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terça-feira, 21 de maio de 2013

Cinto de segurança para grávidas


Para uma grávida viajar em segurança, deve sempre posicionar o cinto de segurança por baixo da barriga. Na eventualidade de travagem brusca ou acidente, é a posição que causará menos danos. Colocar o cinto ao meio da barriga é sempre contra-indicado, pois pode provocar lesões graves no feto.

À medida que a barriga cresce, crescem também os desconfortos e limitações. Para aumentar o conforto do cinto de segurança, existem à venda uns adaptadores de cintos para grávida. Basicamente são uma espécie de tapete que se coloca no assento e que reposiciona o cinto de segurança de modo a reduzir a pressão na barriga.

Mas são caros. Estupidamente e abusivamente caros. Como aliás quase tudo o que se destina a grávidas. As marcas abusam dos preços em produtos de pouco uso, mas que muitas vezes fazem falta.

Foi então que me lembrei de dar um uso diferente a uma mola daquelas para prender os sacos de plástico. Bastou colocá-la no final do cinto de modo a que o mesmo fique justo mas não aperte. E funciona! Em vez de ir com a barriga sob pressão ou com a carteira €50 mais leve, usei algo que tinha em casa e que consegue o mesmo resultado.

Fácil de fazer, barato de obter, rápido de conseguir!

Boa segurança!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Organizar facas de cozinha


Com uma criança pequena em casa, todo o cuidado é pouco no que diz respeito a facas. Por muito que lhes expliquemos que não podem mexer nas facas, e mesmo quando respeitem essa regra, acho simplesmente demasiado arriscado ter as facas tão acessíveis.

Por isso, como reforço à educação que podemos dar, também podemos minimizar o risco de alguma curiosidade correr mal…

Tê-las na gaveta não me pareceu uma boa solução a partir do momento em que a Migalhinha começou a fase da exploração, por isso resolvemos colocar uma calha magnética na parede onde organizamos as facas e as mantemos mais afastadas.

Em termos de organização, funciona muito bem: é mais prático, fácil de utilizar e manter arrumado.

Em termos de segurança: está suficientemente longe do alcance daquelas mãozinhas marotas e, até agora, ainda não as tentou alcançar.

Prático, seguro e funcional! Uma boa solução, não!?!

Boa organização!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Público: Quase um terço dos condutores já transportou crianças sem cinto

Um estudo que é apresentado nesta segunda-feira pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) indica que 30% dos condutores portugueses já transportaram pontualmente crianças sem qualquer sistema de retenção, ou seja, sem que estivessem sentadas numa cadeira apropriada. Um dado que, só por si, afirma o presidente do ACP, Carlos Barbosa, justifica o lançamento de uma campanha sobre a importância da segurança infantil dentro do automóvel.

De acordo com a direcção de comunicação do ACP, o estudo foi feito pela própria organização, com base nas respostas a um inquérito online estruturado e realizado no mês de Dezembro através da sua página na Internet, aberto a não-sócios.

De entre os 1856 inquiridos cujas respostas foram validadas (e que, no último ano, haviam transportado no seu carro uma ou mais crianças com menos de 12 anos), 99,62% disseram utilizar uma cadeira devidamente adaptada ao tamanho e ao peso da criança transportada. O problema são as excepções.

Quando lhes foi perguntado se alguma vez nos 12 meses anteriores, e "em que circunstâncias excepcionais ou de forma pontual", haviam transportado uma criança sem qualquer sistema de retenção, só 70,71 % disseram que tal nunca acontecera.

Do total de inquiridos (que podiam escolher mais do que uma das respostas disponíveis no inquérito), 5,17% disseram tê-lo feito em mais de uma ocasião e por diferentes motivos, 12,38% que tal acontecera apenas uma vez num percurso curto e não-escolar e 9,05% apenas uma vez, também, mas a caminho da escola.

Baseando-se em dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Carlos Barbosa frisou, em declarações ao PÚBLICO, que "estes descuidos podem ser fatais". "Mais de metade [60,70%] do total de crianças com menos de 15 anos vítimas de acidentes rodoviários entre 2007 e 2011 [5748] viajavam dentro das localidades." Destas, oito morreram e 114 sofreram ferimentos graves. Metade das crianças do primeiro grupo e 22,80% das do segundo não usavam qualquer sistema de retenção no momento do acidente, segundo é sublinhado no relatório. No que respeita às crianças vítimas de acidentes fora das localidades naqueles cinco anos (3724), 27,8% das 38 que morreram e 13,40% das 189 que ficaram gravemente feridas não dispunham, também, daquela protecção.

Carlos Barbosa apontou como outros dos dados preocupantes revelados pelo estudo o facto de 42% dos inquiridos afirmarem que as crianças que transportaram já retiraram os braços do sistema de cintos da cadeira ou do cinto do automóvel e o de 17% dizerem que aquelas "desapertaram" mesmo os dispositivos de segurança.

Segundo o ACP, que no relatório frisa que o estudo envolveu a Prevenção Rodoviária Portuguesa e a Cybex, uma marca de cadeirinhas para transporte de bebés e crianças, as três organizações vão disponibilizar na Internet informações, imagens e vídeos sobre os cuidados a ter no transporte de crianças, no âmbito da campanha que hoje é lançada, também, nas redes sociais.

De entre outros conselhos, Carlos Barbosa sublinhou o cuidado a ter com a reutilização de cadeiras - prática assumida por 42,49% dos inquiridos e que, teme, "poderá tornar-se mais vulgar em contexto de crise". As três entidades aconselham que, caso queiram utilizar uma cadeira que já pertenceu a familiares ou a amigos, os condutores devem assegurar-se de que ela está em perfeitas condições e é compatível com o seu veículo e adequada ao peso e estatura da criança que vai ser transportada.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/quase-um-terco-dos-condutores-ja-transportou-criancas-sem-cinto-1588167

domingo, 24 de março de 2013

Diário Digital: DECO nunca detectou resíduos de pesticidas em comida de bebés

A associação de defesa dos consumidores (Deco) anunciou hoje que tem feito testes comparativos aos alimentos para bebés e nunca foram detectados resíduos de pesticidas nas análises.

A posição da DECO surge na sequência de um relatório da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que refere Portugal como um dos cinco países europeus onde foram encontradas, em 2010, algumas amostras de alimentos para bebés com valores de resíduos de pesticidas acima dos limites estabelecidos.

Em declarações à agência Lusa, Sílvia Machado, da associação, adiantou que a Deco analisou em 2002 os boiões de comida para bebés à base de carne, de peixe, fruta e sobremesas lácteas e em 2010 as farinhas para bebés.

"Em nenhum destes casos foram encontrados resíduos de pesticidas e essa foi uma das análises realizada", assegurou Sílvia Machado.

A técnica disse ainda não perceber "porque é que se demorou tanto tempo a divulgar esta informação" relativa a amostras realizadas a 2010.

"Há de facto uma legislação que determina qual é o nível máximo permitido de pesticidas na alimentação para as crianças e o que nos parece -- não tenho mais detalhes sobre o processo -- é que os limites têm algum grau de segurança", não pondo em causa a segurança alimentar.

Contudo, trata-se de um produto que não está de acordo com o que a legislação preconiza, acrescentou.

Na quarta-feira, o Governo assegurou que os alimentos para bebés respeitam todos os requisitos relativos a resíduos de pesticidas e que as amostras que ultrapassavam os limites máximos permitidos não se encontravam rotuladas como comida para bebés.

Questionada pela Lusa, a Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar esclareceu que "os alimentos produzidos especificamente para bebés respeitam o cumprimento de requisitos próprios, nomeadamente quanto à sua composição nutricional, resíduos de pesticidas e rotulagem específica", previstos na legislação relativa aos alimentos à base de cereais e aos alimentos destinados a latentes e crianças até aos três anos.

Explicou ainda que, das 13 amostras analisadas em 2010 e que constam do relatório da AESA como alimentos para bebés, as duas amostras que ultrapassaram o limite máximo de resíduos "não são na realidade consideradas alimentos especificamente para bebés (baby food)".

"Estas duas amostras dizem respeito a alimentos à base de cereais que não se encontravam rotulados como alimentos para bebés, sendo os mesmos destinados ao consumidor geral", adiantou.

Também a Associação da Indústria da Alimentação Infantil (ANID) assegurou que as suas empresas associadas utilizam os mais elevados padrões de controlo da qualidade dos alimentos para bebés, quer ao nível do controlo das matérias-primas, quer ao nível do próprio processo.

"Nenhum dos produtos envolvidos nestas análises pertence a associados da ANID, estando a Associação a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para garantir a maior transparência de informação junto dos consumidores", adiantou a associação em comunicado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=621238

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Crianças que viajam sem cadeirinha ou com o ovo mal montado

Se há algo que me irrita profundamente é ver crianças que não são protegidas pelos próprios pais quando viajam de carro.

Não é raro ver crianças empoleiradas entre os bancos da frente ou soltas a olhar pelo vidro de trás. Estarei eu a ser injusta e tratar-se apenas de (muitos!) casos de viagens ocasionais? Ou há uma falta de responsabilidade de quem transporta estas crianças?

Mas não se trata apenas de crianças sem cadeirinha adequada. Ainda há umas semanas, num parque de estacionamento do Centro Comercial, vi uma mãe instalar um “ovinho” virado para a frente. Nem sei como conseguiu segurar o ovo com os cintos do carro, se é que segurou de alguma maneira...

Será que estas mães e estes pais não sabem as consequências que um acidente, mesmo a baixa velocidade, pode ter num bebé ou criança que não viaja protegida? Não serão estes casos de negligência? Afinal de contas as crianças não se conseguem impor, nem tão pouco entender as circunstâncias.

Resta-me apenas acreditar que cada pessoa é responsável por se informar, seja sobre segurança infantil, seja sobre qualquer outro assunto. E, a partir daí, agir em consciência.

Boas viagens!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Jornal de Notícias: Profissionais de saúde vão aconselhar famílias sobre transporte infantil

Os profissionais dos centros de saúde e dos hospitais com maternidade vão receber formação para aconselhar as famílias sobre como devem transportar os bebés e crianças em segurança, no âmbito de um protocolo de segurança rodoviária infantil.

A Direção-Geral de Saúde (DGS), a Fundação MAPFRE, a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e a Dorel Portugal assinam, na sexta-feira, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, um protocolo de colaboração para o projeto "Bebés, Crianças e Jovens em Segurança", enquadrado no Programa Nacional de Prevenção de Acidentes.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da APSI explicou que este programa foi criado pela DGS e visa "promover o transporte seguro das crianças no automóvel, desde a alta da maternidade".

Trata-se de um plano de formação para profissionais das unidades de saúde, para que fiquem capacitados e treinados na segurança e transporte da criança no automóvel e na escolha e instalação do sistema de retenção mais adequado para bebés e crianças.

"Além de capacitar os profissionais de saúde, também se pretende dar recursos a estes estabelecimentos de saúde para fazerem o aconselhamento às famílias, através da distribuição de brochuras, cadeirinhas e de um simulador de automóveis, onde as famílias poderão treinar a sua instalação", explicou Sandra Nascimento.

De acordo com Sandra Nascimento, algumas estruturas com maternidades já tinham iniciativas nesta área, "mas não havia um programa e orientações técnicas que homogeneizassem essa intervenção".

"Foi por isso que se sentiu a necessidade de criar um programa para dotar os profissionais e unidades de saúde de recursos humanos e materiais e garantir a consistência da mensagem e a harmonização da intervenção destes profissionais", disse, comentando que a APSI fica "muito contente com a implementação deste projeto".

A responsável salientou ainda a importância do programa a nível da segurança rodoviária, lembrando que os acidentes "ainda são a maior causa de morte nas crianças e nos jovens, apesar de terem diminuído muito nos últimos anos".

Segundo Sandra Nascimento, a taxa de utilização de cadeirinhas tem aumentado muitos nos últimos anos: "Em 1996, menos de 20% das famílias utilizavam cadeirinha, agora são menos de 20% os que não a utilizam".

"Houve um aumento de utilização de cadeirinhas. No entanto, nós temos observado que o transporte, a escolha e a instalação da cadeirinha, em metade dos casos, não estão feitos de forma correta", disse.

"Os erros são muitos [na instalação das cadeirinhas], alguns são muito graves e comprometem a segurança do bebé", disse, lembrando que a utilização correta deste equipamento "pode prevenir a morte e evitar a maior parte dos traumatismos".

A presidente da APSI considerou que o aconselhamento sobre este sistema no "momento da alta é quase simbólico": "Se na primeira viagem, a criança é bem transportada, há mais probabilidade de a família interiorizar essa medida e a prolongar por toda a vida da criança".

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3037462&page=-1

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Diário de Notícias: Criança sobrevive a lápis cravado no cérebro

Olivia Smith caiu da cadeira onde estava sentada e o lápis que tinha na mão rapidamente se converteu num objeto muito perigoso. Com a queda, a criança enfiou o lápis no olho e este alojou-se no seu cérebro, atravessando os dois hemisférios. Mais de 50 médicos estiveram envolvidos no caso da rapariga, que agora recupera favoravelmente.

A rapariga foi tratada no Hospital Pediátrico de Boston, nos EUA, para o qual teve de ser levada de helicóptero. Mais de 50 médicos estiveram envolvidos no caso e todos concordaram que "por pouco" o lápis não atingiu partes do seu cérebro que podiam ter suscitado danos permanentes ou mesmo a morte da criança.

"Fez-me abrir os olhos a todas as coisas que podem acontecer e nas quais não pensamos", disse Susie Smtih, mãe da criança, citada pelo jornal espanhol ABC. "No dia a dia só pensamos em coisas superficiais. Temos muita sorte", acrescentou.

O Dr. Darren Orbach, chefe da divisão de radiologia intervencionista no hospital de Boston disse que planeia publicar um artigo sobre Olivia e a importância da rápida resposta médica que recebeu nesse dia para a sua total recuperação. Orbach disse que a criança, na altura com 21 meses, caiu de cabeça no lápis, que lhe atravessou o olho e continuou até atingir os dois hemisférios cerebrais, parando debaixo da sua orelha esquerda. O médico recorda a primeira vez que viu a menina, dizendo que foi desagradável e chocante, mas conta que depois do processo em que retiraram o lápis, que demorou 40 minutos, "parecia que nada tinha acontecido", o que muitos consideram "uma grande sorte".

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3033684&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Proteger as nossas crianças

Volta e meia, ouvimos, na comunicação social, que houve mais algum acidente com crianças pequenas. As quedas de varandas, a ingestão de produtos perigosos, os esquecimentos dentro de carros, os asfixiamentos com sacos das compras, os atropelamentos ao estacionar ou os afogamentos em piscinas, são, infelizmente, demasiado frequentes.

Há uma série de medidas que podemos adoptar para reduzir o risco, das quais falarei nos próximos tempos, mas uma coisa é certa: o risco nunca é zero!

Por muito que estejamos atentos, por muito que os protejamos, por muito que tomemos medidas de prevenção, há sempre um ou outro aspecto que não está 100% assegurado. Não sejamos cegos ao ponto de pensar que faríamos melhor ou de maneira diferente. Acredito que ninguém, ninguém mesmo, está completamente livre de falhar na protecção dos nossos bens mais preciosos, porque há situações que simplesmente não controlamos totalmente.

É horrível, é difícil de aceitar, é fácil de condenar uma mãe ou pai que falha, mas acredito que não haverá ninguém que se sinta pior do que aquele que causa, sem intenção, mal ao seu próprio filho.

Por isso, antes de condenarmos, porque não partilhar as nossas dicas e truques para diminuir a probabilidade de acidentes?! Não estaremos a ser melhores mães e pais se gastarmos o nosso tempo a ajudar os outros do que a condenar quem já se condena?

Dicas de segurança infantil em breve, prometo!

Boa protecção!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Correio da Manhã: Vacina retirada a grávidas

A Autoridade Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que não devem ser administradas vacinas contra o sarampo, papeira, rubéola e/ou varicela durante a gravidez e em doentes com deficiências do sistema imunitário. A conclusão da Autoridade do Medicamento surge após uma revisão da utilização das vacinas monovalente e polivalente.

Segundo a EMA, as mulheres devem evitar engravidar até um mês após a vacinação contra aquelas doenças.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/vacina-retirada--a-gravidas

sábado, 15 de dezembro de 2012

Jornal de Notícias: Pais não têm dinheiro para vacinar os filhos

As vacinas não comparticipadas pelo Estado estão a ser cada vez menos compradas pelos pais. Os pediatras alertam para o perigo de parar planos de vacinação já iniciados, mas as famílias estão sem dinheiro.

"Existe uma redução clara nas vacinas fora do Plano Nacional de Vacinação (PNV) que são dadas às crianças", disse, ao JN, José Gonçalves Oliveira, do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos (OM) e presidente da Associação de Pediatria do Minho. "Das vacinas, não comparticipadas pelo Ministério da Saúde, os pediatras recomendavam e recomendam a toma de, pelo menos, duas: as vacinas contra doenças pneumocócitas e a rotavírus", afirmou o pediatra. "Agora, nas consultas, os pais dizem que não têm dinheiro para pagar as vacinas e pedem-nos a nós, médicos, para 'escolher' a vacina mais importante", frisou Paula Fonseca, pediatra.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2929742

sábado, 1 de dezembro de 2012

Público: Taxa da mortalidade infantil aumentou em 2011

A taxa de mortalidade infantil aumentou no ano passado, passando de 2,5 óbitos por mil nados-vivos para 3,1, sobretudo devido a um acréscimo nas mortes de bebés até aos 28 dias. Em 2011 morreram 302 crianças antes de completarem um ano de idade, mais 46 do que em 2010.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) está a analisar o que aconteceu, caso a caso, e conta ter pronto, nos próximos dias, um relatório detalhado sobre este fenómeno.

Os dados da mortalidade infantil são do Instituto Nacional de Estatística e foram esmiuçados na sexta-feira passada pelo director-geral da Saúde, Francisco George, num curso para médicos, dando origem a uma notícia do Tempo Medicina, que destacou a "inversão da tendência de queda" na taxa de mortalidade infantil, um indicador que tem colocado Portugal, nos últimos anos, na lista dos melhores países do mundo a este nível.

Sublinhando que não se deve dramatizar este acréscimo e que não se pode dizer que representa a inversão de uma tendência, Francisco George explicou ao PÚBLICO, segunda-feira, que o aumento pode ser motivado apenas pela chamada "lei dos pequenos números, um fenómeno que todos os epidemiologistas conhecem bem".

Em 2010 registou-se um valor de óbitos até aos 12 meses muito baixo, 256. Quando se atingem valores assim tão baixos é muito difícil continuar a diminuir, porque basta uma variação pequena para afectar a taxa de mortalidade. O director-geral da Saúde explica ainda que foi sobretudo numa das componentes da mortalidade infantil (a neonatal, até aos 28 dias), que houve acréscimo (230 óbitos contra 169 mortes em 2010), enquanto na componente pós-neonatal (até aos 12 meses) o movimento continuou a ser de descida.

As mortes nos primeiros dias de vida são menos evitáveis do que no período posterior. Por isso é que os casos estão a ser estudados um ano para se perceber o que aconteceu – uma das explicações pode residir no aumento de bebés nascidos graças a técnicas de procriação medicamente assistida (PMA), que, por vezes, resultam no nascimento de gémeos e trigémeos, aumentando o risco de morte devido à prematuridade. Até aos primeiros 28 dias de vida o risco de morte pode ainda aumentar devido a anomalias congénitas.

"Na componente pós-neonatal continuamos a decrescer e a nossa taxa é das melhores do mundo", acentua Francisco George, que defende que é necessário aguardar pelos resultados de 2012 para se poder falar numa eventual mudança de tendência.

A taxa de mortalidade infantil traduz o risco de morte das crianças durante o primeiro ano de vida.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/taxa-da-mortalidade-infantil-aumentou-no-ano-passado-mas-dgs-desdramatiza-numeros-1575125

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sol: Falta de casas de banho mata perto de 3 milhões por ano

Mais de 2,7 milhões de pessoas, na maioria menores de cinco anos, morrem anualmente de doenças associadas à falta de instalações sanitárias, indicou a ONU por ocasião do Dia Mundial da Casa de Banho, que hoje se assinala.

Melhorar o saneamento e construir mais casas de banho salvaria milhões de vidas em todo o mundo e acabaria com uma importante fonte de desigualdades, estimam as Nações Unidas (ONU).

"A eliminação de desigualdades pode começar nos locais mais improváveis como a casa de banho", considerou a relatora especial das Nações Unidas para o direito à água potável e a instalações sanitárias, a portuguesa Catarina de Albuquerque.

"O acesso a instalações sanitárias no mundo, mais do que outro qualquer serviço, fornece uma visão para a grande diferença entre os que 'têm' e os que 'não têm'", acrescentou, sublinhando que não ter uma casa de banho é quase exclusivamente "um fardo" dos pobres.

Apenas uma em cada três pessoas no mundo tem acesso a casa de banho, enquanto mais de mil milhões continuam a fazer as necessidades ao ar livre, lembrou.

A falta de instalações sanitárias não torna apenas os pobres doentes, como diminui as já limitadas possibilidades, forçando-os a ficarem afastados da escola e do trabalho, acrescentou.

Segundo as Nações Unidas, anualmente, as crianças perdem 272 milhões de dias de escola devido a doenças relacionadas com a falta de água potável e instalações sanitárias e as pessoas que são forçadas a esconder-se para fazer as necessidades são frequentemente vítimas de violência.

O mais recente relatório elaborado por Catarina Albuquerque para a Assembleia Geral das Nações Unidas apela para a eliminação das desigualdades no acesso à água e a instalações sanitárias.

"Não se trata apenas de assegurar o direito a instalações sanitárias, mas é também crucial para o acesso a outros direitos como o direito à saúde, à educação, ao trabalho e o direito a uma vida digna", disse.

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=63169

domingo, 18 de novembro de 2012

Diário Digital: Itália apreende brinquedos tóxicos oriundos da China

As autoridades italianas apreenderam cerca de 300 mil brinquedos provenientes da China considerados tóxicos e perigosos para as crianças.

As análises realizadas indicaram que os brinquedos continham ácido ftálico, um aditivo utilizado para tornar o plástico mais maleável e flexível, que pode atrasar o crescimento das crianças ou provocar malformações.

O Parlamento Europeu proibiu em 2005 o uso de ftalatos em brinquedos, após estes serem vinculados a problemas do aparelho reprodutor, bem como à asma e ao cancro.

Noutros brinquedos foram detectados pontos cortantes e níveis de energia cinética superiores aos permitidos por lei, que podem causar aquecimento excessivo com risco de explosão.

A apreensão foi realizada na província de Macerata, na costa adriática de Itália.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=602423

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Lavar todas as frutas


Já aqui tinha falado da importância de lavar bem as latas de conserva antes de as abrir. Trata-se de lavar bem a superfície que vai estar em contacto directo com os alimentos ou com a nossa boca. Faz sentido, não faz? Pois bem, com a fruta é a mesma coisa.

Quando nos preparamos para comer uma deliciosa maçã à dentada, lavamo-la sempre muito bem. Quando nos preparamos para comer umas suculentas uvas, também. E quando se trata de uma doce melancia? Ou mesmo uma maçã que vamos descascar?

O princípio é o mesmo do das latas. A faca com que cortamos a fruta entra em contacto directo com a casca e com a fruta, transmitindo tudo o que a casca tem para o precioso interior. O mesmo acontece com as nossas mãos: imaginem-se a descascar uma papaia. A fruta vai rodando na vossa mão à medida que vai sendo descascada.

Por isso, lavem bem toda a fruta em água corrente!

Não é mania, a sério. Nem sou nada dada a isso. Mas não sei onde andou aquela fruta que estou prestes a consumir. É apenas uma questão de controlo. Fica a sugestão!

Boas lavagens!

domingo, 23 de setembro de 2012

Jornal i: Menores de cinco anos. Portugal é nono país com menor taxa de mortalidade infantil

Nos últimos 20 anos houve uma queda nas taxas de mortalidade nas crianças menores de cinco anos em todo o mundo. Segundo os últimos dados estatísticos da Unicef, em 1990 o número global de mortes estimado era de 12 milhões e o ano passado o valor caiu, atingindo os 6,9 milhões. Portugal é o nono país com a taxa de mortalidade de crianças com idade inferior a cinco anos mais baixa do mundo. Em primeiro lugar está Singapura, seguida pela Eslovénia e Suécia.

O relatório de 2012 sobre os progressos relativos ao Compromisso pela Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada (Committing to Child Survival: A Promise Renewed) analisa as tendências das estimativas sobre mortalidade infantil desde 1990, e revela que se conseguiram reduções significativas nas taxas de mortalidade de crianças com idade inferior a cinco anos em todas as regiões. Esta análise traduziu-se numa diminuição acentuada do número estimado de mortes de crianças naquela faixa etária a nível mundial: uma queda de 42,5% de mortes, desde 1990 até 2011.

“O declínio global na mortalidade infantil é um sucesso significativo que é uma prova do trabalho e dedicação de muitos, incluindo governos, doadores, agências e famílias”, afirmou Anthony Lake, director executivo da Unicef, em comunicado. No entanto, lembra que “também há questões inacabadas”. “Milhões de crianças menores de cinco anos ainda morrem a cada ano de causas evitáveis, para as quais existem intervenções comprovadas e a preços acessíveis”, realçou. “Essas vidas poderiam ser salvas com vacinas, nutrição adequada e cuidados médicos e maternos básicos. O mundo tem a tecnologia e o know-how para isso. O desafio é torná-los disponíveis para cada criança.”

Contudo, de acordo com os dados lançados ontem pela Unicef e pelo Grupo Inter-Agências da ONU para a estimativa da mortalidade infantil, nem a região em que um país se insere nem o estatuto económico são necessariamente obstáculos à redução da mortalidade infantil. Por isso, países de baixos rendimentos como Bangladesh, Libéria e Ruanda; de rendimentos médios como o Brasil, a Mongólia e a Turquia; e países de rendimento elevado, categoria que inclui Omã e Portugal, conseguiram iguais progressos, baixando as suas taxas de mortalidade de crianças menores de cinco anos em mais de dois terços entre 1990 e 2011.

Causas de morte Além das estimativas sobre mortalidade infantil, o relatório inclui também análises sobre as principais causas de morte. De acordo com os dados, a pneumonia ocupa o primeiro lugar, sendo responsável por 18% das mortes; complicações decorrentes dos nascimentos prematuros está em segundo lugar, com 14%; depois a diarreia (11%); complicações relacionadas com o parto (9%); e malária (7%).

As mortes de crianças com menos de cinco anos concentram-se cada vez mais na África subsariana e no sul da Ásia, regiões onde ocorreram mais de 80% de todas as mortes nessa faixa etária em 2011.

Em média, uma em cada nove crianças na África subsariana morre antes dos cinco anos de idade. No entanto, mais de metade das mortes causadas por pneumonia e diarreia, que em conjunto são responsáveis por quase 30% destes óbitos, ocorrem em apenas cinco países: República Democrática do Congo, Índia, Nigéria, Paquistão e China. Sem tratamento, 50% das crianças infectadas pelo VIH morrem antes de completar os dois anos de idade. Em países da África subsariana com índices de prevalência do VIH elevados, a mortalidade associada ao VIH em crianças menores de cinco anos e registada em 2010 oscilou entre 10% em Moçambique e Zâmbia e 28% na África do Sul. Já cerca de 40% das mortes de crianças com menos de cinco anos ocorrem durante o período neonatal, ou seja, durante os primeiros 28 dias de vida. Em 2011 e ao nível global, três milhões de mortes ocorreram durante este período: África subsariana e sul da Ásia são as regiões que apresentam as taxas de mortalidade neonatal mais altas e o maior número anual de nascimentos.

“Uma Promessa Renovada” tem vindo a crescer. O movimento criado pela Unicef, agência presente em 190 países, para a sobrevivência infantil quer dar um novo impulso, redefinir prioridades e continuar a trabalhar com base nos progressos significativos das últimas duas décadas. Desde Junho, mais de metade dos governos mundiais subscreveram e renovaram o seu compromisso com a sobrevivência infantil. “É necessário intensificar esforços, especialmente em países muito populosos e com taxas de mortalidade elevadas. Além dos factores relacionados com os cuidados de saúde e nutrição, as melhorias noutras áreas – nomeadamente, na educação, acesso a água potável e saneamento adequado, alimentação adequada, protecção infantil e capacitação das mulheres – irão também reflectir-se na sobrevivência e desenvolvimento infantil”, sublinhou, em comunicado, a agência da ONU.

http://www.ionline.pt/portugal/menores-cinco-anos-portugal-nono-pais-menor-taxa-mortalidade-infantil

sábado, 15 de setembro de 2012

Sol: ACP vai por crianças a aprender regras rodoviárias nas escolas

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) vai levar este ano lectivo, às escolas de Lisboa e Porto, um projecto-piloto de educação rodoviária com o objectivo de sensibilizar os mais jovens e estimular comportamentos de segurança.

O Programa Nacional de Educação Rodoviária é hoje apresentado e destina-se a crianças entre os quatro e os sete anos. O projecto-piloto vai arrancar este ano lectivo em escolas públicas e privadas de Lisboa e Porto, envolvendo cerca de 50 mil alunos e três mil professores.

«Mais do que ensinar regras do Código da Estrada, aquilo que o ACP pretende é incutir regras de segurança rodoviária nos mais novos e que eles também sejam porta-vozes das boas práticas junto dos pais e amigos», disse à agência Lusa o presidente do ACP, Carlos Barbosa.

O responsável adiantou que a iniciativa tem por objectivo «ensinar e incutir comportamentos de segurança aos mais jovens», para que, quando chegarem à idade adulta, «não tenham os comportamentos que hoje em dia se vêem na estrada, que são perfeitamente inaceitáveis».

Carlos Barbosa referiu igualmente que os dados da sinistralidade, em 2011, com crianças e jovens dos 0 aos 19 anos, são preocupantes e reveladores que urge inverter a situação e mudar comportamentos.

No ano passado, registaram-se nas estradas portuguesas 358 feridos ligeiros, 18 feridos graves e dois mortos por mês na faixa etária dos 0 aos 19 anos.

O presidente do ACP considerou também que faz «a maior falta», nas escolas portuguesas, acções de educação rodoviária, tendo em conta que é «cada vez mais uma preocupação nacional, um custo nacional e uma desgraça nacional o número de pessoas que continua a morrer nas estradas portuguesas».

O Programa Nacional de Educação Rodoviária (ACP Kids), desenvolvido pelo Automóvel Club de Portugal e que conta com a colaboração do Plano Nacional de Leitura e da Rede de Bibliotecas Escolares, vai contemplar múltiplas iniciativas e acções ao longo do ano lectivo.

Segundo o ACP, no âmbito deste programa extracurricular vão ser enviados materiais didácticos para as escolas e professores, para que possam realizar actividades na sala de aula com os alunos.

Entre o conjunto de materiais referentes à educação rodoviária encontram-se um DVD, com o vídeo lúdico-pedagógico ACP Kids, e um tabuleiro de palavras cruzadas.

Numa segunda fase, um grupo seleccionado de escolas irá receber a acção «para e olha – experimenta e aprende», que permite aos alunos testarem, na prática, os comportamentos aprendidos através da criação de um ambiente rodoviário.

Carlos Barbosa adiantou ainda que a intenção é levar a todas as escolas do país este projecto.

Na apresentação do Programa Nacional de Educação Rodoviária vai estar presente o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila.

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=58483

domingo, 9 de setembro de 2012

Correio da Manhã: Atropela filho bebé ao estacionar carro

A família tinha acabado de chegar a casa, pelas 18h00 de domingo, depois de terem ido às compras, quando Gustavo, bebé de 15 meses, escapou da mão da mãe e se dirigiu à garagem, onde o pai estacionava a carrinha BMW.

Luís Pedro Costa, pasteleiro, não viu o filho ao fazer marcha-atrás e atropelou-o, na rua da Mina, freguesia da Carvoeira, Mafra. No chão, o bebé não parava de chorar. Foi logo transportado ao Hospital de Santa Maria, Lisboa, e os exames diagnosticaram uma perfuração no fígado. Ontem mantinha-se internado em estado grave.

"Ainda não sabemos quando o bebé vai ter alta. Foi um acidente e um grande susto. Ficámos todos em choque com os gritos do menino, mas ele não corre risco de vida", disse ontem ao CM Paula Costa, irmã de Luís Pedro.

"O meu sobrinho ainda mal anda, mas quando a mãe estava a descarregar as compras para a cozinha começou a andar até à garagem para ver o pai. O meu irmão estava a estacionar e percebeu que realmente tinha batido em alguma coisa. Ficou transtornado", disse Paula Costa.

Além do problema no fígado, Gustavo tem parte da face inchada - devido à força com que bateu com a cara no chão.

Ontem, à hora de fecho desta edição, o bebé de 15 meses, filho único, continuava internado na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos. Fonte médica disse ao CM que o menino está a "recuperar bem". Quando se soube do acidente, uma patrulha da GNR foi chamada ao local e os bombeiros da Ericeira prestaram os primeiros-socorros - transportaram o bebé ao hospital.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/atropela-filho-bebe-ao-estacionar-carro

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Comparativo de seguro automóvel

Não sei se vos tem acontecido, mas ultimamente estou sempre a parar em operações stop da polícia. Estive anos em que nunca me mandaram parar e, nos últimos meses, já perdi a conta à quantidade de vezes que ouvi “Os seus documentos e os da viatura, por favor”...

Consta que andam muitos carros a circular sem seguro automóvel em dia, o que é uma grande chatice em caso de acidente. Não só para quem não tem o seguro, mas também para o outro condutor.

Os seguros automóveis são caros, é um facto, mas são obrigatórios e estão lá para nos proteger quando é preciso.

Por isso, especialmente em tempos de crise em que o dinheiro não abunda, é muito importante escolher bem o seguro automóvel e não ter medo de mudar de companhia se as condições forem mais favoráveis.

Por isso, quando mudei de carro há uns meses, pesquisei bem e comparei quase vinte seguros diferentes de sete seguradoras diferentes!

É importante não comparar apenas o preço, mas também todas as coberturas, franquias e condições... na altura pode parecer irrelevante, mas, em caso de chatice, pode fazer a diferença.

É caro, é chato, mas é mesmo muito importante ter o seguro em dia!

Bom seguro!


Comparativo de seguro automóvel.pdf


[Não consegui adicionar a versão em excel. Se alguém quiser o ficheiro em excel, basta enviar um email para dicas.da.migalha@gmail.com com o Assunto: Excel Comparativo de seguro automóvel. Assim que me for possível, envio :)]


domingo, 1 de julho de 2012

i online: PSP distribui pulseiras durante o verão para localização mais rápida de crianças desaparecidas

A PSP apresentou hoje o programa 'Estou Aqui!', que visa facilitar e agilizar a localização de crianças perdidas durante o verão através da distribuição gratuita de pulseiras, tornando "mais rápido" o reencontro com os pais.

As cinco mil pulseiras podem ser adquiridas pelos pais nas esquadras da PSP de todo o país, sendo a ativação do pedido feito através da página da Internet do programa (https://estouaqui.mai.gov.pt/Pages/default.aspx.) com o preenchimento de uma base de dados.

O porta-voz da PSP, comissário Paulo Flor, explicou que cada pulseira "é única", sendo atribuída a cada uma um número diferente, que, apesar de ser percetível, só pode ser lido pela PSP através da base de dados.

Paulo Flor garantiu que apenas os polícias que trabalham no Centro de Comando e Controlo da PSP têm acesso à base de dados, estando ainda asseguradas todas as condições de segurança relativamente às informações dos pais.

 "Esta é uma base de dados da PSP e que só interessa para termos operacionais", afirmou.

Segundo a PSP, as crianças não conseguem tirar a pulseira do braço e conseguem aguentar, pelo menos, duas semanas de praia.

Em caso de desaparecimento da criança e através de uma chamada para o 112, serão acionados os mecanismos necessários de comunicação com as forças de segurança, que enviarão para o local do desaparecimento da criança uma patrulha policial.

Paralelamente, e ao longo deste processo, que se pretende o "mais célere possível", a PSP agilizará, através da força de segurança envolvida, o contacto com o responsável pela criança perdida de acordo com os registos fornecidos no ato de adesão e ativação da pulseira, segundo a Polícia.

O porta-voz da PSP adiantou igualmente que as pulseiras se destinam principalmente às crianças nas faixas etárias mais vulneráveis, nomeadamente entre os dois e os cinco anos, e permitirá que a criança desaparecida seja rapidamente encontrada.    

"Se a criança desaparecida tiver uma forma de identificação e se essa identificação estiver na posse da PSP, o processo é mais fácil. Nós garantimos que é uma questão de um minuto entre conseguir identificar a criança através da pulseira e contactar os pais", sustentou.

As cinco mil pulseiras vão ser distribuídas sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal, além dos postos de turismo da PSP do Algarve e junto às praias e zonas turísticas.

Entre 2006 e 2010, a PSP registou 12.491 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes, sendo a taxa de reaparecimento de 97 por cento.

Porém, Paulo Flor acrescentou que no caso de crianças até aos 12 anos a taxa de reaparecimento é de 99 por cento.

A PSP escolheu o verão para esta iniciativa, que decorre entre início de julho e 15 de setembro, uma vez que é nesta altura do ano que as crianças estão mais expostas aos perigos e há mais situações de desaparecimento.

"Mais do que sinalizar uma criança perdida, o programa 'Estou aqui!' Tem como finalidade sinalizar uma criança encontrada", concluiu.

O programa é feito em parceria com a Fundação PT, RFM e UTIS (Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança).

http://www.ionline.pt/portugal/psp-distribui-pulseiras-durante-verao-localizacao-mais-rapida-criancas-desaparecidas

sexta-feira, 22 de junho de 2012

I online: DGS quer ir a casa de crianças até 4 anos para avaliar risco de acidente

A Direcção-Geral da Saúde quer melhorar a prevenção de acidentes domésticos com crianças pequenas indo a casa das famílias avaliar o risco, ao mesmo tempo que sensibiliza os pais. Ver onde são guardados os medicamentos e os detergentes, como se protegem janelas e varandas ou que medidas são tomadas para evitar o risco de afogamento são alguns aspectos das projectadas visitas domiciliárias nos primeiros quatro anos de vida “para avaliação de risco de acidente em ambiente doméstico e educação para a saúde/segurança”.

O objectivo surge no novo Plano de Acção para a Segurança Infantil, em discussão pública até dia 12 de Julho. Surge como principal iniciativa para reduzir o número e a gravidade dos acidentes até aos 4 anos em ambiente doméstico, área considerada uma das sete de “intervenção prioritária”.

O plano insere-se no Programa Nacional de Prevenção de Acidentes 2010-2016. Sobre estas visitas domiciliárias – que surgem entre dezenas de medidas sem datas concretas para avançar –, o documento define como acções iniciais identificar profissionais e organismos que já fazem visitas domiciliárias, adiantando que poderá ser aproveitada a experiência das estrutura das visitas domiciliárias a idosos. Lê-se que será necessário preparar instrumentos que permitam a avaliação, mas também definir orientações técnicas para guiar as visitas. Primeiro deverão arrancar projectos-piloto em alguns agrupamentos de centros de saúde para testar o modelo de visitas e só depois alargar aos restantes centros de saúde. Nas unidades envolvidas, a ideia passará por começar a referenciar para visita “todos os recém-nascidos através da notícia de nascimento”. O documento esclarece que só depois da discussão pública haverá uma calendarização das acções previstas.

Este plano começou a ser delineado em 2006, inicialmente pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil e depois sob a coordenação do Alto Comissariado da Saúde, agora na DGS. Contou com a colaboração de 104 peritos, do Estado e de organizações da sociedade civil. Os relatores lembram que Portugal já foi alvo de recomendações da União Europeia e da Organização Mundial de Saúde no sentido reforçar a prevenção. Esta semana a APSI apresentou novos dados sobre a segurança infantil no país. Entre 2006 e 2010 houve 625 mortes por acidente até aos 19 anos. A maioria são provocadas por acidentes rodoviários, seguindo-se os afogamentos.

http://www.ionline.pt/portugal/dgs-quer-ir-casa-criancas-4-anos-avaliar-risco-acidente