quinta-feira, 31 de maio de 2012

Puré de batata


Ingredientes:
1kg batatas
80gr margarina
200ml leite morno
Sal qb
Noz-moscada qb

Preparação:
Descascar as batatas e cozê-las normalmente, durante cerca de 20 minutos. Quando estiverem bem cozidas, escorrer a água e colocá-las imediatamente numa tigela.
Reduzir a puré com uma batedeira eléctrica na velocidade média.
Sem desligar a batedeira, adicionar a margarina cortada em cubos.
Quando a margarina estiver totalmente incorporada, adicionar o leite morno aos poucos.
Temperar com sal e noz-moscada.

Dicas:
Para que o puré fique fofo, as batatas não devem chegar a arrefecer até estar pronto.
As batatas podem ser cozidas a vapor durante também 20 minutos.
Como alternativa, pode-se substituir metade da quantidade de batata por couve-flor ou adicionar um pouco de abóbora.
O leite deve estar morno (à temperatura das batatas) e não deve chegar a ferver.
Para reduzir as batatas a puré, o ideal é usar a batedeira, mas também se pode usar um passador ou esmagar com um garfo.

Receita em pdf.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tirar nódoas de esferográfica da roupa

Qualquer nódoa é chata. E quando é na nossa roupa preferida, é de enlouquecer.

Mas é importante saber como tratar cada nódoa, para não piorarmos ainda mais a situação.

Se a nódoa é de tinta de esferográfica, basta humedecê-la com álcool e depois lavar normalmente.

Boa lavagem!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Convite à partilha de artigos

O Dicas da Migalha começou com a intenção de partilhar dicas, ideias e afins que me permitem poupar e optimizar tempo.

Mas a intenção é também tornar-se um espaço de partilha dessas mesmas dicas, ideias e afins.

Por isso, hoje, gostaria de vos fazer um convite. Enviem os vossos artigos de opinião, os ficheiros excel que vos ajudam a organizar o dia-a-dia, as dicas e truques úteis, as receitas ou até notícias interessantes que encontrem publicadas.

O email já sabem: dicas.da.migalha@gmail.com. Fico à vossa espera para termos novidades em breve.

Boa partilha!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dia da Criança

É já esta sexta-feira que se comemora o dia da Criança. Se não tiverem tempo, por ser dia de trabalho, não se esqueçam que o fim-de-semana também conta.

Com o tempo (finalmente) a melhorar, a migalhinha vai poder contar com um passeio pela praia com direito a gelado.

E, no fim-de-semana, temos uma prenda para construir! :)

Lembrem-se. Todos somos crianças! Por isso, libertem-se de pudores sociais e andem de baloiço no parque, espalhem-se a experimentar andar de patins ou comam um gelado de chocolate lambuzando a cara toda!

Feliz dia da Criança!

domingo, 27 de maio de 2012

i online: Dia Mundial da Criança desaparecida. IAC defende actualização da lei de protecção de menores

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) assinala o Dia Mundial da Criança Desaparecida com uma conferência na Assembleia da República em que será lançado o alerta para a prevenção de crimes sobre menores e a reabilitação das vítimas destes crimes, através da integração da directiva europeia de 2011 na lei portuguesa.

Uma directiva que, como explica Dulce Rocha, vice-presidente do IAC e uma das oradoras da conferência, “reforça a lei de 2004 e integra o crime de aliciamento de menores através da internet”, uma prática que tem vindo a verificar-se com maior frequência nos últimos anos e que incide, sobretudo, em crianças “que fugiram de instituições de acolhimento”, mas também em menores que “vivem num contexto familiar problemático”. A referência à legislação europeia advém da forte relação que existe entre o desaparecimento de menores e o encaminhamento dos mesmos para redes de exploração sexual.

A directiva, publicada em Dezembro do ano passado, refere também “a necessidade de conjugar a pena com medidas que avaliem a perigosidade” dos autores de abusos sobre menores. Por tratar-se de um crime “com um elevado nível de reincidência”, Dulce Rocha refere a importância da “avaliação periódica da perigosidade” dos condenados, como “salvaguarda da segurança das nossas crianças”.

Devido à especificidade deste tipo de crimes, a responsável do IAC vê como positiva a possibilidade de que aos autores destes crimes seja proposta a frequência em “programas psicoterapêuticos de reabilitação, onde ficasse afastado o perigo de repetição dos crimes”.

http://www.ionline.pt/portugal/dia-mundial-da-crianca-desaparecida-iac-defende-actualizacao-da-lei-proteccao-menores

Jornal de Notícias: Cancro oral aumenta e mata três pessoas por dia em Portugal

O cancro da boca está a aumentar e mata três pessoas todos os dias, em Portugal. As causas principais, avisam os médicos, são o tabaco e o álcool; e a doença cresce entre as mulheres e no Norte do país.

É uma doença que se prende com agentes de agressão externos, sendo o maior deles o tabaco e o segundo o álcool. "Quando conjugados, são um verdadeiro explosivo", avisa Fernando Ferreira, professor e investigador nesta matéria, na CESPU - Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2545636

Diário Digital: Estudo: DIU é mais eficaz que pílula para prevenir gravidez

As mulheres que usam pílula, adesivo contraceptivo ou anel vaginal têm 20 vezes mais probabilidades de ficarem grávidas que as que utilizam métodos de longa duração, como o dispositivo intra-uterino (DIU), segundo um estudo publicado nos Estados Unidos.

Entre as mulheres de até 21 anos que optam pela pílula, pelo adesivo (trocado uma vez por semana) ou pelo anel vaginal, o risco de gravidez é quase duas vezes maior que entre as mulheres mais velhas, constataram os autores dessa pesquisa, realizada com 7.500 participantes de 14 e 45 anos.

O trabalho foi publicado na revista médica The New England Journal of Medicine de 24 de Maio.

Os resultados sugerem que um uso mais frequente dos DIU ou dos implantes hormonais no lugar de outros métodos contraceptivos poderia evitar um número importante de concepções não desejadas.

«Este estudo é a melhor demonstração de que os métodos contraceptivos de longo prazo são superiores que a pílula, o adesivo ou o anel vaginal», disse Jeffrey Peipert, professor de ginecologia da Escola de Medicina da Universidade de Washington (Missouri, centro), principal autor do estudo.

«O DIU e os implantes são muito mais eficazes porque as mulheres podem esquecer-se da questão uma vez que o ginecologista os coloca», completou.

O DIU hormonal é eficaz durante cinco anos e o DIU de cobre pelo menos 10 anos, enquanto o implante hormonal permanece activo por três anos, disse o médico.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=574462

Diário Digital: OM Norte contra possibilidade de enfermeiros acompanharem grávidas

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (OM) criticou hoje a possibilidade de os enfermeiros acompanharem grávidas de baixo risco e exigiu ao ministério da Saúde «uma clarificação pública» sobre esta matéria «extraordinariamente grave».

«Cada macaco no seu galho», afirmou o presidente da OM/Norte, repudiando a possibilidade de os enfermeiros de família poderem acompanhar grávidas de baixo risco, doentes crónicos e prescreverem medicamentos e exames complementares de diagnóstico.

«O que está em causa não é a criação do enfermeiro de família», disse, «mas a possível transferência de competências de um médico» para aqueles profissionais.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=574491

sábado, 26 de maio de 2012

Diário Digital: OMS: Poliomielite pode voltar a avançar num mundo globalizado

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que os esforços para erradicar a poliomielite no mundo chegaram a um ponto crítico entre o sucesso e o fracasso. Segundo a organização, o aumento no registo de casos, que ocorreu recentemente em países que tinham sido declarados livres da doença, mostra a ameaça do ressurgimento da poliomielite na era da globalização.

A OMS acrescentou que o sucesso na eliminação da doença na Índia mostrou que, com as verbas necessárias para vacinação, a erradicação está ao alcance dos países.

A poliomielite ainda é considerada uma doença endémica em países como o Afeganistão, Paquistão e a Nigéria.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=574502

Diário Digital: Risco de obesidade é o dobro em crianças nascidas por cesariana

Crianças nascidas por cesariana têm duas vezes mais risco de ficar obesas do que as que vieram ao mundo por parto normal, segundo uma pesquisa americana.

De acordo com pesquisadores do Boston Children´s Hospital, em Massachusetts, quando as crianças atingem os três anos, o nível de obesidade é duas vezes maior entre as que nasceram por cesariana.

A equipa acredita que a cirurgia possa afectar a flora bacteriana do aparelho digestivo, causando alterações no modo como o alimento é digerido. Segundo os especialistas, haveria diferenças na composição da flora bacteriana do aparelho digestivo adquirida no parto normal e na cesariana.

O estudo acompanhou 1.255 mulheres com os seus bebés de 1999 a 2002 e foi publicado no Archives of Disease in Childhood.

Os bebés foram medidos e pesados ao nascer e quando atingiram três anos. Cerca de um quarto havia nascido por cesariana e o restante por parto normal.

Os cientistas encontraram uma relação entre massa corporal, espessura da pele e a forma como a criança nasceu.

Também descobriram que as mulheres que fizeram cesariana tendiam a pesar mais que as que tiveram parto normal - uma característica que poderia influenciar a tendência a obesidade nos seus bebés.

Segundo Patrick O´Brien, porta-voz do Royal College de obstetras e ginecologistas, apesar de os resultados serem interessantes, a amostra do estudo ainda é pequena: «É preciso tentar replicar esses resultados num grupo maior de mulheres.»

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=574398

Sol: Negligência, abandono escolar e maus-tratos são principais perigos para crianças

A negligência, a exposição a modelos de comportamento desviante, o abandono escolar e os maus-tratos foram as principais situações de perigo acompanhadas pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em 2011.

Segundo o relatório anual, a que a agência Lusa teve acesso, as 305 comissões de protecção acompanharam em 2011 um total de 67.941 crianças ou jovens em risco, com especial incidência para as idades entre 11 e 14 anos e os 0 e 5 anos.

Do total de crianças e jovens acompanhados, 25.134 foram processos novos, instaurados em 2011.

À semelhança de anos anteriores, os distritos mais representativos em termos de sinalizações são Lisboa, Porto e Setúbal.

A negligência foi encontrada em 22.696 (33,1 por cento) dos casos acompanhados, seguida da exposição a modelos de comportamentos desviantes (12.974), situações de perigo em que esteja em causa o direito à Educação (9.737), mau trato psicológico (6.413) e mau trato físico (4.824).

O relatório indica ainda casos de prática de facto qualificado pela lei penal como crime para crianças com idade inferior a 12 anos (1.645), abuso sexual (1.491), criança abandona ou entregue a si própria (1.364), mendicidade (255) e exploração do trabalho infantil (74).

Comparando estes valores com os verificados em 2010, o relatório revela que diminui a expressão percentual da negligência (38,2 por cento em 2010) mas aumenta o número de casos com esta problemática (22.564 em 2010).

Nas situações de perigo em que esteja em causa o direito à Educação, verifica-se um aumento percentual e absoluto do número de casos (13,3 por cento, 7.856 em 2010) enquanto no que respeita aos maus-tratos psicológicos há registo de uma diminuição.

Relativamente aos maus-tratos físicos, diminui a expressão percentual desta problemática (7,1 por cento em 2010), mas aumentaram o número de situações caracterizadas (4216 em 2010).

Este ano, o relatório espelha alterações à aplicação informática de gestão processual da actividade das Comissões de Protecção, designadamente ao nível das categorias e subcategorias das situações de perigo.

Contudo, e porque esta alteração só entrou em vigor em Setembro, esta análise detalhada só foi feita relativamente aos processos instaurados em 2011, deixando de fora os transitados.

Apesar desta condicionante, o relatório permite revelar que nas situações de negligência detectadas em 2011, 42,1 por cento respeitam à falta de supervisão e acompanhamento familiar, 19,2 por cento ao nível da saúde, 17,0 por cento da educação e 12,4 por cento ao nível psico-afectivo.

Nas situações de perigo em que esteja em causa o direito à Educação, o relatório destaca a subcategoria do abandono escolar por corresponder a 74,8 por cento dos casos, seguido do absentismo escolar com 24,4 por cento e do insucesso escolar com 0,4 por cento.

Este documento será analisado hoje num encontro presidido pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social e que reunirá secretários de Estado de áreas como a Saúde, Justiça, Educação, Administração Local e Juventude e Desporto, assim como representantes de várias instituições sociais que trabalham no terreno.

Na quinta e sexta-feira, o documento voltará a ser analisado no Encontro Nacional de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens no ano 2011, que decorre em Santa Maria da Feira.

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=50103

Público: Dar a proteína certa ao cérebro pode ser o segredo para emagrecer

Calor. A palavra-chave para controlar a obesidade pode estar em aquecer o corpo. Não com sol ou com roupa, mas sim colocando o chamado “tecido adiposo castanho” a trabalhar de forma mais intensa para dissipar a gordura na forma de calor. Para isso, segundo um trabalho da Universidade de Santiago de Compostela, do investigador português Luís Martins, é necessário dar ao cérebro uma proteína óssea.

Bmp8b (ou proteína morfogenética óssea 8b) é o nome da proteína identificada pelo grupo de investigação de NeurObesidade desta universidade espanhola no âmbito do doutoramento de Luís Martins e que foi agora adaptado e publicado na edição deste mês da revista científica Cell.

Segundo explicou ao PÚBLICO Luís Martins, nos últimos quatro anos o grupo conduziu uma experiência laboratorial em ratos e ratinhos que foram submetidos a uma alimentação muito rica em gorduras. “Verificámos que os animais que não tinham o gene desta proteína engordaram mais rapidamente do que os outros”, disse. Tiveram também mais dificuldade em controlar a temperatura corporal.

Questionado sobre se está ultrapassado o "mito" de que o tecido adiposo castanho só existia nos bebés e crianças, o investigador assegurou que “cada vez há mais evidência científica de que existe este tipo de tecido nos adultos, ainda que em menos quantidade e mais disperso”. Luís Martins esclareceu que o tecido castanho não armazena lípidos e que, pelo contrário, “utiliza a chamada gordura branca ou normal para produzir energia” que se dissipa na forma de calor – um fenómeno que se denomina “termogénese” e que tem influência na regulação da temperatura do corpo e ajuda a queimar calorias.

Daí que, prosseguiu o investigador, a solução para controlar alguns casos de obesidade possa passar por aumentar a actividade do tecido adiposo castanho que, no máximo, elevará a temperatura corporal em 1º Celcius, o que não deverá gerar desconforto. “Na nossa investigação injectámos no cérebro dos ratos e ratinhos a proteína e esta mostrou-se eficaz, mas é um método desconfortável e seria importante desenvolver uma técnica que por uma via mais periférica conseguisse fazer chegar a Bmp8b ao cérebro ou mesmo ao tecido adiposo castanho”, acrescentou.

Luís Martins salientou que esta não é a primeira proteína a mostrar estes efeitos. Porém, a Bmp8b revelou, pela sua forma de actuação, muito menos efeitos secundários noutros órgãos. Esta proteína actua no cérebro, mais concretamente no hipótalamo, uma zona que tem um papel fundamental na regulação da energia e que faz a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino.

Outros estudos com outras proteínas acabaram por esbarrar, por exemplo, em problemas cardiovasculares que faziam com que os riscos ultrapassassem os benefícios. Por outro lado, o investigador concretizou que esta proteína tem a capacidade de colocar o tecido castanho a consumir mais energia do tecido branco sem aumentar o apetite. “É aumentada a actividade do metabolismo mas sem indução da vontade de comer”, explicou.

O estudo surge no mesmo mês em que um relatório da Organização Mundial de Saúde veio alertar para o aumento da obesidade a nível mundial, sendo que em todas as regiões do mundo a obesidade duplicou entre 1980 e 2008.

Hoje 500 milhões de pessoas são consideradas obesas, ou seja, 12% da população mundial. A América é o continente com mais gordos (26% dos adultos), ao contrário dos asiáticos, que surgem no final da tabela. Em todo o mundo, as mulheres têm mais tendência para ser obesas do que os homens e, por isso, correm mais riscos de vir a ter diabetes, doenças cardiovasculares e cancro. Portugal não é excepção: a obesidade atinge 20,4% dos homens e 22,3% das mulheres com mais de 20 anos.

http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/dar-a-proteina-certa-ao-cerebro-pode-ser-o-segredo-para-emagrecer-1547208

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Diário Digital: Ressonar muito aumenta probabilidade de cancro, diz estudo

Pessoas que ressonam muito e sofrem de graves distúrbios respiratórios durante o sono têm uma probabilidade quase cinco vezes maior de morrer de cancro, segundo uma pesquisa americana.

Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison acreditam que a relação pode ser explicada pelo fornecimento inadequado de oxigénio durante a noite nos pacientes com o problema.

Testes de laboratório já haviam mostrado que a interrupção intermitente da respiração leva a um crescimento mais acelerado de tumores, já que a falta de oxigénio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que nutrem os tumores.

Os cientistas analisaram dados de mais de 1.500 pacientes que participaram de um estudo sobre Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono (DROS) ao longo de 22 anos.

A forma mais comum de DROS é a apneia obstrutiva do sono, na qual a respiração é bloqueada deixando a pessoa sem ar. Isso provoca o ronco e a interrupção do sono e o problema é geralmente associado a obesidade, diabetes, hipertensão, ataques cardíacos e AVC.

Os participantes do estudo nos Estados Unidos passaram por testes a cada quatro anos que incluíam análises de sono e respiração. Os resultados mostraram que a probabilidade de morte por cancro aumentava drasticamente de acordo com a gravidade do distúrbio.

Enquanto pacientes com uma forma leve de DROS tinham apenas 0,1 vez mais hipóteses de morrer de cancro que aqueles que não sofrem com o problema, nos pacientes com uma forma moderada de DROS a hipótese de morte por cancro duplicava. Já naqueles com distúrbios graves de respiração, o risco aumentava 4,8 vezes.

O estudo - apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society, em San Francisco, e que será publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine - fez ajustes para levar em conta outros factores como idade, sexo, índice de massa corporal e tabaco, que poderiam influenciar o resultado.

«A consistência dos indícios das experiências com animais e deste novo estudo epidemiológico em humanos é muito convincente», disse o líder do estudo Javier Nieto, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin.

Agora, os cientistas querem ampliar os estudos sobre a questão e examinar a relação entre DROS, obesidade e mortalidade por cancro.

«Se a relação entre DROS e mortalidade por cancro for confirmada noutros estudos, o diagnóstico e tratamento de DROS em pacientes com cancro pode ser indicado para aumentar a esperança de vida.»

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=573877

Diário Digital: Horário em que se come pode influenciar no peso, diz estudo

O horário em que se come pode ter mais influência sobre o ganho de peso do que se imagina. Pelo menos é o que sugere um estudo feito com ratos de laboratório na Califórnia.

Na experiência, que durou 18 semanas, uma parte das cobaias recebia uma dieta rica em gordura e comia sempre que tinha vontade, enquanto outro grupo tinha acesso a uma ementa semelhante e com o mesmo montante de calorias, mas oferecido apenas durante um período de oito horas durante o dia.

Os investigadores descobriram que, apesar de terem consumido o mesmo total de calorias, os ratos que tinham o horário das refeições limitado não ganharam peso, ao contrário do primeiro grupo.

A hipótese é que a restrição do horário protegeu às cobaias dos efeitos nocivos da alta quantidade de gordura da dieta. As cobaias ganharam 28% menos peso que os ratos que comiam à vontade, além de sofrer menos danos no fígado.

Os resultados foram publicados na última edição da revista científica Cell Metabolism.

Para o líder do estudo, Satchidananda Panda, do Instituto de Estudos Biológicos de La Jolla, o horário das refeições é um aspecto subestimado na luta contra a balança.

«Cada órgão tem um relógio próprio», afirma o pesquisador. Isso significa que, em certas horas do dia, fígado, intestino, músculo e outras estruturas do corpo apresentam um pico de eficiência. Já em outros horários, eles estariam menos activos.

Ele explica que os ciclos metabólicos são críticos para processos como a acumulação de colesterol, por exemplo. Se as pessoas comem frequentemente e ao longo do dia e da noite, podem acabar desregulando esses ciclos.

O pesquisador alerta, no entanto, que é preciso conduzir estudos que confirmem os resultados em humanos.

Panda sugere que o aumento da obesidade coincide com o facto de que, nas últimas décadas, as pessoas passaram a ficar acordadas até mais tarde, comendo em frente à televisão.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=573896

Público: Crioestaminal suspendeu anúncio polémico

Depois de o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo ter exigido junto do Instituto Português do Sangue e Transplantação a suspensão imediata de um anúncio da Crioestaminal em que uma criança aparece a perguntar aos progenitores se tinham guardado as suas células estaminais, a empresa anunciou, em nota informativa, que já tinha decidido cancelar na sexta-feira o filme publicitário que tantas críticas suscitou, “a pedido de muitos Pais e Mães”.

O anúncio publicitário em causa indica que há uma hipótese em 200 de as crianças virem a sofrer de doenças como a leucemia, linfoma ou tumores sólidos, “cujo tratamento pode encontrar-se nas suas células estaminais”. No fim do spot televisivo ouve-se uma criança sentada no que parece ser uma marquesa perguntar: ‘Mãe, pai, guardaram as minhas células?”

À semelhança de vários médicos, que se indignaram com o teor do anúncio, a direcção do colégio da especialidade de Imunohemoterapia da Ordem dos Médicos (OM) criticou também esta campanha com veemência, em carta enviada ao bastonário José Manuel Silva, alegando que contém “falsidades científicas”. Os especialistas pedem a “imediata intervenção” do bastonário e repudiam “a exploração da ignorância e a utilização abusiva e distorcida de dados científicos quanto a doenças onde se aplicam as células estaminais”. “No caso de doença na família tratável com sangue de um dador relacionado, o banco público procede à criopreservação de dádivas dirigidas, pelo que o uso familiar está garantido”, lembram, sublinhando que “não há assim qualquer motivo para recomendar medicamente a criopreservação em banco privado”. Alertam, a propósito, para a a necessidade de dotar o banco público de células estaminais (Lusocord) “dos meios necessários ao seu desenvolvimento e ao seu cabal funcionamento, de forma a rapidamente poder libertar unidades para os doentes que dele necessitam” [o banco público não recebeu ainda o financiamento que estava previsto para este ano].

A direcção do colégio de especialistas da OM chama ainda a atenção “para as repercurssões negativas, a nível internacional, da passividade das autoridades nacionais face ao historial de publicidade enganosa, quer na comunicação social, quer através dos comerciais que contactam com as grávidas” nos hospitais e centros de saúde.

Para responder à proposta de João Semedo (que, além da suspensão do anúncio, sugeriu a abertura de um processo de averiguações), a Crioestaminal aproveita para destacar, na nota informativa, “alguns factos científicos”, nomeadamente o de que “todos os anos 85 mil cordões umbilicais, cheios de células estaminais, não são aproveitados e actualmente “são mais de 80 as doenças tratadas” com sangue do cordão umbilical –e remete, a propósito, para o site do banco público de Nova Iorque. O PÚBLICO pediu uma reacção ao presidente do Instituto do Sangue, mas não obteve resposta.

http://www.publico.pt/Sociedade/crioestaminal-suspendeu-anuncio-polemico-1547056

Diário Digital: Médicos querem intervenção do bastonário contra falsidades da Crioestaminal

A direção do Colégio de Especialidade de Imunohemoterapia acusou a Crioestaminal de divulgar falsidades no seu anúncio publicitário e de ter um comportamento antiético, pelo que solicitou a imediata intervenção do bastonário da Ordem dos Médicos.

Numa carta assinada pelo presidente do Colégio de Especialistas de Imunohemoterapia, Álvaro Monteiro, estes médicos repudiam também as acusações lançadas contra os médicos pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais, Rui Reis, que na altura criticou os médicos que se opuseram ao anúncio.

Em causa está um anúncio publicitário da crioestaminal, em que é apontada uma hipótese em 200 de as crianças virem no futuro a desenvolver doenças como leucemia, linfoma ou tumores sólidos, passíveis de serem tratadas com células estaminais das próprias ou de um irmão.

Os especialistas em imunohemoterapia repudiam a “exploração da ignorância e a utilização abusiva e distorcida de dados científicos quanto a doenças onde se aplicam as células estaminais” e reprovam a ligação publicitária feita a células criopreservadas para uso pessoal ou familiar, “por ser incorreta e cientificamente falsa”.

Na carta, a que a Lusa teve acesso, é apontado como antiético promover expectativas nos pais aos quais é vendido um falso seguro de saúde para tratar doenças para as quais ainda não há qualquer evidência clínica de benefício, e lembram que para estas doenças há alternativas terapêuticas.

A direção do Colégio reprova também a confusão intencional do material publicitário das empresas privadas, que misturam doenças, a maioria das quais apenas exclusivamente tratadas com células do cordão de dadores não relacionados.

Os especialistas lembram que no caso de doença na família tratável com sangue de um dador relacionado, o Banco Publico procede à criopreservação de dádivas dirigidas, pelo que o uso familiar está garantido.

Não há assim qualquer motivo para recomendar medicamente a criopreservação em Banco Privado, sublinham.

Sobre o presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais, a direção do colégio repudiou as suas afirmações depreciativas em relação aos médicos proferidas à comunicação social, “pela profunda ignorância demonstrada em relação à aplicação médica autóloga de Células estaminais criopreservadas para o próprio, que defende”.

“Repudia-se ainda a abusiva utilização do cargo de presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais que desonra com posições antiéticas e pelo desrespeito manifestado pelos sócios, alguns médicos, que não o mandataram para fazer estas declarações como presidente dessa sociedade”, afirmam.

Ainda sobre a Sociedade Portuguesa de Células Estaminais, os médicos de imunohemoterapia lamentam que “investigadores que usam os fundos públicos e os impostos dos contribuintes durante anos a fio, passem décadas fazendo promessas a troco de milhões de euros de investimento público sem que nenhum resultado prático de aplicação clínica relevante seja conseguido e sem que haja uma real translação para benefício dos doentes”.

A carta termina com um alerta para a necessidade de dotar o Banco Público de Células dos meios necessários ao seu funcionamento, para rapidamente poder libertar unidades para os doentes que dele necessitam.

“Este sim, de utilidade reconhecida na prática clínica e uma peça fundamental para tratamentos e desenvolvimento de investigação aplicada á clínica e até agora sem apoio do Estado que o criou”.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=573945

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ervilhas salteadas


Ingredientes:
200gr ervilhas
4 dentes de alho
Azeite qb

Preparação:
Regar uma frigideira com azeite. Esmagar e descascar os dentes de alho e juntar ao azeite. Deixar aquecer.
Adicionar as ervilhas. Mexer com uma espátula de madeira até estarem tenras.

Dicas:
As ervilhas podem estar congeladas quando vão para a frigideira.

Receita em pdf.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Despachar stock da despensa e do congelador

Volta e meia, preparo receitas a pensar em despachar stock da despensa e do congelador.

É uma boa maneira de renovar produtos, evitar que algo ultrapasse a validade e fazer receitas que já não se fazia há algum tempo.

Por isso, que tal planear o menu semanal da próxima semana a pensar nisso?!

Boa limpeza de stock!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Prenda para o dia da Criança


O dia da Criança está quase aí. Este ano calha a uma sexta-feira, por isso aproveito para declarar todo esse fim-de-semana como sendo da Criança.

Em vez de mais um brinquedo de plástico Made in China, que tal algo mais divertido?

Peguem nas crianças lá de casa, nos sobrinhos, afilhados e afins e partilhem uma prenda especial.

É claro que a idade da criançada irá influenciar a brincadeira. A ideia de hoje é para crianças pequenas, mas gostaria muito de receber sugestões do género para fazer com pré-adolescentes ou mesmo... (tenham coragem)... adolescentes!

Do que é que vão precisar? Uma caixa de cartão grande, fita-cola larga, tesoura, restos de papel de embrulho, folhas de papel, cola em stick, canetas de feltro coloridas e muita criatividade! (cuidado especial com a tesoura perto da pequenada!).

Dada a tendência para escrever nas paredes ou no sofá (já demonstrada pela migalhinha), o melhor será fazer isto num ambiente controlado. A varanda é um bom local, se não estiver muito vento.

Peguem na caixa e reforcem as dobras com a fita-cola larga. Usem também a fita-cola para fechar bem uma das aberturas (será a base). Abram as abas da outra abertura e prendam-nas, umas às outras, com a fita-cola.

Numa das laterais, cortem uma abertura suficientemente grande para entrar, tendo o cuidado de manter a estrutura estável! Podem também recortar reentrâncias nas abas do topo.

Colem pedaços de papel de embrulho, deixando alguns espaços sem papel e outros com papel branco. Com as canetas, deixem que os pequenotes personalizem esses espaços.

E voilá, eis um forte/castelo de princesa que fará as delícias dos pequenotes! A migalhinha vai delirar!!! Querem melhor prenda do que um sorriso?

Divirtam-se!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Excesso de brinquedos


Infelizmente, os tempos actuais são de crise (já estou farta desta palavra!). Contenção orçamental faz parte do dia-a-dia, pois o desemprego ou a possibilidade de desemprego é bem real para todos nós.

Mas, apesar dos tempos complicados, de uma forma geral, hoje temos um poder de compra muito melhor do que os nossos avós tiveram.

E, por isso, hoje as compras “porque sim” são mais comuns e ditam um consumo por vezes desmedido.

Faz-me confusão o exagero de brinquedos que rodeiam as crianças. Não é preciso tanta tralha. Sabem quantos “bebés” tem a migalhinha?!... eu também não, mas são demasiados! O resultado acaba por passar por brinquedos com os quais nem brinca...

Por isso, uma noite destas, resolvi fazer uma selecção. Os brinquedos de quando era mais pequena ou aos quais não liga foram todos para uma caixa para lhe dar destino: alguns para guardar outros para dar.

Mas cometi um grande erro... deixei a caixa perto da entrada de casa até ao dia seguinte... e não é que a pirralha resolveu explorar, em grande detalhe, todos os brinquedos que lá estavam... E agora?!

Bem, independentemente da selecção final, alguns vão ter de ir embora. É um exagero e até acho pouco correcto perante tantas necessidades de tantas crianças. Por isso, vou pegar em alguns e vou com a migalhinha entregá-los a uma instituição.

E vou tentar moderar mais o impulso de comprar brinquedos. Confesso que me perco um bocado quando entro na Toys’r’us, mas tem de ser!

Boas opções!

domingo, 20 de maio de 2012

Público: Anúncio da Crioestaminal é "chantagem emocional", diz Oliveira da Silva

O debate sobre um spot televisivo que desde o dia 11 promove a recolha de células estaminais do cordão umbilical transbordou ontem das redes sociais para a comunicação social.

Extremado – o presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), Miguel Oliveira da Silva, classifica-o como “uma pouca-vergonha”. O administrador da Crioestaminal, André Gomes, diz que, “pelo contrário, o anúncio faz parte de uma campanha por uma causa”.

A imagem é de uma criança sentada naquilo que parece ser uma marquesa de um gabinete médico. A interpelação, em voz off, é feita directamente aos pais: “Há uma hipótese em 200 de um dia ser diagnosticada ao seu filho uma doença cujo tratamento pode encontrar-se nas suas células estaminais ou nas de um irmão, e que se recolhem no sangue do cordão umbilical. Uma doença como a leucemia, um linfoma ou um tumor sólido. Nesse dia, está preparado para responder a esta pergunta?” E só então se ouve a criança: “Mãe, pai, guardaram as minhas células?”.

“Chantagem emocional, exploração dos sentimentos de culpabilidade dos pais, publicidade desonesta, uma pouca-vergonha”, resumiu Oliveira da Silva, em declarações ao PÚBLICO. O presidente da CNEVE, que foi a primeira personalidade pública a tomar posição sobre o assunto, no Expresso, não está só. Manuel Abecasis, hematologista e director do Serviço de Transplantação do Instituto de Oncologia de Lisboa, diz reconhecer “toda a legitimidade às empresas com fins lucrativos para venderem os seus produtos”, mas critica “a publicidade enganosa” e “a exploração das pessoas que estão prestes a ser pais e, por isso, muito fragilizadas”.

“As células estaminais do cordão umbilical continuam a ter aplicação concreta e cientificamente fundamentada apenas no tratamento de doenças do foro hematológico e isso acontecerá a uma pessoa em cada 20 mil das que criopreservaram”, realça Manuel Abecasis. “O pior de tudo é que não há só pessoas com posses e conhecimentos para optarem pelo banco público ou pagarem mil ou 1500 euros a um privado. Para mais sem informação científica rigorosa, o sentimento de ansiedade que um anúncio destes cria na generalidade das pessoas é imenso”, reforça Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia.

Rui Reis, investigador e presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, está no pólo oposto. Não “vê nada de mal no anúncio” e critica “os médicos, que se esquecem de olhar para o futuro”. “A maior parte daquilo que hoje faz parte da nossa vida já foi ficção científica e um dia – daqui a cinco, dez ou 20 anos – as células estaminais da própria pessoa serão utilizadas no tratamento de inúmeras doenças”, diz.

João Malva, coordenador da equipa da Universidade de Coimbra que procura descodificar a forma como as células estaminais neurais actuam na reparação do cérebro, sublinha que não viu o anúncio, mas que, em abstracto, pode afirmar que “a publicidade a um serviço deste tipo não pode criar uma situação de chantagem emocional nem fugir ao rigor científico”. Sobre a aplicação das células diz que “o que hoje se pode afirmar com segurança é que há imensas expectativas e poucas certezas”.

André Gomes, da empresa debaixo de fogo, afirma que “a causa da Crioestaminal” é precisamente provocar este debate, na medida em que “85% das células do cordão umbilical não vão para bancos privados ou para o público, mas para o lixo”. Garante que há estudos mais recentes do que os citados pelos médicos, “que apontam para uma maior probabilidade de necessidade de uso das próprias células” e realça que, “apesar de querer promover as vendas, com esta campanha a empresa tem como prioridade despertar consciências”. “Se reparar, nunca se diz para os pais escolherem a Crioestaminal”, aponta, não se referindo ao facto de o anúncio fechar com o logótipo e o nome da empresa e a frase: “O futuro guarda muitos milagres”.

Guardar ou dar?

A guerra entre os bancos privados de células estaminais e o Banco Público de Sangue do Cordão Umbilical (Lusocord) não é nova e este anúncio vem reacender outro debate: os pais devem pagar para guardar as células estaminais do cordão umbilical para uso exclusivo da sua família? Ou ganharão mais se defenderem a viabilidade do banco público, onde as amostras de todos estão disponíveis para todos? Manuel Abecasis e Luís Graça garantem que, se tivessem agora filhos, dariam o sangue do cordão umbilical ao banco público, embora sublinhem que, “naturalmente, cada um faz o que quer com o seu dinheiro” – “Até queimá-lo”, diz o primeiro. Rui Reis assegura que “todos os cientistas que trabalham nos laboratórios, em investigação na área das células estaminais, optam por fazer a criopreservação em banco privado”. “As potencialidades são imensas e as pessoas merecem ser alertadas para isso, independente de algumas formas de alerta serem mais emocionais que outras”, defende.

No banco público, o processo de recolha, análise e criopreservação é gratuito, mas as amostras ficam disponíveis para qualquer pessoa de qualquer parte do mundo, ou seja, não há qualquer garantia de que, se algum dia alguém precisar, ainda ali encontrará as suas próprias células. Ontem, na página do Facebook do Lusocord, as vantagens desta opção eram realçadas: “Contrariamente a outros, nós, se precisar, estaremos cá! Sem pressões, prestações ou outras complicações”.

Contactada pelo PÚBLICO, a directora do banco público, Helena Alves, disse não ter sido a autora da mensagem, mas reiterou-a: “De facto, estaremos cá, para olhar pelos doentes, todos os doentes, e não para procurar o lucro”. Disse-se ainda chocada com o anúncio da Crioestaminal que, aconselha, “não deve agir como se estivesse a vender chocolates”.

André Gomes garante que “têm sido mais as críticas positivas que as negativas e adianta que este anúncio faz parte de uma campanha. “Em breve haverá novidades”, promete.

http://www.publico.pt/Sociedade/anuncio-da-crioestaminal-e-chantagem-emocional-diz-oliveira-da-silva-1546614?all=1

Diário de Notícias: Três cafés por dia diminuem o risco de morte

Os adultos entre os 50 e os 71n anos de idade que bebam pelo menos três taças de café por dia poderão ver reduzidos os riscos de morte em 10%, em relação aos que não bebem nenhum café, indicou um estudo do instituto nacional americano do cancro.

Esta pesquisa foi feita a partir de um questionário submetido a um grupo de 40 mil pessoas desta faixa etária, entre 1995 e 1996. E so participantes foram seguidos até 31 de dezembro de 2008.

Os resultados, publicados na revista médica New England Journal of Medicine, datado de 17 de maio, mostra que as pessoas que consomem pelo menos três taças de café por dia, normal ou descafeinado, apresentam menos riscos de morrer de doenças cardio-vasculares e respiratórias, de AVC, de ferimentos, de diabetes ou de infecções.

Apesar de tudo, os investigadores alertam, desde logo, que não podem estar certos, cientificamente falando, que o consumo de café possa prolongar o tempo de vida das pessoas.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2526568&seccao=Sa%Fade

Diário Digital: AR analisa se crianças devem poder decidir tratamentos antes da morte

O grupo de trabalho que está a preparar legislação sobre o testamento vital analisa hoje a possibilidade de os menores de idade também poderem tomar decisões sobre os cuidados a receber antes de morrerem.

A sugestão foi feita pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), no parecer sobre o projecto de lei do testamento vital, divulgado na semana passada, e hoje será analisado no Parlamento.

De acordo com o parecer da comissão, ainda assinado pelo presidente Luís Lingnau da Silveira, as crianças poderão “«omar decisões quanto aos cuidados paliativos a que venham a ser sujeitas, nos termos da Convenção sobre os Direitos da Criança» das Nações Unidas, desde que a maturidade e a idade dos menores sejam tidas em conta.

Para a CNPD, o direito de as crianças «expressarem a sua vontade e de o respectivo médico poder considerá-la, parece inegável» quanto aos cuidados paliativos que possam vir a ser sujeitas.

O parecer da comissão admite ainda considerar a finalidade de uma Rede nacional de Cuidados Paliativos – a ser criada – como «legítima», mas sublinha que competirá à CNPD «apreciar a sua conformidade».

A comissão alerta também para a necessidade de as condições do tratamento de dados pessoais da Rede de Cuidados Paliativos terem de ser definidas em lei, «dado contender com Direitos, Liberdades e Garantias», e avisa que essa lei terá de ser sujeita ao seu parecer.

Além disso, acrescenta, a legislação terá também de indicar a entidade responsável pelo tratamento de dados pessoais.

O testamento vital, ou seja, a possibilidade de cada cidadão decidir que cuidados paliativos quer receber, independentemente da patologia ou da idade, numa situação de sofrimento decorrente de doença incurável ou grave e progressiva, poderá ser criado ainda este ano.

A proposta para criação desta ferramenta foi avançada pela Associação Portuguesa de Bioética (APB), em 2006, e está actualmente à espera de aprovação final no Parlamento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=573046

i online: OMS alerta para aumento da pressão arterial, diabetes e obesidade

Um em cada três adultos em todo o mundo tem pressão alta, uma doença responsável por metade das mortes por ataque cardíaco, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) hoje divulgado.

O estudo estatístico mundial de 2012 chama a atenção para o aumento das doenças não transmissíveis, como é o caso da diabetes, que atinge um em cada dez adultos em todo o mundo.

“Este relatório é mais uma evidência do aumento dramático das doenças do coração e outras doenças crónicas, particularmente em países de baixos ou médios rendimentos”, disse Margaret Chan, directora Geral da OMS, lembrando que “em alguns países africanos, metade da população tem pressão arterial alta”.

As estatísticas anuais da OMS incluem, pela primeira vez, informação sobre pressão arterial e níveis de açúcar no sangue discriminados por sexo.

Analisados os dados de 194 países, os investigadores sublinham que o fácil acesso a diagnósticos e a tratamentos de baixo custo nos países ricos reduziram “significativamente” a pressão arterial alta entre a população.

Em Portugal, por exemplo, 34,5% dos homens e 24,3% das mulheres com mais de 25 anos sofre de pressão arterial alta, de acordo com dados de 2010.

Em muitos países africanos, mais de 40% dos adultos têm pressão alta, revela o relatório que alerta para o facto de grande parte destas pessoas não ser acompanhada por especialistas.

A diabetes é outra das epidemias avaliadas no relatório, que indica que 10% da população mundial é afectada por esta doença.

Sem tratamento, a diabetes pode levar a doenças cardiovasculares, cegueira e insuficiência renal. A doença afeta 7,5 % dos homens e 5,7% das mulheres portuguesas com mais de 25 anos.

O relatório alerta ainda para o aumento da obesidade: “Em todas as regiões do mundo, a obesidade duplicou entre 1980 e 2008”, disse Ties Boerma, diretor do departamento de estatísticas de saúde da OMS, indicando que hoje 500 milhões de pessoas são consideradas obesas", ou seja, 12% da população mundial.

A América é o continente com mais gordos (26% dos adultos), ao contrário dos asiáticos, que surgem no final da tabela.

Em todo o mundo, as mulheres têm mais tendência para ser obesas do que os homens e, por isso, correm mais riscos de vir a ter diabetes, doenças cardiovasculares e cancro. Portugal não é excessão: a obesidade atinge 20,4% dos homens e 22,3% das mulheres com mais de 20 anos.

O relatório indica que as doenças não transmissíveis são atualmente responsáveis por cerca de dois terços das mortes em todo mundo.

Mas nem tudo são más noticias, o estudo apresenta dados animadores sobre a mortalidade maternal, que nos últimos 20 anos diminuiu, passando de 540 mil mortes em 1990 para menos de 290 mil em 2010.

Um terço destas mortes ocorre em apenas dois países: Índia (20%) e Nigéria (14%). Em Portugal, estima-se que morram oito mulheres por cada cem mil nascimentos.

Da mesma forma, a mortalidade infantil também tem vindo a diminuir, passando de números que rondavam os 10 milhões de crianças com menos de cinco anos mortas em 2000 para 7,6 milhões em 2010. Em Portugal, as estimativas apontavam para quatro mortes em cada mil crianças.

http://www.ionline.pt/mundo/oms-alerta-aumento-da-pressao-arterial-diabetes-obesidade

Público: Petição quer mudança de regras dos exames para disléxicos

A Associação Portuguesa de Dislexia (Dislex) considera que a decisão do Júri Nacional de Exames (JNE) de recusar a leitura do enunciado da prova a alunos disléxicos prejudicará milhares de estudantes. A Dislex fez uma petição onde exige a alteração das orientações.

Perante o caso de uma aluna disléxica a quem o JNE recusou apoio na realização dos exames de 9.º ano; a Dislex lembra os estudantes do secundário, que estão prestes a realizar exames de acesso ao ensino superior.

“Apesar de isso não estar legislado, é prática corrente nos exames de 9.º, 11.º e 12.º anos a prova ser lida a um disléxico, precisamente como é lida a alguém que tenha cegado recentemente”, disse ao PÚBLICO Helena Serra, presidente da Dislex, sublinhando que "a mudança vai ter efeitos dramáticos” na vida desses alunos.

Num documento que circula em forma de petição e que foi enviado a várias entidades, entre as quais a Assembleia da República e o Ministério da Educação, a presidente da Dislex considera que a decisão do JNE revela "total alheamento” em relação às características e necessidades” de alunos com dislexia. “O seu principal problema reside precisamente na compreensão da leitura (lentidão, hesitações, alterações, confusão ou não articulação das ideias com desfocagem de respostas); no bloqueio emocional e possível desistência que a pressão da situação lhes causa." argumenta.

Helena Serra, investigadora, professora e autora de várias obras sobre psicopedagogia especializada, foi precisamente a autora da "Ficha A" – que é validada pelo JNE e procura garantir que os alunos com dislexia não são penalizados por erros ou omissões cometidos na resposta escrita às questões. A investigadora assegura, contudo, que aquele instrumento é “insuficiente” e considera “incompreensível” que seja recusada a leitura da prova a alunos que, “com também essa adequação, revelam os saberes exigidos e, às vezes, uma ainda maior criatividade do que os outros, em geral”.

Outros casos

Segundo a dirigente da Dislex, apesar de o caso da menina do 9.º ano a quem foi recusada a leitura do teste ter sido mais mediatizado, “a preocupação é vivida em milhares de escolas e de famílias”. Para a explicação do problema e da forma como ele é sentido remete para um requerimento apresentado ao JNE por uma professora de uma escola do ensino secundário, que, nota, tem investigação aprofundada “na área da compreensão leitora” dos disléxicos.

No texto em que reitera o pedido de leitura de prova para dois dos seus alunos, um do 11.º, outro do 12.º ano, aquela docente, Maria de Fátima Almeida, admite que “poderá haver alunos disléxicos que, devido a uma intervenção precoce adequada, tenham desenvolvido todas as competências instrumentais necessárias a uma leitura compreensiva”. Sublinha, contudo, que “partir-se do princípio de que todos os alunos disléxicos desenvolveram essas competências e, portanto, compreendem o que lêem, vai contra aquilo que os estudos centrados na compreensão da leitura, nomeadamente de alunos disléxicos, mostram”.

“Os alunos que frequentam o 3.º ciclo e o ensino secundário, até já poderão efectuar uma leitura aparentemente fluente e com uma velocidade próxima do esperado”, mas “mantêm uma dificuldade particular em descodificar palavras que não encontraram antes, e, em geral, têm dificuldades persistentes com a consciência fonológica, nomeação rápida e tarefas verbais de memória de curto prazo”, refere Maria de Fátima Almeida no documento. Aqueles défices, explica, resultam do facto de “a descodificação ocorrer não por automatização, mas como resultado de esforço”.

Os dois alunos desta docente, em particular, têm beneficiado da leitura dos enunciados ao longo do percurso escolar. Segundo explica na nota enviada ao JNE, com base na legislação que prevê adequações do processo de avaliação de alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente (Decreto-Lei n.º 3/2008).

Aquela é, contudo, outra questão pouco pacífica, na medida em que, como refere Helena Serra, “a legislação não define que a dislexia é uma capacidade permanente”. “Os dados científicos indicam que sim, que ainda que os problemas sejam atenuados, nunca são completamente resolvidos. Para além disso, têm de ser tido em conta os diferentes graus de gravidade da dislexia”, diz Helena Serra. Realça, a propósito, que “não é por acaso que, ao adequarem as formas de avaliação a cada um dos alunos, os professores, nas escolas, têm entendido que muitos dos que têm dislexia necessitam, entre outros apoios, da leitura orientada”.O JNE tem outra perspectiva, como se percebe da apreciação que faz numa nota enviada à comunicação social, a propósito da queixa da mãe da criança a quem foi negada a leitura do enunciado. Nela escreve, de forma crítica, que “algumas escolas generalizavam certas condições especiais de realização das provas de uma forma pouco criteriosa, em particular a medida ‘leitura de enunciado por um professor’”.

Dizendo basear-se na legislação em vigor, o JNE determina que nas provas nacionais os alunos com dislexia podem usufruir de uma tolerância de 30 minutos, além do tempo fixado para as provas; e ainda que são classificados de forma específica, com base na “Ficha A”. É taxativo na afirmação de que àqueles estudantes, “cujas provas de avaliação externa são já classificadas com o apoio da Ficha A (…), não pode ser autorizada a leitura dos enunciados”.

Aquela ficha contém informação relativa às dificuldades específicas de cada aluno disléxico, podendo ser assinalados, na área da expressão escrita, campos associados ao desenvolvimento linguístico, à ortografia, aos traçados grafomotores e à linguagem quantitativa”. Em todos estes campos, sempre que são assinalados com dificuldades específicas da dislexia de cada aluno, “o professor classificador pode adaptar os critérios de classificação das provas de forma a não penalizar o aluno pelos erros ou omissões cometidos”, aponta o JNE.

Em resposta ao PÚBLICO, o JNE esclarece que "aos alunos disléxicos do ensino secundário não será autorizada a leitura do enunciado das provas de exame, à semelhança do que acontece há vários anos. Em anos transactos existiram autorizações nesse sentido em casos muito pontuais e excepcionais". Assim, o JNE pode autorizar a aplicação da 'Ficha A' e a tolerância de 30 minutos. "Em casos muito particulares o JNE autoriza mais 15-30 minutos", acrescenta.

O PÚBLICO perguntou ainda ao ministério quantos pedidos foram feitos, recusados e autorizados para leitura da prova para alunos disléxicos mas o ministério não respondeu.

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/-associacao-faz-peticao-para-ministerio-mudar-as-regras-dos-exames-para-dislexicos-1546320?all=1

sábado, 19 de maio de 2012

Diário de Notícias: Tratamento contra malária em grávidas salva crianças

Investigadores anunciaram hoje ter desenvolvido um tratamento que ataca simultaneamente a malária e doenças sexualmente transmissíveis em grávidas, o que poderá salvar milhares de crianças na África subsaariana.

Num estudo publicado hoje na revista Journal of the American Medical Association (JAMA), os cientistas revelam que um número considerável de mulheres grávidas na região têm malária e doenças sexualmente transmissíveis e/ou infeções do trato reprodutivo.

Os investigadores estimam que 25 milhões de gravidezes por ano corram risco de infeção pelo parasita da malária na África subsaariana e o estudo agora divulgado revela que quase quatro em cada 10 mulheres assistidas nos serviços de saúde estejam infetadas com a doença.

Ainda mais mulheres estão infetadas com doenças como a sífilis, a gonorreia, a clamídia, a tricomoníase e a vaginose bacteriana.

Naquela região do continente africano há 880 mil nados mortos e 1,2 milhões de mortes de recém-nascidos, muitos dos quais estão ligados a infeções maternas.

Para o feto, a malária e as doenças sexualmente transmissíveis aumentam o risco de aborto, de morte fetal e de parto pré-termo, contribuindo ainda para nascimentos de bebés com peso insuficiente, a principal causa da mortalidade neonatal.

Os investigadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine estão agora a testar um tratamento conjunto de medicamentos antipalúdicos e antibióticos que poderia prevenir e tratar a malária e as DST ao mesmo tempo.

"Revimos evidência de um período de 20 anos para calcular as estimativas de prevalência de DST e malária. Torna-se claro que um tratamento combinado poderia salvar muitas vidas", disse o líder da equipa, Matthew Chico, epidemiologista e investigador da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

Os investigadores esperam ainda que o tratamento combinado possa resolver o problema da resistência aos medicamentos antipalúdicos, que está a alastrar com o tratamento atualmente dado às grávidas.

"O tratamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde para prevenir a malária está a falhar devido às resistências", disse Matthew Chico.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2524226&page=-1

Diário Digital: Biberão e chucha são as principais causas de lesões em crianças

Os biberões e chuchas nas mãos e bocas das crianças podem parecer objectos inofensivos, mas são a causa de múltiplas visitas às salas de emergência todos os anos, de acordo com um estudo.

Segundo o relatório do Nationwide Children´s Hospital, a cada quatro horas uma criança com menos de três anos é tratada numa sala de emergência devido a lesões relacionadas com o uso de biberões, chuchas e copinhos com tampa.

«Estudos anteriores tinham focado em bebés. No entanto, descobrimos que cerca de dois terços das lesões examinadas no nosso estudo foram entre crianças de um ano de idade que estão a aprender a caminhar e são mais propensos a cair», declarou Sarah Keim, co-autora do relatório e pesquisadora do Nationwide Children´s Hospital em Columbu (Ohio).

A pesquisa, que foi publicada na edição de Junho da revista Pediatrics, chegou à conclusão que 86% das lesões aconteceram quando as crianças corriam ou caminhavam com o objecto na boca e que 70% provocaram alguma laceração.

De acordo com o estudo do Center for Biobehavioral Health e o Center for Injury Research and Policy do Nationwide Children´s Hospital, que examinou lesões registadas entre 1991 e 2010, pelo menos 45.398 crianças com menos de três anos foram tratadas com lesões associadas a biberões, chuchas e copinhos nos Estados Unidos.

Os cientistas assinalaram os biberões como o principal causador de lesões nos menores, com 65,8% dos casos, seguidas pelas chuchas, com 19,9%.

Tanto a Academia Americana de Pediatria (AAP) como a Academia Americana de Dentistas Pediátricos (Aapd) recomendam a substituição da garrafa por copos sem tampa quando o menor tiver 12 meses a fim de prevenir acidentes e promover hábitos de alimentação mais saudáveis.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=572917

Diário Digital: Estação em que bebé nasce influencia o seu desenvolvimento

A estação do ano na qual um bebé nasce pode influenciar a forma como este se desenvolverá. De acordo com a literatura médica, alguns dos factores influenciados são hábitos alimentares, a visão, defeitos congénitos, traços de personalidade e a saúde mental.

«Por exemplo, infecções maternas – uma mãe pode ter mais hipóteses de apanhar uma gripe durante o Inverno. Isso aumenta o risco? Ou a dieta. Dependendo da estação, algumas comidas – frutas, vegetais – estão mais ou menos disponíveis, e isso pode causar impacto no bebé em desenvolvimento», explica o investigador Sreeram Ramagopalan, da Universidade Queen Mary, em Inglaterra.

«Outro candidato chave é a vitamina D, que está relacionada com a exposição solar. Durante o Inverno, com a falta da luz do sol, as mães tendem a ser deficientes em vitamina D», completa.

Ramagopalan acredita que compreender as causas desse efeito pode dar origem a técnicas de prevenção de doenças, proporcionando mais saúde e bem-estar a gestantes e bebés.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=572699

Diário Digital: Infecções evitáveis são a maior causa de morte infantil

A maior parte das mortes infantis é provocada por infecções que poderiam ser prevenidas, de acordo com especialistas.

Num estudo publicado na revista Lancet, uma equipa americana analisou dados relativos a mortalidade infantil em todo o mundo em 2010 e descobriu que dois terços das 7,6 milhões de crianças que morreram antes de completar cinco anos foram vítimas de infecções - sendo pneumonia a principal delas.

Um dos especialistas disse que era muito importante «traduzir tais descobertas em acção».

A equipa da escola de saúde pública Johns Hopkins Bloomberg analisou várias fontes de dados, incluindo pesquisas domiciliares e sistemas de registo de 193 países. Uma modelagem matemática foi utilizada para completar a pesquisa quando nem todas as estatísticas estavam disponíveis.

Segundo o estudo, desde 2000 houve uma queda de 26% nas mortes infantis em todo o globo (uma redução de 2 milhões em números absolutos).

Também caiu o número de vítimas das doenças que mais causam mortes - inclusive diarreia, sarampo e pneumonia -, embora os especialistas alertem que ainda há muitos desafios a serem superados nessa área.

De acordo com o estudo, cerca de metade das mortes infantis ocorrem na África, sendo dois terços provocadas por doenças infecciosas, como malária e sida.

No Sudeste Asiático, problemas neonatais são os que mais causam vítimas.

Cinco países (Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo e China) são responsáveis por quase a metade das mortes (3,75 milhões).

Segundo os cientistas, são poucos os países que conseguirão atingir até 2015 os objectivos estabelecidos nas Metas do Milénio.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=572298

i online: 26 empresas alteraram mensagens publicitárias de alimentos para crianças

As 26 empresas que em 2011 se comprometeram a não publicitar alimentos e bebidas sem recomendações nutricionais, cujo publico-alvo são crianças até aos 12 anos, cumpriram os objetivos traçados, revela um relatório.

As conclusões resultam do primeiro relatório de monitorização dos 'Compromissos do Sector Alimentar em Portugal', uma iniciativa promovida pela Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) e pela Federação das Indústrias Agro-Alimentares (FIPA) em 2009, a que a agência Lusa teve acesso.

O compromisso assumido pelas 26 empresas do setor alimentar passa por não apresentar "publicidade a géneros alimentícios dirigida a crianças menores de 12 anos através da televisão, publicações e Internet, excetuando-se os produtos que preencham critérios nutricionais que tenham por base evidências científicas aceites e/ou recomendações nutricionais, nacionais ou internacionais aplicáveis".

Abstêm-se igualmente de "efetuar comunicação comercial relacionada com produtos alimentares em escolas do primeiro ciclo, exceto quando especificamente solicitada ou acordada com a escola, e se destinar a fins educativos".

De acordo com a análise efetuada a 31.400 'spots' publicitários das empresas signatárias, que representaram em 2011 cerca de 60 por cento da totalidade do investimento publicitário a alimentos e bebidas em Portugal, a taxa de cumprimento na televisão, na imprensa e na Internet foi total, conclui o relatório.

"Na televisão, a representatividade total da taxa de cumprimento foi de 99,2 por cento, na imprensa foi de 100 por cento e na Internet foi de 100 por cento", revela o documento.

Foram analisados 17 canais de televisão, cinco revistas para crianças e 16 sites na internet.

Os 'Compromissos do Setor Alimentar' são uma iniciativa voluntária onde os signatários se comprometem a alterar a forma como comunicam com crianças menores de 12 anos.

Este compromisso segue o 'EU Pledge', uma iniciativa europeia com os mesmos objetivos, lançada em 2007 com o contributo dos signatários para a 'European Union Platform for Action and Diet, Phisical Activity and Health', um fórum estabelecido pelo Comissário Europeu Markos Kyprianou (anterior Comissário Europeu para a Saúde e Assuntos de Consumo) em 2005, como forma de encorajar as partes envolvidas a desenvolver iniciativas que promovam estilos de vida saudáveis no contexto europeu.

O relatório de monitorização foi desenvolvido pela Accenture e pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco que avaliaram o cumprimento dos compromissos assumidos pelas 26 empresas signatárias na vertente publicitária nos diferentes órgãos de comunicação social.

http://www.ionline.pt/portugal/26-empresas-alteraram-mensagens-publicitarias-alimentos-criancas

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Correio da Manhã: Bebidas energéticas consumidas diariamente podem destruir dentes

O consumo regular de bebidas energéticas ou isotónicas destrói o esmalte dos dentes, o que os pode escurecer de forma irreversível, conclui um estudo científico realizado nos Estados Unidos.

A acidez desse tipo de bebidas, cada vez mais consumidas por jovens e praticantes de desporto, ataca o esmalte dos dentes, bastando, nalguns casos, o consumo cinco dias consecutivos para que a dentição comece a deteriorar-se, indica a investigação realizada na Universidade de Southern Illinois.

Os autores do estudo analisaram 13 bebidas isotónicas e nove bebidas energéticas, concluindo que os níveis de acidez variam até na mesma marca, em função dos diferentes sabores.

Embora a acidez exista em muitos alimentos e noutras bebidas que ingerimos, esse tipo de bebidas, tal como sucede com as açucaradas, como os refrigerantes, destroem o equilíbrio que é mantido pela saliva.

"Se o equilíbrio se mantiver, não teremos grandes problemas ao longo dos anos. O problema é quando a tendência é maior para o lado da desmineralização" e a saliva não consegue compensar o efeito da acidez sobre o esmalte, explicou à agência Lusa o professor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto Mário Jorge Silva.

Além de escurecer os dentes de forma irreversível, pela perda de esmalte que não pode ser reposto, o excesso de acidez aumenta a sensibilidade dentária.

O estudo conclui que embora os dois tipos de bebidas tenham elevados graus de acidez, as energéticas são ainda mais nefastas por terem o dobro dos ácidos das isotónicas.

Um gesto que agrava mais o efeito da acidez é escovar os dentes para "limpar" os dentes desse efeito.

Como o esmalte está afectado, a passagem da escova vai removê-lo de forma irremediável, pelo que o dentista Mário Jorge Silva recomenda que depois de ingerir alimentos ou bebidas ácidas deve-se aguardar umas horas para possibilitar o efeito regenerador da saliva, antes de usar a escova.

Desconhece-se a existência de estudos actuais sobre o consumo deste tipo de bebidas em Portugal, mas nos Estados Unidos, entre 30 a 50 por dos adolescentes consomem regularmente bebidas energéticas e isotónicas e destes 62% admitem beber pelo menos uma dose por dia.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/bebidas-energeticas-consumidas-diariamente-podem-destruir-dentes

Diário Digital: Consumo de álcool favorece a má alimentação, diz estudo

Ingerir bebidas alcoólicas diariamente ou apenas eventualmente, seja em qualquer quantidade, incide negativamente na qualidade dos hábitos alimentares. É o que aponta um estudo elaborado no Departamento de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade Autónoma de Madrid (Espanha).

Os investigadores ouviram mais de 12 mil pessoas residentes na região de Madrid com idades entre 18 e 74 anos. O estudo indicou que aqueles que abusam do consumo de álcool tendem a manter uma dieta pouco saudável, consumindo proteínas de origem animal em excesso, principalmente carne vermelha. Além disso, regista-se um baixo consumo de frutas, legumes, leite e seus derivados em relação ao recomendado.

Segundo os cientistas, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas está associado a uma maior tendência em não realizar algumas das principais refeições do dia, como o pequeno-almoço, almoço e jantar, o que pode ser prejudicial para a dieta.

O álcool, além de viciante, possui muitas calorias. Porém, são calorias vazias, ou seja, desprovidas de minerais e vitaminas. Ao fazer essa substituição, a dieta fica menos saudável. Ou seja, ao consumir bebidas alcoólicas a pessoa sente-se mais saciada, tornando muito maior a probabilidade  de saltar refeições importantes e fazer uma alimentação desequilibrada, pobre em grupos alimentares e nutrientes essenciais à boa saúde do organismo.

Dependendo da restrição de calorias determinada na dieta, uma simples dose de álcool prejudica todo o trabalho de disciplina que se teve durante uma semana inteira. Além disso, quando se bebe uma caipirinha, por exemplo, os acompanhamentos, os petiscos, rondam a mesa.

O álcool possui grandes quantidades de calorias, perdendo apenas para as gorduras. Conseguir passar a semana inteira cumprindo à risca uma alimentação saudável, mas entregando-se às tentações das bebidas no final de semana, é algo condenável num plano de emagrecimento.

«Para aquelas pessoas que possuem o hábito de beber regularmente, é bom lembrar que o álcool tem um efeito tóxico na mucosa intestinal e acaba por diminuir a absorção de vitaminas como a tiamina, ácido fólico e B12. Por ter propriedades diuréticas, aumenta a excreção urinária de magnésio e zinco, nutrientes reguladores do organismo», argumenta a nutricionista Sandra Rodrigues de Melo Nascimento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=572099

Diário Digital: Saltos altos podem ser um perigo para a coluna das adolescentes

O uso contínuo de saltos altos pelas adolescentes pode contribuir para a crescente incidência de problemas de postura entre as jovens.

De acordo com Paulo Pereira, coordenador nacional da campanha «Olhe pelas Suas Costas», «o uso dos saltos altos influencia a postura e o funcionamento da coluna lombar. Ao usar um sapato com salto alto, o peso do corpo fica apoiado principalmente na parte da frente do pé. Dessa forma, tende a haver um desequilíbrio para a frente, o que obriga a uma alteração da posição do joelho, da anca e da coluna lombar, que pode contribuir para o agravamento dos sintomas na região lombar».

E acrescenta: «As adolescentes usam cada vez mais saltos altos diariamente e não de forma ocasional, sem se preocuparem com as consequências que este facto pode ter na sua coluna. Os saltos finos, ao reduzirem a base de sustentação, contribuem ainda mais para este problema, uma vez que diminuem a estabilidade do contacto do pé com o solo».

«Um salto com uma altura até 3 cm e de preferência de base larga é mais saudável e adequado para o uso diário», recomenda o especialista.

Um estudo recente indica que sete em cada 10 pessoas sofrem de dores nas costas, ou seja, 72,4% da população portuguesa. No entanto, quase metade dos portugueses admite que nunca ouviu falar de doenças relacionadas com dores nas costas.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=572015

i online: Obesidade infantil. Susto pôs açorianos na linha

Pode ser só uma das explicações do sucesso, mas os centros de Saúde dos Açores, que são 16, têm mais nutricionistas a trabalhar que as unidades da região de Lisboa e Vale do Tejo. E cada centro de saúde açoriano tem um profissional, portanto cobertura total, e em Lisboa há apenas cinco para 87 centros – um nutricionista para cada 566 mil habitantes. Mas há mais: consultas próprias para combater a obesidade, um programa de saúde escolar que encaminha os alunos com excesso de peso para cuidados de saúde, conversas entre professores, pais e profissionais de saúde. Ontem foram apresentados os resultados da segunda fase do projecto de monitorização do excesso e obesidade infantil “Childhood Obesity Surveillance Iniative” (COSI), uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde na região europeia que em Portugal avaliou 4064 crianças em 2010. Os Açores destacam-se: são a região em que a prevalência do excesso de peso infantil mais baixou entre 2008 e 2010, na obesidade quase para metade.

A nível nacional, a incidência do excesso de peso nas crianças entre os seis e os oito anos – a faixa etária monitorizada em Portugal – caiu dois pontos percentuais, para 30,2%. Os Açores, que em 2008 tinham uma em cada quatro crianças com excesso de peso e 22,7% de crianças obesas, conseguiram aproximar-se da média nacional (ver gráficos). Na prevalência da obesidade estão agora apenas pior que o Algarve, a região que continua a ter os melhores indicadores. “Ficámos muito assustados”, lembrou ao i Rita Carvalho, nutricionista da Direcção Regional da Saúde dos Açores. Quando os resultados da primeira monitorização do COSI em Portugal foram apresentados, a região era camisola amarela no excesso de peso das crianças, dez pontos acima da média nacional. “Já tínhamos uma ideia da enorme prevalência da obesidade. Mais de metade da população açoriana tem excesso de peso, mas, se considerarmos apenas adultos com mais de 40 anos, os pais destas crianças, quase 80% têm excesso de peso.”

Depois dos resultados nacionais, decidiram partir para um rastreio a nível regional – nos Açores, como as amostras do COSI são representativas da população nacional, tinham sido avaliadas apenas 113 crianças. Escolheram o 5.o ano e convocaram todos os alunos. Dois terços, cerca de 3 mil crianças, foram medidas e avaliadas em tempo recorde: um trimestre. Se há 20 anos os Açores tinham 60% das crianças com peso e estatura baixa, hoje é claro que o problema é outro. A sensibilização, explica Rita Carvalho, passa sobretudo por intervir na família, mas também por coisas pequenas como reconhecer a obesidade infantil. “Quando entrámos a primeira vez na escola com maior prevalência de excesso de peso, no Pico, os professores diziam que não tinham o problema. Uma criança é um ser muito magro. Basta ter um ou dois quilos a mais e já é excesso de peso. Às vezes mais três quilos é obesidade, com riscos associados.”

Sedentarismo e alimentação parecem as grandes explicações. Embora os resultados do COSI 2010 ainda não sejam totalmente conhecidos, o relatório de 2008 concluiu que mais de metade das crianças vai para a escola de carro e passa quase quatro horas à frente da televisão mesmo ao fim-de-semana. Alimentos com pouco interesse nutricional, como pizzas ou refrigerantes, têm um consumo mais frequente que sopas e hortaliças.

Teresa Sancho, coordenadora do programa de combate à obesidade infantil da Administração Regional da Saúde do Algarve, reconhece que estas são as causas a combater, algo que o Algarve começou a fazer em 2007, com um programa de combate à obesidade infantil com duas vertentes: a de promoção do estilo de vida saudável e o tratamento, onde entra o aumento de nutricionistas na rede pública. Reúne 24 parceiros, das universidades aos hospitais. Um dos sinais de sucesso no Algarve é a transformação nas cantinas. Os resultados de um programa de sensibilização e avaliação da qualidade das ementas escolares, iniciado em 2005, revelam que em 2010 houve uma melhoria de 60% no cumprimento de critérios de saúde, como todos os pratos terem vegetais ou tantos pratos de peixe como de carne. “As sobremesas doces, que antes apareciam todas as semanas, por vezes mais de uma vez, agora surgem em muitas escolas só duas vezes por mês.”

Também no desporto escolar o salto é grande. O programa Escola Activa arrancou em 2008 e hoje 32 mil alunos algarvios têm cadernetas especiais onde registam a actividade física. Há actividades para pais e filhos e um sistema de autocolantes e prémios para distinguir os melhores resultados. Se podia pensar-se que os resultados se devem à praia e ao bom tempo para desporto ao ar livre, Teresa Sancho lembra que a região é a mais pobre e com mais desemprego do continente. “Queremos acreditar que tem sido esta máquina a compensar a desvantagem dos níveis de pobreza.”

http://www.ionline.pt/portugal/obesidade-infantil-susto-pos-acorianos-na-linha

i online: Infecções causam um em cada seis novos casos de cancro

Nos últimos dias a relação entre sexo oral e cancro em Portugal voltou a dar que falar. O médico do IPO Daniel Sousa alertou para o aumento do cancro oral em jovens, resultado de um novo fenómeno: “Os doentes são vítimas de novos hábitos sexuais, nomeadamente do sexo oral com vários parceiros”, disse, citado pelo “Correio da Manhã”. Os riscos do sexo na transmissão do vírus do papiloma humano, que causa o cancro do colo do útero mas também tumores na língua e na boca, têm sido reconhecidos por médicos e investigadores. E um estudo publicado ontem pela Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC) revela a dimensão mais global dos cancros causados por agentes infecciosos, muito para além destes dois casos mais conhecidos. A nível mundial, concluíram os investigadores, um em cada seis cancros são causados por bactérias e vírus.

Os investigadores da IARC concluem na “Lancet Oncology” que em 2008, dos 12,7 milhões de novos casos de cancro diagnosticados a nível mundial, cerca de 2 milhões tiveram como origem uma infecção. Apesar de a percentagem média de cancros relacionados com agentes infecciosas rondar os 16%, os investigadores reconhecem as diferenças entre países mais e menos desenvolvidos.

Na África subsariana, a percentagem de cancros causados por agentes infecciosos como o vírus da hepatite B e C, mas também o vírus do papiloma humano (VHP), atinge os 32,7%. Na Austrália, onde a fracção de cancros de origem infecciosa é menor, não ultrapassa os 3,3%. Dos cerca de 2 milhões de casos apurados, os investigadores estimam que 80% ocorram nos países menos desenvolvidos.

Os investigadores estudaram a incidência de sete cancros em que já foram reconhecidos pela ciência desencadeadores infecciosos. Se no caso do cancro do colo do útero a estimativa é que 100% dos 530 mil casos diagnosticados no mundo estejam ligados ao VHP, no caso do cancro oral a percentagem é de 25,6%. Nos tumores do fígado, estima-se que 76,9% sejam provocados por vírus como os da hepatite B e C.

Catherine de Martel, coordenadora da investigação, explicou ao i que as conclusões do estudo são um alerta para reforçar a prevenção. Além de alargar a cobertura da vacinação nos casos em que esta está disponível, há outras medidas importantes, como os programas de troca de seringas e, no caso da bactéria Helicobacter pylori (que causa 74,7% dos cancros na parte baixa do estômago), reforçar os tratamentos com antibióticos. Martel diz que no caso desta bactéria se concluiu que é responsável por 46% dos cancros de origem infecciosa nos países desenvolvidos (180 mil casos em 2008). “Pode ser um reflexo do baixo investimento na investigação sobre a prevenção do cancro gástrico comparativamente com o cancro do colo do útero ou do fígado.” Os investigadores não descartam também que o número de casos apurados esteja subestimado, por ainda estarem por descobrir ou validar cientificamente outros agentes infecciosos causadores de cancro.

http://www.ionline.pt/portugal/infeccoes-causam-cada-seis-novos-casos-cancro

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Frango assado


Ingredientes:
1 frango do campo
3 colheres de sopa de calda de pimentão
1 limão
1dl vinho branco
6 dentes de alho
Azeite qb
Piri-piri qb

Preparação:
Passar o frango por água corrente e retirar toda a gordura possível.
Numa tigela, colocar o frango e temperar com a calda de pimentão, o sumo do limão, o vinho branco e os dentes de alho bem esmagados. Juntar um pouco de azeite e um pouco de piri-piri. Envolver bem o frango na mistura e deixar marinar.
Colocar o frango aberto sobre a grelha do forno, colocando o tabuleiro de forno por baixo.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 30/40 minutos.
Reservar o molho que ficar na tigela. Se, durante a cozedura, o frango começar a secar, deitar um pouco do molho do tempero por cima.
Poderá ser necessário golpear o peito e as coxas para que asse melhor.
Servir acompanhado de arroz simples e uma salada de tomate e mozarella.

Dicas:
Se as crianças também vão comer o frango, atenção ao piri-piri.
Se não tiver calda de pimentão, usar uma dose generosa de pimentão em pó.
Para dar um pouco menos de trabalho a lavar, proteger o tabuleiro do forno com uma folha de alumínio.

Receita em pdf.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aproveitar o forno


Fazer um planeamento do menu semanal tem várias vantagens. Optimizar o nível nutricional. Aumentar o consumo de peixe. Aumentar o consumo de legumes. Optimizar as compras de supermercado. Despachar stock da despensa e do congelador. Distribuir tarefas.

Mas há outra vantagem, com implicações económicas e ambientais: maximizar os consumos do forno.

Se anda a sonhar com rolo de carne, porque não aproveitar para fazer também uma tarte de espinafres? E um delicioso crumble de maçã ou bolo de iogurte?

Estará assim a aproveitar o calor do forno, fica com o almoço e jantar já prontos e com mais tempo para descansar.

Se tiver a tarifa bi-horária semanal, aproveite para ligar o forno no horário mais económico durante o fim-de-semana.

Poupa-se energia, dinheiro, ambiente e, muito importante, tempo!

Boa cozinha!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Inventário da despensa

Ao contrário do congelador, não tenho um inventário dos artigos da despensa, que na realidade é apenas um móvel despenseiro.

Aquilo anda sempre tão desarrumado que, volta e meia, lá se descobre um pacote de natas fora da validade ou mais tostinhas do que aquelas que conseguimos comer num ano.

Por isso, numa de evitar desperdícios, tirei tudo para fora! Em menos de 5 segundos já me estava a arrepender, mas era tarde demais...

O que estava fora da validade foi para o lixo, as caixas de cereais foram reorganizadas, os pacotes de leite foram empilhados e as pequenas embalagens divididas por categorias.

Entretanto, tenho andado a estudar soluções de arrumação e organização da despensa e a pensar numa folha excel para ter o inventário sempre actualizado.

Não tenho intenções de apontar tudo. Há coisas que não acho que valha a pena, mas digam-me o que acham desta lista. Segue a mesma lógica do inventário do congelador, por isso deve funcionar.

Bom inventário!


[Não consegui adicionar a versão em excel. Se alguém quiser o ficheiro em excel, basta enviar um email para dicas.da.migalha@gmail.com com o Assunto: Excel Inventário da despensa. Assim que me for possível, envio :)]

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O estigma da amamentação

Na semana passada, vi a capa da revista Time, cujo tema principal é “educação intuitiva” (attachment parenting). O que me deixou a pensar...

Ao decidir engravidar, achei natural procurar toda a informação possível sobre tudo o que implica criar e educar um filho, o que inclui a amamentação.

Encontrei um mundo de opiniões diferentes, cada um com as suas razões, e acabei por me tornar uma defensora dos princípios defendidos pela Organização Mundial de Saúde: amamentação exclusiva até aos 6 meses e complementada até, pelo menos, aos 2 anos. Felizmente, tanto o meu mais-que-tudo como a pediatra da migalhinha concordam plenamente.

Mas confesso que não foi fácil. Ao contrário do que nos fazem acreditar, a amamentação não é totalmente inata, tendo de ser aperfeiçoada pela mãe e pelo bebé. Também confesso que, nos primeiros meses, ao ver crianças de 18 ou 24 meses já tão grandes, não tinha a certeza de ser capaz. Nessa altura, o bom-senso do meu mais-que-tudo foi fundamental, dizendo-me “eles não ficam com aquele tamanho de um dia para o outro e, sendo a tua filha, acho que nem vais pensar nisso na altura”!

E não penso! Agora com 16 crescidos meses, a migalhinha continua a mamar. E assim continuará por mais não sei quanto tempo...

Não quero saber se não acham correcto, se a acham demasiado crescida ou se acham que devia ter vergonha! O estigma social que se criou à volta da amamentação não se deve sobrepor ao instinto natural e à vontade de mãe e cria. É a nossa vontade e deve ser respeitada!

Não sei se me identifico completamente com a “educação intuitiva”, mas identifico-me bastante com este artigo (em inglês) http://healthland.time.com/2012/05/10/extended-breast-feeding-is-it-more-common-than-we-think/?iid=obnetwork

O meu desejo? Que cada mãe procure informações junto de fontes credíveis e que, cada mãe, faça as suas opções livre de preconceitos e culpas.

Boa amamentação!

domingo, 13 de maio de 2012

Diário de Notícias: Time' mostra mãe a amamentar filho de três anos

As novas tendências parentais são o tema de capa da revista Time desta semana. Mas a imagem escolhida (uma mãe a amamentar o filho de três anos) está a causar polémica nas redes sociais.
A educação intuitiva (attachment parenting) é uma tendência que privilegia o contacto entre pais e filhos e inclui práticas como a amamentação até tarde ou dormir com os filhos e é este o tema de capa da revista Time desta semana.

O tema já seria controverso, mas a escolha da capa ajudou a que as reações fosse imediatas. No twitter chover criticas à escolha da fotografia com outras mães a considerar "chocante". Os comentários acusam a publicação de pressionar as mães que não são adeptas da educação intuitiva.

http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=2511048

Sol: Obesidade está a baixar entre as crianças portuguesas

Um terço das crianças portuguesas entre os seis e os nove anos tem excesso de peso, mas a tendência é para esta margem baixar, revela um estudo que vai ser hoje apresentado em Lisboa.

Dados recolhidos em 2008 indicavam que 32,2 por cento das crianças daquela faixa etária eram obesas ou tendiam a sê-lo, enquanto em 2010 – quando foi feito o inquérito que vai agora ser divulgado –, essa percentagem baixou dois pontos percentuais, para 30,2 por cento.

O excesso de peso contabiliza os obesos e os pré-obesos.

O relatório da segunda fase do 'Childhood Obesity Surveillance Iniative'(COSI Portugal), promovido pela Organização Mundial da Saúde/Europa, que será apresentado no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), precisa que a taxa de obesidade baixou de 14,6 por cento para 14,3 por cento.

Ao contrário, a percentagem de crianças com baixo peso aumentou de 2,1 por cento para 2,6 por cento.

O estudo foi feito a partir da avaliação e de inquéritos realizados a 4.064 crianças de 176 escolas do 1.º ciclo do ensino básico.

Apesar da ligeira diminuição do excesso de peso e da obesidade, e do aumento do baixo peso, mantém-se a “necessidade de vigiar o estado nutricional infantil crucial para a tomada de decisão em Saúde Pública”, considera a coordenadora do estudo, a investigadora do INSA Ana Rito.

As estimativas apontam para a existência de 45 milhões de crianças, entre os seis e os oito anos, com excesso de peso em todo o mundo, número a que todos os anos se somam mais 400 mil.

Portugal é, actualmente, o país coordenador da rede europeia que avalia de dois em dois anos o estado nutricional das crianças daquela faixa etária e de que fazem parte a Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Malta, Noruega, Eslovénia, Suécia Grécia, Hungria, Macedónia e Espanha.

O relatório da situação em Portugal será apresentado numa sessão em que vão estar presentes o presidente do Conselho Diretivo do INSA, José Pereira Miguel, o director-geral da Saúde, Francisco George, a investigadora Ana Rito e o coordenador da Plataforma de Luta Contra a Obesidade, Pedro Graça.

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=48886