As mulheres grávidas que praticam exercício regularmente fortalecem não só o próprio coração mas também o do bebé. Caminhadas, ioga e pilates são algumas das atividades mais recomendadas.
A conclusão é de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Medicina e Biociências de Kansas City, nos Estados Unidos. Divulgado pela Federação Espanhola do Coração, o ensaiso envolveu 61 grávidas entre os 20 e os 35 anos, das quais 26 praticam exercício físico três vezes por semana.
As mulheres fizeram exames às 28, 32 e 36 semanas de gravidez para medir a frequência cardíaca do feto. Os testes revelaram que o ritmo cardíaco dos bebés das mães que faziam exercício era mais baixo do que os das mulheres que não praticavam atividades aeróbicas regulares.
Assim, o exercício praticado pela mãe afeta diretamente a saúde do bebé, conclui o estudo. As endorfinas produzidas durante as atividades físicas atravessam a placenta e melhoram a saúde do sistema cardiovascular do feto, acrescenta o ensaio.
Segundo José Luis Palma, vice-presidente da Federação Espanhola do Coração, se o ritmo cardíaco dos bebés registar valores baixos durante a gestação, "o risco de taquicardia durante o parto é menor" o que beneficia "o recém-nascido e evita eventuais complicações".
Deste modo, uma baixa frequência cardíaca é sinónimo de um coração saudável ", afirma Dr. José Luis Palma.
Os benefícios da atividade física mantêm-se durante toda a gestação e até mesmo no primeiro mês após o nascimento do bebé. Linda May, investigadora que liderou o estudo, demonstrou que até quatro semanas após o parto, os bebés das mães que faziam exercício continuaram a registar batimentos cardíacos mais baixos.
É importante alertar que todas as grávidas consultem um médico especializado antes de fazerem exercício, dado que a atividade física em mulheres com hábitos sedentários pode mesmo ser prejudicial. Além disso, a intensidade do exercício depende do estado de saúde da mãe e do mês da gestação.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3199643&page=-1
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domingo, 12 de maio de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Diário Digital: Pesquisa atesta malefícios de praticar corrida sob ar poluído
Praticar corrida em ruas movimentadas, na presença de poluentes e de altas temperaturas, pode prejudicar atletas e amadores. A poluição por ozono, associada ao calor e à humidade, leva a uma queda de performance dos corredores, além de resultar em danos precoces na mucosa que reveste todo o trato respiratório.
A conclusão é de uma pesquisa apresentada no I Simpósio Brasileiro de Imunologia do Desporto, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo foi desenvolvido por uma investigadora brasileira na Universidade de Edimburgo Napier, na Escócia. Os resultados levaram a uma segunda pesquisa, que concluiu que suplementos com vitaminas C e E, por serem antioxidantes, podem minimizar o impacto da poluição na saúde e na performance dos atletas.
Participaram da pesquisa 10 atletas profissionais que se submeteram a corridas de 8 quilómetros na esteira em câmaras que simulavam condições climáticas distintas. A mesma distância foi percorrida em quatro ambientes que proporcionavam intensidades diferentes de exposição ao ozono, à temperatura e à humidade.
A corrida no ambiente quente, húmido e poluído por ozono piorou o tempo dos atletas - uma média de 10% em relação ao dos que fizeram o exercício nas condições ideais. Os batimentos cardíacos também aumentaram sob a influência da poluição. Além disso, exames de sangue e testes feitos na secreção nasal dos participantes mostraram danos inflamatórios no revestimento do trato respiratório e marcadores de stresse oxidativo.
«Quando a pessoa está a fazer exercício, inspira um volume de ar maior. Assim, inspira mais poluentes, que atingem níveis mais profundos do pulmão», diz Elisa.
A médica Rica Buchler, coordenadora de cardiologia do SalomãoZoppi Diagnósticos, explica que os gases presentes na poluição competem com o oxigénio no sangue. Isso torna o atleta mais propenso à hipertensão, a enfartes e ao acidente vascular cerebral (AVC). Ela cita que alguns estudos também avaliam a possibilidade de o ozono piorar o quadro de depósito de colesterol nas artérias, comprometendo ainda mais a saúde cardíaca. A poluição, além disso, aumenta os riscos de problemas pulmonares. «Quando a poluição é muito grande, recomenda-se que se faça exercício num ginásio», diz Rica.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=624568
A conclusão é de uma pesquisa apresentada no I Simpósio Brasileiro de Imunologia do Desporto, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo foi desenvolvido por uma investigadora brasileira na Universidade de Edimburgo Napier, na Escócia. Os resultados levaram a uma segunda pesquisa, que concluiu que suplementos com vitaminas C e E, por serem antioxidantes, podem minimizar o impacto da poluição na saúde e na performance dos atletas.
Participaram da pesquisa 10 atletas profissionais que se submeteram a corridas de 8 quilómetros na esteira em câmaras que simulavam condições climáticas distintas. A mesma distância foi percorrida em quatro ambientes que proporcionavam intensidades diferentes de exposição ao ozono, à temperatura e à humidade.
A corrida no ambiente quente, húmido e poluído por ozono piorou o tempo dos atletas - uma média de 10% em relação ao dos que fizeram o exercício nas condições ideais. Os batimentos cardíacos também aumentaram sob a influência da poluição. Além disso, exames de sangue e testes feitos na secreção nasal dos participantes mostraram danos inflamatórios no revestimento do trato respiratório e marcadores de stresse oxidativo.
«Quando a pessoa está a fazer exercício, inspira um volume de ar maior. Assim, inspira mais poluentes, que atingem níveis mais profundos do pulmão», diz Elisa.
A médica Rica Buchler, coordenadora de cardiologia do SalomãoZoppi Diagnósticos, explica que os gases presentes na poluição competem com o oxigénio no sangue. Isso torna o atleta mais propenso à hipertensão, a enfartes e ao acidente vascular cerebral (AVC). Ela cita que alguns estudos também avaliam a possibilidade de o ozono piorar o quadro de depósito de colesterol nas artérias, comprometendo ainda mais a saúde cardíaca. A poluição, além disso, aumenta os riscos de problemas pulmonares. «Quando a poluição é muito grande, recomenda-se que se faça exercício num ginásio», diz Rica.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=624568
sábado, 13 de outubro de 2012
Sol: Estilo de vida deixa crianças em risco de doenças cardíacas
Os cardiologistas estão preocupados com o estilo de vida das crianças, lembrando que a vida sedentária e má alimentação coloca os mais novos em risco de sofrerem doenças cardiovasculares.
Todos os anos morrem em Portugal 20 mil mulheres e 16 mil homens vítimas de doenças cardiovasculares, um número que no futuro poderá disparar devido ao estilo de vida das crianças, alertou o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Manuel Carrageta.
As crianças estão agora no centro das preocupações dos cardiologistas, que lamentam que as brincadeiras de rua tenham sido substituídas pela televisão e jogos de computador e a alimentação saudável por restaurantes ‘fast-food’.
Para os especialistas, o resultado desta mudança – a obesidade infantil - é inquietante. «A evolução das doenças cardiovasculares começa com os factores de risco. As crianças têm um estilo de vida moderno que leva à obesidade infantil, têm o colesterol mais elevado que se vai depositar nas paredes das artérias e leva ao seu entupimento, havendo mais risco de enfarte de miocárdio e de Acidente Vascular Cerebral (AVC)», explicou o cardiologista, lembrando que as crianças deviam fazer uma hora de exercício físico intenso por dia.
Manuel Carrageta lembra que, habitualmente, quem tem excesso de peso tem tensão arterial e colesterol mais altos assim como tem mais tendência para se tornar diabético.
Em Portugal, quatro em cada dez óbitos têm como causa doenças cardiovasculares mas bastava controlar os principais factores de risco para evitar a maioria destas mortes.
A fundação celebra no sábado o Dia Mundial do Coração com diversas iniciativas em Odivelas que pretendem alertar para a importância da prevenção mas também desconstruir a ideia de que «as mulheres sofrem de coração mas não morrem».
«Existe um mito de que as doenças do coração atingem os homens e os idosos», contou à Lusa o presidente da fundação, lembrando que em Portugal a principal causa de morte das mulheres são precisamente as doenças cardiovasculares.
Segundo Manuel Carrageta, «o coração das mulheres é frágil e vulnerável», mas «elas têm uma falsa sensação de segurança».
As doenças cardiovasculares são altamente evitáveis através do estilo de vida e controle dos factores de risco, que passam por uma alimentação saudável, exercício físico e não fumar.
No entanto, «enquanto os homens estão a diminuir o consumo de tabaco, as mulheres estão a aumentar. Além disso, as mulheres estão um pouco condicionadas a realizar actividade física, porque têm uma vida mais complicada», lamentou o cardiologista.
A partir de uma determinada idade - 50 anos para as mulheres e 40 anos para os homens - é aconselhável a realização de exames periódicos de saúde. «Costumamos dizer às pessoas que é preciso conhecer os seus números. Devem medir a pressão arterial, os níveis de colesterol e glicose, assim como saber qual o seu peso e massa corporal. Através destes dados é possível calcular os riscos de vir a sofrer um acidente cardiovascular», alertou o presidente da FPC.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=60009
Todos os anos morrem em Portugal 20 mil mulheres e 16 mil homens vítimas de doenças cardiovasculares, um número que no futuro poderá disparar devido ao estilo de vida das crianças, alertou o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Manuel Carrageta.
As crianças estão agora no centro das preocupações dos cardiologistas, que lamentam que as brincadeiras de rua tenham sido substituídas pela televisão e jogos de computador e a alimentação saudável por restaurantes ‘fast-food’.
Para os especialistas, o resultado desta mudança – a obesidade infantil - é inquietante. «A evolução das doenças cardiovasculares começa com os factores de risco. As crianças têm um estilo de vida moderno que leva à obesidade infantil, têm o colesterol mais elevado que se vai depositar nas paredes das artérias e leva ao seu entupimento, havendo mais risco de enfarte de miocárdio e de Acidente Vascular Cerebral (AVC)», explicou o cardiologista, lembrando que as crianças deviam fazer uma hora de exercício físico intenso por dia.
Manuel Carrageta lembra que, habitualmente, quem tem excesso de peso tem tensão arterial e colesterol mais altos assim como tem mais tendência para se tornar diabético.
Em Portugal, quatro em cada dez óbitos têm como causa doenças cardiovasculares mas bastava controlar os principais factores de risco para evitar a maioria destas mortes.
A fundação celebra no sábado o Dia Mundial do Coração com diversas iniciativas em Odivelas que pretendem alertar para a importância da prevenção mas também desconstruir a ideia de que «as mulheres sofrem de coração mas não morrem».
«Existe um mito de que as doenças do coração atingem os homens e os idosos», contou à Lusa o presidente da fundação, lembrando que em Portugal a principal causa de morte das mulheres são precisamente as doenças cardiovasculares.
Segundo Manuel Carrageta, «o coração das mulheres é frágil e vulnerável», mas «elas têm uma falsa sensação de segurança».
As doenças cardiovasculares são altamente evitáveis através do estilo de vida e controle dos factores de risco, que passam por uma alimentação saudável, exercício físico e não fumar.
No entanto, «enquanto os homens estão a diminuir o consumo de tabaco, as mulheres estão a aumentar. Além disso, as mulheres estão um pouco condicionadas a realizar actividade física, porque têm uma vida mais complicada», lamentou o cardiologista.
A partir de uma determinada idade - 50 anos para as mulheres e 40 anos para os homens - é aconselhável a realização de exames periódicos de saúde. «Costumamos dizer às pessoas que é preciso conhecer os seus números. Devem medir a pressão arterial, os níveis de colesterol e glicose, assim como saber qual o seu peso e massa corporal. Através destes dados é possível calcular os riscos de vir a sofrer um acidente cardiovascular», alertou o presidente da FPC.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=60009
sábado, 1 de setembro de 2012
Diário Digital: Meia hora de exercício mais eficaz que uma hora para perder peso, diz estudo
Afinal, no que toca ao exercício físico «menos é melhor», pelo menos segundo um estudo de investigadores da Universidade de Copenhaga. Os investigadores concluíram que meia hora de exercício era mais eficaz para a perda de peso do que um hora de «malhação».
O estudo, publicado no American Journal of Physiology, concluiu que as pessoas que corriam, remavam ou andavam de bicicleta 30 minutos por dia perderam em média 3,6 quilos ao longo de um período de três meses. Já quem dedicava uma hora diária a estes exercícios perdeu, em média, 2,7 quilos nos três meses.
O estudo acompanhou 60 homens dinamarqueses considerados «pesados mas saudáveis» mas que queriam ficar em melhor forma em três meses.
Metade dos homens realizaram uma hora diária de exercícios, usando um monitor cardíaco e um contador de calorias. A outra metade dedicou apenas 30 minutos diários aos exercícios.
Mads Rosenkilde, que liderou o estudo, refere que «30 minutos de exercício suficientemente duro para fazer suar era bastante para inverter um índice de massa corporal pouco saudável».
«Constatámos que fazer exercício por uma hora em vez de 30 minutos não se traduz em qualquer perda adicional quer de peso quer de gordura», acrescenta.
Os investigadores admitem que a explicação poderá passar por aqueles que faziam exercício durante mais tempo acabarem por comer mais.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=588709
O estudo, publicado no American Journal of Physiology, concluiu que as pessoas que corriam, remavam ou andavam de bicicleta 30 minutos por dia perderam em média 3,6 quilos ao longo de um período de três meses. Já quem dedicava uma hora diária a estes exercícios perdeu, em média, 2,7 quilos nos três meses.
O estudo acompanhou 60 homens dinamarqueses considerados «pesados mas saudáveis» mas que queriam ficar em melhor forma em três meses.
Metade dos homens realizaram uma hora diária de exercícios, usando um monitor cardíaco e um contador de calorias. A outra metade dedicou apenas 30 minutos diários aos exercícios.
Mads Rosenkilde, que liderou o estudo, refere que «30 minutos de exercício suficientemente duro para fazer suar era bastante para inverter um índice de massa corporal pouco saudável».
«Constatámos que fazer exercício por uma hora em vez de 30 minutos não se traduz em qualquer perda adicional quer de peso quer de gordura», acrescenta.
Os investigadores admitem que a explicação poderá passar por aqueles que faziam exercício durante mais tempo acabarem por comer mais.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=588709
sábado, 28 de julho de 2012
Jornal de Notícias: Falta de exercício físico mata tanto como fumar
A revista Lancet publicou uma série de estudos que consideram que a falta de atividade física é uma pandemia, tão mortífera como o tabaco.
Uma equipa de investigadores chegou à conclusão que a inatividade física mata tanto como o tabagismo, sendo mesmo uma pandemia.
De acordo com os dados apurados pelos cientistas, cerca de uma em cada dez mortes prematuras em todo o mundo deriva da falta de exercício físico. O número de mortes prematuras causadas pelo tabaco é aproximadamente o mesmo.
Em 57 milhões de mortes em 2008, cerca de cinco milhões podem ser atribuídas à inatividade, estimam os investigadores.
Isto porque a estimativa teve em conta quatro doenças: diabetes tipo 2, doenças do coração, cancro da mama e cancro do cólon, nas quais um dos fatores de risco é, precisamente, a falta de exercício.
Colesterol, pressão arterial alta e níveis de açúcar elevados no sangue são sintomas que contribuem para a diabetes e doenças do coração e que podem ser combatidos com a prática de exercício.
No caso do cancro da mama, a redução de gordura corporal pode servir de proteção às mulheres, pois a gordura pode desencadear o crescimento de tumores no tecido mamário.
No que toca ao cancro do colón, os cientistas acreditam que o exercício ajuda a manter uma digestão regular, prevenindo a acumulação de resíduos potencialmente cancerígenos, que originem tumores.
Teoricamente, certos casos de doença poderiam ser prevenidos se a população se tornasse ativa fisicamente. Os cientistas chegaram à conclusão que, se a inatividade fosse reduzida em 10%, talvez se evitassem cerca de 500 mil mortes por ano. Já se a redução fosse de 25%, possivelmente seriam prevenidas cerca de um milhão de mortes.
O mínimo de exercício recomendado são cerca de duas horas e meia por semana, que pode ser dividido por meia hora a andar rapidamente, cinco vezes por semana, por exemplo. No entanto, cerca de 30% dos adultos em todo o mundo não atingem esse mínimo.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2675668&page=-1
Uma equipa de investigadores chegou à conclusão que a inatividade física mata tanto como o tabagismo, sendo mesmo uma pandemia.
De acordo com os dados apurados pelos cientistas, cerca de uma em cada dez mortes prematuras em todo o mundo deriva da falta de exercício físico. O número de mortes prematuras causadas pelo tabaco é aproximadamente o mesmo.
Em 57 milhões de mortes em 2008, cerca de cinco milhões podem ser atribuídas à inatividade, estimam os investigadores.
Isto porque a estimativa teve em conta quatro doenças: diabetes tipo 2, doenças do coração, cancro da mama e cancro do cólon, nas quais um dos fatores de risco é, precisamente, a falta de exercício.
Colesterol, pressão arterial alta e níveis de açúcar elevados no sangue são sintomas que contribuem para a diabetes e doenças do coração e que podem ser combatidos com a prática de exercício.
No caso do cancro da mama, a redução de gordura corporal pode servir de proteção às mulheres, pois a gordura pode desencadear o crescimento de tumores no tecido mamário.
No que toca ao cancro do colón, os cientistas acreditam que o exercício ajuda a manter uma digestão regular, prevenindo a acumulação de resíduos potencialmente cancerígenos, que originem tumores.
Teoricamente, certos casos de doença poderiam ser prevenidos se a população se tornasse ativa fisicamente. Os cientistas chegaram à conclusão que, se a inatividade fosse reduzida em 10%, talvez se evitassem cerca de 500 mil mortes por ano. Já se a redução fosse de 25%, possivelmente seriam prevenidas cerca de um milhão de mortes.
O mínimo de exercício recomendado são cerca de duas horas e meia por semana, que pode ser dividido por meia hora a andar rapidamente, cinco vezes por semana, por exemplo. No entanto, cerca de 30% dos adultos em todo o mundo não atingem esse mínimo.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2675668&page=-1
sábado, 5 de maio de 2012
Jornal de Notícias: Médico quebra mitos sobre a saúde
Laranja é boa a qualquer hora do dia, café previne demências e doenças do fígado e é inútil beber dois litros de água por dia. Apenas algumas das falsas crenças sobre o que faz bem e faz mal arrasadas pela investigação científica. Saiba mais.
Uma das vertentes do Programa Harvard Medical School-Portugal, que resulta de uma parceria entre a Universidade norte-americana e escolas de Medicina e laboratórios portugueses, é a divulgação de informação na área da saúde relevante e validada cientificamente. O médico Vaz Carneiro expõe a verdade por detrás dos mitos.
Exercício sem dieta não emagrece
Fazer exercício físico sem um programa alimentar hipocalórico tem um "efeito negligenciável" em termos de perda de peso, garante o diretor do Programa Harvard Medical School-Portugal. Em estudos com adultos obesos que analisaram o efeito do exercício regular intenso e moderado verificou-se uma perda de peso muito discreta (entre 0,6 e 4,8 quilogramas aos 8 meses). No entanto, a composição do corpo melhorou, com diminuição do perímetro abdominal e das ancas. Ou seja, o exercício físico tem vários efeitos muito benéficos, como melhorar a silhueta, substituindo a gordura por massa muscular, e prevenir doenças cardiovasculares. Mas, para emagrecer, é preciso que seja acompanhado de uma dieta hipocalórica.
Não usamos apenas 10% das nossas funções cerebrais
Não se sabe a origem desta ideia nem como se chegou a tal percentagem, mas disseminou-se a ponto de assumir o estatuto de factoide científico, apesar de totalmente falha de sustentação. Se efetivamente só usássemos 10% do nosso encéfalo, o que estariam os outros 90% a fazer? As funções cerebrais são atividades complexas que implicam várias áreas e diversas estruturas. A memória, por exemplo, não reside num determinado ponto. As mais modernas técnicas de imagiologia demonstram que todo o cérebro está permanentemente em atividade, embora certas áreas possam estar mais ativadas em função da atividade que está a ser processada.
Comer laranja faz bem a qualquer hora do dia
É um daqueles mitos veiculados por um provérbio: "De manhã é oiro, à tarde prata e à noite mata". A crença de que o efeito da laranja pode variar de acordo com a hora em que é ingerida não tem qualquer fundamento científico. O médico António Vaz Carneiro garante que a laranja faz bem a qualquer hora, a não ser que haja algum tipo de intolerância e, nesse caso, prejudica a qualquer hora.
Tomar banho após refeição não provoca afogamento
Quem não se lembra de ter de esperar três horas, sob o sol inclemente da praia, para poder ir tomar banho? Tudo por causa do medo da congestão e afogamento. Afinal, não há uma associação entre estar a fazer a digestão e risco aumentado de afogamento. "Não parece haver qualquer problema entre comer e ir para a água", explica Vaz Carneiro. Os casos de afogamento podem explicar-se por diversos fatores - como não não se saber nadar, a ação de certos medicamentos, hipotermia devido à água muito fria e grandes diferenças entre a temperatura exterior e da água.
Beber dois litros de água por dia é inútil
Esta popular recomendação é acompanhada de justificações do género "temos de fazer funcionar os rins" e "limpar o nosso organismo". A verdade, porém, é que a água é uma daquelas substâncias que são estritamente reguladas pelo organismo: só se aproveita a que se necessita. Portanto, a água ingerida deve ser a suficiente para matar a sede. Mais: não só é inútil como pode ser perigoso, porque obriga os rins a trabalhar em excesso.
Café previne diabetes, demências e doenças do fígado
A má reputação de que o café goza, mesmo entre os profissionais, é uma injustiça que Vaz Carneiro está apostado em combater. Sendo uma das bebidas mais consumidas em todo o Mundo, foi objeto de 37 mil estudos, nas últimos 30 anos. As conclusões podem surpreender. Diz o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa que os resultados "sugerem um efeito protetor do café na incidência da diabetes mellitus tipo 2, demência (Alzheimer ou não), doenças hepáticas (cirros e carcinoma hepatocelular) e doença de Parkinson". Mais: não existem provas que liguem o café ao cancro ou a um aumento do risco cardiovascular. Isto é válido para a população em geral e significa que os efeitos positivos aumentam proporcionalmente à quantidade ingerida, garante. Quem tiver sensibilidade aos componentes do café e ficar demasiado excitado com esta bebida, deve evitar.
Grávidas devem vacinar-se contra a gripe
É exatamente o contrário do que se diz. As grávidas devem vacinar-se porque quando infetadas pelo vírus da influenza (gripe) apresentam maior risco de complicações para a sua saúde e dos fetos. Sendo um grupo de risco, a vacina afigura-se como uma prática recomendável, assegura Vaz Carneiro, exceto em caso de alergia ou condição específica.
Suplementos vitamínicos anti-oxidantes não evitam cancro
A ingestão de suplementos antioxidantes não tem efeitos benéficos. "Se fizer uma dieta equilibrada não necessita destes suplementos vitamínicos que, no mínimo, são inúteis e, no máximo, prejudiciais", considera Vaz Carneiro. O reforço vitamínico para prevenção de certas doenças também é um mito que a investigação não apoia. A vitamina A não apresenta quaisquer benefícios na prevenção do cancro do cólon, do cancro da mama e no cancro em geral, apresentando mesmo um risco mais elevado de cancro do pulmão. Quanto à C, não existe evidência que previna o cancro ou doença cardiovascular. E a vitamina D é ineficiente a prevenir o cancro, a patologia cardíaca e a demência. Em resumo: é um mito sem sustentação, alimentado pela fácil disponibilização destes produtos, e que pode constituir um perigo para a saúde pública.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2451640&page=-1
Uma das vertentes do Programa Harvard Medical School-Portugal, que resulta de uma parceria entre a Universidade norte-americana e escolas de Medicina e laboratórios portugueses, é a divulgação de informação na área da saúde relevante e validada cientificamente. O médico Vaz Carneiro expõe a verdade por detrás dos mitos.
Exercício sem dieta não emagrece
Fazer exercício físico sem um programa alimentar hipocalórico tem um "efeito negligenciável" em termos de perda de peso, garante o diretor do Programa Harvard Medical School-Portugal. Em estudos com adultos obesos que analisaram o efeito do exercício regular intenso e moderado verificou-se uma perda de peso muito discreta (entre 0,6 e 4,8 quilogramas aos 8 meses). No entanto, a composição do corpo melhorou, com diminuição do perímetro abdominal e das ancas. Ou seja, o exercício físico tem vários efeitos muito benéficos, como melhorar a silhueta, substituindo a gordura por massa muscular, e prevenir doenças cardiovasculares. Mas, para emagrecer, é preciso que seja acompanhado de uma dieta hipocalórica.
Não usamos apenas 10% das nossas funções cerebrais
Não se sabe a origem desta ideia nem como se chegou a tal percentagem, mas disseminou-se a ponto de assumir o estatuto de factoide científico, apesar de totalmente falha de sustentação. Se efetivamente só usássemos 10% do nosso encéfalo, o que estariam os outros 90% a fazer? As funções cerebrais são atividades complexas que implicam várias áreas e diversas estruturas. A memória, por exemplo, não reside num determinado ponto. As mais modernas técnicas de imagiologia demonstram que todo o cérebro está permanentemente em atividade, embora certas áreas possam estar mais ativadas em função da atividade que está a ser processada.
Comer laranja faz bem a qualquer hora do dia
É um daqueles mitos veiculados por um provérbio: "De manhã é oiro, à tarde prata e à noite mata". A crença de que o efeito da laranja pode variar de acordo com a hora em que é ingerida não tem qualquer fundamento científico. O médico António Vaz Carneiro garante que a laranja faz bem a qualquer hora, a não ser que haja algum tipo de intolerância e, nesse caso, prejudica a qualquer hora.
Tomar banho após refeição não provoca afogamento
Quem não se lembra de ter de esperar três horas, sob o sol inclemente da praia, para poder ir tomar banho? Tudo por causa do medo da congestão e afogamento. Afinal, não há uma associação entre estar a fazer a digestão e risco aumentado de afogamento. "Não parece haver qualquer problema entre comer e ir para a água", explica Vaz Carneiro. Os casos de afogamento podem explicar-se por diversos fatores - como não não se saber nadar, a ação de certos medicamentos, hipotermia devido à água muito fria e grandes diferenças entre a temperatura exterior e da água.
Beber dois litros de água por dia é inútil
Esta popular recomendação é acompanhada de justificações do género "temos de fazer funcionar os rins" e "limpar o nosso organismo". A verdade, porém, é que a água é uma daquelas substâncias que são estritamente reguladas pelo organismo: só se aproveita a que se necessita. Portanto, a água ingerida deve ser a suficiente para matar a sede. Mais: não só é inútil como pode ser perigoso, porque obriga os rins a trabalhar em excesso.
Café previne diabetes, demências e doenças do fígado
A má reputação de que o café goza, mesmo entre os profissionais, é uma injustiça que Vaz Carneiro está apostado em combater. Sendo uma das bebidas mais consumidas em todo o Mundo, foi objeto de 37 mil estudos, nas últimos 30 anos. As conclusões podem surpreender. Diz o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa que os resultados "sugerem um efeito protetor do café na incidência da diabetes mellitus tipo 2, demência (Alzheimer ou não), doenças hepáticas (cirros e carcinoma hepatocelular) e doença de Parkinson". Mais: não existem provas que liguem o café ao cancro ou a um aumento do risco cardiovascular. Isto é válido para a população em geral e significa que os efeitos positivos aumentam proporcionalmente à quantidade ingerida, garante. Quem tiver sensibilidade aos componentes do café e ficar demasiado excitado com esta bebida, deve evitar.
Grávidas devem vacinar-se contra a gripe
É exatamente o contrário do que se diz. As grávidas devem vacinar-se porque quando infetadas pelo vírus da influenza (gripe) apresentam maior risco de complicações para a sua saúde e dos fetos. Sendo um grupo de risco, a vacina afigura-se como uma prática recomendável, assegura Vaz Carneiro, exceto em caso de alergia ou condição específica.
Suplementos vitamínicos anti-oxidantes não evitam cancro
A ingestão de suplementos antioxidantes não tem efeitos benéficos. "Se fizer uma dieta equilibrada não necessita destes suplementos vitamínicos que, no mínimo, são inúteis e, no máximo, prejudiciais", considera Vaz Carneiro. O reforço vitamínico para prevenção de certas doenças também é um mito que a investigação não apoia. A vitamina A não apresenta quaisquer benefícios na prevenção do cancro do cólon, do cancro da mama e no cancro em geral, apresentando mesmo um risco mais elevado de cancro do pulmão. Quanto à C, não existe evidência que previna o cancro ou doença cardiovascular. E a vitamina D é ineficiente a prevenir o cancro, a patologia cardíaca e a demência. Em resumo: é um mito sem sustentação, alimentado pela fácil disponibilização destes produtos, e que pode constituir um perigo para a saúde pública.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2451640&page=-1
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Jornal de Notícias: Jovens portugueses com melhor alimentação e menos exercício físico
Os adolescentes portugueses são os que mais tomam o pequeno-almoço, mais fruta consomem e menos fumam. Os indicadores mostram que praticam pouco exercício físico e apresentam mais excesso de peso, de acordo com um estudo publicado esta quarta-feira.
O estudo internacional da Organização Mundial da Saúde inclui vários indicadores dos jovens adolescentes relativos a lesões, saúde oral, violência, relação com família, bem-estar ou amigos.
A coordenadora do estudo em Portugal, Margarida Gaspar de Matos, disse que "na maior parte dos indicadores de saúde, estamos numa posição média" e que alguns indicadores se destacam pela positiva, outros pela negativa.
Realçados pela questão do pequeno-almoço e do consumo de fruta, os portugueses estão em lugares cimeiros, relativamente aos jovens dos outros países.
Margarida Gaspar de Matos acrescentou que a "prática de atividade física é das mais baixas" e que as raparigas de 15 anos se destacam porque "têm dos piores indicadores de todos os países".
Outra questão que aparece no estudo é o aumento do excesso de peso e Portugal está acima da média, principalmente as meninas mais novas, de 11 anos, que estão em segundo lugar, com 20 %, depois das norte-americanas, com 30%.
O problema da obesidade e excesso de peso nos jovens tem tido a atenção dos especialistas, que alertam para o aumento dos casos em Portugal.
"Tanto a questão da prática de atividade física, como a alimentação saudável são dois focos de intervenção em termos políticos que temos de ter em atenção", defendeu a coordenadora do trabalho.
Ainda um factor a ter em atenção, é o facto de os adolescentes portugueses sofrerem de stress relativamente aos trabalhos da escola.
Os jovens portugueses são "dos que mais têm percepção de não serem bons alunos. Têm a ideia de que os professores não os acham competentes do ponto de vista escolar", explicou a especialista.
Portugal está abaixo da média europeia no consumo de tabaco e tem vindo a diminuir a sua incidência "de uma forma muito consistente" entre os jovens de 11 a 16 anos desde 2002.
Esta área é considerada por Margarida Gaspar de Matos "um dossier ganho", tal como o dossier da violência e da provocação em espaço escolar, relativamente ao qual Portugal estava "mal situado" e agora "está nos valores médios".
A especialista faz questão de referir que, "desde 2002, há vários indicadores seguros de que a saúde dos jovens tem vindo a melhorar".
O estudo sobre o comportamento na saúde das crianças e adolescentes, reuniu dados de 200 mil jovens de 40 países da Europa, Israel, Estados Unidos da América e Canadá.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2452295&page=-1
O estudo internacional da Organização Mundial da Saúde inclui vários indicadores dos jovens adolescentes relativos a lesões, saúde oral, violência, relação com família, bem-estar ou amigos.
A coordenadora do estudo em Portugal, Margarida Gaspar de Matos, disse que "na maior parte dos indicadores de saúde, estamos numa posição média" e que alguns indicadores se destacam pela positiva, outros pela negativa.
Realçados pela questão do pequeno-almoço e do consumo de fruta, os portugueses estão em lugares cimeiros, relativamente aos jovens dos outros países.
Margarida Gaspar de Matos acrescentou que a "prática de atividade física é das mais baixas" e que as raparigas de 15 anos se destacam porque "têm dos piores indicadores de todos os países".
Outra questão que aparece no estudo é o aumento do excesso de peso e Portugal está acima da média, principalmente as meninas mais novas, de 11 anos, que estão em segundo lugar, com 20 %, depois das norte-americanas, com 30%.
O problema da obesidade e excesso de peso nos jovens tem tido a atenção dos especialistas, que alertam para o aumento dos casos em Portugal.
"Tanto a questão da prática de atividade física, como a alimentação saudável são dois focos de intervenção em termos políticos que temos de ter em atenção", defendeu a coordenadora do trabalho.
Ainda um factor a ter em atenção, é o facto de os adolescentes portugueses sofrerem de stress relativamente aos trabalhos da escola.
Os jovens portugueses são "dos que mais têm percepção de não serem bons alunos. Têm a ideia de que os professores não os acham competentes do ponto de vista escolar", explicou a especialista.
Portugal está abaixo da média europeia no consumo de tabaco e tem vindo a diminuir a sua incidência "de uma forma muito consistente" entre os jovens de 11 a 16 anos desde 2002.
Esta área é considerada por Margarida Gaspar de Matos "um dossier ganho", tal como o dossier da violência e da provocação em espaço escolar, relativamente ao qual Portugal estava "mal situado" e agora "está nos valores médios".
A especialista faz questão de referir que, "desde 2002, há vários indicadores seguros de que a saúde dos jovens tem vindo a melhorar".
O estudo sobre o comportamento na saúde das crianças e adolescentes, reuniu dados de 200 mil jovens de 40 países da Europa, Israel, Estados Unidos da América e Canadá.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2452295&page=-1
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