exercícios aeróbios: correr, andar de bicicleta, nadar, dançar, fazer marcha e caminhadas vigorosas, subir escadas em vez de usar o elevador.
http://activa.sapo.pt/belezaesaude/nutricao/2013/03/25/afinal-porque-e-que-ela-e-magra-e-eu-nao
Têm uma óptima relação com a comida
Quem o diz é Teresa Branco, fisiologista, investigadora da Faculdade Motricidade Humana e coordenadora da Clínica Metabólica, uma verdadeira perita em emagrecimento. "Estão de bem com o peso, com o corpo, não se culpabilizam com a boa comida, sentem verdadeiro prazer com ela, comem por intuição, ou seja, para a fome a que têm, enquanto a maioria das pessoas come acima da fome que tem. Quem tem uma boa relação com a comida não pensa nela como um prémio ou um castigo."
Comer é como dormir, exemplifica: uma necessidade básica e um prazer para muitos. Mas ninguém se castiga com quatro horas de sono a menos só porque, na noite anterior, dormiu dez em vez de oito. No entanto, a táctica é usada com a alimentação. Sempre que o fazemos somos sérios candidatos a comer demais em alturas de stress, depressão e tédio para nos compensar emocionalmente. A comida como prémio de consolação gera uma ansiedade e gula difíceis de controlar, geralmente de noite ou fora das atenções de terceiros, e é-nos transmitida desde a infância. "Ninguém diz a uma criança 'se te portas mal não vais dormir'. Mas diz-se frequentemente 'se te portas mal não comes chocolate'", recorda Teresa Branco.
Vigiam as porções dos alimentos
Em condições normais, o nosso estômago é do tamanho de uma mão fechada. Tudo bem, ele é elástico. Mas quanto mais comida lá metermos (e beber muita água às refeições também contribui para este fenómeno), mais ele se dilata e menor e mais demorada será a sensação de saciedade. Tradicionalmente, os portugueses não têm uma boa noção de porções ideais, diz Teresa Branco. "Só um prato cheio lhes proporciona prazer e saciedade. As porções de comida normalmente servidas nos restaurantes também não são as mais correctas: correspondem ao dobro e, às vezes, ao triplo do aconselhado!"
Um prato de sobremesa cheio poderá ser uma porção indicada para um almoço de uma mulher, confirma a fisiologista. Se a fome apertar, a solução racional é comer uma sopa ou uma salada antes. Sopas, guisados e alimentos com um elevado teor de água na sua composição são menos calóricos, mais saciantes e saudáveis.
Têm pais magros
A genética tem as costas largas no que respeita ao excesso de peso, dizem muitos especialistas de saúde pública. 'É de família, não há muito a fazer' é uma das justificações mais dadas por quem tem peso a mais. Mas será que ter pais gordos influi assim tanto nos nossos quilos mais?
Em 'Emagreça! Perca gordura e ganhe saúde', o médico Agnelo Martins e o farmacêutico António Hipólito de Aguiar, dizem que sim. Se os dois pais forem obesos, a tendência do filho para vir a sê-lo também é de 75%. Se apenas um dos progenitores for gordo, essa propensão continua a ser de 40%. Se ambos os pais forem magros, cai para apenas 10%, diz Gérard Apfeldorfer, psiquiatra francês que estudou a fundo a obesidade e as perturbações alimentares no livro 'Como, logo existo'. Mas este facto não se deve apenas à genética.
Como avisam os autores portugueses citados, " é preciso distinguir os factores genéticos das tradições alimentares da família. É que, nas famílias de obesos come-se mais e, sendo que é na infância que se formam as células adiposas (as que armazenam gordura), quanto mais uma criança comer, mais células destas se formam."
Quem tem antecedentes familiares de obesidade e hábitos alimentares pouco correctos deve ser acompanhado regularmente pelo médico de família ou nutricionista, desde a infância. Nunca é demais lembrar que Portugal tem a segunda maior taxa de obesidade infantil da União Europeia (31,5%).
Comem como os avós
Há 50 ou 60 anos, quando metade de Portugal vivia abaixo do limiar de pobreza, a ementa era muito restrita. Carne de porco e aves só de vez em quando; vaca, só quando em dias de festa. O peixe era mais comum mas muitas vezes tinha que dar para dois ou três irmãos. A base da alimentação era sopa, legumes cozidos vindos da horta familiar e alguns guisados. A única gordura usada era o azeite. Uma dieta de pobreza, que não traz grandes recordações aos mais velhos, mas que os médicos dizem agora ter feito maravilhas pela saúde dos portugueses: a célebre dieta mediterrânica. E foi a partir do momento em que a mesa ficou mais farta em carnes e gordura e que estes hábitos de saúde se perderam, que a obesidade e as doenças cardiovasculares dispararam.
As pesquisas científicas comprovam-no. O consumo regular de sopa diminui os riscos de obesidade nos adultos portugueses, diz um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. 40 mil inquéritos foram investigados e chegou-se à conclusão que um caldinho de legumes reduz a propensão para os quilos a mais em 11% nos homens e 14% nas mulheres. A fruta também nos ajuda e bem: reduz em 23% o risco de obesidade.
Fazem mais refeições ao longo do dia
Cinco refeições, pelo menos: para além das três refeições principais, comem a meio da manhã, a meio da tarde e muitos fazem uma pequena ceia antes de dormir. Por isso, sentem-se saciados por mais tempo e com menos. Saltar refeições faz disparar a fome e impele-nos a comer mais da próxima vez que nos sentarmos à mesa. "A grande maioria das pessoas diz que se controla muito bem o dia inteiro até às seis da tarde, muitas vezes até passando fome", diz Teresa Branco. O problema é a noite.
Tomam bons pequenos-almoços
"Quem tem uma boa relação com a comida geralmente acorda com fome", observa a fisiologista Teresa Branco. "O que é perfeitamente normal, porque estiveram oito ou mais horas sem comer. Se não têm fome de manhã, é porque comeram demais na noite anterior."
Uma pesquisa feita por investigadores da Universidade do Michigan, EUA, publicado em Setembro de 2005 no Jornal da Associação Dietética Americana, concluiu que as mulheres que tomam pequeno-almoço têm 24% a menos de possibilidades de virem a sofrer de excesso de peso. Se preferirem cereais integrais, têm 30% menos hipóteses de engordar. A pesquisa incidiu sobre os dados de 4 mil homens e mulheres com mais de 19 anos.
Contam calorias e pesam-se mais
Parece um exagero ao comum dos mortais, não? Mas não reflecte necessariamente um comportamento obsessivo, diz Teresa Branco, que confessa ir à balança diariamente. A vantagem desta monitorização constante do peso é poder agir logo quando ele aumenta. "Quem evita a balança, fá-lo porque, na verdade, está preocupado", analisa a fisiologista. "É claro que não é preciso pesar os alimentos e contar colorias com a calculadora! Mas convém ter uma noção geral do teor calórico dos alimentos."
A endocrinologista Isabel do Carmo é autora de vários livros sobre controlo de peso e sabe que nem sempre as pessoas têm consciência daquilo que comem durante o dia e do que isso representa em termos calóricos. No livro 'Gordos, Magros e Assim Assim" fala das perturbações alimentares nos jovens e relata: "Muitas raparigas dizem-me que não percebem porque é que engordam. E as mães sublinham a questão: 'Eu bem vejo que ela come pouco, lá em casa só se comem cozidos e grelhados. Não há razão para engordar. Deve ser das glândulas...' Quando peço para me deixarem a sós com a filha, entramos mais em pormenor. E então passa-se a saber que, em casa, houve aquele pequeno-almoço com cereais dietéticos. Mas... a meio da manhã houve um café e um queque. É como se tivessem comido três pães, em termos de calorias!"
O número de calorias diárias para uma mulher varia consoante o seu peso, altura, intensidade diária de actividade física, quantidade de massa muscular. Mas, em média, anda entre as 1500 e 2500 calorias diárias. O problema é o aporte calórico dos tempos modernos ultrapassa em muito este valor e o gasto com actividades físicas diminuiu.
Não se refugiam em desculpas
No seu trabalho como coordenadora de uma clínica especializada em perda de peso, Teresa Branco ouve muitas justificações. "Algumas mulheres com excesso de peso escondem-se atrás do argumento de que pensam mais nos outros que nelas próprias, que não têm tempo para tratar de si, vêem-se como vítimas", observa Teresa Branco. "Parece-me que não estão preparadas para uma alteração de estilo de vida, não acham que emagrecer seja uma prioridade. No dia em que apanham um susto porque o médico lhes diz 'ou emagrece ou tem um ataque cardíaco', passam a ter tempo e achar que é prioritário. E não é verdade que os gordos sejam mais preocupados com os outros do que as pessoas magras."
Vivem ao pé do mar...
Não há estudos em Portugal que o permitam determinar, mas Teresa Branco está convicta da influência dos ares da praia. "Quem vive em zonas do país que facilitem mais a exposição do corpo, preocupa-se mais com controlo do peso", observa Teresa Branco. "Uma senhora que viveu uns anos em Inglaterra dizia-me que só percebeu como estava gorda depois de voltar a Portugal e vestir o biquini para ir à praia."
Coincidência ou não, o solarengo Algarve é a zona do país com menor incidência de obesidade, segundo dados de 2005 do Observatório Nacional de Saúde. Em comparação com os 16,3% de obesos no Alentejo, região que regista a maior taxa nacional, o Algarve tem apenas 11,8%.
Não param quietos!
"Há estudos que provam que as pessoas que conseguem controlar o peso para o resto da vida, são aquelas que fazem exercício", adianta a fisiologista. "Quem faz apenas regime alimentar sem exercício não consegue um controlo constante." O exercício regular ajuda-nos a tomar mais consciência do corpo e torna-nos mais disciplinados. "Tem aquilo a que chamamos um efeito agregador. Quem se exercita não gosta de cometer excessos alimentares, preocupa-se mais com aquilo que come, não vai comer uma entremeada a seguir ao ginásio. É importante ir ao ginásio pelo menos 3 vezes por semana. O resto dos dias devemos fazer um esforço por ter uma vida activa e caminhar bastante."
Uma ideia partilhada pelo especialista em medicina desportiva Themudo Barata, autor de 'Mexa-se... pela sua saúde', onde há boas notícias para quem quer começar agora: "É nos mais sedentários que são de esperar os efeitos benéficos mais pronunciados do aumento de actividade física." A estratégia para perder quilos e volume são os exercícios aeróbios: correr, andar de bicicleta, nadar, dançar, fazer marcha e caminhadas vigorosas, subir escadas em vez de usar o elevador.
http://activa.sapo.pt/belezaesaude/nutricao/2013/03/25/afinal-porque-e-que-ela-e-magra-e-eu-nao
quarta-feira, 13 de março de 2013
Perder peso? Misturem cereais!
As pressas matinais levam-nos a optar por cereais de pequeno-almoço industriais com demasiada frequência.
São
práticos, rápidos, saborosos! Mas também são caros e carregados de açúcares que
não interessam à linha e saúde de ninguém. Mesmo com as recentes reduções
feitas por algumas marcas, a percentagem de açúcares simples continua a ser um
exagero: por cada 100gr têm, pelo menos, 25gr de açúcar! Algumas variedades
chegam mesmo às 40gr!!! É um absurdo e um insulto à nossa condição de
consumidor.
É
verdade que não são um produto essencial e que podemos optar por
pequenos-almoços bem mais saudáveis, mas se não conseguem abdicar deste tipo de
cereais, então tenho uma sugestão que vai poupar a carteira e a balança!
Em
vez de uma taça cheia dos cereais favoritos, basta misturar metade desses
mesmos cereais com outra metade de corn flakes simples. Estes têm açúcares na
mesma, mas bem menos (os que temos cá em casa têm 7,1gr por cada 100gr). E os
de marca branca custam um terço dos outros cereais (a última caixa custou-nos
€0,99).
Conserva-se
a saúde, ajuda-se a redução de peso e poupa-se na conta de supermercado!
Boas
misturas!
domingo, 3 de março de 2013
Sol: Psiquiatras preocupados com 'craving', desejo incontrolável de comer chocolate
O desejo irreprimível pelo consumo de chocolate, conhecido como "craving", deve merecer mais atenção dos profissionais de saúde, pois está associado a diversos problemas, como obesidade ou depressão, alertam especialistas em psiquiatria.
Um estudo sobre "craving" por chocolate, publicado na última edição da revista científica da Ordem dos Médicos (Ata Médica Portuguesa), define-o como "um desejo intenso, intrusivo e irreprimível pelo consumo de chocolate".
Ana Luísa Almada e Manuela Silva, do serviço de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, são as autoras do estudo, que concluiu que o "craving" por chocolate está associado a problemas de saúde como a obesidade, a depressão, a ansiedade e o consumo de substâncias.
Em declarações à agência Lusa, Ana Luísa Almada lembrou ainda os "inúmeros os problemas de saúde ligados à obesidade, incluindo a diabetes tipo 2, a hipertensão, a doença arterial coronária e o acidente vascular cerebral".
Além disso, adiantou, a morbilidade relacionada com obesidade leva a mais hospitalização, mortalidade e custos.
Os "dependentes" têm "pensamentos obsessivos, sentimentos de perda de controlo ou compulsão, capazes de promover comportamentos de busca da substância desejada para obter um estado elevado de prazer, energia ou excitação", que neste caso é o chocolate.
Esta não é uma substância qualquer, como lembram as autoras, já que "crenças populares conferem ao chocolate propriedades estimulantes, relaxantes, euforizantes, afrodisíacas, tonificantes e antidepressivas", lê-se no estudo.
Mas "o chocolate é também entendido como um alimento pouco saudável, carente de valor nutricional, e estigmatizado por associações com a obesidade e o pecado", pelo que "desencadeia sentimentos de ambivalência".
A "dependência" por chocolate também não é uma classificação unânime, com alguns especialistas a considerarem excessivo rotular o "craving" como uma adição, enquanto outros entendem tratar-se de um comportamento aditivo, porque pode provocar, em pessoas susceptíveis, "reacções psicofarmacologias e comportamentais semelhantes às que aparecem em perturbações aditivas".
Para Ana Luísa Almada, "existem vários graus de "craving": nos mais graves, em que se encontram preenchidos os critérios para dependência, considero que o "craving" por chocolate pode ser considerado uma adição. Nos mais ligeiros, considero excessivo rotular o "craving" por chocolate como uma adição, pois muitas vezes existe uma confusão terminológica entre o gostar, o desejar e o "craving"".
Na origem do "craving" por chocolate podem estar factores biológicos ou psicológicos, embora inicialmente se presumisse que tinha uma base fisiológica devido à diferença entre géneros, à tendência temporal para os "cravings" ocorrerem no final da tarde ou no início da noite e à forte relação entre o ciclo menstrual e o "craving" por chocolate e por outros doces.
No estudo lê-se que o chocolate é consumido "em momentos de stresse emocional, devido às suas propriedades reconfortantes, para proporcionar distracção, relaxamento e melhores estados emocionais".
"O ganho ponderal causado pela ingestão emocional de alimentos pode exacerbar estados aversivos de humor, que por sua vez podem desencadear um novo ciclo emocional de alimentação e aumento de peso".
As especialistas recordam que não existe "um tratamento específico" para esta prática clínica e que, por isso, a abordagem terapêutica baseia-se em "estratégias psicológicas e nas estratégias terapêuticas das adições, da obesidade e de outras condições associadas".
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=69063
Um estudo sobre "craving" por chocolate, publicado na última edição da revista científica da Ordem dos Médicos (Ata Médica Portuguesa), define-o como "um desejo intenso, intrusivo e irreprimível pelo consumo de chocolate".
Ana Luísa Almada e Manuela Silva, do serviço de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, são as autoras do estudo, que concluiu que o "craving" por chocolate está associado a problemas de saúde como a obesidade, a depressão, a ansiedade e o consumo de substâncias.
Em declarações à agência Lusa, Ana Luísa Almada lembrou ainda os "inúmeros os problemas de saúde ligados à obesidade, incluindo a diabetes tipo 2, a hipertensão, a doença arterial coronária e o acidente vascular cerebral".
Além disso, adiantou, a morbilidade relacionada com obesidade leva a mais hospitalização, mortalidade e custos.
Os "dependentes" têm "pensamentos obsessivos, sentimentos de perda de controlo ou compulsão, capazes de promover comportamentos de busca da substância desejada para obter um estado elevado de prazer, energia ou excitação", que neste caso é o chocolate.
Esta não é uma substância qualquer, como lembram as autoras, já que "crenças populares conferem ao chocolate propriedades estimulantes, relaxantes, euforizantes, afrodisíacas, tonificantes e antidepressivas", lê-se no estudo.
Mas "o chocolate é também entendido como um alimento pouco saudável, carente de valor nutricional, e estigmatizado por associações com a obesidade e o pecado", pelo que "desencadeia sentimentos de ambivalência".
A "dependência" por chocolate também não é uma classificação unânime, com alguns especialistas a considerarem excessivo rotular o "craving" como uma adição, enquanto outros entendem tratar-se de um comportamento aditivo, porque pode provocar, em pessoas susceptíveis, "reacções psicofarmacologias e comportamentais semelhantes às que aparecem em perturbações aditivas".
Para Ana Luísa Almada, "existem vários graus de "craving": nos mais graves, em que se encontram preenchidos os critérios para dependência, considero que o "craving" por chocolate pode ser considerado uma adição. Nos mais ligeiros, considero excessivo rotular o "craving" por chocolate como uma adição, pois muitas vezes existe uma confusão terminológica entre o gostar, o desejar e o "craving"".
Na origem do "craving" por chocolate podem estar factores biológicos ou psicológicos, embora inicialmente se presumisse que tinha uma base fisiológica devido à diferença entre géneros, à tendência temporal para os "cravings" ocorrerem no final da tarde ou no início da noite e à forte relação entre o ciclo menstrual e o "craving" por chocolate e por outros doces.
No estudo lê-se que o chocolate é consumido "em momentos de stresse emocional, devido às suas propriedades reconfortantes, para proporcionar distracção, relaxamento e melhores estados emocionais".
"O ganho ponderal causado pela ingestão emocional de alimentos pode exacerbar estados aversivos de humor, que por sua vez podem desencadear um novo ciclo emocional de alimentação e aumento de peso".
As especialistas recordam que não existe "um tratamento específico" para esta prática clínica e que, por isso, a abordagem terapêutica baseia-se em "estratégias psicológicas e nas estratégias terapêuticas das adições, da obesidade e de outras condições associadas".
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=69063
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Público: Na fórmula mágica do leite materno há 700 espécies de bactérias
São centenas de milhões de anos de evolução que estão concentrados no primeiro alimento de qualquer mamífero. Agora, sabe-se que a complexidade do leite materno envolve mais um factor. Quando um bebé humano bebe pela primeira vez o colostro, o leite que a mãe produz logo a seguir ao parto, está a levar à boca mais de 700 espécies diferentes de bactérias que vão definir para sempre a flora do seu tubo digestivo, revela um estudo publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition.
O leite é um alimento que está adaptado às espécies. Nos cangurus, onde o desenvolvimento fora da placenta começa mais cedo, a composição do leite vai-se transformando à medida que a cria, na bolsa da mãe, cresce e desenvolve ora o cérebro, ora as unhas e o pêlo. E quando duas mamas são usadas por cangurus com idades diferentes, o leite de cada uma é adequado a cada um deles.
Nos países em desenvolvimento, nos primeiros seis meses de vida de um bebé, a amamentação aumenta seis vezes a hipótese de sobrevivência e evita a diarreia e infecções pulmonares. "O leite materno dá os nutrientes, as vitaminas e os minerais necessários a uma criança nos primeiros seis meses e ainda anticorpos da mãe que ajudam a combater doenças", lê-se no site da UNICEF.
Só há pouco tempo se descobriu que há bactérias no leite materno, mas as suas características continuam a surpreender. Uma equipa espanhola analisou agora, em três momentos distintos, as bactérias do leite que 18 mulheres produziram depois de terem filhos: à nascença, um mês e seis meses depois. As técnicas moleculares permitiram identificar as bactérias presentes em maior e em menor quantidade.
A equipa descobriu que o colostro tem mais de 700 espécies diferentes e é dominado por bactérias ácido-lácticas do género da Weisella e da Leuconostoce por outras como os Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus. Ao fim de um mês e seis meses, o que passa a dominar são géneros típicos da cavidade oral: Veillonella, Leptotrichia e Provetella.
Mas que função terão? "Talvez as bactérias do leite materno sejam estimuladores imunitários para reconhecer bactérias específicas e para lutarem contra outras", responderam ao PÚBLICO, por email, Alex Mira e María Carmen Collado, dois dos autores do artigo que pertencem, respectivamente, ao Instituto de Agroquímica e Tecnologia do Alimento, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, e ao Centro Superior de Investigação em Saúde Pública, em Valência. "Se isto for verdade, o sistema imunitário materno pode regular as bactérias a que o bebé é exposto de uma forma atempada e a falta desta modulação pode ter consequências importantes no desenvolvimento da flora microbiana da criança e na maturação do seu sistema imunitário."
Via interna de transmissão
Quando os investigadores compararam as bactérias do leite em mulheres com um peso normal e obesas notaram uma diferença importante na composição. As bactérias do leite das mulheres obesas eram menos diversas. Esta mudança pode ser um "mecanismo adicional que explica o maior risco de obesidade dos filhos de mães obesas", lê-se no artigo.
Outra surpresa foi a composição bacteriana do leite das mães que fizeram uma cesariana programada, em relação a mães que tiveram um parto natural ou que, durante o parto, foram obrigadas a fazer uma cesariana. As bactérias no leite eram diferentes e menos diversas. "Isto poderá ter consequências nas alergias, na asma e noutras doenças influenciadas por uma resposta imunitária deficiente", dizem os dois autores.
Ainda ninguém sabe ao certo como é que as bactérias aparecem no leite. A equipa analisou a composição bacteriana da pele das mães e dos bebés, do sistema digestivo das mães, da flora vaginal, mas a composição do leite é única. Supõe-se que seja por uma via interna, controlada pelo sistema imunitário, que bactérias específicas do tubo digestivo chegam ao leite. Esta transmissão pode ser influenciada pelo stress fisiológico e pela descarga hormonal do parto, já que nas cesarianas não programadas a composição bacteriana do leite da mãe é semelhante à do leite de mulheres que tiveram parto natural.
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/na-formula-magica-do-leite-materno-ha-700-especies-de-bacterias-1581019
O leite é um alimento que está adaptado às espécies. Nos cangurus, onde o desenvolvimento fora da placenta começa mais cedo, a composição do leite vai-se transformando à medida que a cria, na bolsa da mãe, cresce e desenvolve ora o cérebro, ora as unhas e o pêlo. E quando duas mamas são usadas por cangurus com idades diferentes, o leite de cada uma é adequado a cada um deles.
Nos países em desenvolvimento, nos primeiros seis meses de vida de um bebé, a amamentação aumenta seis vezes a hipótese de sobrevivência e evita a diarreia e infecções pulmonares. "O leite materno dá os nutrientes, as vitaminas e os minerais necessários a uma criança nos primeiros seis meses e ainda anticorpos da mãe que ajudam a combater doenças", lê-se no site da UNICEF.
Só há pouco tempo se descobriu que há bactérias no leite materno, mas as suas características continuam a surpreender. Uma equipa espanhola analisou agora, em três momentos distintos, as bactérias do leite que 18 mulheres produziram depois de terem filhos: à nascença, um mês e seis meses depois. As técnicas moleculares permitiram identificar as bactérias presentes em maior e em menor quantidade.
A equipa descobriu que o colostro tem mais de 700 espécies diferentes e é dominado por bactérias ácido-lácticas do género da Weisella e da Leuconostoce por outras como os Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus. Ao fim de um mês e seis meses, o que passa a dominar são géneros típicos da cavidade oral: Veillonella, Leptotrichia e Provetella.
Mas que função terão? "Talvez as bactérias do leite materno sejam estimuladores imunitários para reconhecer bactérias específicas e para lutarem contra outras", responderam ao PÚBLICO, por email, Alex Mira e María Carmen Collado, dois dos autores do artigo que pertencem, respectivamente, ao Instituto de Agroquímica e Tecnologia do Alimento, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, e ao Centro Superior de Investigação em Saúde Pública, em Valência. "Se isto for verdade, o sistema imunitário materno pode regular as bactérias a que o bebé é exposto de uma forma atempada e a falta desta modulação pode ter consequências importantes no desenvolvimento da flora microbiana da criança e na maturação do seu sistema imunitário."
Via interna de transmissão
Quando os investigadores compararam as bactérias do leite em mulheres com um peso normal e obesas notaram uma diferença importante na composição. As bactérias do leite das mulheres obesas eram menos diversas. Esta mudança pode ser um "mecanismo adicional que explica o maior risco de obesidade dos filhos de mães obesas", lê-se no artigo.
Outra surpresa foi a composição bacteriana do leite das mães que fizeram uma cesariana programada, em relação a mães que tiveram um parto natural ou que, durante o parto, foram obrigadas a fazer uma cesariana. As bactérias no leite eram diferentes e menos diversas. "Isto poderá ter consequências nas alergias, na asma e noutras doenças influenciadas por uma resposta imunitária deficiente", dizem os dois autores.
Ainda ninguém sabe ao certo como é que as bactérias aparecem no leite. A equipa analisou a composição bacteriana da pele das mães e dos bebés, do sistema digestivo das mães, da flora vaginal, mas a composição do leite é única. Supõe-se que seja por uma via interna, controlada pelo sistema imunitário, que bactérias específicas do tubo digestivo chegam ao leite. Esta transmissão pode ser influenciada pelo stress fisiológico e pela descarga hormonal do parto, já que nas cesarianas não programadas a composição bacteriana do leite da mãe é semelhante à do leite de mulheres que tiveram parto natural.
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/na-formula-magica-do-leite-materno-ha-700-especies-de-bacterias-1581019
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Diário Digital: Comer fora de casa eleva risco de excesso de peso e hipertensão
Quem tem o hábito de comer fora de casa tem maior risco de excesso de peso. Essa é a conclusão de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que também mostrou que a variedade de alimentos consumidos em restaurantes e cafetarias, mais ricos em gordura, está associada a um maior índice de hipertensão.
O estudo baseou-se em dados do Inquérito de Saúde de Base Populacional no Município de São Paulo (ISA-Capital), feito entre 2008 e 2009 e financiado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 834 pessoas entrevistadas, entre adolescentes, adultos e idosos, das quais 32% afirmaram fazer pelo menos uma refeição fora de casa por dia.
Segundo os resultados da pesquisa, 59% dos frequentadores de restaurantes apresentam excesso de peso ou obesidade. Já na população geral adulta da cidade de São Paulo 47,9% enquadra-se na categoria de excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigilância de Factores de Risco e Protecção para Doenças Crónicas por Inquérito Telefónico (Vigitel) de 2011. Ainda segundo o estudo, 26% dos que comem fora têm hipertensão. Na população geral, de acordo com a Vigitel, esse índice é de 22,5%.
As refeições mais frequentemente realizadas fora são as intermediárias, como o pequeno-almoço ou o lanche: 45% dos que comem fora afirmaram ter consumido essas refeições em estabelecimentos comerciais; 30% consomem o almoço; 15% consomem o pequeno-almoço e 10% consomem o jantar.
A média de calorias consumidas fora de casa por refeição foi de 628 calorias.
Segundo a autora do estudo, a nutricionista Bartira Gorgulho, o consumo de alimentos gordurosos é facilitado em restaurantes e cafetarias. “De maneira geral, as pessoas comem mal independentemente do lugar. Observamos que, quando comem fora de casa, há um consumo maior de gordura. A oferta de gordura é maior e as pessoas procuram comer o que não têm tanta oportunidade de comer dentro de casa, como uma variedade maior de carnes e frituras, observa.
Bartira acrescenta que é perfeitamente possível ter uma alimentação saudável fora de casa sem gastar muito com isso. Restaurantes com comida ao peso, por exemplo, geralmente oferecem várias opções de verduras e legumes.
Na opinião do nutricionista Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutricionismo (Abran), quem come fora de casa não costuma observar o tamanho das porções e, com isso, corre o risco de exagerar. Ele observa que pratos maiores oferecidos pelos restaurantes podem induzir as pessoas a pegar mais comida.
A comida ao peso é uma grande invenção, mas é preciso reflectir o que vai escolher”, diz o nutricionista. Um dos erros mais comuns, segundo ele, é servir-se de vários tipos de hidratos de carbono - juntando num mesmo prato arroz, puré de batata e massa, por exemplo - ou vários tipos de proteína, como carne bovina, enchidos e frango. “Por outro lado, o espaço para salada geralmente é pequeno. As pessoas não têm tendência para dar preferência às saladas. É o erro muito comum, aponta Ribas Filho.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=614190
O estudo baseou-se em dados do Inquérito de Saúde de Base Populacional no Município de São Paulo (ISA-Capital), feito entre 2008 e 2009 e financiado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 834 pessoas entrevistadas, entre adolescentes, adultos e idosos, das quais 32% afirmaram fazer pelo menos uma refeição fora de casa por dia.
Segundo os resultados da pesquisa, 59% dos frequentadores de restaurantes apresentam excesso de peso ou obesidade. Já na população geral adulta da cidade de São Paulo 47,9% enquadra-se na categoria de excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigilância de Factores de Risco e Protecção para Doenças Crónicas por Inquérito Telefónico (Vigitel) de 2011. Ainda segundo o estudo, 26% dos que comem fora têm hipertensão. Na população geral, de acordo com a Vigitel, esse índice é de 22,5%.
As refeições mais frequentemente realizadas fora são as intermediárias, como o pequeno-almoço ou o lanche: 45% dos que comem fora afirmaram ter consumido essas refeições em estabelecimentos comerciais; 30% consomem o almoço; 15% consomem o pequeno-almoço e 10% consomem o jantar.
A média de calorias consumidas fora de casa por refeição foi de 628 calorias.
Segundo a autora do estudo, a nutricionista Bartira Gorgulho, o consumo de alimentos gordurosos é facilitado em restaurantes e cafetarias. “De maneira geral, as pessoas comem mal independentemente do lugar. Observamos que, quando comem fora de casa, há um consumo maior de gordura. A oferta de gordura é maior e as pessoas procuram comer o que não têm tanta oportunidade de comer dentro de casa, como uma variedade maior de carnes e frituras, observa.
Bartira acrescenta que é perfeitamente possível ter uma alimentação saudável fora de casa sem gastar muito com isso. Restaurantes com comida ao peso, por exemplo, geralmente oferecem várias opções de verduras e legumes.
Na opinião do nutricionista Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutricionismo (Abran), quem come fora de casa não costuma observar o tamanho das porções e, com isso, corre o risco de exagerar. Ele observa que pratos maiores oferecidos pelos restaurantes podem induzir as pessoas a pegar mais comida.
A comida ao peso é uma grande invenção, mas é preciso reflectir o que vai escolher”, diz o nutricionista. Um dos erros mais comuns, segundo ele, é servir-se de vários tipos de hidratos de carbono - juntando num mesmo prato arroz, puré de batata e massa, por exemplo - ou vários tipos de proteína, como carne bovina, enchidos e frango. “Por outro lado, o espaço para salada geralmente é pequeno. As pessoas não têm tendência para dar preferência às saladas. É o erro muito comum, aponta Ribas Filho.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=614190
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Perder peso? Comam sopa!
Lembram-se
de vos ter falado que, antes de engravidar da Migalhinha, fiz um esforço por
perder aqueles quilinhos a mais que por aqui insistiam ficar?
Pois
bem, mesmo que não estejam a pensar numa gravidez para breve, perder o excesso
de peso nunca fez mal a ninguém e ajudará a melhorar a auto-estima, a saúde, o
bem-estar e ajudará também a que aquelas calças de ganga tão giras voltem a
caber no rabo!
A
dica de hoje para ajudar na perda do excesso de peso é fácil, é barata e dá milhões...
de saúde :)
Comecem
todos os almoços e jantares com uma nutritiva e saborosa sopa! Irão estar a
consumir uma batelada de vitaminas e minerais que ajudarão a vossa saúde e irão
estar a contribuir para um menor consumo do chamado segundo prato, ajudando na
perda de peso.
Pensem
também que é um excelente hábito para mostrar às crianças a importância da sopa
(é pelo exemplo que eles adquirem hábitos!!!) e também uma maneira de reduzir a
conta do supermercado, pois estarão a consumir menos quantidade do prato
seguinte.
E
atenção, canja e afins não contam como sopa!
Boa
sopa!
domingo, 30 de dezembro de 2012
Diário Digital: Taxa de obesidade infantil nos EUA diminui pela primeira vez em 30 anos
A taxa de obesidade em crianças nos Estados Unidos diminuiu pela primeira vez, depois de mais do que triplicar nos últimos 30 anos, revelou um estudo dos Centros Americanos para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).
A taxa de obesidade em crianças com idades entre os 2 e 4 anos de famílias de baixos rendimentos que beneficiaram de programas federais de alimentação atingiu um pico em 2004, antes de diminuir ligeiramente em 2010.
«Do nosso conhecimento, este é o primeiro estudo nacional que mostra que a prevalência da obesidade e obesidade extrema entre as crianças americanas começou a declinar», escreveu Liping Pan, principal autor do estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana.
«Os resultados deste estudo demonstram modestos progressos recentes na prevenção da obesidade entre as crianças. Eles podem ter consequências importantes por causa dos riscos da obesidade e da obesidade extrema na primeira infância para a saúde ao longo da vida», disse.
O estudo mostra que a obesidade é mais prevalente em famílias mais pobres e de minorias.
Os pesquisadores analisaram dados de um sistema de vigilância da nutrição pediátrica, que cobre quase metade das crianças elegíveis para os programas de ajuda alimentar federais.
Desta forma, foram capazes de ter acesso ao tamanho e peso de cerca de 27,5 milhões de crianças com idades compreendidas entre 2 e 4 anos, em 30 Estados do país.
Os números mostram que a taxa de obesidade das crianças aumentou de 13,05% em 1998 para 15,36% em 2004, antes de diminuir para 14,94% em 2010.
Já as taxas de obesidade extrema entre as crianças passaram de 1,75% em 1998 para 2,22% em 2004, antes de cair para 2,07% em 2010, segundo o estudo.
Mais de um terço das crianças americanas estavam acima do peso em 2008, de acordo com o CDC. A taxa de obesidade de crianças entre seis e 11 anos aumentou de 7% em 1980 para 20% em 2008. A dos adolescentes entre 12 e 19 anos passou de 5% a 18% durante o mesmo período.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=608135
A taxa de obesidade em crianças com idades entre os 2 e 4 anos de famílias de baixos rendimentos que beneficiaram de programas federais de alimentação atingiu um pico em 2004, antes de diminuir ligeiramente em 2010.
«Do nosso conhecimento, este é o primeiro estudo nacional que mostra que a prevalência da obesidade e obesidade extrema entre as crianças americanas começou a declinar», escreveu Liping Pan, principal autor do estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana.
«Os resultados deste estudo demonstram modestos progressos recentes na prevenção da obesidade entre as crianças. Eles podem ter consequências importantes por causa dos riscos da obesidade e da obesidade extrema na primeira infância para a saúde ao longo da vida», disse.
O estudo mostra que a obesidade é mais prevalente em famílias mais pobres e de minorias.
Os pesquisadores analisaram dados de um sistema de vigilância da nutrição pediátrica, que cobre quase metade das crianças elegíveis para os programas de ajuda alimentar federais.
Desta forma, foram capazes de ter acesso ao tamanho e peso de cerca de 27,5 milhões de crianças com idades compreendidas entre 2 e 4 anos, em 30 Estados do país.
Os números mostram que a taxa de obesidade das crianças aumentou de 13,05% em 1998 para 15,36% em 2004, antes de diminuir para 14,94% em 2010.
Já as taxas de obesidade extrema entre as crianças passaram de 1,75% em 1998 para 2,22% em 2004, antes de cair para 2,07% em 2010, segundo o estudo.
Mais de um terço das crianças americanas estavam acima do peso em 2008, de acordo com o CDC. A taxa de obesidade de crianças entre seis e 11 anos aumentou de 7% em 1980 para 20% em 2008. A dos adolescentes entre 12 e 19 anos passou de 5% a 18% durante o mesmo período.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=608135
sábado, 22 de dezembro de 2012
Jornal de Notícias: Excesso de peso afeta mais de metade das crianças portuguesas
Mais de metade das crianças com menos de cinco anos tem excesso de peso, uma realidade "preocupante" que mostra que estamos a falhar na prevenção da obesidade, alerta uma especialista da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação.
Os resultados constam de um estudo realizado por esta instituição científica, com representatividade nacional, que mostrou que as crianças e adolescentes apresentam peso superior, altura inferior e índice de massa corporal superior aos valores de referência usados pela Direção Geral da Saúde, sendo esta prevalência mais elevada nos rapazes (32,5%) do que nas raparigas (24,6%).
De acordo com o estudo, a prevalência de excesso de peso é superior nas crianças mais novas, sendo de 57,6% entre os zero e os 2 anos, 49,1% dos 3 aos 5 anos, de 31,9% dos 6 aos 9 anos e de 17,7% entre os 10 e os 13 anos.
Para a nutricionista Maria Daniel Vaz de Almeida, uma das coordenadoras do estudo, esta prevalência de excesso de peso nas crianças é mais preocupante, pelo risco de se "vir a tornar crónica e trazer com ela todo um cortejo de doenças e de má qualidade de vida".
"Estes dados indicam que estamos a falhar na prevenção da obesidade. Será necessário haver uma política que identifique a obesidade como um problema de saúde pública e sobretudo prevenir e parar antes que comece", afirmou a especialista que defende uma política nutricional integrada com vários ministérios.
Para Maria Daniel Vaz de Almeida, não basta fazer campanhas de sensibilização, pois estes resultados demonstram que tem que se atuar ao nível da oferta alimentar nas escolas e de proporcionar mais espaço para uma vida mais ativa.
"Sabemos que a maior parte das pessoas até consegue identificar o problema, mas há aqui qualquer coisa que falha. É preciso ver como se traduz aconselhamento numa vida mais saudável e mais ativa", acrescentou.
A responsável não esconde preocupação com as dificuldades económicas que o país atravessa, acreditando que a obesidade vai disparar nos próximos tempos.
"Iremos assistir provavelmente a um aumento de obesidade, por causa dos produtos mais ricos em açúcar que são mais baratos. É um paradoxo, mas vai haver mais obesidade com as pessoas a comer pior, a optar por uma oferta alimentar com densidade energética muito elevada, mas mais barata do que fruta e produtos hortícolas", alerta.
Ao nível dos adultos, o mais surpreendente para a nutricionista foi constatar que se verificou um decréscimo de obesidade e excesso de peso nas mulheres, "o que é bom indicador".
"Nos homens mantém-se a tendência ou sobe, sobretudo a partir dos 30 anos", uma realidade que a responsável explica pelo facto de as mulheres serem mais sensíveis e haver uma maior pressão social quanto à imagem corporal e ao peso.
O estudo mostra que entre os adultos, 38,2% das mulheres e 64,5% dos homens têm excesso de peso, embora seja entre o sexo feminino que se regista maior risco cardiovascular (31% mulheres e 28% homens) devido aos valores de perímetro da cintura.
Relativamente á distribuição geográfica, os Açores é a região com maior prevalência de excesso de peso entre as crianças e o Algarve a região com menor prevalência.
No que respeita aos adultos, os piores resultados encontram-se nos Açores, na Madeira e no Alentejo.
Maria Daniel Vaz de Almeida sublinhou que relativamente aos adultos os dados estão completos, mas em relação às crianças são ainda parciais, faltando os da "ingestão alimentar", que deverão estar prontos dentro de dois meses.
Estes dados permitirão "identificar grupos de risco e perceber por que é que a realidade é esta".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2954821
Os resultados constam de um estudo realizado por esta instituição científica, com representatividade nacional, que mostrou que as crianças e adolescentes apresentam peso superior, altura inferior e índice de massa corporal superior aos valores de referência usados pela Direção Geral da Saúde, sendo esta prevalência mais elevada nos rapazes (32,5%) do que nas raparigas (24,6%).
De acordo com o estudo, a prevalência de excesso de peso é superior nas crianças mais novas, sendo de 57,6% entre os zero e os 2 anos, 49,1% dos 3 aos 5 anos, de 31,9% dos 6 aos 9 anos e de 17,7% entre os 10 e os 13 anos.
Para a nutricionista Maria Daniel Vaz de Almeida, uma das coordenadoras do estudo, esta prevalência de excesso de peso nas crianças é mais preocupante, pelo risco de se "vir a tornar crónica e trazer com ela todo um cortejo de doenças e de má qualidade de vida".
"Estes dados indicam que estamos a falhar na prevenção da obesidade. Será necessário haver uma política que identifique a obesidade como um problema de saúde pública e sobretudo prevenir e parar antes que comece", afirmou a especialista que defende uma política nutricional integrada com vários ministérios.
Para Maria Daniel Vaz de Almeida, não basta fazer campanhas de sensibilização, pois estes resultados demonstram que tem que se atuar ao nível da oferta alimentar nas escolas e de proporcionar mais espaço para uma vida mais ativa.
"Sabemos que a maior parte das pessoas até consegue identificar o problema, mas há aqui qualquer coisa que falha. É preciso ver como se traduz aconselhamento numa vida mais saudável e mais ativa", acrescentou.
A responsável não esconde preocupação com as dificuldades económicas que o país atravessa, acreditando que a obesidade vai disparar nos próximos tempos.
"Iremos assistir provavelmente a um aumento de obesidade, por causa dos produtos mais ricos em açúcar que são mais baratos. É um paradoxo, mas vai haver mais obesidade com as pessoas a comer pior, a optar por uma oferta alimentar com densidade energética muito elevada, mas mais barata do que fruta e produtos hortícolas", alerta.
Ao nível dos adultos, o mais surpreendente para a nutricionista foi constatar que se verificou um decréscimo de obesidade e excesso de peso nas mulheres, "o que é bom indicador".
"Nos homens mantém-se a tendência ou sobe, sobretudo a partir dos 30 anos", uma realidade que a responsável explica pelo facto de as mulheres serem mais sensíveis e haver uma maior pressão social quanto à imagem corporal e ao peso.
O estudo mostra que entre os adultos, 38,2% das mulheres e 64,5% dos homens têm excesso de peso, embora seja entre o sexo feminino que se regista maior risco cardiovascular (31% mulheres e 28% homens) devido aos valores de perímetro da cintura.
Relativamente á distribuição geográfica, os Açores é a região com maior prevalência de excesso de peso entre as crianças e o Algarve a região com menor prevalência.
No que respeita aos adultos, os piores resultados encontram-se nos Açores, na Madeira e no Alentejo.
Maria Daniel Vaz de Almeida sublinhou que relativamente aos adultos os dados estão completos, mas em relação às crianças são ainda parciais, faltando os da "ingestão alimentar", que deverão estar prontos dentro de dois meses.
Estes dados permitirão "identificar grupos de risco e perceber por que é que a realidade é esta".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2954821
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Reduzir o consumo de açúcar
O
último, e mais difícil objectivo da nossa adopção de uma alimentação saudável,
foi a redução do consumo de açúcar. Não foi por acaso que este objectivo ficou
para último: já sabíamos que ia ser o mais difícil de alcançar. Mas difícil não
é impossível e por isso lá acabámos por definir uma estratégia de ataque a este
pseudo-alimento.
Antes
de mais é importante referir o seguinte:
-
Há
estudos recentes que comparam o seu efeito no fígado aos efeitos provocados
pelo álcool (!)
-
Não
é um alimento necessário ao ser humano
-
Cria
dependência
-
Está
associado a uma série de doenças, tais como cáries, diabetes, obesidade,
cancro...
-
Não
faz falta
Então
porque é que o consumimos? Porque sabe bem e porque fomos habituados a seu
sabor!
Quem
não gosta de um arrozinho doce, um gelado ou uma tablete de chocolate?
Mas
sabendo bem da nossa gulodice e do mal que estávamos a fazer a nós próprios
resolvemos adoptar a seguinte estratégia:
-
Cortar
com o consumo de bolos de pastelaria e substituir por pão: esta acabou por ser
mais fácil do que estávamos à espera!
-
Cortar
no consumo de bolachas. As opções caseiras são mais saudáveis (em vários
aspectos) e podemos controlar a quantidade de açúcar adicionado
-
Substituir
o açúcar branco por açúcar mascavado: quanto mais integral, melhor. O seu sabor
característico faz com que seja necessária uma quantidade menor com a vantagem
de ainda conservar algumas vitaminas e minerais
-
Reduzir
o consumo de cereais de pequeno-almoço: o pouco tempo disponível de manhã faz
com que seja um hábito complicado de alterar, mas há variedades com menos
açúcar. Comparem, por exemplo, corn flakes com e sem açúcar... a diferença é
abismal!
-
Reduzir
o consumo de gelado: esta foi, sem dúvida, a medida mais difícil, pois é o
nosso grande pecado... optámos por consumir apenas gelado caseiro ao qual
adicionamos pouco açúcar e de uma geladaria na Costa de Caparica que sabemos
ter os melhores gelados (provavelmente) do Mundo :)
Esta
é uma estratégia que continuamos a implementar, na busca de desabituar o
paladar e encontrar formas de substituir “aquele pó branco”.
Recentemente
procurei substitutos ao açúcar. Encontrei que recomendasse o Agave, o Stevia ou
o Xylitol. Ainda só experimentei o Agave, mas numa pesquisa mais detalhada li
que afinal não é assim tão recomendável, por isso também já foi posto de parte.
Não
há melhor substituto que a sua eliminação, mas até o conseguir, a pesquisa
continuará...
Entretanto,
para quem tem filhos, lembrem-se que os hábitos alimentares começam a ser definidos ainda na barriga da mãe. Uma boa alimentação durante a gravidez é um
bom começo. E depois, prioridade ao leite materno, às papas sem adição de
açúcar, as bolachinhas sem adição de açúcar, aos iogurtes naturais (juntem
fruta fresca em vez de comprarem os de aromas). Não lhes dêem refrigerantes,
nem chocolates, nem rebuçados, nem gomas, nem nada que não lhes faça falta...
eles vão acabar por os descobrir sozinhos... não precisam da nossa ajuda! É o
futuro e a saúde deles que está em causa e a responsabilidade é só nossa!
Boa
redução!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Aumentar o consumo de legumes
O
terceiro objectivo da nossa mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável foi aumentar o consumo de legumes.
Legumes
são o único alimento ao qual os nutricionistas não impõem limite ao consumo (excepto
casos de algumas doenças). Os legumes fazem bem e devem estar presentes em
abundância na nossa alimentação.
Então
porque é que comemos tão pouca quantidade?
Em
primeiro lugar, acho que o estigma que se cria à volta dos legumes (um pouco à
semelhança do estigma em torno da matemática) faz com que, desde crianças,
fujamos destes alimentos. Nós, adultos, não somos grandes apreciadores e, por
isso, facilitamos as desculpas das crianças que preferem uma bolacha ou
chocolate.
A
solução (creio eu) passa por lhes apresentar os legumes de mil e uma maneiras e
combinados com outros alimentos. Adiar, o mais possível, os sabores doces
também ajuda à aceitação dos sabores menos populares.
Imaginem
a seguinte situação: um bebé de 6 meses começa a introdução dos sólidos, ou
pela papa ou pela sopa. Aquele que começar pela papa, dificilmente vai achar
piada à sopa. Já aquele que começar por conhecer o sabor da sopa, mais
facilmente a aceitará, pois o factor novidade faz o resto. O facto de a maioria
das papas industriais conterem mais açúcar do que o recomendado também não
ajuda, claro. Lembrem-se que há papas sem adição de açúcar. E lembrem-se também
que é nesta fase que se começa a definir o paladar e tendências dos mais
pequenos.
Um
segundo factor que, na minha opinião, não potencia o consumo de legumes é o
facto de pensarmos na ementa como “hidratos mais proteínas”. Quando descrevem o
que vão servir para o jantar, como o fazem? “Bacalhau à Brás”, “esparguete à
bolonhesa”, “arroz de peixe”... Raras são as receitas que se definem com base
nos legumes.
Experimentem
pensar a ementa do próximo fim-de-semana fazendo dos legumes o elemento
principal! Rapidamente se aumenta o seu consumo.
Imaginem
a seguinte situação: uma família planeia o almoço de sábado. Estando já perto
do Natal, um bacalhau com broa vem mesmo a calhar. Mas se pensarem antes
“apetece-me algo com espinafres... vão estar a dar prioridade a legumes e fazer
talvez uma tarte de espinafres ou um prato de carne com abóbora e espinafres.
Ou então, se vos apetecer mesmo o bacalhau, lembre-se de o acompanhar com
cenoura ou brócolos. Introduzir legumes na própria confecção do prato ajuda
imenso.
Uma
terceira grande falha nos dias que correm é o desprezo que é dado à tão
tradicional sopa. Começar todas as refeições com esta iguaria não faz bem só à
saúde e à linha, mas também à carteira, pois vai ser precisa muito menos
quantidade do segundo prato.
Experimentem
fazer uma sopa simples, umas duas vezes por semana. Não dá muito trabalho e
faz-se rapidamente. É importante variar os legumes presentes na sopa, para que
não saibam todas ao mesmo. Assim como a textura: mais cremosa, com pedaços, com
massinhas...
Imaginem
a seguinte situação: hoje ao jantar começam com uma concha de sopa. Como
costuma dizer a minha mãe, vão logo estar a “forrar” o estômago e a saciar a
maior parte da fome com um alimento rico em vitaminas e fibra. A seguir, em vez de encherem o prato, basta um pouco de comida e uma peça de fruta para terminar
a refeição.
Por
último, culpo a típica salada de tomate e alface pela falta de variedade no
consumo de legumes. Não é que não seja uma bela combinação para uma refeição
saudável, simplesmente é necessário variar e não fazer desta salada o
acompanhante de todas as refeições, como tantas famílias fazem.
Como
alternativa ao tomate/alface, que tal cenoura/milho ou brócolos ou ervilhas?
Todas as refeições, um ou vários legumes diferentes. Quer inseridos no próprio
prato, quer como acompanhamento. É importante variar não só para dinamizar a
alimentação, como para estimular o paladar e garantir os mais variados tipos de
vitaminas e minerais.
Imaginem
a seguinte situação: ao comer tomate/alface todos os dias vão estar a tornar as
refeições monótonas e demasiado semelhantes às anteriores. Se variarem os
legumes, o paladar vai desenvolver apetência por outros sabores e texturas e o
corpo vai estar a receber uma maior variedade de vitaminas e minerais. As
crianças vão agradecer!
E
pronto, hoje já me estou a esticar um pouco, mas foi mais ou menos isto que, a
pouco e pouco, fomos implementando para aumentar o consumo de legumes cá em
casa. Espero que também resulte por aí!
Bons
legumes!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Aumentar o consumo de frutas
O segundo objectivo da nossa mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável foi aumentar o consumo de frutas.
Aqui a grande dificuldade não estava na fruta em si, pois adoramos todo o tipo e feitio, mas sim no lado prático do seu consumo. Na altura em que começámos esta mudança de hábitos, éramos estudantes universitários, pelo que andávamos constantemente de um lado para o outro e não era nada prático andar com peças de fruta atrás.
Agora é mais fácil. Na marmita que levamos para o trabalho, constam sempre duas peças de fruta para comer a meio da manhã e depois de almoço. Tem é de ser fruta prática ou já arranjada. As frutas mais complicadas ficam para comer em casa.
Mas comer fruta não precisa de ser comida sempre da mesma forma. Variar a sua apresentação também contribui para aumentar o seu consumo. Aqui ficam algumas sugestões:
No meio disto tudo há algo importante a não esquecer: lavar sempre muito bem todas as peças de fruta. Seja de que tipo for.
Estas medidas foram fáceis de implementar e o objectivo de alcançar. Foi só uma questão de mudança de hábitos. A redução da quantidade de sal demorou um pouco mais...
Boa fruta!
Aqui a grande dificuldade não estava na fruta em si, pois adoramos todo o tipo e feitio, mas sim no lado prático do seu consumo. Na altura em que começámos esta mudança de hábitos, éramos estudantes universitários, pelo que andávamos constantemente de um lado para o outro e não era nada prático andar com peças de fruta atrás.
Agora é mais fácil. Na marmita que levamos para o trabalho, constam sempre duas peças de fruta para comer a meio da manhã e depois de almoço. Tem é de ser fruta prática ou já arranjada. As frutas mais complicadas ficam para comer em casa.
Mas comer fruta não precisa de ser comida sempre da mesma forma. Variar a sua apresentação também contribui para aumentar o seu consumo. Aqui ficam algumas sugestões:
-
Batidos
de leite ou iogurte: de banana, de morango, de manga... de tudo o que consigam
imaginar (a migalhinha adora!)
-
Iogurtes de fruta caseiros: cozendo a fruta, as hipóteses são tantas quanto as frutas
existentes
-
Bolos
e pães com fruta: as maçãs, bananas e pêssegos adoram participar nestas
receitas
-
Saladas:
com massa, frango, legumes e... fruta em pedaços
-
Ovos:
experimentem juntar uns pedaços de maçã ou um pouco de amêndoa laminada aos
ovos mexidos. Divinal!
No meio disto tudo há algo importante a não esquecer: lavar sempre muito bem todas as peças de fruta. Seja de que tipo for.
Estas medidas foram fáceis de implementar e o objectivo de alcançar. Foi só uma questão de mudança de hábitos. A redução da quantidade de sal demorou um pouco mais...
Boa fruta!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Reduzir o consumo de sal
Já
aqui falámos sobre a mudança de hábitos alimentares para a adopção de uma alimentação saudável. É algo que todos devemos procurar alcançar em nome da
nossa linha, da nossa saúde, do nosso bem-estar e do nosso futuro.
A alteração dos hábitos cá de casa foi conseguida graças a uma estratégia de médio-longo prazo (parece que estou a falar dos planos de uma empresa!), com objectivos definidos por passos sequenciais.
O primeiro objectivo? Reduzir o consumo de sal! Esta foi a estratégia:
As que não foi preciso aplicar, pois não era nosso hábito:
A alteração dos hábitos cá de casa foi conseguida graças a uma estratégia de médio-longo prazo (parece que estou a falar dos planos de uma empresa!), com objectivos definidos por passos sequenciais.
O primeiro objectivo? Reduzir o consumo de sal! Esta foi a estratégia:
As que não foi preciso aplicar, pois não era nosso hábito:
-
Não
usar sal à mesa
-
Não
usar caldos de culinária (nem imaginam a quantidade de sal que têm!)
-
Evitar
o consumo de azeitonas e picles
-
Evitar
o consumo de carnes e peixes fumados ou salgados
-
Evitar
a utilização de sopa instantânea
As
que fomos aplicando aos poucos:
-
Temperar
a comida com ervas aromáticas e especiarias
-
Temperar
com sal apenas no final da cozedura (muito relacionada com a anterior)
-
Evitar
conservas e produtos enlatados, optando por alimentos frescos ou conservas com
pouco teor de sal
-
Evitar
o consumo de enchidos e queijos salgados
-
Evitar
a utilização de puré instantâneo
-
Cortar
com as batatas fritas e oleaginosas salgadas
-
Cortar
no consumo de fast food
-
Reduzir
o consumo de cereais industriais
-
Ler
os rótulos das embalagens e comparar o teor de sódio
As
que não adoptámos:
-
Diminuir
o consumo de pão: adoramos pão e, hoje em dia, a quantidade de sal já é
legalmente controlada (felizmente!)
-
Escolher
água com baixo teor de sódio: bebemos água da torneira que já é menos
mineralizada
-
Optar
por manteiga ou margarina sem sal: usamos pouco, por isso optámos por não
cortar aqui
Mas
a medida mais importante de todas é, sem dúvida, esta: reduzir 20% na
quantidade de sal adicionada à comida. Consta que uma redução até 20% não é
perceptível ao paladar, pelo que é fácil de implementar (ainda que difícil de
medir). Se, passadas umas semanas, voltarmos a reduzir mais 20%, e assim
sucessivamente, rapidamente chegamos a uma quantidade considerada recomendável.
Dou-vos
um exemplo claro desta táctica. Há uns anos atrás, se nos esquecêssemos de
adicionar sal ao arroz, rapidamente reparávamos e acrescentávamos. Hoje em dia,
quando nos esquecemos, só reparamos a meio da refeição e continuamos a comer
normalmente, pois simplesmente já não faz assim tanta diferença. O facto de a
comida da Migalhinha ser preparada com pouco ou nenhum sal, também ajudou!
Quero
ainda chamar a atenção para um pormenor, estar em pleno cumprimento de um
objectivo em nada nos impedia de ir tentando alcançar um dos outros. O processo
de reduzir o consumo de sal demora o seu tempo e, no entretanto, fomos implementando
os outros objectivos.
Boa
redução!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Ler bem os rótulos dos alimentos
Saber o que se está a comer é essencial para conseguir adoptar uma alimentação saudável. Já sabemos que o ideal é consumir os produtos tão próximos da sua origem quanto possível, pois o tratamento e processamento dos mesmos alteram o seu valor nutricional, fazendo-os perder vitaminas e minerais e ganhar açúcares, gorduras, sal e aditivos.
Por
isso é importante ler, e saber interpretar, os rótulos dos alimentos
industrializados.
O
primeiro aspecto a ter em conta é a listagem de ingredientes usados na
confecção do produto. Esta listagem é obrigatória e ordena os ingredientes por
quantidade, do maior para o menor.
Se
o açúcar estiver no topo da lista, considerem duas vezes antes de comprar o
produto. Faz mesmo falta? Não haverá uma alternativa melhor?
Também
na lista de ingredientes podemos saber se o produto tem ou não gorduras trans
ou hidrogenadas na sua confecção. Se sim, a minha sugestão é continuar a
procurar uma alternativa que não tenha.
Não
menos importante é saber se o produto tem aditivos. São os famosos “E---”.
Dentro dos aditivos há os “E” bons, “E” neutros e “E” que deviam ser proibidos!
Tenham isso em atenção e, em caso de dúvida, pesquisem o significado de
determinado “E”, pois poderão estar a consumir um ingrediente potencialmente
alergénico ou cancerígeno.
E
atenção aos adoçantes! Um produto até pode ter pouca ou nenhuma quantidade de
açúcar adicionado, mas os adoçantes também devem ser evitados. Na minha opinião
até devem ser mais evitados do que o açúcar, pois muitos deles são químicos com
implicações questionáveis na nossa saúde. Antes de comprarem algo com adoçante
(a não ser por restrições médicas ao açúcar), investiguem as implicações
daquele adoçante em particular.
O
segundo aspecto - a origem do produto - não sei se é obrigatório identificar,
mas fica aqui uma sugestão. Consumam, sempre que possível, produtos de origem
nacional. Quanto menor tiver sido o tempo de transporte, mais fresco será o
produto, com a vantagem de promovermos a economia nacional. Não podemos chorar
os altos níveis de desemprego e défice português e depois comprar tudo “made somewhere
else”...
Por
fim, temos a tabela de informação nutricional, onde é preciso dedicar especial
atenção a alguns factores, mas, antes de mais, comparem sempre os valores por
100gr para terem uma real percepção das diferenças entre marcas.
A
quantidade de açúcar (por 100gr) não deverá ser superior a 15gr. Tenham isso em
especial atenção na compra de alimentos para as crianças. Habituá-las a um
paladar doce só contribuirá para maus hábitos alimentares mais tarde e mais
difíceis de controlar.
O
mesmo se aplica à quantidade de gordura, em especial de gordura saturada, e ao
colesterol. Quanto menor, melhor. Os rótulos nem sempre identificam a
quantidade de gordura trans/hidrogenada, mas algo acima de 0gr é mau!
Já
a quantidade de fibra é algo que se quer elevado, pois está mais do que
estudado que consumimos muito menos fibra do que seria necessário ao bom
funcionamento do corpo humano.
E,
por fim, o sal, muitas vezes identificado como sódio (embora costume ter a
proporção). Os alimentos com processamento industrial tendem a ser ricos em
sal, pelo que deverão ser consumidos com prudência e substituídos por
variedades ou alternativas com menos quantidade.
No
meio disto tudo, há que fazer reinar o bom senso. Num Mundo tão industrializado
temos a obrigação de procurar informação e decidir em consciência. Ah, e uma
velha máxima aplica-se aqui com muita sabedoria... nunca ir às compras com
fome!!!
Bons
rótulos!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Adoptar uma alimentação saudável
Mudar
de hábitos nunca é fácil. O ser humano gosta de rotinas e do conforto do que
lhe é familiar, pelo que uma mudança vem sempre acompanhada de alguma
resistência.
Pessoalmente, acredito piamente que uma alimentação saudável e equilibrada é meio caminho andado para uma vida mais equilibrada, física e psicologicamente. Por isso, há uns anos atrás, decidimos mudar de hábitos.
Começámos por fazer um registo do nosso dia alimentar durante umas semanas (num ficheiro excel, claro está!). Assim pudemos fazer uma observação crítica dos nossos erros. Conclusão? Muito açúcar, muito sal, pouca fruta, poucos legumes...
A ideia era melhorar a nossa alimentação e conseguir que os novos hábitos criassem raízes e florescessem, por isso sabíamos bem que não podíamos tentar mudar tudo de uma vez e de repente, sob pena de não ver o objectivo alcançado.
Foi então que definimos prioridades e sub-metas. Decidimos começar pelas mudanças mais fáceis de aceitar e fazê-las aos poucos. Eis os objectivos:
Pessoalmente, acredito piamente que uma alimentação saudável e equilibrada é meio caminho andado para uma vida mais equilibrada, física e psicologicamente. Por isso, há uns anos atrás, decidimos mudar de hábitos.
Começámos por fazer um registo do nosso dia alimentar durante umas semanas (num ficheiro excel, claro está!). Assim pudemos fazer uma observação crítica dos nossos erros. Conclusão? Muito açúcar, muito sal, pouca fruta, poucos legumes...
A ideia era melhorar a nossa alimentação e conseguir que os novos hábitos criassem raízes e florescessem, por isso sabíamos bem que não podíamos tentar mudar tudo de uma vez e de repente, sob pena de não ver o objectivo alcançado.
Foi então que definimos prioridades e sub-metas. Decidimos começar pelas mudanças mais fáceis de aceitar e fazê-las aos poucos. Eis os objectivos:
- Reduzir o consumo de sal
- Aumentar o consumo de frutas
- Aumentar o consumo de legumes
- Reduzir o consumo de açúcar (não foi por acaso que este ficou para último...)
Prioridades
definidas, passámos à estratégia para cada uma delas, recorrendo também a
alguma pesquisa.
É
importante salientar um factor essencial ao sucesso de qualquer estratégia: a
motivação! Temos de acreditar naquilo a que nos propomos. Caso contrário, será
demasiado fácil desistir ao primeiro contratempo...
Nos
próximos tempos descreverei os objectivos e respectivas estratégias em detalhe.
Boas
mudanças!
sábado, 1 de setembro de 2012
Diário Digital: Meia hora de exercício mais eficaz que uma hora para perder peso, diz estudo
Afinal, no que toca ao exercício físico «menos é melhor», pelo menos segundo um estudo de investigadores da Universidade de Copenhaga. Os investigadores concluíram que meia hora de exercício era mais eficaz para a perda de peso do que um hora de «malhação».
O estudo, publicado no American Journal of Physiology, concluiu que as pessoas que corriam, remavam ou andavam de bicicleta 30 minutos por dia perderam em média 3,6 quilos ao longo de um período de três meses. Já quem dedicava uma hora diária a estes exercícios perdeu, em média, 2,7 quilos nos três meses.
O estudo acompanhou 60 homens dinamarqueses considerados «pesados mas saudáveis» mas que queriam ficar em melhor forma em três meses.
Metade dos homens realizaram uma hora diária de exercícios, usando um monitor cardíaco e um contador de calorias. A outra metade dedicou apenas 30 minutos diários aos exercícios.
Mads Rosenkilde, que liderou o estudo, refere que «30 minutos de exercício suficientemente duro para fazer suar era bastante para inverter um índice de massa corporal pouco saudável».
«Constatámos que fazer exercício por uma hora em vez de 30 minutos não se traduz em qualquer perda adicional quer de peso quer de gordura», acrescenta.
Os investigadores admitem que a explicação poderá passar por aqueles que faziam exercício durante mais tempo acabarem por comer mais.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=588709
O estudo, publicado no American Journal of Physiology, concluiu que as pessoas que corriam, remavam ou andavam de bicicleta 30 minutos por dia perderam em média 3,6 quilos ao longo de um período de três meses. Já quem dedicava uma hora diária a estes exercícios perdeu, em média, 2,7 quilos nos três meses.
O estudo acompanhou 60 homens dinamarqueses considerados «pesados mas saudáveis» mas que queriam ficar em melhor forma em três meses.
Metade dos homens realizaram uma hora diária de exercícios, usando um monitor cardíaco e um contador de calorias. A outra metade dedicou apenas 30 minutos diários aos exercícios.
Mads Rosenkilde, que liderou o estudo, refere que «30 minutos de exercício suficientemente duro para fazer suar era bastante para inverter um índice de massa corporal pouco saudável».
«Constatámos que fazer exercício por uma hora em vez de 30 minutos não se traduz em qualquer perda adicional quer de peso quer de gordura», acrescenta.
Os investigadores admitem que a explicação poderá passar por aqueles que faziam exercício durante mais tempo acabarem por comer mais.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=588709
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
i online: Obesidade infantil: 30,2% das crianças portuguesas entre os seis e os oito anos tem excesso de peso
Um terço das crianças portuguesas (30,2%) entre os seis e os oito anos tem excesso de peso e 14,3% são obesas.
As zonas de Lisboa e Setúbal lideram o grupo (32%), seguidas do Porto (31%) e da zona centro, com 28%. Já o Alentejo e o Algarve apresentam índices mais baixos, com 24,1% e 19,5%, respectivamente.
Os dados foram revelados num estudo promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e pela Direcção-Geral de Saúde, divulgado pelo Correio da Manhã.
Os alimentos reportados como consumidos frequentemente são os considerados menos saudáveis como refrigerantes, batatas fritas de pacote, doces, pizzas, hamburguês e salsichas.
http://www.ionline.pt/portugal/obesidade-infantil-302-das-criancas-portuguesas-entre-os-seis-os-oito-anos-tem-excesso-peso
As zonas de Lisboa e Setúbal lideram o grupo (32%), seguidas do Porto (31%) e da zona centro, com 28%. Já o Alentejo e o Algarve apresentam índices mais baixos, com 24,1% e 19,5%, respectivamente.
Os dados foram revelados num estudo promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e pela Direcção-Geral de Saúde, divulgado pelo Correio da Manhã.
Os alimentos reportados como consumidos frequentemente são os considerados menos saudáveis como refrigerantes, batatas fritas de pacote, doces, pizzas, hamburguês e salsichas.
http://www.ionline.pt/portugal/obesidade-infantil-302-das-criancas-portuguesas-entre-os-seis-os-oito-anos-tem-excesso-peso
sábado, 26 de maio de 2012
Público: Dar a proteína certa ao cérebro pode ser o segredo para emagrecer
Calor. A palavra-chave para controlar a obesidade pode estar em aquecer o corpo. Não com sol ou com roupa, mas sim colocando o chamado “tecido adiposo castanho” a trabalhar de forma mais intensa para dissipar a gordura na forma de calor. Para isso, segundo um trabalho da Universidade de Santiago de Compostela, do investigador português Luís Martins, é necessário dar ao cérebro uma proteína óssea.
Bmp8b (ou proteína morfogenética óssea 8b) é o nome da proteína identificada pelo grupo de investigação de NeurObesidade desta universidade espanhola no âmbito do doutoramento de Luís Martins e que foi agora adaptado e publicado na edição deste mês da revista científica Cell.
Segundo explicou ao PÚBLICO Luís Martins, nos últimos quatro anos o grupo conduziu uma experiência laboratorial em ratos e ratinhos que foram submetidos a uma alimentação muito rica em gorduras. “Verificámos que os animais que não tinham o gene desta proteína engordaram mais rapidamente do que os outros”, disse. Tiveram também mais dificuldade em controlar a temperatura corporal.
Questionado sobre se está ultrapassado o "mito" de que o tecido adiposo castanho só existia nos bebés e crianças, o investigador assegurou que “cada vez há mais evidência científica de que existe este tipo de tecido nos adultos, ainda que em menos quantidade e mais disperso”. Luís Martins esclareceu que o tecido castanho não armazena lípidos e que, pelo contrário, “utiliza a chamada gordura branca ou normal para produzir energia” que se dissipa na forma de calor – um fenómeno que se denomina “termogénese” e que tem influência na regulação da temperatura do corpo e ajuda a queimar calorias.
Daí que, prosseguiu o investigador, a solução para controlar alguns casos de obesidade possa passar por aumentar a actividade do tecido adiposo castanho que, no máximo, elevará a temperatura corporal em 1º Celcius, o que não deverá gerar desconforto. “Na nossa investigação injectámos no cérebro dos ratos e ratinhos a proteína e esta mostrou-se eficaz, mas é um método desconfortável e seria importante desenvolver uma técnica que por uma via mais periférica conseguisse fazer chegar a Bmp8b ao cérebro ou mesmo ao tecido adiposo castanho”, acrescentou.
Luís Martins salientou que esta não é a primeira proteína a mostrar estes efeitos. Porém, a Bmp8b revelou, pela sua forma de actuação, muito menos efeitos secundários noutros órgãos. Esta proteína actua no cérebro, mais concretamente no hipótalamo, uma zona que tem um papel fundamental na regulação da energia e que faz a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino.
Outros estudos com outras proteínas acabaram por esbarrar, por exemplo, em problemas cardiovasculares que faziam com que os riscos ultrapassassem os benefícios. Por outro lado, o investigador concretizou que esta proteína tem a capacidade de colocar o tecido castanho a consumir mais energia do tecido branco sem aumentar o apetite. “É aumentada a actividade do metabolismo mas sem indução da vontade de comer”, explicou.
O estudo surge no mesmo mês em que um relatório da Organização Mundial de Saúde veio alertar para o aumento da obesidade a nível mundial, sendo que em todas as regiões do mundo a obesidade duplicou entre 1980 e 2008.
Hoje 500 milhões de pessoas são consideradas obesas, ou seja, 12% da população mundial. A América é o continente com mais gordos (26% dos adultos), ao contrário dos asiáticos, que surgem no final da tabela. Em todo o mundo, as mulheres têm mais tendência para ser obesas do que os homens e, por isso, correm mais riscos de vir a ter diabetes, doenças cardiovasculares e cancro. Portugal não é excepção: a obesidade atinge 20,4% dos homens e 22,3% das mulheres com mais de 20 anos.
http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/dar-a-proteina-certa-ao-cerebro-pode-ser-o-segredo-para-emagrecer-1547208
Bmp8b (ou proteína morfogenética óssea 8b) é o nome da proteína identificada pelo grupo de investigação de NeurObesidade desta universidade espanhola no âmbito do doutoramento de Luís Martins e que foi agora adaptado e publicado na edição deste mês da revista científica Cell.
Segundo explicou ao PÚBLICO Luís Martins, nos últimos quatro anos o grupo conduziu uma experiência laboratorial em ratos e ratinhos que foram submetidos a uma alimentação muito rica em gorduras. “Verificámos que os animais que não tinham o gene desta proteína engordaram mais rapidamente do que os outros”, disse. Tiveram também mais dificuldade em controlar a temperatura corporal.
Questionado sobre se está ultrapassado o "mito" de que o tecido adiposo castanho só existia nos bebés e crianças, o investigador assegurou que “cada vez há mais evidência científica de que existe este tipo de tecido nos adultos, ainda que em menos quantidade e mais disperso”. Luís Martins esclareceu que o tecido castanho não armazena lípidos e que, pelo contrário, “utiliza a chamada gordura branca ou normal para produzir energia” que se dissipa na forma de calor – um fenómeno que se denomina “termogénese” e que tem influência na regulação da temperatura do corpo e ajuda a queimar calorias.
Daí que, prosseguiu o investigador, a solução para controlar alguns casos de obesidade possa passar por aumentar a actividade do tecido adiposo castanho que, no máximo, elevará a temperatura corporal em 1º Celcius, o que não deverá gerar desconforto. “Na nossa investigação injectámos no cérebro dos ratos e ratinhos a proteína e esta mostrou-se eficaz, mas é um método desconfortável e seria importante desenvolver uma técnica que por uma via mais periférica conseguisse fazer chegar a Bmp8b ao cérebro ou mesmo ao tecido adiposo castanho”, acrescentou.
Luís Martins salientou que esta não é a primeira proteína a mostrar estes efeitos. Porém, a Bmp8b revelou, pela sua forma de actuação, muito menos efeitos secundários noutros órgãos. Esta proteína actua no cérebro, mais concretamente no hipótalamo, uma zona que tem um papel fundamental na regulação da energia e que faz a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino.
Outros estudos com outras proteínas acabaram por esbarrar, por exemplo, em problemas cardiovasculares que faziam com que os riscos ultrapassassem os benefícios. Por outro lado, o investigador concretizou que esta proteína tem a capacidade de colocar o tecido castanho a consumir mais energia do tecido branco sem aumentar o apetite. “É aumentada a actividade do metabolismo mas sem indução da vontade de comer”, explicou.
O estudo surge no mesmo mês em que um relatório da Organização Mundial de Saúde veio alertar para o aumento da obesidade a nível mundial, sendo que em todas as regiões do mundo a obesidade duplicou entre 1980 e 2008.
Hoje 500 milhões de pessoas são consideradas obesas, ou seja, 12% da população mundial. A América é o continente com mais gordos (26% dos adultos), ao contrário dos asiáticos, que surgem no final da tabela. Em todo o mundo, as mulheres têm mais tendência para ser obesas do que os homens e, por isso, correm mais riscos de vir a ter diabetes, doenças cardiovasculares e cancro. Portugal não é excepção: a obesidade atinge 20,4% dos homens e 22,3% das mulheres com mais de 20 anos.
http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/dar-a-proteina-certa-ao-cerebro-pode-ser-o-segredo-para-emagrecer-1547208
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Diário Digital: Horário em que se come pode influenciar no peso, diz estudo
O horário em que se come pode ter mais influência sobre o ganho de peso do que se imagina. Pelo menos é o que sugere um estudo feito com ratos de laboratório na Califórnia.
Na experiência, que durou 18 semanas, uma parte das cobaias recebia uma dieta rica em gordura e comia sempre que tinha vontade, enquanto outro grupo tinha acesso a uma ementa semelhante e com o mesmo montante de calorias, mas oferecido apenas durante um período de oito horas durante o dia.
Os investigadores descobriram que, apesar de terem consumido o mesmo total de calorias, os ratos que tinham o horário das refeições limitado não ganharam peso, ao contrário do primeiro grupo.
A hipótese é que a restrição do horário protegeu às cobaias dos efeitos nocivos da alta quantidade de gordura da dieta. As cobaias ganharam 28% menos peso que os ratos que comiam à vontade, além de sofrer menos danos no fígado.
Os resultados foram publicados na última edição da revista científica Cell Metabolism.
Para o líder do estudo, Satchidananda Panda, do Instituto de Estudos Biológicos de La Jolla, o horário das refeições é um aspecto subestimado na luta contra a balança.
«Cada órgão tem um relógio próprio», afirma o pesquisador. Isso significa que, em certas horas do dia, fígado, intestino, músculo e outras estruturas do corpo apresentam um pico de eficiência. Já em outros horários, eles estariam menos activos.
Ele explica que os ciclos metabólicos são críticos para processos como a acumulação de colesterol, por exemplo. Se as pessoas comem frequentemente e ao longo do dia e da noite, podem acabar desregulando esses ciclos.
O pesquisador alerta, no entanto, que é preciso conduzir estudos que confirmem os resultados em humanos.
Panda sugere que o aumento da obesidade coincide com o facto de que, nas últimas décadas, as pessoas passaram a ficar acordadas até mais tarde, comendo em frente à televisão.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=573896
Na experiência, que durou 18 semanas, uma parte das cobaias recebia uma dieta rica em gordura e comia sempre que tinha vontade, enquanto outro grupo tinha acesso a uma ementa semelhante e com o mesmo montante de calorias, mas oferecido apenas durante um período de oito horas durante o dia.
Os investigadores descobriram que, apesar de terem consumido o mesmo total de calorias, os ratos que tinham o horário das refeições limitado não ganharam peso, ao contrário do primeiro grupo.
A hipótese é que a restrição do horário protegeu às cobaias dos efeitos nocivos da alta quantidade de gordura da dieta. As cobaias ganharam 28% menos peso que os ratos que comiam à vontade, além de sofrer menos danos no fígado.
Os resultados foram publicados na última edição da revista científica Cell Metabolism.
Para o líder do estudo, Satchidananda Panda, do Instituto de Estudos Biológicos de La Jolla, o horário das refeições é um aspecto subestimado na luta contra a balança.
«Cada órgão tem um relógio próprio», afirma o pesquisador. Isso significa que, em certas horas do dia, fígado, intestino, músculo e outras estruturas do corpo apresentam um pico de eficiência. Já em outros horários, eles estariam menos activos.
Ele explica que os ciclos metabólicos são críticos para processos como a acumulação de colesterol, por exemplo. Se as pessoas comem frequentemente e ao longo do dia e da noite, podem acabar desregulando esses ciclos.
O pesquisador alerta, no entanto, que é preciso conduzir estudos que confirmem os resultados em humanos.
Panda sugere que o aumento da obesidade coincide com o facto de que, nas últimas décadas, as pessoas passaram a ficar acordadas até mais tarde, comendo em frente à televisão.
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