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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Aproveitar sobras de pão


Cá por casa somos todos muito fãs de pão: de todos os tipos e, se estiver quentinho, é vê-lo desaparecer num instante!

Com tanto pão, de vez em quanto, sobra algum pedaço. Ou porque não foi comido ou porque ninguém comeu a ponta do pão. Se este pão não for usado para torradas, é guardado num saco para pão seco e sobras.

Este saco não é mais do que um saco de plástico que temos no frigorífico onde vamos juntando estas sobras de pão. Quando queremos fazer uma deliciosa açorda ou rolo de carne, é só ir ao congelador. Num instante descongela e temos pão seco tal e qual como precisamos para a nossa receita.

Assim, não se estraga pão e temos sempre um ingrediente essencial a duas das nossas receitas preferidas :)

Bom aproveitamento!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Aproveitar botões e fechos


Sou a favor de aproveitar tudo o que for possível. Não apenas porque assim se podem poupar uns trocos, mas também por uma questão de princípio de não desperdiçar o que ainda está em perfeitas condições de ser útil.

Por isso, quando qualquer coisa se estraga e não tem conserto, antes de me descartar do artigo, certifico-me que aproveito tudo o que seja possível.

Lembram-se desta rede para arrumar os brinquedos do banho? Foi feita usando apenas materiais reutilizados: uma rede de roupa cujo fecho estava estragado e umas ventosas de uma cortina solar para o carro que se tinha partido.

O mesmo se aplica à roupa. Quando uma camisa já ultrapassou o seu tempo de uso, aproveitam-se os botões. Poderão ser úteis quando se perder algum botão de outra camisa ou ser usados noutro projecto que precise de botões do género.

Quem diz botões, diz fechos, molas, ganchos, alças e afins. Tudo o que possa ser reaproveitado.

Afinal, “reduzir, reutilizar e reciclar” é tão fácil que não há desculpas!

Bom aproveitamento!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Partilhar a licença de parentalidade

Os tempos estão a mudar (e não me refiro ao sol que finalmente resolveu aparecer). As mentalidades estão a mudar! Felizmente!

As crianças de hoje já não são apenas criadas pelas mães, mas também pelos pais. Pais esses que não só têm prazer em fazer parte da educação e crescimento dos filhos, como fazem questão de o fazer. Pais que não se limitam a ser um parceiro de brincadeira, mas que mudam fraldas, dão a sopa, vão às reuniões na escola, aturam birras e ouvem desabafos.

E tudo começa à nascença, com a partilha da licença de parentalidade! A Lei portuguesa concede mais 30 dias de licença às mães e pais que a partilhem (no mínimo 30 dias para cada um), numa tentativa de incentivar a partilha de obrigações e responsabilidades.

Infelizmente, ainda são muitos os casais que não partilham a licença. Infelizmente, ainda são muitos os pais que não gozam sequer os dias a que têm direito em exclusivo. Infelizmente, as mentalidades ainda têm muito que mudar.

Desconheço as razões, mas ouvi, mais do que uma vez, a seguinte justificação: “ah, é muito complicado estar ausente do trabalho por 30 dias…”. A esta desculpa, dou a seguinte resposta: primeiro, não têm de gozar os 30 dias de seguida, podem dividir em dois períodos de 15 dias; segundo, se a mãe se pode ausentar durante 4 ou 5 meses, porque é que o pai não o pode fazer durante 1 mês?; e terceiro, é um direito que vos permite fazer parte da vida que acabaram de gerar.

E se têm receio das reacções no trabalho (acredito que sejam negativas, em muitos casos), digo-vos: as mudanças na mentalidade geral da sociedade só se conseguem quando defendemos aquilo em que acreditamos. Se querem gozar parte da licença, têm esse direito e a obrigação de o fazer valer! Pensem nisso.

Boa partilha!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Adaptar leggings à gravidez


Já aqui tinha falado nas minhas novas aventuras na costura. Ainda me estou a habituar, a experimentar e a aprender, por isso decidi adiar o prometido saco do pão e começar com algumas costuras mais simples e com poucas consequências (para a eventualidade de correr mal...).

Como sabem, a minha barriga de grávida está enorme. Ainda me faltam cerca de 11 semanas e parece que estou de termo. Já a da Migalhinha foi assim, por isso não posso dizer que não estava à espera. Ainda assim, o barrigão condiciona (e muito) a roupa que visto. As calças normais cedo deixaram de servir e tive de arranjar uma alternativa enquanto as de grávida ainda ficavam folgadas.

Leggings! Passei grande parte do Inverno (e ainda na Primavera) a usar vestidos de malha com leggings por baixo. Comprei 4 cores diferentes, descosi a costura da cintura e cortei o elástico (ah sim, tive logo de cortar o elástico...). Mas sem elástico, andava sempre a puxar a cintura para cima, pois iam escorregando.

Foi então que me lembrei de dar uso aos recentes conhecimentos adquiridos e fazer uma extensão do elástico pré-existente. Numa ponta, cosi a extensão e depois foi só coser uns colchetes para poder ter dois tamanhos (prevejo que a barrigona vá aumentar significativamente nos próximos tempos...). Ainda só experimentei numas leggings, pois resolvi testar antes de o fazer nas outras. Tenho a dizer que estou com elas vestidas e estão óptimas: não me apertam, não escorregam e as costuras não incomodam.

Agora é só ir comprar mais colchetes e elástico e por mãos à obra para mais 3 leggings.

Ah, a linha é preta sobre elástico branco de propósito. Assim consigo ver melhor o que estou a fazer, consigo mostrar melhor o resultado e evito ter de mudar a linha na máquina (ai a preguiça).

Próximo projecto, coser uns elásticos num resguardo da cama da Migalhinha!

Boas costuras!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Recolher fitas e afins


Hoje em dia, muitos dos embrulhos feitos pelas lojas são finalizados com fitas de tecido em vez do tradicional laço em fita brilhante.

Independentemente do tipo que seja, cá em casa aproveitamos todos os que estejam em bom estado para que sejam, mais tarde, utilizados num embrulho caseiro.

As fitas de tecido, cordões e afins podem ter inúmeras aplicações que vão para além do simples embelezamento de embrulhos.

Lembram-se destes saquinhos de giz para combater a humidade dos roupeiros e cómodas sugeridos pela leitora e amiga Pintarolas? As fitinhas aproveitadas podem bem ser usadas aqui. Ou para qualquer outro trabalho manual que as exija.

O que se pretende é seguir a regra dos três R’s: reduzir, reutilizar e reciclar! Não só por questões económicas ou ambientais, mas também por princípio. Porque é que havemos de deitar fora e exigir mais produção de algo que pode perfeitamente ser reutilizado? Pensem nisso!

Boas recolhas!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aprender com os amigos

Há uns tempos atrás, combinei com uma amiga ir fazer um curso de costura. Ela até tem alguns conhecimentos, mas aceitou o desafio de ir aprender algo mais enquanto eu me iniciava nestas andanças. O factor “umas horas de conversa de gajas” também ajudou :)

Mas algumas contingências orçamentais fizeram-nos optar por adiar esta aventura, pelo menos, por uns tempos. Ficámos as duas desiludidas, mas eis que lhe surgiu uma ideia: “e se juntássemos os meus conhecimentos à tua vontade de aprender, com um pouco de conversa à mistura?!?”.

Máquina de costura, tecidos e acessórios e um projecto para um saco do pão! Depois foi só combinar uma tarde e conversar mais do que costurar! Não, estou a brincar. Aprendi bastante e por isso agradeço a paciência dela.

Uma tarde acabou por não ser suficiente para concluirmos o nosso projecto (a conversa não ajudou), mas fiquei com trabalho para casa. Não está a correr lá muito bem, por isso acho que vou simplificar.

Entretanto esta amiga lá foi de viagem para mais um trabalho no estrangeiro, mas quero ver se tenho o saco pronto para quando ela regressar o poder exibir com orgulho... e algumas costuras tortas...

Isto tudo para dizer que, lá porque temos de pensar bem antes de gastar dinheiro, não quer dizer que não possamos aprender algo de novo com os amigos ou família.

Se cozinhar não é o vosso forte, que tal pedir umas aulas a uma tia. Ou aprender a costurar com a avó. Ou até carpintaria ou electricidade ou qualquer outro ofício. Estas lições certamente darão muito jeito no futuro. Aproveitam e passam tempo de qualidade com as pessoas de quem gostam.

O mesmo se aplica no que toca a ensinar os nossos filhos. Se sabemos fazer algo minimamente bem, devemos passar esses ensinamentos às gerações seguintes, pois nem tudo se aprende na escola. Um médico que sabe fazer uma bainha, um contabilista que sabe reparar um cano ou um gestor que sabe arranjar uma máquina da roupa, serão certamente profissionais mais competentes até no próprio exercício das suas funções habituais. São conhecimentos úteis no dia-a-dia de qualquer um! Quanto mais amplo o saber de habilidades, mais rica será essa pessoa!

Boas aprendizagens!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Carnaval em família

As dicas do Dicas da Migalha não são só para facilitar a nossa vida nas tarefas caseiras. Tento também dar sugestões de como aproveitar melhor os prazeres da vida e o tempo em família e com os amigos.

A dica de hoje é simples e divertida. Se têm crianças, estas irão, provavelmente, mascarar-se neste Carnaval que se aproxima. Normalmente incentivamos os pequenotes a escolher uma fatiota divertida e a brincar ao Carnaval, mas na realidade acabamos por não fazer parte da diversão.

Então proponho que escolham fantasias a combinar para todos aí de casa! Por aqui, no ano passado, fomos a família pirata :)

Este ano, o meu mais-que-tudo propôs mascaramo-nos de Astérix, Obélix e Panoramix, sendo que eu seria o Obélix por causa da já enorme barriga (sim, pelos vistos as minhas barrigas de grávida são sempre enormes!). Uhm, não estou convencida, por isso ainda vou pensar numa alternativa menos... enorme...

Boa diversão!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Domingos domingueiros

Andamos sempre tão acelerados. Tão ocupados, com tanto para fazer, ver, conhecer e aproveitar. Andamos sempre de um lado para o outro na perseguição de aproveitar bem tudo o que temos ao nosso alcance no tempo que se quer bem aproveitado.

Tudo isto é certo, tudo isto é válido, sempre e quando não nos esqueçamos de parar para descansar e olhar à nossa volta.

Por muito curtos que sejam os fins-de-semana (e são tão curtos!), de vez em quando sabe bem aquilo a que chamo “Domingos domingueiros”! Basicamente consiste em não fazer nada de muito elaborado o dia inteiro. Não saímos sequer de casa (talvez apenas para ir comprar pão), o pijama é a vestimenta de eleição e a companhia uns dos outros é suficiente para encher de tranquilidade o nosso Domingo.

Não são muito frequentes, até porque o trabalho, a família e os amigos costumam preencher o tempo disponível, e também não convém que sejam, pois parte da riqueza de “não fazer nenhum” está na sua raridade!

Mas ontem foi Domingo domingueiro. A chuva, a ausência de tarefas extraordinárias e o sábado bem preenchido assim permitiram. Deu para um longo pequeno-almoço, deu para ver a grande final Djokovic-Murray, deu para brincar muito, deu para um peixinho com molho de iogurte e deu para brincar ainda mais :)

Bons Domingos domingueiros!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma manhã/tarde na cozinha


Ser mãe e pai é muito mais do que comprar roupa cara, oferecer todos os brinquedos e tecnologia pedidos ou inscrever na melhor escola da zona...

Ser mãe e pai é dedicar tempo de qualidade aos filhos, ensinar-lhes valores e princípios, é brincar e deixar crescer, é acarinhar sempre, mesmo quando o dia nos correu tão mal...

A minha sugestão de hoje é tão simples e barata, mas tão preciosa!

A migalhinha já tem 22 meses (já é uma senhora) e adora ajudar em tudo lá em casa. E se há algo que ela gosta particularmente é cozinhar!

Então, um domingo destes, em que o papá teve de trabalhar, passámos a manhã na cozinha só nós as duas. Fizemos gelado de baunilha e cookies, um bolo de maçã e canela e umas bolachinhas de baunilha.

A isto eu chamo tempo de qualidade! E ela adorou juntar a farinha, bater as natas, partir as cookies, formar bolinhas de massa... uma manhã a repetir em breve! :)

Boa diversão!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Aproveitar sobras de comida



Estejamos em crise ou não, desperdiçar comida devia ser considerado crime. Confesso que me faz imensa confusão quem manda fora a comida que sobra da refeição. É comida! Não está estragada nem faz mal nenhum guardar para comer depois!

As sobras podem ser reaproveitadas de mil e uma maneiras: desde o simples reaquecer ao transformar e recriar numa nova iguaria.

As hipóteses são inesgotáveis:

·       Sobras de frango assado: desfiar o frango para uma deliciosa massa ou salada
·       Sobras de batatas: juntar à base da sopa
·       Sobras de legumes: juntar à sopa ou a uma salada
·       Sobras de carne ou peixe: rechear uma empada ou preparar uma açorda
·       Sobras de massa: misturar com ovos e legumes
·       Sobras de pão: preparar uma açorda
·       ...

Não há desculpas! Já basta quando a sopa azeda ou um tacho fica esquecido no fundo do frigorífico.

Boas sobras!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Aproveitar a água de cozer fruta


De vez em quando, cá em casa, é necessário cozer fruta. Não para a migalhinha, pois sempre comeu a fruta crua, mas para aproveitar excesso de fruta que se tem na fruteira, para iogurtes, para gelado, para crumble...

O importante é não desperdiçar nem deixar apodrecer.

Para poupar trabalho e tempo, cozemos logo uma quantidade significativa que depois congelamos em caixinhas individuais.

E como se tem de juntar um pouco (e apenas um pouco) de água, no final, depois da fruta bem escorrida, sobra sempre um fundo de água no tacho. Pois bem, essa água não é mais do que sumo!

Basta colocar num jarro, adicionar açúcar a gosto (por vezes nem é preciso) e colocar no frigorífico. Depois de frio, sabe muito bem! É refrescante, nutritivo, saudável (especialmente se resistirem ao açúcar) e não se desperdiça nada!

Bons sumos!