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sábado, 1 de junho de 2013

Equilibrando: Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre - que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

http://equilibrando.me/2013/05/16/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem-deficit-de-atencao/

(notícia partilhada pela leitora e amiga Babi. Obrigada!)

domingo, 26 de maio de 2013

Público: "Há pais que compram muitos brinquedos porque não se sabem relacionar com o bebé"

Nove meses de gravidez trazem a promessa de um relacionamento intuitivo com o bebé que nem sempre se cumpre. Como pegar-lhe ao colo? É normal que ele não olhe para a mãe? A que é que se brinca com um recém-nascido? Numa visita a Portugal, a pediatra Nadia Bruschweiler-Stern explica como método Brazelton pode ajudar famílias a lidar com estas e outras questões.

A busca de Nadia Bruschweiler-Stern do “bebé” começou na Medicina. Quando se especializou em Pediatria, sentiu que “se tratava o bebé como um organismo, com coração, pulmões, rins e tudo o resto, como um sistema onde tudo tinha que funcionar”, mas não era suficiente. Seguiu Pedopsiquiatria, onde trabalhou “a representação que a mãe faz do bebé, como ela o imagina e o que anseia para ele”. Mais uma vez não estava a olhar para o bebé. “Quando descobri o trabalho de Brazelton, encontrei finalmente o bebé”, conta-nos numa visita a Lisboa para participar na conferência internacional “Valuing Baby and Family Passion Towards a Science of Happiness”, a 7 e 8 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Nadia encontrou o método que procurava no trabalho iniciado por Berry Brazelton, que criou a Neonatal Behavioral Assessment Scale (NBAS), uma escala inovadora que funciona como instrumento de avaliação e permite aos médicos “ler” o bebé, o seu temperamento, vulnerabilidade e capacidade de relacionamento. É esta a orientação do Centro Brazelton, actualmente dirigido por Nadia Bruschweiler-Stern na Suíça, englobado numa rede internacional com mais de 15 centros pela América, Ásia e Europa. Em Portugal, o primeiro centro foi criado em 2000, tendo em 2010 sido incorporado na Fundação Brazelton/Gomes-Pedro para as Ciências do Bebé e da Família.

“Ao observar-se metodicamente um recém-nascido percebe-se que, tal como os adultos, todos os bebés são diferentes. Interrogamo-nos sempre: ‘Que tipo de bebé será e o que iremos descobrir sobre ele?’. Se analisarmos a criança no momento certo, descobrimos muito sobre o seu temperamento”, afirma Nadia que, regra geral, trabalha com bebés até aos dois meses de idade. Ao contrário do que se pensava quando a NBAS dava os primeiros passos, é impossível prever como será a criança uns anos mais tarde. “Uma questão essencial é que só conseguimos ver o bebé no contexto do ‘agora’, não conseguimos prever que tipo de pessoa será no futuro… E ainda bem. Isso seria assustador!”, desabafa.

Todos bebés, todos diferentes

Na impossibilidade de traçar um perfil psicológico a longo prazo, os pediatras interessados no método Brazelton ajudam as famílias a conectar-se com o bebé, chegando em muitas sessão a haver aquilo que designam por “momento de encontro”, a altura em que a mãe, por exemplo, percebe que o recém-nascido a reconhece como tal. Imagine-se uma mãe a olhar o filho recém-nascido no seu colo: “eu sei que sabes que sou tua mãe”. Depois deste encontro, que nem sempre acontece em ambientes de consulta, “o bebé é visto e compreendido como uma pessoa e a comunicação é totalmente diferente”, defende Nadia Bruschweiler-Stern.

Um dos exemplos práticos mais utilizados pela pediatra suíça é o caso do pequeno Lucas, um recém-nascido com uma deformação no pé. Os pais, em choque com a desfiguração, “congelaram”, como se “o processo de ligação tivesse sido interrompido”, e apresentavam dificuldades no relacionamento com o recém-nascido. Na consulta, conforme relembrou Nadia perante a plateia cheia da conferência na Gulbenkian, a mãe percebeu que o bebé lhe reconhecia a voz e descobriu finalmente “que apesar da deformação, havia um bebé ali que queria a sua atenção e amor. Foi um momento único e essencial para que a família ultrapassasse aquele problema”, recorda a médica.

Não há um “paciente-tipo” no consultório de Nadia, alojado na clínica privada Grangettes, em Genebra. “Os curiosos às vezes aparecem apenas porque sabem que há alguma coisa a acontecer com o bebé e não querem perder a oportunidade de descobrir o que é. Depois, há as razões psicológicas: pode ter havido uma perda na família e os pais não querem que a dor passe para o filho ou problemas no casamento. É possível que um bebé chore muito ou então que seja demasiado passivo e esteja sempre a dormir. Pode ser qualquer coisa…. Problemas de amamentação…é uma lista sem fim”, afirma a pediatra. Contudo, parece haver um padrão: “Nos dias de hoje muitos pais nunca tiveram um bebé nos braços e, como não sabem o que fazer, o que dizer ou como brincar acabam por lhes comprar demasiados brinquedos, em vez de se relacionarem.”

Uma das vertentes das consultas é orientar os pais, ensinando-os a ler os sinais e a interagir. “Ajudamo-los a sentir que controlam a situação. Como têm expectativas altas, alguns pais, sentem-se estúpidos e não querem fazer perguntas, porque acham que já deviam saber tudo. Isso pode gerar sentimentos de inadaptação e culpa”, afirma. O bebé que chora compulsivamente, deixando os pais mais tensos e menos compreensivos, é um exemplo clássico. “Quando não há relacionamento com o bebé é mais fácil culpá-lo. Depois de se estabelecer uma ligação, os pais percebem que não está a chorar só para os fazer acudir, mas sim porque não se sente bem. Aí entram em jogo as regas de sobrevivência e os pais acodem prontamente. É inato. É a natureza.”

http://lifestyle.publico.pt/artigos/320066_ha-pais-que-compram-muitos-brinquedos-porque-nao-se-sabem-relacionar-com-o-bebe

sábado, 25 de maio de 2013

Diário Digital: Cientistas descobrem mutação genética que faz homens e mulheres engordarem

Se tem problemas com a balança a culpa não é só da sua dieta, mas também dos seus genes. É o que revela um novo estudo realizado na universidade Maastricht, na Holanda. O investigador Freek Bouwman afirmou ao Daily Mail que 30% das mulheres têm uma mutação no gene MMP2, responsável pelo desenvolvimento do tecido adiposo, e isso faz com que as hipóteses de acumular seis quilos aumentem em duas vezes e meia.

E não são só as mulheres que apresentam esse tipo de desvantagem. Nos homens, a mutação foi encontrada no gene FTO e duplicou a possibilidade de ganhar mais de seis quilos. O motivo? Esse gene aumenta o desejo por alimentos com gordura e açucarados, o que leva os homens a ingerir 100 calorias a mais por refeição do que a média.

Segundo o Congresso Europeu sobre Obesidade, em Liverpool, as mutações FTO e MMP2 são específicas para cada género, pois as suas actividades são controladas por hormonas sexuais.

A descoberta dos genes oferece esperança para a criação de testes para identificar homens e mulheres com maior risco de perder a batalha contra a balança.

No estudo, os cientistas da universidade analisaram os ganhos e perda de peso de mais de cinco mil homens e mulheres por 10 anos. Depois, a equipa verificou o ADN dos participantes.

Segundo o professor John Wilding, da Associação para o Estudo da Obesidade do Reino Unido, os genes não podem levar toda a culpa pelo excesso de peso. «As pessoas devem, ainda assim, preocupar-se com o que elas comem. Não é possível mudar os seus genes, mas é possível mudar o seu comportamento».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=633711

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Viva as encomendas de supermercado online

Já aqui falei das encomendas de supermercado online. Das suas vantagens e desvantagens e dos aspectos que acho que devem ser tidos em conta.

Continuo muito fã deste tipo de encomenda: não se perdem horas num hipermercado sobrelotado e demasiado grande, não gasto combustível, nem perco tempo precioso. Ah, e não me canso, o que dá muito jeito nestes tempos barrigudos que correm...

No Sábado, foi dia de entrega cá em casa. Em 5 minutos, descarregaram e pagámos. Em 5 minutos, arrumámos tudo nos devidos sítios confirmando sempre a lista.

Ao fim de 10 minutos, estávamos os três a jantar calmamente, sem ter passado pelo stress das compras.

Não pagámos taxa de entrega, pois estavam com oferta; aproveitámos algumas promoções que estão anunciadas no site e ainda recebemos algumas ofertas: o detergente para a roupa dá sempre jeito e a pequena pasta de dentes foi logo encaminhada para a mala para a maternidade :)

Continuamos a não encomendar fruta, legumes e peixe fresco. Peixe só mesmo congelado. Carne até tem corrido bem: temos ali piano de porco para fazer no forno com um aspecto maravilhoso!

Ah, como gosto desta possibilidade de encomendar compras de supermercado online... :)

Boas encomendas!

domingo, 12 de maio de 2013

Jornal de Notícias: Exercício na gravidez fortalece coração do bebé

As mulheres grávidas que praticam exercício regularmente fortalecem não só o próprio coração mas também o do bebé. Caminhadas, ioga e pilates são algumas das atividades mais recomendadas.

A conclusão é de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Medicina e Biociências de Kansas City, nos Estados Unidos. Divulgado pela Federação Espanhola do Coração, o ensaiso envolveu 61 grávidas entre os 20 e os 35 anos, das quais 26 praticam exercício físico três vezes por semana.

As mulheres fizeram exames às 28, 32 e 36 semanas de gravidez para medir a frequência cardíaca do feto. Os testes revelaram que o ritmo cardíaco dos bebés das mães que faziam exercício era mais baixo do que os das mulheres que não praticavam atividades aeróbicas regulares.

Assim, o exercício praticado pela mãe afeta diretamente a saúde do bebé, conclui o estudo. As endorfinas produzidas durante as atividades físicas atravessam a placenta e melhoram a saúde do sistema cardiovascular do feto, acrescenta o ensaio.

Segundo José Luis Palma, vice-presidente da Federação Espanhola do Coração, se o ritmo cardíaco dos bebés registar valores baixos durante a gestação, "o risco de taquicardia durante o parto é menor" o que beneficia "o recém-nascido e evita eventuais complicações".

Deste modo, uma baixa frequência cardíaca é sinónimo de um coração saudável ", afirma Dr. José Luis Palma.

Os benefícios da atividade física mantêm-se durante toda a gestação e até mesmo no primeiro mês após o nascimento do bebé. Linda May, investigadora que liderou o estudo, demonstrou que até quatro semanas após o parto, os bebés das mães que faziam exercício continuaram a registar batimentos cardíacos mais baixos.

É importante alertar que todas as grávidas consultem um médico especializado antes de fazerem exercício, dado que a atividade física em mulheres com hábitos sedentários pode mesmo ser prejudicial. Além disso, a intensidade do exercício depende do estado de saúde da mãe e do mês da gestação.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3199643&page=-1

domingo, 5 de maio de 2013

Diário Digital: Estudo diz que um refrigerante por dia aumenta risco de diabetes

Beber uma ou mais latas de refrigerantes por dia aumenta o risco de diabetes na vida adulta, de acordo com um estudo europeu publicado na revista britânica Diabetologia. A pesquisa parece confirmar estudos americanos sobre o mesmo tema.

De acordo com os seus coordenadores, do Imperial College London, quem bebe uma lata por dia de refrigerante sem ser diet tem um risco de desenvolver diabetes 20% maior do que quem consome uma lata ou menos por mês.

«E por cada lata de refrigerante que um indivíduo bebe por dia, o risco de diabetes aumenta mais», disse à BBC a investigadora Dora Romaguera, do Imperial College London.

A pesquisa foi realizada a partir de dados recolhidos no Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Itália, Espanha, Suécia, França e Holanda. Nela, cerca de 350.000 pessoas foram questionadas sobre a sua dieta.

«Dado o aumento do consumo dessas bebidas na Europa, concluímos que é preciso dar à população informações claras sobre os seus efeitos sobre a saúde», conclui a pesquisa, que indica que o consumo de sumo de frutas não tem o mesmo efeito que o de refrigerante com açúcar.

Matthew Hobbs, director de pesquisas da organização Diabetes UK, sublinha que a ligação entre refrigerantes e diabetes tipo 2 é observada mesmo quando o índice de massa corporal é levado em conta. Ou seja, o risco de desenvolver diabetes é maior mesmo em pessoas magras que consomem uma lata diária de refrigerante.

Segundo Hobbs, isso sugere que esse risco não estaria ligado ao facto de que quem consome a bebida estar a ingerir muitas calorias, embora mais estudos sejam necessários para comprovar isso.

«De qualquer forma, recomendamos um limite no consumo de alimentos e bebidas açucarados porque, por serem ricos em calorias, podem levar a um ganho de peso. E sabemos que a manutenção de um peso saudável é muito importante para se evitar a diabetes tipo 2», diz Hobbs.

Patrick Wolfe, da University College London, enfatiza que os refrigerantes açucarados são apenas um entre muitos outros factores de risco para a diabetes tipo 2.

«Mas já que esse é um risco que podemos facilmente eliminar - trocando os refrigerantes com açúcar por refrigerantes diet ou, melhor ainda, cortando os refrigerantes da nossa dieta, faz sentido fazer isso», opina.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=629775

sábado, 4 de maio de 2013

Público: Ementas de Verão: o que comer e o que evitar

A vida tem ritmos e tirar partido do melhor de cada estação é sinal de sabedoria.

A alimentação que devemos praticar durante  os meses do Verão e do calor não é de todo diferente daquela que devemos praticar o resto do ano. Acontece, porém que este período trás consigo várias particularidades que podemos e devemos considerar quando pensamos no que comemos.

Desde logo, a temperatura e a intensidade luminosa, que são mais elevadas. Este facto tem algum impacto no nosso organismo, quer nas necessidades hídricas quer mesmo no metabolismo e até no apetite. Não será demais recordar a este propósito a importância da vitamina D. Quanto às necessidades de água, devemos sempre assegurar que as satisfazemos sob pena de estarmos em constante estado de sub-hidratação. A satisfação destas necessidades deve ser feita sobretudo à custa de água e não de refrigerantes ou sumos de modo a não aumentarmos excessivamente a nossa ingestão energética e, por consequência, o peso. Pior ainda, hidratarmo-nos com bebidas alcoólicas acarreta inúmeros problemas desde o excesso de energia ao excesso de confiança, excesso este que tem nos acidentes rodoviários uma desnecessária confirmação.

Um aspecto positivo deste período é a maior abundância e diversidade de frutos e hortícolas disponíveis. Embora os modernos mecanismos de distribuição nos tragam até à porta alimentos das mais longínquas paragens deste planeta em qualquer altura do ano, a sazonalidade de alguns produtos de origem vegetal deve ser por nós explorada, aumentando assim a diversidade e a riqueza da nossa alimentação. Tal permite ainda contribuir para um planeta melhor, reduzindo o impacto negativo dos transportes e promovendo a produção local. Também alguns animais estão sujeitos a variações anuais na sua disponibilidade: entre estes, elegemos a sardinha como um dos mais interessantes, pela sua riqueza nutricional e custo (ainda) razoável.

Outros alimentos, embora disponíveis todo o ano, são mais consumidos no Verão. Talvez o exemplo mais marcante seja o dos gelados, um alimento que não associamos geralmente a óptimos efeitos na nossa saúde, sobretudo pelos teores de açúcar e gorduras. No entanto, existem no mercado alguns gelados com um valor energético perfeitamente enquadrável com uma alimentação e peso saudáveis (não só os de gelo mas também algumas variantes pobres em gordura de gelados mais convencionais); e mesmo os outros podem ter o seu lugar desde que consumidos com parcimónia.

Verão e praia são, no nosso país, expressões quase coincidentes. A alimentação que praticamos durante a nossa estadia na praia pode ser também um bom pretexto para equilibrarmos a nossa dieta. Não faltam, é claro, solicitações no sentido contrário (destacam-se as omnipresentes, incrivelmente gordurosas e tantas vezes irresistíveis bolas de berlim, apregoadas de forma incansável pelos vendedores ambulantes). No, entanto o recurso a refeições leves e equilibradas, como são exemplo as sanduíches diversas (de pão integral, sempre que possível), com tomate, alface, algum queijo, atum ou ovo, a fruta fresca e água (muita água) é simultaneamente agradável e adequado. Não esquecer que o tempo quente obriga a cuidados redobrados na conservação dos alimentos: desde a sua compra até ao consumo, devemos assegurar-nos de que a cadeia de frio não é interrompida para aqueles alimentos que dele necessitam. Uma intoxicação alimentar pode estragar umas férias e, em alguns casos, pode mesmo ser bastante perigosa (crianças, idosos, indivíduos com saúde mais frágil, sobretudo).

A expectativa da rentrée balnear e a consequente exposição dos corpos tem frequentemente como consequência o desejo de perder peso e de voltar a vestir aquelas roupas e fatos de banho de há uns anos, e quilos, atrás. Se sobre o uso de suplementos para perda de peso já aqui nos pronunciámos importa, ainda que de relance, referir a existência de algumas “dietas” de Verão de origem duvidosa e credibilidade científica nula, mas “já testadas” por celebridades nacionais e estrangeiras. Pela sua saúde, evite estas “dietas”: de modo algum garantem as perdas de peso milagrosas que apregoam e são, não raras vezes, francamente desequilibradas e potencialmente prejudiciais para a saúde.

Aproveite ainda o bom tempo para vir para o ar livre e fazer alguma actividade física. A vida tem ritmos e tirar partido do melhor de cada estação é sinal de sabedoria.

http://lifestyle.publico.pt/nutricao/319336_ementas-de-verao-o-que-comer-e-o-que-evitar

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A frustração de procurar emprego

Bem, já sabem que faço parte das estatísticas de desemprego do nosso país.

À parte de todo o desânimo perante esta nova condição, há a frustração de percorrer (literalmente) centenas de anúncios e não encontrar nada de jeito. As ofertas de estágio não remunerado preenchem páginas e páginas, depois seguem-se os estágios para os quais o candidato tem de preencher os requisitos para um estágio ao abrigo do IEFP, sobram meia dúzia de anúncios de trabalho efectivo!

Analisando essa meia dúzia (vá, são mais, eu sei...), alguns pedem requisitos que não preencho, outros são para a outra ponta do país e os outros vão receber o meu CV todo bonitinho!

Agora é esperar pelas respostas! E não me digam já que a maioria nem sequer responde ao envio do CV. Eu sei disso, mas ainda estou na fase inicial desta tarefa, por isso não quero desanimar!

Boa sorte (para todos os desempregados)!

sábado, 27 de abril de 2013

Público: Uma ecografia à frente e uma carta de despedimento atrás

Engravidou, contou aos chefes, foi despedida. Arranjou um novo emprego e o ciclo repetiu-se. Cármen Mateu foi despedida duas vezes, sempre a meio de uma gravidez. Face à hipótese de ficar com uma ecografia numa mão e uma carta de despedimento noutra, há quem pense duas vezes antes de ser mãe num país em crise onde os despedimentos de grávidas (e não só) têm vindo a aumentar.

Cármen Mateu trabalhava há alguns meses numa consultora internacional em Espanha quando teve o seu primeiro filho. “Foi então que comecei a ser vítima do chamado mobbing maternal. Fizeram-me a vida impossível: faziam-me viajar e passar várias noites fora de casa quando o meu contrato dizia que não tinha que o fazer”, conta a actual presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência, uma entidade civil independente que actua a nível internacional na “promoção e defesa da instituição familiar”.

O mobbing de que Cármen foi vítima, uma espécie de bullying no local de trabalho, “foi duríssimo ainda mais para quem tinha um bebé em casa” e prolongou-se por seis meses. Entretanto, Cármen descobriu que estava novamente grávida e as reacções na empresa não tardaram a fazer-se sentir: “Só me disseram que era um despedimento sem justa causa, mas eu soube que me estavam a despedir por ter sido mãe”, relembra a espanhola de 38 anos, cujo segundo filho acabaria por nascer prematuro “de tão stressante que foi a situação”.

Desempregada, Cármen dedicou-se aos dois filhos até ser recrutada por uma outra multinacional, concorrente da primeira. Negociou as condições de trabalho, mencionou que poderia vir a ter mais filhos e assinou o contrato satisfeita. Como num déjà vu, Cármen engravidou novamente. Duas semanas depois de ter informado os superiores de que estava à espera do terceiro filho, recebeu uma carta de despedimento “onde o motivo era exclusivamente estar grávida”. O ciclo repetiu-se e, para Cármen, gravidez foi pela terceira vez sinónimo de despedimento.

Ter ou não ter, eis a questão

Com 32 anos, Rita trabalha há três numa pequena empresa de contabilidade e auditoria e “até gostava de ter um ou dois filhos”, mas não quer “arriscar na roleta russa dos despedimentos de grávidas”. Rita, que prefere não revelar o seu apelido nem o nome da empresa onde trabalha, assume que coloca a vida profissional à frente da pessoal por falta de estabilidade financeira. “Se antes me perguntassem se abdicava de ter filhos com medo de ser despedida eu ria-me. Que sentido é que isso tinha? Se quisesse engravidar, fazia o que tinha a fazer e quando fosse preciso pedia licença [de maternidade]. É triste, mas agora já não tenho esse à vontade”, afirma.

O namorado, com quem Rita mora desde os 26 anos, “é quem mais atura estes dilemas”. Sempre concordaram que o casamento não era para eles, porém, o mesmo não acontece com a questão dos filhos. “Por ele era já hoje. Ele acha que nunca me despediriam por isso, mas a verdade é que nunca se sabe. O emprego já não é para a vida. Mesmo que não me despedissem por estar grávida, é sempre possível ficar sem trabalho e, se tivesse esse azar, com um filho em casa ou a caminho, acho que não nos aguentávamos financeiramente”.

Nenhuma das amigas de Rita foi despedida durante ou na sequência de uma gravidez, contudo, já ouviu falar de alguns casos e sente que esses despedimentos “são mesmo uma ameaça real”. Em 2012, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) deu 105 pareceres favoráveis ao despedimento de grávidas, mulheres que tinham sido mães recentemente ou de trabalhadores em licença parental. Em relação aos 29 pareceres favoráveis dados pela CITE em 2010, verifica-se um aumento de 3,6 vezes. Apesar de as estatísticas também incluírem pais em licença, as mulheres (grávidas ou lactantes) representam 91% dos despedimentos.

“Não me sinto ameaçada e acho era capaz de fazer o que faço hoje na empresa quase até ao final da gravidez”, admite Rita, que até já pensou em nomes para os filhos. Tiago, se for menino, Sofia, se for menina. O relógio biológico pode ter dado o sinal de partida, mas, na actual conjuntura económica, Rita prefere não se tornar “um peso para a empresa”, nem dar-lhe pretexto para um eventual despedimento. Pelo sim, pelo não, tem um plano B: “Se alguma vez acontecesse e eu suspeitasse que era por estar grávida, metia um processo em tribunal e ia até ao fim!”

À boleia da cegonha

Do outro lado da fronteira, em Valência, Cármen Mateu não foi tão reaccionária perante o primeiro e o segundo despedimento - que acredita estarem relacionados com o facto de ter sido mãe. “Não fui a tribunal porque tinha dois bebés em casa e um terceiro a caminho. Toda a situação foi um acumular de tensões e eu já tinha tido um prematuro. Na altura, acreditas que acabou tudo e a única coisa que queres fazer é estar sossegada em casa, com a família”, afirma a presidente do Instituto de Política Familiar (IPF) da Comunidade de Valência.

No ano passado, Cármen participou, pela segunda vez, num fórum de Organizações Não Governamentais (ONG) em Nova Iorque, no qual contou a sua história e pediu, perante a Organização das Nações Unidas (ONU), que o mobbing maternal seja incluído como delito nos países membros. “Convidaram-me a dar um testemunho sobre ser despedida por ser mãe e aceitei porque acho que é importante que os organismos internacionais oiçam opiniões para além das suas. Acho que estão alheados da realidade”, afirma.

Se a vida de Cármen fosse um jogo, na tabela de pontuações somavam-se agora duas intervenções perante a ONU, dois despedimentos, quatro filhos e cinco gravidezes. Aos poucos a balança vai-se equilibrando, Cármen está à espera do quinto filho e o risco de ser despedida nem entra na equação. Afinal, mais vale uma ecografia na mão, que duas cartas de despedimento passadas.

http://lifestyle.publico.pt/artigos/318807_uma-ecografia-a-frente-e-uma-carta-de-despedimento-atras

segunda-feira, 22 de abril de 2013

É oficial... Faço parte das estatísticas...

... de desemprego...

Depois de anos de incerteza, seguido de um lay-off não concluído e culminando num pedido de insolvência já esperado, seguiram-se ainda alguns meses de espera pelo documento que nos dizia aquilo que já sabíamos... estamos todos no desemprego...

Apesar de já estar à espera, acho que a realidade só me acordou quando li “declaração de situação de desemprego” e me tive de dirigir ao Centro de Emprego para me inscrever.

E digo-vos, o Centro de Emprego é capaz de ser um dos lugares mais deprimentes onde já estive. O ambiente pesado, antigo e desorganizado e a pouca iluminação não ajudam a melhorar a sensação de desconforto que se sente mal se respira lá dentro.

Agora, grávida de 7 meses, tenho de procurar emprego até iniciar a licença. Confesso que nem sei por onde começar, o que quero fazer e onde me candidatar. As ofertas são escassas e as respostas são quase nulas. Um ano antes do lay-off, tínhamos passado por um despedimento colectivo onde 6 colegas foram despedidos. Destes, tanto quanto sei, apenas 1 está a trabalhar. É assustador e derrotista.

Acho que já passei pela fase da tristeza, da revolta, da necessidade de ignorar e agora estou na fase “o que vou eu fazer agora?”. Sei que, enquanto estiver grávida, não tenho a mínima hipótese (sejamos realistas), mas e depois? O mercado editorial não está de boa saúde e não andam propriamente a contratar. Pode ser que a situação tenha melhorado quando terminar a licença, mas o mais provável é que tenha de repensar a minha carreira. É melhor ir já pensando nisso...

Boa sorte (para todos os desempregados)!

domingo, 21 de abril de 2013

Diário Digital: Automedicação pode aumentar alergias a medicamentos

A toma de alguns medicamentos provoca no organismo reacções adversas, e em alguns casos alergias potencialmente graves e até fatais. Em 90% dos casos, as alergias manifestam-se na pele e nas mucosas, com vermelhidão (urticária), comichão ou edema. Em muitos casos, mais graves, provocam também vómitos e dor abdominal, dificuldade em respirar, asma, rinite, hipotensão arterial ou choque anafiláctico, o que pode constituir um perigo para a própria vida.

«Antes de tomar qualquer medicamento é importante ler atentamente a informação para excluir a presença de um possível princípio activo a que é alérgico, devendo informar sempre os profissionais de saúde sobre a sua história clínica. Quem se automedica torna-se também mais susceptível a reacções alérgicas, principalmente se não conhecer o seu perfil alérgico», explica Mário Morais de Almeida, coordenador do Centro de Imunoalergologia do hospitalcuf descobertas.

E acrescenta: «Anti-inflamatórios e analgésicos, antibióticos e medicamentos usados em anestesia, são fármacos mais susceptíveis de provocarem reacções alérgicas devido à sua composição, assim como o contacto com pomadas, cremes ou colírios. A maioria das alergias associadas a fármacos ocorre em mulheres em idade média da vida, em doentes polimedicados ou com histórico de alergias, e são menos comuns em crianças. As reacções mais graves surgem, na maioria dos casos, na primeira hora após a administração do fármaco.»

Em casos de reacção anafiláctica surgem sintomas de falta de ar e a pressão arterial pode baixar, tornando-se necessário consultar o médico. «O doente deve parar de imediato de tomar o fármaco de que suspeita. Uma reacção alérgica ligeira desaparece, em geral, com a interrupção do fármaco mas muitos casos necessitam de cuidados imediatos», conclui Mário Morais de Almeida, também presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

A imunoalergologia é a especialidade médica que previne e trata as doenças alérgicas e que alteram as defesas do organismo.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=627270

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Diário Digital: Mais de 400 crianças foram adoptadas em 2012

Mais de 400 crianças que em 2012 se encontravam em instituições ou famílias de acolhimento foram adoptadas, a maioria com menos de cinco anos, uma realidade que estará em debate a partir de quarta-feira numa conferência internacional, em Lisboa.

Segundo um relatório do Instituto de Segurança Social, entregue na sexta-feira na Assembleia da República, 1.582 crianças e jovens que viviam em instituições ou famílias de acolhimento estavam em condições legais para serem adoptados.

Deste universo, 443 menores (28%) foram integrados numa família adoptante, a maioria (66%) crianças até aos cinco anos.

A adopção e o superior interesse da criança no processo vão estar em debate, na quarta e na quinta-feira, em Lisboa, numa conferência internacional organizada pela cooperativa "Pelo Sonho é Que Vamos", que tem um centro de acolhimento temporário para menores em risco, no concelho do Seixal.

"Partimos para esta iniciativa fruto da nossa experiência do dia-a-dia e da partilha com outras instituições das mesmas dificuldades e realidades. O que sentimos é que muitas vezes os processos das crianças são travados por questões que deviam ser evitadas. Fazemos sempre as coisas da mesma maneira, as questões estão institucionalizadas e a justiça é lenta", disse à Lusa Manuel Matias, presidente da Cooperativa "Pelo Sonho é que Vamos", na apresentação do encontro.

De acordo com o relatório da Segurança Social - CASA 2012/Caracterização Anual da Situação de Acolhimento de Crianças e Jovens - a maioria dos menores que iniciaram o período de pré-adopção (121) estiveram em instituições de acolhimento mais de um ano, entre 13 e 14 meses.

As crianças e os jovens que conseguiram ser adoptados encontravam-se, grande parte, em Centros de Acolhimento Temporário (80,1%). Uma pequeníssima parte estava em famílias de acolhimento (1,6%).

O relatório refere que dos 1.582 menores que se encontravam em acolhimento institucional ou familiar e que estavam em situação de adoptabilidade, 652 (41,2%) tinham um projecto de adopção definido por técnicos e 487 (30,7%) eram abrangidos por medidas de promoção e protecção, determinadas pelo tribunal, com vista a adopção.

O documento-síntese realça a redução, "embora ligeira", do número de crianças e jovens com projecto de adopção, redução essa proporcional ao número de menores com medidas de promoção e protecção ou integrados em famílias adoptantes.

O mesmo relatório assinala ainda os "longos tempos de institucionalização" de crianças e jovens entre os 10 e aos 14 anos.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=626012

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vida de mãe e pai hoje em dia

Pensei muito antes de me decidir a escrever sobre este assunto. É demasiado complexo e difícil de resolver para ser simplesmente comentado em meia dúzia de linhas, mas a verdade é que é algo que me indigna e que procuro combater como posso.

Comecemos por observar como é o ritmo de trabalho nos dias que correm (isto para quem ainda tem trabalho, claro): das 9h00 às 18h00 (com sorte!) incluindo a hora de almoço, mais o tempo passado em deslocações... vá, vamos contar com 45 minutos para cada lado (este factor varia demasiado...).

Agora pensemos no ritmo das nossas crianças. Chegam à escola às 8h00 e saem às 19h00, mais coisa, menos coisa. A não ser que tenham a sorte de ter avós disponíveis para os ir buscar (felizmente ainda há muita gente que tem).

Somemos ainda o tempo passado a dormir (essencial), a preparar refeições e a comê-las, a arranjarmo-nos e a arrumar a casa (pelo menos limpar o pó de quando em quando...).

O que sobra?

É para isto que nos dizem que temos de ter mais filhos? É a isto que chamam incentivo à natalidade? Eu sei que temos de produzir, até porque temos contas para pagar (as de casa e as do país), mas será que devemos medir a produtividade na quantidade de horas que passamos no trabalho?

Tenho, frequentemente, a sensação que medimos a dedicação e empenho no trabalho meramente em função das horas que lá passamos. Quem é que nunca ouviu algo do género ao sair às 17h00 para ir a uma consulta: “Já vais?! Grandes vidas!”... Sem comentários...

Não deveríamos estar todos a lutar por um aumento efectivo da produtividade, medido com base em resultados? Não deveríamos todos dedicar mais tempo e atenção à família e amigos na procura de um melhor equilíbrio emocional? Não seríamos todos mais felizes e produtivos assim?

Não posso dizer que tive uma infância tradicional: os meus pais trabalhavam por conta própria, o que sempre os obrigou a dedicar bastante tempo a fazer o negócio resultar. Era preciso dedicação para que se conseguissem resultados. Hoje compreendo isso (embora nem sempre concorde). Teve as suas consequências: não havia passeios de fim-de-semana, nem férias de Verão, nem outras coisas tidas como garantidas pelos nossos amigos.

Mas, apesar de todas as contingências, reconheço um enorme esforço (bem sucedido) no acompanhamento do meu crescimento e do da minha irmã: pude fazer penteados à minha mãe enquanto ela tratava da contabilidade, pude acompanhar o meu pai na distribuição, pude frequentar natação e inglês mesmo implicando levarem-me lá, pude estar com os meus pais sempre que queria (apesar de estarem a trabalhar), pude conhecer uma realidade bem diferente da habitual, pude dedicar-me ao estudo, pude brincar na rua, pude trabalhar e ganhar o meu dinheiro, pude aprender a lidar com trabalho/estudo e pude fazer e aprender muito com esta realidade. Apesar de tudo, sinto que fui acompanhada tão bem quanto lhes foi possível.

Isto tudo para dizer que me revolta que os pais de hoje não consigam acompanhar, como certamente desejariam, os seus próprios filhos e que tenham de confiar a sua educação aos avós e professores. Não é suposto ser assim!

De alguma maneira, a sociedade tem de encontrar um equilíbrio entre trabalho, família e lazer. Pelo bem da nossa sanidade mental, pelo bem das gerações vindouras e pelo bem da própria sociedade e do seu futuro enquanto tal.

Temos de perder menos tempo em deslocações. Temos de rentabilizar melhor o tempo passado no trabalho, evitando distracções, reuniões sem interesse, conversas sem fim e tarefas sem resultados. Temos de optimizar as tarefas domésticas, com organização, sinergias e trabalho de equipa. Temos de ter tempo!

Temos de alcançar a disciplina necessária para que cada um possa trabalhar com flexibilidade de horário, com trabalho a partir de casa, com trabalho por tarefas e organizado sem obrigatoriedade de horário.

O problema é chegar a esse nível de disciplina e organização, mas porque não tentar? Em nome de um melhor equilíbrio para todos...

Boa sorte!

domingo, 31 de março de 2013

Activa: "Afinal, porque é que ela é magra e eu não?"

Poucas são as pessoas que nascem geneticamente abençoadas com um metabolismo que lhes permite cometer toda a espécie de atentados nutricionais e, mesmo assim, continuar magras, lindas... e impunes. A maior parte de nós tem uma guerra pessoal a travar com os quilos. Algumas bravas guerreiras vencem-na. Você até conhece uma ou outra e inveja-a secretamente. É aquela amiga ou colega de trabalho que está sempre em forma e fantástica sem parecer angustiada... e faminta. A pergunta já lhe passou várias vezes pela cabeça: como é que ela consegue? Médicos e especialistas em controlo de peso desvendam os segredos dos magros para sempre.

Têm uma óptima relação com a comida

Quem o diz é Teresa Branco, fisiologista, investigadora da Faculdade Motricidade Humana e coordenadora da Clínica Metabólica, uma verdadeira perita em emagrecimento. "Estão de bem com o peso, com o corpo, não se culpabilizam com a boa comida, sentem verdadeiro prazer com ela, comem por intuição, ou seja, para a fome a que têm, enquanto a maioria das pessoas come acima da fome que tem. Quem tem uma boa relação com a comida não pensa nela como um prémio ou um castigo."

Comer é como dormir, exemplifica: uma necessidade básica e um prazer para muitos. Mas ninguém se castiga com quatro horas de sono a menos só porque, na noite anterior, dormiu dez em vez de oito. No entanto, a táctica é usada com a alimentação. Sempre que o fazemos somos sérios candidatos a comer demais em alturas de stress, depressão e tédio para nos compensar emocionalmente. A comida como prémio de consolação gera uma ansiedade e gula difíceis de controlar, geralmente de noite ou fora das atenções de terceiros, e é-nos transmitida desde a infância. "Ninguém diz a uma criança 'se te portas mal não vais dormir'. Mas diz-se frequentemente 'se te portas mal não comes chocolate'", recorda Teresa Branco.

Vigiam as porções dos alimentos

Em condições normais, o nosso estômago é do tamanho de uma mão fechada. Tudo bem, ele é elástico. Mas quanto mais comida lá metermos (e beber muita água às refeições também contribui para este fenómeno), mais ele se dilata e menor e mais demorada será a sensação de saciedade. Tradicionalmente, os portugueses não têm uma boa noção de porções ideais, diz Teresa Branco. "Só um prato cheio lhes proporciona prazer e saciedade. As porções de comida normalmente servidas nos restaurantes também não são as mais correctas: correspondem ao dobro e, às vezes, ao triplo do aconselhado!"

Um prato de sobremesa cheio poderá ser uma porção indicada para um almoço de uma mulher, confirma a fisiologista. Se a fome apertar, a solução racional é comer uma sopa ou uma salada antes. Sopas, guisados e alimentos com um elevado teor de água na sua composição são menos calóricos, mais saciantes e saudáveis.

Têm pais magros

A genética tem as costas largas no que respeita ao excesso de peso, dizem muitos especialistas de saúde pública. 'É de família, não há muito a fazer' é uma das justificações mais dadas por quem tem peso a mais. Mas será que ter pais gordos influi assim tanto nos nossos quilos mais?

Em 'Emagreça! Perca gordura e ganhe saúde', o médico Agnelo Martins e o farmacêutico António Hipólito de Aguiar, dizem que sim. Se os dois pais forem obesos, a tendência do filho para vir a sê-lo também é de 75%. Se apenas um dos progenitores for gordo, essa propensão continua a ser de 40%. Se ambos os pais forem magros, cai para apenas 10%, diz Gérard Apfeldorfer, psiquiatra francês que estudou a fundo a obesidade e as perturbações alimentares no livro 'Como, logo existo'. Mas este facto não se deve apenas à genética.

Como avisam os autores portugueses citados, " é preciso distinguir os factores genéticos das tradições alimentares da família. É que, nas famílias de obesos come-se mais e, sendo que é na infância que se formam as células adiposas (as que armazenam gordura), quanto mais uma criança comer, mais células destas se formam."

Quem tem antecedentes familiares de obesidade e hábitos alimentares pouco correctos deve ser acompanhado regularmente pelo médico de família ou nutricionista, desde a infância. Nunca é demais lembrar que Portugal tem a segunda maior taxa de obesidade infantil da União Europeia (31,5%).

Comem como os avós

Há 50 ou 60 anos, quando metade de Portugal vivia abaixo do limiar de pobreza, a ementa era muito restrita. Carne de porco e aves só de vez em quando; vaca, só quando em dias de festa. O peixe era mais comum mas muitas vezes tinha que dar para dois ou três irmãos. A base da alimentação era sopa, legumes cozidos vindos da horta familiar e alguns guisados. A única gordura usada era o azeite. Uma dieta de pobreza, que não traz grandes recordações aos mais velhos, mas que os médicos dizem agora ter feito maravilhas pela saúde dos portugueses: a célebre dieta mediterrânica. E foi a partir do momento em que a mesa ficou mais farta em carnes e gordura e que estes hábitos de saúde se perderam, que a obesidade e as doenças cardiovasculares dispararam.

As pesquisas científicas comprovam-no. O consumo regular de sopa diminui os riscos de obesidade nos adultos portugueses, diz um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. 40 mil inquéritos foram investigados e chegou-se à conclusão que um caldinho de legumes reduz a propensão para os quilos a mais em 11% nos homens e 14% nas mulheres. A fruta também nos ajuda e bem: reduz em 23% o risco de obesidade.

Fazem mais refeições ao longo do dia

Cinco refeições, pelo menos: para além das três refeições principais, comem a meio da manhã, a meio da tarde e muitos fazem uma pequena ceia antes de dormir. Por isso, sentem-se saciados por mais tempo e com menos. Saltar refeições faz disparar a fome e impele-nos a comer mais da próxima vez que nos sentarmos à mesa. "A grande maioria das pessoas diz que se controla muito bem o dia inteiro até às seis da tarde, muitas vezes até passando fome", diz Teresa Branco. O problema é a noite.

Tomam bons pequenos-almoços

"Quem tem uma boa relação com a comida geralmente acorda com fome", observa a fisiologista Teresa Branco. "O que é perfeitamente normal, porque estiveram oito ou mais horas sem comer. Se não têm fome de manhã, é porque comeram demais na noite anterior."

Uma pesquisa feita por investigadores da Universidade do Michigan, EUA, publicado em Setembro de 2005 no Jornal da Associação Dietética Americana, concluiu que as mulheres que tomam pequeno-almoço têm 24% a menos de possibilidades de virem a sofrer de excesso de peso. Se preferirem cereais integrais, têm 30% menos hipóteses de engordar. A pesquisa incidiu sobre os dados de 4 mil homens e mulheres com mais de 19 anos.

Contam calorias e pesam-se mais

Parece um exagero ao comum dos mortais, não? Mas não reflecte necessariamente um comportamento obsessivo, diz Teresa Branco, que confessa ir à balança diariamente. A vantagem desta monitorização constante do peso é poder agir logo quando ele aumenta. "Quem evita a balança, fá-lo porque, na verdade, está preocupado", analisa a fisiologista. "É claro que não é preciso pesar os alimentos e contar colorias com a calculadora! Mas convém ter uma noção geral do teor calórico dos alimentos."

A endocrinologista Isabel do Carmo é autora de vários livros sobre controlo de peso e sabe que nem sempre as pessoas têm consciência daquilo que comem durante o dia e do que isso representa em termos calóricos. No livro 'Gordos, Magros e Assim Assim" fala das perturbações alimentares nos jovens e relata: "Muitas raparigas dizem-me que não percebem porque é que engordam. E as mães sublinham a questão: 'Eu bem vejo que ela come pouco, lá em casa só se comem cozidos e grelhados. Não há razão para engordar. Deve ser das glândulas...' Quando peço para me deixarem a sós com a filha, entramos mais em pormenor. E então passa-se a saber que, em casa, houve aquele pequeno-almoço com cereais dietéticos. Mas... a meio da manhã houve um café e um queque. É como se tivessem comido três pães, em termos de calorias!"

O número de calorias diárias para uma mulher varia consoante o seu peso, altura, intensidade diária de actividade física, quantidade de massa muscular. Mas, em média, anda entre as 1500 e 2500 calorias diárias. O problema é o aporte calórico dos tempos modernos ultrapassa em muito este valor e o gasto com actividades físicas diminuiu.

Não se refugiam em desculpas

No seu trabalho como coordenadora de uma clínica especializada em perda de peso, Teresa Branco ouve muitas justificações. "Algumas mulheres com excesso de peso escondem-se atrás do argumento de que pensam mais nos outros que nelas próprias, que não têm tempo para tratar de si, vêem-se como vítimas", observa Teresa Branco. "Parece-me que não estão preparadas para uma alteração de estilo de vida, não acham que emagrecer seja uma prioridade. No dia em que apanham um susto porque o médico lhes diz 'ou emagrece ou tem um ataque cardíaco', passam a ter tempo e achar que é prioritário. E não é verdade que os gordos sejam mais preocupados com os outros do que as pessoas magras."

Vivem ao pé do mar...

Não há estudos em Portugal que o permitam determinar, mas Teresa Branco está convicta da influência dos ares da praia. "Quem vive em zonas do país que facilitem mais a exposição do corpo, preocupa-se mais com controlo do peso", observa Teresa Branco. "Uma senhora que viveu uns anos em Inglaterra dizia-me que só percebeu como estava gorda depois de voltar a Portugal e vestir o biquini para ir à praia."

Coincidência ou não, o solarengo Algarve é a zona do país com menor incidência de obesidade, segundo dados de 2005 do Observatório Nacional de Saúde. Em comparação com os 16,3% de obesos no Alentejo, região que regista a maior taxa nacional, o Algarve tem apenas 11,8%.

Não param quietos!

"Há estudos que provam que as pessoas que conseguem controlar o peso para o resto da vida, são aquelas que fazem exercício", adianta a fisiologista. "Quem faz apenas regime alimentar sem exercício não consegue um controlo constante." O exercício regular ajuda-nos a tomar mais consciência do corpo e torna-nos mais disciplinados. "Tem aquilo a que chamamos um efeito agregador. Quem se exercita não gosta de cometer excessos alimentares, preocupa-se mais com aquilo que come, não vai comer uma entremeada a seguir ao ginásio. É importante ir ao ginásio pelo menos 3 vezes por semana. O resto dos dias devemos fazer um esforço por ter uma vida activa e caminhar bastante."

Uma ideia partilhada pelo especialista em medicina desportiva Themudo Barata, autor de 'Mexa-se... pela sua saúde', onde há boas notícias para quem quer começar agora: "É nos mais sedentários que são de esperar os efeitos benéficos mais pronunciados do aumento de actividade física." A estratégia para perder quilos e volume são os exercícios aeróbios: correr, andar de bicicleta, nadar, dançar, fazer marcha e caminhadas vigorosas, subir escadas em vez de usar o elevador.

http://activa.sapo.pt/belezaesaude/nutricao/2013/03/25/afinal-porque-e-que-ela-e-magra-e-eu-nao

sexta-feira, 29 de março de 2013

Público: Quase um terço dos condutores já transportou crianças sem cinto

Um estudo que é apresentado nesta segunda-feira pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) indica que 30% dos condutores portugueses já transportaram pontualmente crianças sem qualquer sistema de retenção, ou seja, sem que estivessem sentadas numa cadeira apropriada. Um dado que, só por si, afirma o presidente do ACP, Carlos Barbosa, justifica o lançamento de uma campanha sobre a importância da segurança infantil dentro do automóvel.

De acordo com a direcção de comunicação do ACP, o estudo foi feito pela própria organização, com base nas respostas a um inquérito online estruturado e realizado no mês de Dezembro através da sua página na Internet, aberto a não-sócios.

De entre os 1856 inquiridos cujas respostas foram validadas (e que, no último ano, haviam transportado no seu carro uma ou mais crianças com menos de 12 anos), 99,62% disseram utilizar uma cadeira devidamente adaptada ao tamanho e ao peso da criança transportada. O problema são as excepções.

Quando lhes foi perguntado se alguma vez nos 12 meses anteriores, e "em que circunstâncias excepcionais ou de forma pontual", haviam transportado uma criança sem qualquer sistema de retenção, só 70,71 % disseram que tal nunca acontecera.

Do total de inquiridos (que podiam escolher mais do que uma das respostas disponíveis no inquérito), 5,17% disseram tê-lo feito em mais de uma ocasião e por diferentes motivos, 12,38% que tal acontecera apenas uma vez num percurso curto e não-escolar e 9,05% apenas uma vez, também, mas a caminho da escola.

Baseando-se em dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Carlos Barbosa frisou, em declarações ao PÚBLICO, que "estes descuidos podem ser fatais". "Mais de metade [60,70%] do total de crianças com menos de 15 anos vítimas de acidentes rodoviários entre 2007 e 2011 [5748] viajavam dentro das localidades." Destas, oito morreram e 114 sofreram ferimentos graves. Metade das crianças do primeiro grupo e 22,80% das do segundo não usavam qualquer sistema de retenção no momento do acidente, segundo é sublinhado no relatório. No que respeita às crianças vítimas de acidentes fora das localidades naqueles cinco anos (3724), 27,8% das 38 que morreram e 13,40% das 189 que ficaram gravemente feridas não dispunham, também, daquela protecção.

Carlos Barbosa apontou como outros dos dados preocupantes revelados pelo estudo o facto de 42% dos inquiridos afirmarem que as crianças que transportaram já retiraram os braços do sistema de cintos da cadeira ou do cinto do automóvel e o de 17% dizerem que aquelas "desapertaram" mesmo os dispositivos de segurança.

Segundo o ACP, que no relatório frisa que o estudo envolveu a Prevenção Rodoviária Portuguesa e a Cybex, uma marca de cadeirinhas para transporte de bebés e crianças, as três organizações vão disponibilizar na Internet informações, imagens e vídeos sobre os cuidados a ter no transporte de crianças, no âmbito da campanha que hoje é lançada, também, nas redes sociais.

De entre outros conselhos, Carlos Barbosa sublinhou o cuidado a ter com a reutilização de cadeiras - prática assumida por 42,49% dos inquiridos e que, teme, "poderá tornar-se mais vulgar em contexto de crise". As três entidades aconselham que, caso queiram utilizar uma cadeira que já pertenceu a familiares ou a amigos, os condutores devem assegurar-se de que ela está em perfeitas condições e é compatível com o seu veículo e adequada ao peso e estatura da criança que vai ser transportada.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/quase-um-terco-dos-condutores-ja-transportou-criancas-sem-cinto-1588167

segunda-feira, 25 de março de 2013

Boa Páscoa

Estamos em época Pascoal. Cá em casa não somos religiosos, ainda assim, o contexto familiar e social, leva-nos a combinar o tradicional almoço de Páscoa em família.

Seja porque motivo for, reunir a família é sempre uma boa ideia. E não se esqueçam de alguns pormenores importantes a ter em conta em épocas festivas:

-     Antes de uma viagem mais longa de carro, verifiquem sempre os níveis de óleo, líquido de refrigeração, líquido de limpa pára-brisas e o estado geral dos pneus e escovas.
-     Na viagem, moderem a velocidade e dediquem exclusiva atenção à estrada. A carteira e a saúde de todos agradecem!
-     Ao fazer as compras de supermercado, tenham em conta que sobra sempre imensa comida e que os convidados tendem a trazer mais qualquer coisa para juntar à mesa, por isso, combinem bem a merenda entre todos.
-     À refeição, não abusem. O estômago agradece nas horas seguintes e o corpo e a saúde agradecem nos próximos anos;
-     Na típicas prendas, em vez de uma caixa de chocolates ou amêndoas de supermercado, que tal uma opção mais caseira e muito fácil de fazer: amêndoas de Páscoa caseiras!

Boa Páscoa!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ultrapassar a neura dos 30

Hoje faço 30 anos (parabéns para mim)! :)

Consta que é nesta fase que começam as neuras de entrada numa nova década. Confesso que não me atingiu, pelo menos por enquanto... Também não tenho tido muito tempo para pensar bem nisso, pois têm sido uns meses particularmente agitados e dedicados a outras preocupações.

Também não sou uma pessoa negativa e prefiro ver sempre o lado positivo de cada mudança. Aliás, normalmente até gosto de mudanças, por isso esta é apenas mais uma. Felizmente os cabelos brancos continuam por aparecer (excepto uns dois que tiveram essa ousadia e que, por isso, foram devidamente cortados pela raiz) :)

Mas agora a sério. Crescer e envelhecer faz parte da vida e devemos encarar cada fase pelo seu melhor lado. Afinal de contas, teoricamente, somos pessoas mais sábias, responsáveis e equilibradas à medida que vamos somando velas em cima do bolo. Certo?!?

Não sei é se vou manter o mesmo discurso quando chegar aos 40... 50... 60... Como diz o meu mais-que-tudo: “logo se vê!”.

Boa neura!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Diário Digital: Declínio da fertilidade pode afectar o desejo de engravidar

Os médicos são unânimes: por mais que a ciência tenha dado grandes saltos em pesquisas, medicamentos, exames e tratamentos, quando se fala em reprodução, ainda é o tempo quem dá as cartas. Quanto mais a idade avança, mais o corpo feminino envelhece e, com ele, os óvulos que a mulher carrega desde que nasceu. Assim, engravidar vai tornando-se uma tarefa mais difícil para o organismo e, às vezes, perigosa para a saúde feminina.

«É preciso reconhecer que a biologia não acompanha o avanço social feminino», diz Mario Cavagna, director da divisão de reprodução humana do Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher, em São Paulo.

Evidentemente, há mulheres que se tornaram mães aos 40, 50 e até 60 anos, no entanto, os especialistas são categóricos ao dizer que elas são excepções e viveram histórias de risco. «Muito se fala de casos de sucesso, mas quase nada se noticia sobre gestantes mais velhas que tiveram problemas sérios de saúde durante os nove meses ou deram à luz a bebés portadores de doenças genéticas», diz Paulo Bianchi, médico coordenador do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva no Hospital Samaritano, também na capital paulista.

Segundo o relatório «Estatísticas do Registro Civil 2011», divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 18,3% das novas mães têm entre 30 e 34 anos actualmente. Há dez anos, quase a mesma percentagem (20,9%) estava na faixa de 15 e 19 anos.

O problema de deixar esse plano para um futuro indeterminado é que muitas adiam a maternidade sem saber detalhes do próprio corpo e quando chegam ao consultório do ginecologista a dizer que querem engravidar podem receber uma notícia não muito animadora: o tempo não está a favor.

Diversos estudos divulgados mundo afora indicam que, até por volta dos 35 anos, a fertilidade feminina em geral é satisfatória. Depois disso, ano após ano, a queda é cada vez mais acentuada. O artigo «Optimizando a Fertilidade Natural», da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, publicado em 2008, apresentou um gráfico que relacionou a idade de mulheres de várias épocas e lugares do mundo com a taxa de gravidez. Entre 20 e 25 anos, o número de mulheres que engravidou ficou entre 400 mil e 600 mil. Entre 30 e 35 anos, declinou para a faixa de 300 mil a 500 mil. Depois dos 40 anos, caiu para 200 mil, baixando para a faixa de 100 mil a zero entre 40 e 45 anos.

Também é de conhecimento médico que com o avançar da idade não só a fertilidade declina como também aumentam os números de abortos e de bebés nascidos com problemas genéticos, como a síndrome de Down.

Isso tudo porque não só a quantidade de óvulos diminui: a qualidade do material cai. Bianchi afirma que, durante a ovulação, o óvulo passa por um processo de divisão chamado meiose. Ele perde metade do seu material genético para se juntar a um espermatozóide, que também só tem metade do material genético, e então formar o embrião, com a carga total de material necessária.

Com o avanço da idade feminina, a meiose vai ficando cada vez mais instável: um óvulo pode perder mais ou menos metade do material genético e com isso fica mais difícil de ser fecundado. E ainda assim, se a fecundação ocorrer, são grandes as hipóteses de um aborto ou de o feto nascer com alguma deficiência.

«Todo o ginecologista, além de conversar com a paciente a respeito da importância de ter um estilo de vida saudável, o que inclui cuidados com a alimentação e precauções para evitar doenças sexualmente transmissíveis, tem de fazer o aconselhamento reprodutivo. Ele peca por omissão se não abordar o assunto e instruí-la a respeito das dificuldades e dos problemas de uma gestação tardia. Não se trata de incentivar ninguém a engravidar, mas sim de esclarecer e explicar a importância de planear a maternidade», declara Cavagna.

Não há como aumentar o tempo de vida fértil. «Tomar a pílula de modo ininterrupto não ajuda a postergar o tempo da fertilidade, só interrompe a menstruação. Os óvulos, tal como outras células, nascem já com prazo de vida, é a chamada apoptose, a morte celular programada», diz Eduardo Cordioli, coordenador médico da obstetrícia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Mas há o que considerar ao conversar com o ginecologista se a mulher deseja engravidar depois dos 35 anos e quer saber o quão isso pode ser arriscado:

- A idade em que a mãe, as avós e as tias maternas entraram na menopausa. É provável que a mulher siga a mesma tendência;

- A idade em que ocorreu a primeira menstruação. Quanto mais cedo, mais cedo findará a vida fértil;

- O intervalo entre os ciclos menstruais. Se eles estão a ficar mais espaçados, pode ser um sinal de que a fertilidade está a declinar;

- O estilo de vida. Se a mulher fuma, bebe ou tem excesso de peso prejudica cada vez mais as probabilidades de gestar. O tabagismo, por exemplo, acelera a destruição dos folículos ovarianos, afectando gravemente a função reprodutiva. Uma alimentação deficitária em zinco e selénio também não é recomendada;

- A realização de quimioterapia ou radioterapia, tratamentos que alteram a fertilidade.

Além de uma conversa detalhada com o ginecologista, é possível averiguar com um exame de sangue como anda a saúde reprodutiva em relação ao que é esperado para a faixa etária e então pensar se vale ou não postergar a gravidez. «Trata-se da dosagem da hormona Anti-Mülleriano (AMH) ou Substância Inibidora Mulleriana (MIS), que determina a reserva folicular ovariana», diz Cavagna.

Quanto maior a reserva, menos arriscado é o adiamento, ainda que não seja um dado determinante, já que, para engravidar, outros aspectos corporais precisam de estar em ordem.
Optar pelo congelamento de óvulos é uma saída em que muitas mulheres têm pensado como solução para adiar a gestação antes mesmo de chegar ao consultório ginecológico.

Embora essa seja uma opção válida, os médicos pedem cautela: o procedimento não é uma garantia de gravidez, ainda mais tratando-se de implantar o embrião, fruto de um óvulo congelado, em mulheres com idade avançada –principalmente mais de 40 anos. Muitas pacientes depositam toda a sua confiança em técnicas de reprodução assistida e esquecem-se de que os procedimentos, por mais modernos que sejam, continuam a precisar de um material básico, o óvulo, e de um organismo saudável.

«Pouco adianta implantar o embrião depois dos 40. Há que considerar que o corpo já está mais velho, que é mais difícil aguentar uma gestação», diz Cordioli.

Também não é indicado pensar em congelar depois dos 35 anos. O ideal, de acordo com Cavagna, é optar pelo congelamento entre 28 e 32 anos, período em que os óvulos têm mais qualidade. Segundo Cordioli, há o perigo de postergar o uso de óvulos congelados. «Não existem ainda pesquisas consistentes que assegurem quanto tempo o material aguenta em boas condições.»

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620353

quarta-feira, 13 de março de 2013

Perder peso? Misturem cereais!


As pressas matinais levam-nos a optar por cereais de pequeno-almoço industriais com demasiada frequência.

São práticos, rápidos, saborosos! Mas também são caros e carregados de açúcares que não interessam à linha e saúde de ninguém. Mesmo com as recentes reduções feitas por algumas marcas, a percentagem de açúcares simples continua a ser um exagero: por cada 100gr têm, pelo menos, 25gr de açúcar! Algumas variedades chegam mesmo às 40gr!!! É um absurdo e um insulto à nossa condição de consumidor.

É verdade que não são um produto essencial e que podemos optar por pequenos-almoços bem mais saudáveis, mas se não conseguem abdicar deste tipo de cereais, então tenho uma sugestão que vai poupar a carteira e a balança!

Em vez de uma taça cheia dos cereais favoritos, basta misturar metade desses mesmos cereais com outra metade de corn flakes simples. Estes têm açúcares na mesma, mas bem menos (os que temos cá em casa têm 7,1gr por cada 100gr). E os de marca branca custam um terço dos outros cereais (a última caixa custou-nos €0,99).

Conserva-se a saúde, ajuda-se a redução de peso e poupa-se na conta de supermercado!

Boas misturas!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Deixá-los explorar... sob vigilância...


Cá em casa temos a política de dar alguma liberdade de exploração à nossa migalhinha!

Quer isto dizer que ela pode mexer nos telemóveis, na máquina fotográfica, na máquina de filmar, no portátil, na aparelhagem e afins... (temos um amigo que até se arrepia!)

A única condição é que tem de pedir sempre antes se pode. Esta parte ainda está em desenvolvimento...

Até agora tem corrido mais ou menos bem. Tenho um teclado virtual instalado no desktop que não sei como veio cá parar...

Concorde-se ou não, achamos nós que é uma maneira de lhe dar alguma responsabilidade e liberdade de conhecer um mundo para além dos brinquedos. E atenção, há coisas com as quais ela só pode brincar sob vigilância apertada (minha rica máquina de filmar que foi mais cara do que devia).

Mas o melhor disto tudo é ver o resultado da exploração da máquina fotográfica! E não é que a migalhinha está a ganhar jeito :)

Estas fotos são de sua autoria! Com direitos de autor!!! :)

Boa exploração... sob vigilância!